Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.

28 de fevereiro de 2012

Embraer 170 da United pousa sem o trem dianteiro

Um problema com o trem de pouso dianteiro, que ficou travado, fez com que um avião Embraer 170, operado pela United Airlines Shuttle Air Express, fizesse uma aterrissagem arriscada na noite de segunda-feira (quase madrugada de terça no Brasil) no aeroporto de Newark, nos Estados Unidos.

O piloto aterrissou praticamente com o bico, já que o trem de pouso traseiro não apresentou problema, de acordo com a rede de TV americana ABC. O aeroporto, em Nova Jersey, chegou a ficar fechado por uma hora.

A aeronave fabricada no Brasil levava 69 passageiros e quatro tripulantes e havia decolado de Atlanta. Ninguém ficou ferido, informou a NYC Aviation.

Um avião do mesmo tipo apresentou problema semelhante em 2006, quando pousava no aeroporto de Dulles (Washington), com 61 a bordo. Uma pessoa ficou ferida.

Wi-fi gratuita nos aeroportos da Infraero

A Infraero iniciou agora, no final de fevereiro, os testes técnicos para oferecer internet sem fio gratuita e ilimitada para passageiros nos principais aeroportos do país. Segundo a Linktel, maior operadora independente de WiFi do país e principal fornecedora do serviço limitado de 15 minutos atualmente existente em alguns terminais, sua rede já está pronta e depende apenas da conclusão de processos internos da Infraero. Também participam do projeto as operadoras TIM e Net, além da Rede Ponto Certo, que administra o sistema do Bilhete Único em São Paulo e já participou da implementação de WiFi gratuito em terminais de ônibus na cidade.

Atualmente, o serviço gratuito de 15 minutos era disponibilizado apenas nos aeroportos paulistas de Guarulhos e Congonhas, e os cariocas Galeão e Santos Dumont, além dos terminais de Fortaleza, Recife e Salvador, que passaram a ter WiFi durante o feriado do Carnaval. Para se conectar, o passageiro deverá retirar um cartão – com login e senha – nos balcões de informações dos aeroportos. O sinal está disponível nas salas de embarque. A conexão limitada será descontinuada com o novo formato do serviço, que também será ampliado para outros 11 aeroportos – Brasília, Campinas, Confins, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal (Augusto Severo), Porto Alegre, Pampulha, Jacarepaguá, além do heliporto de Campo de Marte, em São Paulo.

“Após a consolidação da internet gratuita nesses aeroportos, a Infraero poderá levar esses serviços aos terminais de outras cidades”, disse em comunicado o superintendente de negócios comerciais da Infraero, Claiton Resende. O projeto não gerará custos para a estatal. As empresas responsáveis pela disponibilização arcarão com os custos operacionais e, em contrapartida, poderão desenvolver ações publicitárias, conforme estabelecido na consulta pública realizada pela Infraero em dezembro.

Tanto a TIM quanto a Net já têm projetos em WiFi desde o final do ano passado. A operadora de TV paga já oferece seu sinal de internet Virtua em pontos públicos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para seus assinantes, enquanto a companhia de celular tem um projeto piloto na favela carioca da Rocinha.

Força aérea americana desiste dos Super Tucanos

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está cancelando contrato de 355 milhões de dólares para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação.

A empresa brasileira, entretanto, disse que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado.

A Força Aérea disse que vai rescindir o contrato efetivamente na sexta-feira e investigar a decisão da licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft.

Em comunicado, a Embraer "lamenta" a decisão. "A decisão a favor do Super Tucano... foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente", disse a Embraer.

A fabricante disse ainda que "permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos EUA e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto" para decidir os próximos passos.

O secretário da Força Aérea Michael Donley disse, em comunicado, que "apesar de buscarmos a perfeição, nós às vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse

"Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O general da área de equipamentos da Força Aérea dos EUA, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea. Não foram fornecidos mais detalhes, visto que as propostas apresentadas para a Força Aérea possuíam dados confidenciais das empresas.

A notícia acerca da rescisão do contrato é um revés para o grupo de aquisições da Força Aérea dos EUA, que lutava para reconstruir sua reputação após uma série de embaraçosas revogações durante uma batalha entre a Boeing e a europeia EADS para a fabricação de 179 aviões de reabastecimento aéreo para as forças armadas norte-americanas.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos EUA definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte, para serem utilizados no Afeganistão.

Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão. No ocasião, a Força Aérea disse, contudo, que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

A Hawker havia oferecido seus aviões AT-6 de ataque leve na competição, afirmando que eles custariam 25 por cento menos e que haveria um "custo drasticamente mais eficaz" de manutenção que os aviões da Embraer.

A companhia disse ainda que a decisão poderia afetar 1.400 empregos em Kansas e em outros Estados dos EUA e tornar ociosa uma das últimas fábricas no país capazes de construir um turboélice militar.

A força aérea dos EUA notificou a Hawker em novembro de que a sua aeronave não era competitiva e que seria desqualificada. A Sierra Nevada disse em comunicado neste mês que a Força Aérea havia encontrado "diversas deficiências" no avião da Hawker.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Em entrevista à Reuters em 16 de janeiro, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, uma empresa da fabricante brasileira, Luiz Carlos Aguiar, havia mostrado confiança na retomada do contrato com os EUA.

Na ocasião, o executivo disse, ainda, que a venda para os EUA funcionaria de vitrine para campanhas promocionais do Super Tucano junto a outras forças aéreas.

P-3AM da FAB pega fogo em Salvador

A cabine de comando um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pegou fogo durante a decolagem na noite desta segunda-feira (27), segundo informações do Comando da Aeronáutica da Base Aérea de Salvador. Dez tripulantes que saíam do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães em direção a Brasília estavam dentro do avião modelo P3, quando o incêndio começou.

Uma unidade do Corpo de Bombeiros foi enviada para o Aeroporto a fim de controlar as chamas. Ainda conforme a Aeronáutica, nenhum dos dez tripulantes ficou ferido durante o incidente.

O avião da FAB está estacionado na Base Aérea de Salvador e deve passar por uma perícia para determinar as causas do incêndio.

Em nota, a FAB declarou: "Por volta das 20h40 de segunda-feira (27/02), uma aeronave P-3AM, da Força Aérea Brasileira realizava voo de instrução nas imediações do aeroporto internacional de Salvador, quando foi detectado pela tripulação indício de fumaça na cabine da aeronave. Os tripulantes realizaram os procedimentos de segurança previstos e pousaram normalmente, sem qualquer tipo de dano aos tripulantes ou ao avião.

Por medida de segurança adicional, foram acionados os bombeiros do aeroporto, procedimento protocolar previsto para situações dessa natureza. Cabe destacar que nenhuma ação externa foi requerida por parte dos bombeiros do aeroporto, somente o acompanhamento rotineiro.

Conforme normas do Comando da Aeronáutica, os equipamentos de bordo serão submetidos a procedimentos de verificação de falhas e em breve a aeronave em questão retornará à condição de vôo."

Boeing entrega o 1º 747-8I

A Boeing realizou a entrega do 1º jato de passageiros 747-8 Intercontinental, sendo que a aeronave em questão foi entregue a um cliente VIP (não revelado).

Essa aeronave, especificamente, só deverá entrar em funcionamento completo em 2014, quando todos os acessórios VIP forem instalados.

"Esse é um grande dia para a Boeing", disse Jim Albaugh, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes. "O 747 é o avião mais icônico do mundo, e sei que seus usuários irão amar o que fizemos para melhorar a sua performance. O Intercontinental é mais rápido, eficiente e silenciso, oferecendo uma real economia e uma ótima experiência ao voar. Acredito que ela seja uma das mais bela aeronaves no céu."

A versão VIP do 747-8 Intercontinental possui um deck principal com 444,6 metros quadrados de área interior.

Este primeiro avião entregue ainda conta com o Greenpoint Technologies Aeroloft, localizado acima da cabine principal entre o piso superior e a cauda do 747-8 VIP, dando à aeronave, mais 36,5 metros quadrados de espaço adicional. O Aeroloft será instalado pela Boeing Global Transport & Executive Systems (GTES) em Wichita, Kansas.

Com o Aeroloft, a versão VIP do 747-8I oferece o total de 481,1 metros quadrados de área, pode levar 100 passageiros e tem um alcance de aproximadamente 16.372 quilometros.

Isso reduz uma porcentagem de dois dígitos na quiema de combustível e na emissão de poluentes, quando comparado com o 747-400, além de ser 30% mais silencioso. Com uma velocidade de cruzeiro de 0.86 Mach, o 747-8I é o jato comercial mais rápido do mundo, de acordo com a Boeing.

A construtora diz que o 747-8 VIP é a única aeronave, em sua categoria, que está adequada à infraestrutura aeroportuária de hoje, dando aos seus proprietários a flexibilidade de voar para mais destinos. Com base na capacidade dos 747's atuais para voar na maioria dos aeroportos em todo o mundo, o 747-8 VIP, utiliza os mesmos tipos de pilotos, serviços e equipamentos de apoio em terra.

Até o momento, nove compradores anônimos encomendaram o 747-8 Intercontinental na sua configuração VIP.

Emirates receberá 777 comemorativo

A Boeing entrega na próxima sexta-feira para a companhia Emirates Airlines o milésimo avião 777 feito pela fabricante, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Boeing. Segundo a empresa, no momento estão sendo construídos ao mesmo tempo quatro modelos diferentes do 777 na fábrica de Everett, nos Estados Unidos. É a sexta vez que isso acontece; a primeira vez foi em 2009 e, a última, em 2010.

São cinco aviões sendo produzidos, de quatro modelos diferentes, conforme a companhia. Um 777-300ER está sendo feito para a Air France e um 777-200LR irá para a empresa Air Austral. Os dois estão em fase de instalação de sistemas. Um 777-200ER irá para a companhia ANA. E , na parte da montagem final, há um cargueiro 777 para a Qatar e outro 777-300ER, para a companhia Cathay Pacific.

27 de fevereiro de 2012

Patinhos invadem o Aeroporto de Guarulhos

Os funcionários do terminal de Cumbica foram surpreendidos por uma visita inusitada. Uma mamãe pata e dez filhotes invadiram a pista do aeroporto. Veja como foi o resgate das aves!

Indra complementa o centro de Barcelona

O novo centro terá capacidade para formar tripulações de qualquer aerolínea do mundo.As instalações iniciam com um primeiro simulador de Airbus 320 e serão ampliadas progressivamente.A Indra é uma das companhias lideres em simulação no mundo.

A Indra, uma das principais multinacionais da Europa e América Latina, implementará o Centro Internacional de Formação Aeronáutica nas imediações do aeroporto de El Prat, em Barcelona. O novo centro contará com os simuladores mais avançados do mercado. O alto desenvolvimento tecnológico destes sistemas permitirá a formação de pilotos das principais aerolíneas de todo o mundo e complementará o processo de aprendizagens de pilotos novatos.

O ministro de Território e Sustentabilidade da Catalunha, Lluís Recoder; o Prefeito da cidade de Prat de Llobregat, Lluís Tejedor; o diretor geral da Indra, Carlos Suárez; e o diretor de Simulação da Indra, José Vicente Rolo; o presidente da Indra, Javier Monzón; e o presidente Governo da Catalunha, Artur Mas, firmaram um protocolo de intenções para o lançamento do novo centro.

Autoridades do governo da Catalunha e executivos da Indra, firmaram um protocolo de intenções para o lançamento do novo centro.

A sua localização próxima ao aeroporto facilitará aos pilotos de todo o mundo realizar suas horas de treinamento nas escalas durante os seus translados para outros destinos. O novo centro também apoiará a atividade das academias de formação de piloto (FTO), que poderão usá-lo para formar seus alunos. A Indra contará com o apoio da companhia GTA para explorar o centro.

As instalações contarão com os simuladores mais avançados que existem no mercado (Nível D) desenvolvidos pela Indra. Esta qualificação atribuída pela Agência Estatal de Segurança Aérea (AESA), após avaliação dos sistemas segundo normativa internacional, certifica que o sistema de treinamento replica com a máxima fidelidade o comportamento da aeronave real. Contar com o nível D supõe que cada hora de voo no simulador será reconhecida como uma hora de voo em uma aeronave real.

O projeto contempla que o centro inicie com um simulador do Airbus 320, uma das aeronaves com maior êxito comercial, amplamente utilizada por aerolíneas de todo o mundo. O centro será ampliado progressivamente com novos simuladores, incorporando os modelos que as companhias aéreas demandam.

Atualmente, os pilotos em atividade devem completar um número de horas de voo em simuladores de forma periódica. Ainda assim, as aerolíneas geralmente exigem que os aspirantes a tripulante completem horas de voo no simulador do modelo de aeronave que pilotarão.

Os simuladores permitem treinar situações de emergência impossíveis de reproduzir em uma aeronave real. Simula-se, por exemplo, o voo em condições meteorológicas adversas, tanto de noite como de dia, se reproduzem falhas em sistemas das aeronaves e aterrissagens de emergências, que obrigam a empregar protocolos estabelecidos para cada situação. Também ajudam a familiarizar-se com a aterrissagem e decolagem em aeroportos de todo o mundo, fielmente reproduzidos nestes sistemas.

Indra em simulação Aeronáutica Civil -A Indra é uma dos principais fabricantes de simuladores do mundo com mais de 25 anos de experiência. Entregou mais de 200 simuladores a 19 países e 51 clientes. Implementou centros de treinamento para pilotos, controladores aéreos, condutores de veículos de diferentes tipos e operadores de maquinária, entre outros. Os simuladores da Indra cobrem mais de 700.000 horas de treinamento.

A Indra tem desenvolvido um simulador de ATR 72 e A320, ambos nível D, atualmente na operação em suas instalações de São Fernando de Henares. Além disso, também desenvolveu outros simuladores A320 em fase de entrega para Hainan Arlines.

A Indra mantém também uma crescente presença em simulação civil de helicópteros. A companhia tem firmado distintos acordos com a Eurocopter para administrar simuladores de helicóptero transporte EC225 para seu centro de formação de Aberdeen (Escócia). Esta aeronave é utilizada para transportar pessoas e materiais para as plataformas marítimas do Mar do Norte. Também desenvolveu e entregou simuladores do AS350 de vigilância policial, do EC135 e EC145 para o centro de formação de Eurocopter em Dallas, entre outras referências.

Por outro lado, a Indra dotou com seus sistemas o Centro de Simulação para Controladores Aéreos que a Senasa (Sociedad para las Enseñanzas Aeronáuticas Civiles) tem no aeroporto Barajas (Madrid). Este é um dos maiores e avançados centros deste tipo no mundo.

Boeing confirma problemas na fuselagem dos Dreamliners

Cerca de 55 unidades do 787 Dreamliner podem ter uma falha recentemente descoberta na fuselagem, afirmou a Boeing nesta quarta-feira, reiterando, no entanto, que o primeiro avião de compósito de carbono do mundo é seguro. O problema com o 787 acontece enquanto a Airbus investiga a causa de rachaduras nas asas do superjumbo A380. A empresa europeia também afirma que seu avião é seguro.

A fabricante tinha anunciado no começo deste mês sinais de "delaminação" em uma estrutura de suporte na fuselagem traseira, o mais recente da série de problemas no desenvolvimento do revolucionário avião. A Boeing está examinando os Dreamliners já montados para saber se apresentam sinais similares de estresse, que creditou a uma falha no processo de construção.

"Todos os aviões que foram construídos até o de número 55 têm potencial para essa questão", disse o presidente-executivo da Boeing Commercial Airplanes, James Albaugh, durante coletiva em Cingapura. Albaugh disse que o problema pode ser reparado. "Estamos no processo de reparar os aviões que estão no fluxo (de produção)", disse. "Não há problemas com segurança ou voo nos aviões que já entregamos", acrescentou.

Apesar de componentes de compósito de carbono já existirem há anos, o 787 é o primeiro avião comercial construído principalmente com esses novos materiais, que reduzem o peso da aeronave e ajudam as companhias aéreas a economizarem combustível.

Albaugh afirmou que as inspeções podem afetar a entrega dos aviões a curto prazo, mas a companhia ainda espera atingir a meta para este ano. Os primeiros seis modelos produzidos são geralmente para testes.

Analistas disseram que a descoberta da falha cerca de nove semanas após a aeronave ter entrado em operação aumentou as dúvidas sobre se a Boeing é capaz de aumentar a produção para dez aviões por mês até o fim de 2013, das atuais 2,5 aeronaves.

A Boeing até agora entregou cinco desses aviões para a japonesa All Nippon Airways, que começou a usá-los em primeiro de dezembro. Por causa de problemas na produção, isso aconteceu três anos depois do planejado. A Japan Airlines já disse que não espera mais receber seu primeiro Dreamliner até o fim de fevereiro, por causa dos imprevistos na linha de montagem.

A Boeing decidirá até o fim deste ano se irá adiante com os planos de produzir uma versão maior do 787 Dreamliner, disse Albaugh. A maior parte dos analistas de aviação esperam que a Boeing prossiga com os planos de fazer o 787-10, para cerca de 320 pessoas, 40 a mais que a versão mais longa atual do jato, o 787-9.

LAN passa a utilizar novo sistema de navegação

Afetada pelos custos mais elevados de combustíveis, a LAN realizou nesta quinta-feira o primeiro voo na América Latina que utiliza um sistema de navegação do pouso à decolagem que, segundo a companhia, economizará tempo e dinheiro, além de reduzir a poluição.

A LAN disse que o sistema denominado Required Navigation Performance, desenvolvido pela General Eletric, vai cortar 19 milhas (31 quilômetros), 6,3 minutos, 67,5 galões de combustível e cerca de 645 quilos de emissões de carbono de cada voo da sua popular rota entre Cusco e Lima, no Peru.

Embora os componentes da tecnologia estejam em toda parte desde meados da década de 1990 e sejam usados em pousos em alguns aeroportos pelo mundo, a GE disse que o voo desta quinta-feira não foi usual porque a tecnologia via satélite foi usada ao longo de toda a viagem.

O Required Navigation Performance e seu parente para navegação de área (RNAV, na sigla em inglês), fazem parte de um quadro mais amplo, denominado Performance-based Navigation (PBN).

Reguladores nos Estados Unidos e na Europa começaram a adotar o PBN, mas a implementação dele em todos os aeroportos em mercados saturados é complexa, diz especialistas do setor.

Tam e Nestlé

A TAM e a Nestlé fecharam uma parceria para oferecer iogurtes aos passageiros. Durante um ano, a companhia aérea servirá em diversos voos domésticos os últimos lançamentos da marca de alimentos e laticínios.

Com a ação, as empresas pretendem se aproximar do público e promover novos produtos. Nos três primeiros meses, os clientes poderão experimentar o iogurte com pedaços de frutas nas opções Frutas Vermelhas ou Maçã & Banana.

A iniciativa busca proporcionar experiências agradáveis aos consumidores e segue o posicionamento da TAM de oferecer pela manhã produtos mais leves aos passageiros.

As opções serão oferecidas em trajetos entre São Paulo (Congonhas), Rio de Janeiro (Santos Dumont), Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte (Confins), além de outros destinos domésticos operados até 9h30. A ação TAMbém será realizada nas salas VIPs da TAM nos aeroportos de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), oferecendo outros produtos Nestlé, como biscoitos, barras de cereais, achocolatados e cappuccino.

Airbus testa Trent XWB em um A380

O motor Rolls-Royce Trent XWB, o mais eficiente disponível no mercado de aviação civil, ganhou os céus pela primeira vez no último sábado, dia 18 de fevereiro, em Toulouse, no sul da França. Em um excitante voo de teste, o equipamento gerou energia para a aeronave Airbus A380, que antes operava com quatro motores Trent 900.

O Trent XWB é o motor mais rapidamente vendido da história, com mais de 1.100 unidades encomendadas até o momento. Entre as 34 companhias aéreas que solicitaram o equipamento está a brasileira TAM Linhas Aéreas, que fechou contrato com a Rolls-Royce, em junho do ano passado, no valor de USD 2,2 bilhões. O motor vai equipar as aeronaves Airbus A350 XWB.

José Zaidan Maluf, vice-presidente de Suprimentos e Contratos da TAM Linhas Aéreas, declarou que “essa última geração de motores Trent atende às nossas exigências de capacidade operacional, que crescem proporcionalmente ao aumento da nossa demanda de passageiros. A frota moderna e de baixa idade média que mantemos em nossas rotas domésticas e internacionais devem ter o melhor desempenho possível, e a nova opção da Rolls-Royce é capaz de incrementar ainda mais a eficiência de combustível de nossas aeronaves”, afirma o executivo.

Chris Young, Diretor do Programa Trent XWB da Rolls-Royce, comemorou o sucesso do teste. “É ótimo ver que o Trent XWB ganhou os céus pela primeira vez. O que vimos hoje é produto de muitos anos de trabalho e demonstra o progresso que foi feito em nossa jornada de entregar esta tecnologia líder mundial”, declarou Young.

Dados gravados durante uma série de testes de voo, que vai acumular cerca de 175 horas de voo e será realizada num período de sete meses, irão validar os resultados de testes no solo e apontar qual o real desempenho do motor em voo. O Trent XWB já completou com sucesso mais de 1.500 horas de testes, incluindo resistência, congelamento e altitude simulada.

O motor já havia sido testado, no solo, pela primeira vez em junho de 2010. Foi nesta ocasião que os resultados mostraram que o Trent XWB era o motor mais eficiente para aviação civil já produzido. O equipamento mostrou consumir 28% a menos de combustível do que todos os outros da linha Trent.

15 de fevereiro de 2012

TAM renova certificado IOSA


A Tam Linhas Aéreas e a Tam Airlines, esta última com sede em Assunção, no Paraguai, obtiveram a renovação do registro IOSA - IATA Operational Safety Audit até janeiro de 2014. A revalidação do registro IOSA foi conferida após a conclusão da auditoria realizada pela Argus Pros, organização independente e credenciada pela IATA International Air Transport Association. O processo envolveu diversas áreas de ambas as empresas da Tam S.A., que atenderam a aproximadamente 950 requisitos relacionados com a segurança das operações.

Lançado pela IATA em 2003, o Programa IOSA é referência mundial para o gerenciamento da segurança operacional na aviação civil e avalia processos relacionados a operações de voo, sistema de gerenciamento, despacho operacional, aeroportos, manutenção, cargas, rampa, segurança operacional e treinamento de todas as áreas envolvidas nas operações. A companhia aérea possui o registro IOSA desde janeiro de 2007, sendo que a certificação foi ratificada pela IATA em 2008, em 2010 e novamente agora, em 2012.

Para obter o certificado, as empresas passam por um processo que precisam atender 950 requisitos relacionados com a segurança das operações, como operações de voo, sistema de gerenciamento, despacho operacional, aeroportos, manutenção, cargas, rampa, segurança operacional e treinamento de todas as áreas envolvidas nas operações.

Produzidos de forma padronizada e consistente, os relatórios IOSA são aceitos por um grande número de autoridades aeronáuticas do mundo e por empresas aéreas internacionais nos acordos de codeshare (compartilhamento de voos), dispensando sobreposições de auditorias da mesma natureza a cada nova parceria estabelecida.

Os registros da renovação da Tam Linhas Aéreas e da Tam Airlines está publicada no site oficial da IATA (www.iata.org/registry).

Páginas da TAM e da GOL foram atacadas por hackers

Nesta manhã, o perfil de Twitter @Anonbrnews anunciou a queda de páginas de internet do setor aéreo, assumindo a autoria ds ataques aos sites das empresas TAM e GOL. Páginas das companhias de aviação ficaram fora do ar por volta das 11h30, deixando clientes sem acesso a consultas de passagens, cancelamentos de voos e compra de bilhetes.

"@TAMAirlines e @VoeGOLoficial jogaram a toalha. Dica: vá de ônibus!", escreveu o dono do perfil no microblog se referindo a notas emitidas pelas companhias, confirmando instabilidades em seus serviços.

O grupo, que diz ser uma braço brasileiro do Anonymous, marca as mensagens com a tralha #OpOverBooking - nome dado quando ocorre o excesso de vendas de um serviço, maior do que a capacidade que a empresa pode fornecer - muito comum em períodos de férias e feriados.

“Quer pular no carnaval esta semana? Compre agora sua passagem no site da TAM ou (da) GOL, ou pelo menos tente”, provocou no Twitter.

Por meio de nota, a TAM Linhas Aéreas informou que "seu site está apresentando instabilidade nesta quarta-feira". O setor responsável já está tomando as providências necessárias para normalizá-lo, diz a companhia.

"Recomendamos aos clientes que tiverem alguma dificuldade, que utilizem nossos outros canais de atendimento como a Central de Vendas no número 4002-5700 (capitais) e no 0800-570-5700 (outras localidades)".

Já a GOL, informou que seu site "passou por um momento de instabilidade" mas que equipes estão trabalhando para que a página da companhia seja normalizada o mais rápido possível”. A companhia também divulgou um canal de atendimento via telefone, no número 0800 704 0465 para que clientes possam tirar suas dúvidas.

No conhecido ataque de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), hackers provocam uma grande quantidade de acessos simultâneos via computadores zumbis (máquinas controladas remotamente), sobrecarregando o servidor o fazendo o site sair do ar temporariamente.

Na semana passada, o mesmo grupo disse ter tirado do ar 90% dos sites da Bahia, em nome do “trabalhador baiano” em meio a uma greve da Polícia Militar do Estado que resultou em dezenas de mortos.

De 29 de janeiro a 4 de fevereiro, o Anonymous Brasil divulgou uma operação de nome #OpWeeksPayment com supostos ataques a sites de instituições financeiras. No período, apresentaram problemas as páginas dos bancos Itáu, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC, PanAmericano, Citibank e BMG, além dos sites do Banco Central do Brasil e da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Também caíram os sites das empresas Cielo e Redecard.

"Estamos atacando os sites da GOL e TAM, se você não gostou o problema é seu, atenciosamente Anonymous." afimrou o @AnonBRNews no Twitter, que também contou as horas em que conseguiu deixar os sites fora do ar. "@TAMAirlines e @VoeGOLoficial já estão bailando a 5 horas e 52 minutos. OMG!". A conta no microblog ainda brincou com a situação, dizendo para as pessoas usarem ônibus.

Uma pesquisa produzida pela firma de equipamentos de rede Juniper Networks identificou recentemente que o número de programas infactados enviados para celulares dobrou em 2011 com relação ao ano anterior. Segundo a empresa, foram identificados cerca de 28.500 espécimes de ameaças desse tipo, sendo a maioria (46%) direcionada para o sistema operacional Android, da Google.

A maioria desses eram programas espiões (spyware), projetados para capturar informações e enviar para terceiros. Mais de 63% dos programas de infecção identificados tem a capacidade inclusive de determinar a localização do telefone e podem enviar mensagens de texto a partir da conta afetada sem o conhecimento do dono.

A previsão é de que o problema de intensifique também em tablets e iPhones.

Posso pousar pra você???

A empresa aérea indiana Jet Airways suspendeu um piloto e outro membro da tripulação de um de seus voos por permitirem que um piloto em fase de treinamento pousasse um avião em Mumbai com 200 a bordo.

Os dois aparentemente permitiram que o aprendiz assumisse o posto de co-piloto e pousasse a aeronave, um Boeing 737. O incidente teria ocorrido há cerca de quatro meses.

A Jet Airways, uma das mais conhecidas e antigas companhias aéreas privadas indianas, afirmou que a suspensão foi definida de acordo com "investigações apropriadas e um relatório confidencial".

Relatos dão conta de que o piloto foi suspenso por dois meses e meio na sequência do acidente, e voltou a voar depois da punição. Um porta-voz da companhia informou à agência Press Trust Of India que foram mantidas conversas com órgão regulador do setor de aviação indiano, DGCA, sobre o incidente.

"Eles estão completamente satisfeitos com os passos tomados (pela companhia). Em linha com práticas internacionais da segurança, um sistema de relatórios voluntários e confidenciais é aplicável a todos os seus empregados da Jet Airways", afirmou o porta-voz.

No mês passado, um tribunal de defesa do consumidor condenou a companhia a indenizar uma passageira depois que a tripulação de um voo se negou a servir bebida alcoólica a ela, por se tratar de uma mulher.

Tiro no pé da União Europeia

As tensões crescentes no setor da aviação a respeito da taxa de carbono podem provocar uma guerra comercial, afirmou o presidente da Airbus, Tom Enders.

"Devo dizer que estou realmente inquieto com as consequências, como construtor", declarou Enders em uma entrevista coletiva na véspera da abertura do salão aeronáutico de Cingapura.

"Comprovei a posição de China, Rússia, Estados Unidos, Índia, e o que começou como solução para as questões do meio ambiente se transformou em fonte potencial de guerra comercial", completou.

A legislação da União Europeia (UE) obriga desde 1º de janeiro as companhias de qualquer nacionalidade que operam no bloco a comprar o equivalente a 15% de suas emissões de CO2, o que representa 32 milhões de toneladas, para lutar contra o aquecimento global.

Caso não cumpram a lei europeia, as empresas terão que pagar multas de 100 euros por tonelada de CO2 e podem ser proibidas de voar na UE.

China e Estados Unidos se negam a aceitar a legislação. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), que representa as empresas do setor, também rejeita a medida, por considerar que pode estimular medidas de represália.

A380 e o dilema das micro-rachaduras, capítulo 4

O presidente da Airbus ordenou uma investigação interna sobre como a companhia permitiu o surgimento de rachaduras nas asas do A380, agindo após semanas de publicidade negativa para o maior avião de passageiros do mundo. O presidente-executivo Tom Enders reiterou que o superjumbo é seguro e que engenheiros repararam finas rachaduras nas asas do modelo. Ele afirmou ainda que quer evitar que as preocupações se espalhem para o futuro jato A350.

"Cometemos um pequeno erro aqui e o estamos reparando o mais rápido possível", disse Enders a jornalistas durante a feira de aviação de Cingapura, nesta quarta-feira. "Este avião é absolutamente seguro", acrescentou. "Estamos aprendendo com isso. Com certeza. Estamos levando as lições do programa do A380 para o programa do A350", garantiu o executivo, referindo-se ao próximo projeto da companhia, um avião de médio porte projetado para competir com o Boeing 787 Dreamliner.

"Temos uma investigação em andamento sobre como pudemos cometer esses erros, para eradicar as fontes destes equívocos", acrescentou. Uma série de revelações sobre as rachaduras, que a Airbus e autoridades afirmam que não afetam componentes cruciais para a segurança, constrangeu a fabricante e colocou uma sombra sobre a indicação de Enders para dirigir a controladora da Airbus, a EADS, a partir de junho.

A Airbus afirmou que uma combinação de problemas de design e manufatura colocou muito estresse em alguns dos 2 mil suportes que fixam o exterior de cada asa à estrutura interna. Enders não quis comentar uma notícia da imprensa alemã de que os erros custarão à Airbus 100 milhões de euros (US$ 131,3 milhões) para serem reparados.

O processo de reparo implica em tirar de circulação o avião de 525 lugares por vários dias, algo que a Airbus terá que compensar as companhias aéreas clientes. A frota de A380 em serviço é de 69 unidades. Uma autoridade sênior do setor disse que o custo do reparo é uma questão secundária. "A Airbus vai fazer isso direito. Não é questão de dinheiro. Trata-se de uma questão de credibilidade e confiança."

Azul compra mais 10 E-jets

Após adquirir 11 jatos Embraer 195, em outubro de 2011, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, confirmou de mais dez opções para a aquisição de jatos do mesmo modelo para serem utilizados em sua malha a partir de 2015. O acordo eleva o total de aviões contratados para 62 (57 E195 e cinco E190), dos quais 33 já estão em operação, juntamente com outros cinco E190 adquiridos pela Azul de outras empresas.

O valor total do negócio, a preço de lista, é de USD 478 milhões. Os novos E195 serão configurados com 118 assentos em classe única e apoiarão o futuro crescimento da Azul, que em pouco mais de três anos de operação, transportou 15 milhões de pessoas.
A terceira maior companhia aérea do Brasil atende atualmente 44 destinos, com mais de 350 vôos diários no país, e é responsável por quase 10% do tráfego doméstico de passageiros. “Tendo os E-Jets da Embraer como base da frota, a Azul apresenta um crescimento extraordinário desde que iniciou operações, no final de 2008”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente da Embraer, Aviação Comercial.

“Explorando rotas de média e baixa densidade que até então estavam desatendidas, a Azul criou e consolidou um novo modelo de negócio na aviação brasileira, trazendo serviços de altíssima qualidade para pessoas que, em muitos casos, estão voando pela primeira vez.”

David Neeleman, fundador e presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, destaca que essa nova compra reforça o vínculo da companhia com a fabricante, uma vez que se refere a um plano de expansão de frota para 2015.

“Este pedido enfatiza nossa crença de que os E-Jets são os aviões certos para o desenvolvimento das operações da Azul no Brasil para os próximos anos. Esta capacidade adicional nos ajudará em nosso crescimento e em nossa missão de trazer segurança, conforto e transporte aéreo acessível para o País. Tendo os E-Jets da Embraer como base da frota, a Azul apresenta um crescimento extraordinário desde que iniciou operações, no final de 2008”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente da Embraer, Aviação Comercial. “Explorando rotas de média e baixa densidade que até então estavam desatendidas, a Azul criou e consolidou um novo modelo de negócio na aviação brasileira, trazendo serviços de altíssima qualidade para pessoas que, em muitos casos, estão voando pela primeira vez.”

Melhoras ao Sr. Janot

A Azul Linhas Aéreas não vai definir um novo nome para a presidência da companhia. Desde novembro, quando o atual presidente Pedro Janot sofreu uma grave queda de cavalo, a empresa está optando pelo revezamento dos vice-presidentes no cumprimento das atividades do cargo.

Segundo fontes, há risco de Janot fique com sequelas irreversíveis em sua mobilidade.

Apesar disto, a Azul informou por meio de sua assessoria de imprensa que optou por não substituí-lo ou designar outro membro da companhia para ocupar interinamente seu lugar, pois acredita em sua plena recuperação.

Janot está afastado da rotina diária dentro da companhia, mas, ainda de acordo com a assessoria da empresa, ele participa de reuniões semanais com os executivos da companhia em sua casa, onde passa por lento processo de reestabelecimento.

A recuperação deve levar pelo menos seis meses.

Maré...

Um avião da Gol Linhas Aéreas se chocou uma outra aeronave nesta segunda-feira (13/02) no Aeroporto Internacional Jorge Newbery (Aeroparque), em Buenos Aires, na Argentina. De acordo com o jornal argentino "Clarín", a outra aeronave seria da chilena Lan e iria para Iguazú, também na Argentina. De acordo com a companhia, o avião vinha do aeroporto de Guarulhos (SP) e nenhum dos 175 passageiros se feriu.

A assessoria de imprensa da Gol informou que o taxiamento foi autorizado pela autoridade aeroportuária argentina, e que o movimento do segundo avião foi autorizado logo em seguida.

Passageiro surta em voo e tripulação alterna o pouso

Um voo da TAM que partiu de Montevidéu, no Uruguai, com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, fez um pouso não programado no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na tarde deste sábado (11) após um tumulto a bordo causado por um passageiro.

Segundo a Polícia Federal (PF), o comandante da aeronave solicitou permissão para aterrissar no Salgado Filho depois que um passageiro teve um surto. De acordo com o relato de tripulantes à PF, o homem teria tentado agredir outros passageiros da aeronave, mas não há confirmação deste fato.

“A princípio, ele sofreu um surto psicótico. Então, os outros passageiros ficaram com medo e o comandante resolveu descer aqui em Porto Alegre para que ele fosse retirado do avião. Ele não tinha condições de continuar a bordo, tal o estado de agitação”, diz o delegado Luiz Daiello.

O passageiro retirado do voo foi encaminhado ao posto de saúde da Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, por uma ambulância da Samu. Segundo o delegado, ele permanecia muito agitado e precisou ser sedado. O homem afirmou que era funcionário da TAM, mas tripulantes da aeronavem negaram o fato à PF. Ele seguirá internado até que familiares cheguem de São Paulo para prestar assistência.

O voo JJ 8047, que saiu da capital uruguaia às 13h32 (de Brasília) pousou no aeroporto Salgado Filho às 14h33. Após a retirada do passageiro, as autoridades realizaram uma inspeção de rotina no avião. De acordo com a TAM, os tripulantes e passageiros foram reembarcados em segurança na mesma aeronave e seguiram para São Paulo às 16h59.

Em nota, a TAM informou que a ocorrência está sendo investigada pelas autoridades, com colaboração da companhia. Segundo o delegado Luiz Daiello, a Polícia Federal não tomou oficialmente o depoimento de passageiros e tripulantes. Mas não está descartada a abertura de inquérito para apurar se o passageiro que foi retirado colocou em risco a segurança do voo.

TAM anuncia seus resultados operacionais em 2011

A TAM (TAMM4) conseguiu arrancar elogios do mercado com os dados do quarto trimestre de 2011 divulgado na manhã de segunda-feira (13). A empresa fechou 2011 com prejuízo líquido de R$ 335,1 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 637,4 milhões de um ano antes. No último trimestre do ano, no entanto, a companhia aérea registrou saldo positivo de R$ 95,5 milhões.

“Em termos operacionais, a TAM apresentou um resultado consistente, com destaque para a margem Ebit [lucro antes de juros e impostos] de 8,3%, ficando acima da expectativa do mercado”, reforçou o analista William Castro Alves, da XP Investimentos.

Segundo ele, dentre as variáveis de controle da empresa, as despesas operacionais ganharam destaque, mas há ressalvas. “Apesar dos números operacionais terem nos surpreendido positivamente, devemos contabilizar as demais variáveis que prejudicaram este resultado, leia-se, principalmente, câmbio e combustível”, diz Alves.

Assim, ele vê um lucro líquido sensivelmente reduzido, o que justifica a classificação neutra da corretora para os números apresentados. “O que por sua vez corrobora nossa tese de não exposição no setor, dado um mercado extremamente competitivo e a constante pressão de custos em variáveis que muitas vezes fogem do controle da companhia”, conclui.

Na mesma linha, os analistas da Fator Corretora, Jacqueline Lison, Rodrigo Faria e Gustavo Perez, também atribuíram à rentabilidade operacional como o grande filão do relatório da TAM. “Sobretudo em função do avanço das receitas, maior racionalidade tarifária e bom trabalho no controle de custos. Os preços das ações da companhia devem permanecer arbitrados em função da relação de troca de 0,9 ação da LAN para cada ação da TAM”, dizem.

Assim, eles seguem com a recomendação de manutenção para TAMM4 com preço-alvo de R$ 36,00, um desconto de 9,97% em relação ao fechamento da véspera, que foi de R$ 39,59.

Mesmo trazendo outro aspecto do relatório, o analista Victor Mizusaki, do UBS, também elogia os dados da empresa. “O foco na maximização do RASK (receita por assento quilômetro), os fortes resultados relatados pela Multiplus e o controle dos custos forte ajudaram a TAM a bater o nosso consenso e o do mercado.” Assim, o banco também sustenta a avaliação neutra para as ações com preço-alvo de R$ 41,80, upside de 5,58%.

Por fim, os analistas do HSBC, Luciano Campos e Marcello Günther, destacam a recuperação nos yields domésticos, que aumentaram 3,2% ao ano entre outubro e dezembro, "confirmando a tendência de recuperação, que pode continuar nos próximos trimestres, já que as maiores empresas sinalizaram uma desaceleração na expansão da capacidade em 2012", projetam os especialistas que avaliaram o resultado como melhor que o esperado e que estimam um preço-alvo de R$ 39,00, um desconto de 1,51%.

11 de fevereiro de 2012

737 da GOL é atropelado por caminhão da comissaria em CGH

Um avião da companhia aérea Gol foi atingido por um caminhão no início da tarde desta sexta-feira (10) no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Infraero, a aeronave recebia os passageiros do voo, por volta das 13h15, quando um caminhão da comissaria a atingiu.

Os passageiros já haviam embarcado e tiveram que descer do avião. Eles foram encaminhados para outra aeronave e seguiram viagem para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Em nota, a Gol informa que o caminhão que se envolveu no acidente era de uma empresa terceirizada e que irá investigar as causas da colisão. Segundo a companhia, nenhum dos 150 passageiros que estavam na aeronave ficou ferido.

De acordo com a Infraero, o avião foi rebocado para o hangar da companhia para passar por inspeção. A estatal informa ainda que o funcionamento do aeroporto não foi afetado por conta do incidente.

Libano Barroso deixa a Presidência da TAM Linhas Aéreas

A TAM informou há pouco que seu conselho de administração aprovou mudanças em sua estrutura de comando que só estavam previstas para a data de concretização da fusão com a LAN Airlines.

Marco Antonio Bologna, presidente da holding TAM S.A., assumirá também a Presidência da TAM Linhas Aéreas. Líbano Barroso, que estava à frente das operações aéreas do grupo desde outubro de 2009, permanece como vice-presidente financeiro e de relações com investidores da TAM S.A. até assumir a função de Chief Financial Officer (CFO), diretor financeiro, da LATAM Airlines Group, a holding que surgirá da futura fusão das duas companhias.

“Líbano vai se dedicar ao desenvolvimento dos negócios da holding TAM S.A., o que inclui a preparação de nossa empresa para a futura integração com a LAN, assim que cumpridas todas as exigências legais para a finalização do processo de fusão”, declarou Bologna, em comunicado à imprensa. O executivo iniciou sua trajetória na TAM em 2001, tendo ocupado diversas posições no grupo, inclusive a Presidência da TAM Linhas Aéreas.

“Tive a honra de liderar a companhia por mais de dois anos, num período de grandes desafios e realizações”, afirmou Líbano Barroso. “Estou feliz e entusiasmado em continuar dando minha contribuição e poder, no futuro, ajudar a criar um dos maiores grupos de companhias aéreas do mundo.”

10 de fevereiro de 2012

Novos mimos para a 1ª classe e classe executiva da TAM

Com o objetivo de proporcionar uma viagem mais prazerosa, a Tam agora oferece produtos cosméticos para passageiros da Primeira Classe e Executiva dos seus voos internacionais. Os produtos são da Rituals, marca europeia, criada em 2000 na França.

Para as passageiras, estão disponíveis: creme facial hidratante, creme hidratante contorno dos olhos, leite de limpeza, tônico facial e protetor para os lábios. O público masculino pode optar por produtos para hidratação da pele e para barbear. Os itens escolhidos são acomodados em um nécessaire, no tamanho ideal para carregar líquidos em voos internacionais.

Esses diferenciais estão disponíveis na Classe Executiva em todas as rotas internacionais de longo curso da Tam e na Primeira Classe dos voos que ligam São Paulo aos Estados Unidos (Miami, Nova York e Orlando), Frankfurt, Londres, Madri, Milão e Paris; e do Rio de Janeiro a Frankfurt, Londres, Miami, Nova York e Paris.

Vinhos da TAM recebem importante prêmio internacional

A TAM Linhas Aéreas venceu em duas categorias no prestigiado concurso “Cellars in the Sky” (em português, “Adegas no Céu”), que premia as companhias aéreas do mundo todo pelos vinhos servidos a bordo de suas aeronaves. A empresa brasileira recebeu o prêmio de melhor vinho tinto para a Primeira Classe, com o francês Clos Canon 2008, um Bordeaux de elite, produzido em Saint-Émilion. A TAM também foi premiada por ser a companhia aérea que mais aprimorou sua carta de vinhos da Primeira Classe. O evento foi realizado na noite de ontem (dia 6) em Londres, no hotel The Grosvenor.

O conceituado vinho Clos Canon é produzido pelo Château Canon, do famoso Grupo Chanel, a partir de uvas Merlot em pureza, com passagem por barricas de fino carvalho. Intenso e sedutor, exibe aromas de frutas escuras maduras, mescladas com café, chocolate e delicados toques florais. Macio, saboroso, concentrado e complexo, é um espetacular exemplo do grau de sofisticação que um Bordeaux pode atingir. Essa notável bebida integrou a carta de vinhos da TAM em 2011.

Desde 1985, a revista britânica Business Traveller organiza, anualmente, o prêmio “Cellars in the Sky”, composto por 15 categorias. Durante oito meses, um júri de cinco especialistas degusta mais de 250 vinhos servidos na Primeira Classe e na Classe Executiva pelas companhias aéreas de diferentes localidades. Para escolher os vencedores, os jurados consideram que, na altitude, vale a elegância e a sutileza dos vinhos, além do equilíbrio entre a acidez e o álcool. Este último fica mais evidente durante a viagem, sendo um dos mais importantes fatores a ser considerado. Por fim, a escolha também leva em conta a qualidade dos taninos, que são fonte da desagradável adstringência, ou sensação de boca seca, que deve ser evitada a qualquer preço. Nesse quesito, a uva Merlot, base do Clos Canon, é imbatível.

“Todos os anos, selecionamos minuciosamente os vinhos servidos a bordo, buscando oferecer produtos da melhor qualidade e que harmonizem com os sofisticados pratos do nosso cardápio. Receber esse importante prêmio internacional, o ‘Cellars in the Sky’, da Business Traveller, indica que estamos no caminho certo e serve de inspiração para aprimorarmos, ainda mais, a experiência de voo que proporcionamos aos nossos passageiros”, afirma Manoela Amaro, diretora de Marketing da TAM.

Desde 2001, Arthur Azevedo, um dos mais conceituados consultores de vinho do Brasil e diretor-executivo da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, é responsável pela carta de vinhos da TAM. A busca cuidadosa por vinhos de altíssima gama rendeu prêmios importantes, como o segundo lugar com a sua seleção de vinhos para a Primeira Classe e o terceiro lugar para sua carta de vinhos para a Classe Executiva, no prêmio “Wines on the Wing” da revista norte-americana Global Traveler em, respectivamente, 2011 e 2010; e o de melhor vinho branco para a Primeira Classe no “Cellars in the Sky”, em 2009.

9 de fevereiro de 2012

Passenger Choice Awards 2012

O mais importante e tradicional prêmio relacionado à experiência de voo, organizado pela Airline Passenger Experience Association – APEX, entidade que reúne as maiores companhias aéreas do mundo, já está recebendo as avaliações do passageiros de todas as partes do mundo.

O prêmio vai eleger a companhia aérea mais inovadora e que oferece maior excelência nos serviços e experiência de viagem, como serviço de bordo, entretenimento, ambiente de cabine, entre outros, por região (África, Américas, Europa, Oriente Médio, Ásia e Austrália).

A opinião dos passageiros será registrada em votação online ( www.passengerchoiceawards.com ), que vai até o dia 30 de junho. Participe!

737-200 da VASP foi leiloado e será salvo da destruição

Uma aeronave boeing 737-200, que pertencia à massa falida da companhia aérea Vasp, foi comprada por R$ 133 mil em um leilão realizado na capital paulista na última segunda-feira (6), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

O avião, que tinha lance mínimo de R$ 100 mil, não tem mais condições de voar, mas está inteiro. O comprador do avião, cujo nome não foi divulgado, informou que não pretende desmontar a aeronave.

Ele deve usá-la como um dos brinquedos em uma área de lazer que mantém para crianças na cidade de Araraquara.

Além do avião, também foram à leilão quatro lotes de sucatas de aeronaves desmontadas e picotadas. Cada pacote estava avaliado em R$ 30 mil, mas todos foram arrematados com ágio – um por R$ 42 mil; dois por R$ 40 mil e o último, por R$ 36 mil.

No total, a Justiça arrecadou R$ 291 mil com a disputa. O dinheiro será usado para pagar dívidas – sobretudo as trabalhistas - da empresa aérea, que faliu em 2008.

Ainda restam 22 aeronaves que pertenciam à Vasp a serem leiloadas e uma delas, ainda em bom estado e um dos primeiros boeings a voar no Brasil, será comercializada inteira, informou o juiz da 1ª Vara de Falências, Daniel Carnio Costa.

O patrimônio da Vasp possui ainda cerca de 80 mil peças de aviões antigos, como asas, turbinas, pneus, mesas de refeição, tapeçaria, peças de freios e motor, válvulas de pressão e combustível etc.

Quem estiver interessado em comprar essas peças deve visitar o Parque de Peças da empresa, localizado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A visitação será feita, exclusivamente, na próxima segunda-feira (14).

Rolls Royce divulga os resultados de 2011

A Rolls-Royce plc publicou nesta quinta-feira, em Londres, os resultados globais da empresa no ano de 2011, mostrando que carteira de pedidos saltou de 59,2 bilhões libras em 2010 para 62,2 bilhões de libras em 2011, um avanço de 5%. O lucro registrou novo recorde para a história da empresa, ao somar 1,16 bilhão de libras, 21% superior ao registrado em 2010.

Grande parte desse volume se deu na divisão de Aviação Civil. A Rolls-Royce celebrou o primeiro vôo comercial do Boing 787 Dreamliner, que é equipado com o motor Trent 1000. Por outro lado, o programa de motor Trent XWB para o Airbus A350 apresentou boa evolução, com mais de 1.500 horas de teste completas. Já os motores BR725, desenvolvidos para o novo jato executivo da Gulfstream, o G650, devem entrar em serviço em 2012.

O comunicado da empresa destaca que mais da metade dessa demanda veio justamente de países emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América do Sul, com destaque para o Brasil. Como consequência, o faturamento também cresceu, ao atingir a marca de 11,3 bilhões de libras (o segundo recorde histórico), registrou aumento de 4% em relação ao exercício anterior (10,8 bilhões de libras).

Com esse registro, a Rolls-Royce dobrou o faturamento nos últimos dez anos e pretende fazer o mesmo na próxima década. "Isso demonstra a resiliência dos negócios da empresa, que apresentam crescimento contínuo e refletem a confiança dos clientes em nossos produtos e serviços", ressalta o comunicado.

Dentre tantos projetos e investimentos que contribuíram para esses resultados, a empresa destaca três: a aquisição da fornecedora alemã de motores Tognum, em uma oferta em conjunto com a Daimler. Essa parceria complementou nosso portfólio de produtos e tecnologias, ampliando nossas oportunidades nos mercados Marítimo e de Energia; a venda de nossa parte na joint-venture IAE para a Pratt & Whitney, ao mesmo tempo em que anunciamos nossa intenção de formar uma nova joint-venture para fabricar motores para a nova geração de aviões de médio porte; e a assinatura de um contrato de exclusividade para produzir um avançado motor Trent XWB para as aeronaves de grande porte Airbus 350-1000.

O Brasil, segundo o comunicado, vem aumentando cada vez mais sua importância no contexto global do Grupo Rolls-Royce. Recentemente, a companhia fechou o maior contrato de sua história na divisão de Energia para fornecimento de turbinas à Petrobras e recebeu outras grandes encomendas, como da Navegação São Miguel

Também anunciou investimento de U$ 100 milhões para a construção de uma fábrica de turbogeradores em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, promovendo o aumento do índice de conteúdo local em nossos produtos. Será instalado, nesse mesmo terreno, um avançado Centro de Treinamento, oferecendo capacitação para cerca de quatro mil pessoas ao ano. Além disso, a Rolls-Royce vai expandir a unidade de São Bernardo do Campo.

Esses projetos, ressalta a empresa, "demonstram a preocupação da Rolls-Royce em contribuir para a transferência de tecnologia, a criação de riqueza e a formação de pessoas, reafirmando seu compromisso de longo prazo com o Brasil".

A380 e o dilema das micro-rachaduras, capítulo 3

Autoridades de segurança aérea da Europa ampliaram as buscas por rachaduras nas asas do superjumbo A380 para toda a frota da aeronave, nesta quarta-feira, e disseram que defeitos comuns poderiam apresentar riscos à segurança se deixados sem reparos.

A decisão de prosseguir com uma inspeção gradual de todas as 68 unidades do A380 em serviços ocorre enquanto a Qantas Airways deixou de operar um de seus aviões por até uma semana após a descoberta de 36 diferentes rachaduras em partes de suas asas.

As novas medidas da European Air Safety Agency (EASA) "refletem os resultados de uma primeira rodada de inspeções, que encontrou rachaduras em quase todas as aeronaves examinadas", disse o porta-voz do órgão Dominique Fouda.

"Essa condição, caso não seja detectada e corrigida, pode levar a uma redução da integridade estrutural da aeronave", disse a empresa europeia em uma instrução a companhias aéreas.

Ao identificar que se acredita que as falhas sejam estruturais e difundidas, a ordem vai concentrar a atenção em falhas recentemente identificadas nos novos jatos carros-chefe de ambas as fabricantes de aeronaves dominantes no mundo.

A Airbus e da norte-americana Boeing mantêm que seus mais novos modelos continuam seguros para voar.

Sob a nova ordem, divulgada inicialmente pela Reuters no início desta quarta-feira, as sete companhias aéreas que atualmente operam com A380s devem realizar inspeções pela Airbus e reparos preliminares antes de seus voos de número 1.300.

A primeira rodada de inspeções, que abrangeu um terço da frota, cobriu apenas jatos que haviam excedido esse número de voos. Aeronaves que se aproximam desse número ou que o ultrapassaram devem agora ser inspecionadas e reparadas em questão de semanas.

As partes danificadas, que prendem as asas à estrutura subjacente, não são "uma estrutura cuja função primordial é suportar peso", disse o porta-voz da Airbus Stefan Schaffrath.

Rachaduras foram descobertas em "um punhado" de cada uma dessas 4 mil peças presentes em cada aeronave, adicionou. "A operação segura dessa aeronave não está em risco".

As inspeções haviam se concentrado inicialmente em 20 aeronaves operadas pela Singapore Airlines, Air France e a Emirates, de Dubai, -que registrou o maior número de voos de A380 nos quatro anos, desde que o maior avião de transporte de passageiros do mundo entrou em serviço.

Elas agora serão realizadas em superjumbos operados pela Qantas, China Southern, Korean Air e Lufthansa.

A Qantas deixou de operar um de seus 12 A380s após a descoberta de rachaduras de 2 centímetros que foram "rastreadas até um problema de fabricação", disse a fabricante australiana nesta quarta-feira.

Foram durante longos reparos em um outro avião da Qantas que os problemas do A380 emergiram, após a explosão de um motor em 2010, que destruiu uma asa.

O A380 com mais tempo de serviço na Lufthansa realizou cerca de 900 voos, disse o porta-voz da empresa Michael Lamberty. "Isso significa que temos espaço suficiente para realizar as inspeções aeronave por aeronave, como parte normal da manutenção rotineira".

Com a palavra, o Sr. Constantino

O empresário Constantino de Oliveira Junior encerrou 2011 com um bom motivo para comemorar. Pela primeira vez, foi o piloto campeão da Porsche Cup, competição que participa há cinco anos. Mas, como presidente da Gol, Constantino teve um ano difícil e ainda briga pela liderança.

Em 2011, a companhia aérea teve resultado abaixo do esperado e perdeu margens e participação de mercado. Mesmo assim, ele está otimista para 2012. Na entrevista a seguir, o empresário diz que espera uma trégua na guerra de preços, explica por que comprou a Webjet e vendeu ações para a Delta.

As empresas começaram a sinalizar que o preço das passagens vai subir. A guerra de tarifas vai acabar?

O que aconteceu nos últimos dois foi o seguinte: com o estímulo da competição por parte do governo, a entrada da Azul, o crescimento da Webjet e mais o plano de frota de Gol e TAM, criou-se de uma certa forma uma superoferta. E superoferta resulta em redução de preços. Em contrapartida, tivemos uma pressão sobre os custos, que deteriorou as margens. O cenário que se vislumbra para 2012 é de maior disciplina, maior racionalidade. Provavelmente não teremos tantas promoções, tantos preços baixos. Mas a competição não acabou e os yields (preço médio por passageiro por km) não vão sair do controle.

O que significa maior racionalidade?

Provavelmente não vamos perceber o mercado tão estimulado. Em maio de 2011, o mercado cresceu 30% em relação a maio de 2010. Era oito, nove vezes o crescimento do PIB. Isso, sim, está fora da realidade.

Qual é o plano de frota da Gol?

Nós ainda não divulgamos. A Webjet opera com aviões Boeing 737-300. Já iniciamos a renovação com 737-800, que são maiores. Em termos de ASK (assento por km ofertado) combinado de Gol e Webjet, a gente espera variação de zero a 4% na oferta em 2012. Em 2011, crescemos em torno de 7%.

O que já está valendo na integração com a Webjet?

Nós já fizemos duas coisas. Primeiro, uma adequação da malha. Tiramos a sobreposição sem suspender voos da Webjet e sem eliminar destinos atendidos. Um exemplo: a Gol tinha um voo às 8h do Santos Dumont para Brasília e a Webjet tinha o mesmo às 8h05. Nós pegamos o voo da Gol e transferimos para Vitória e mantivemos o serviço de Brasília no mesmo horário. Estamos avançando também na parte comercial. O code-share está sendo implementado paulatinamente.

Qual foi o sentido da aquisição da Webjet? Muitos analistas falam que foi para eliminar um concorrente irracional.

São vários fatores. A Webjet tem uma frota de aviões que é irmã da nossa, só que mais velha. Esse tipo de aeronave nos permite uma renovação que vem de encontro à nossa necessidade de ser mais cauteloso em relação à oferta. Eu consigo renovar a frota da Webjet usando aviões da Gol. Ou seja, eu não cresço tanto a frota da Gol e renovo a da Webjet. Outro fator importante é que eles têm presença em aeroportos como Guarulhos, Santos Dumont, Brasília, Confins, importantes para aumentar nossa frequência.

Quando a Gol anunciou a aquisição da Webjet, em julho, você falou que a marca acabaria. Depois, foi dito que isso ainda não estava definido. Afinal, o que vai acontecer?

A Webjet nos trouxe agradáveis surpresas. Mostrou que tem condições de ser administrada de forma independente e de se apresentar como uma companhia ultra low cost. Uma empresa com menos serviço, sem programa de milhagem. Temos de entender as virtudes da Webjet sem eliminar a possibilidade de trabalhar essa marca para um determinado nicho do mercado. Essas análises estão sendo conduzidas ao mesmo tempo em que o Cade também realiza seu julgamento. Talvez tenha sido precipitada a minha colocação naquele dia. A princípio, não me parecia muito lógico manter uma empresa que opera o mesmo avião, atende os mesmos mercados e têm o mesmo objetivo da Gol.

Mas, para ser super baixo custo, ela teria de ter uma escala muito grande...

Sem dúvida. Mas temos de pensar o seu posicionamento. Será que ela está no lugar certo? Será que uma empresa de ultra baixo custo tinha que estar no Santos Dumont? Isso tudo tem de ser levado em conta.

O que é exatamente ultra baixo custo?

Quando você fala em ultra baixo custo, remete a empresas europeias como a Ryanair, que operam aeroportos secundários. Lá ela recebe um subsídio por passageiro desembarcado. Mas aqui no Brasil nós temos aumento de tarifas aeroportuárias e não temos aeroportos secundários. Então podemos ter, por exemplo, uma frota padronizada com um tipo de operação para atender o passageiro sensível a preços. Ela não vai priorizar necessariamente horário, não vai voar no horário de pico, nem precisará fazer voos entre grandes centros, como São Paulo e Rio.

O Brasil tem mais de 5,5 mil cidades e menos de 150 são atendidas por voos comerciais. Vocês pensam em criar uma operação regional?

Não. A estratégia da Gol é operar uma frota padronizada de aviões 737, dentro do modelo de baixo custo, e esse avião impõe uma restrição geográfica da operação. Tanto não vamos voar para a Europa quanto não vamos atender mercados de menor densidade.

Quando vocês compraram a Varig, falaram que ela poderia ser o braço internacional da Gol. O que mudou?

Chegamos a implementar sete destinos naquele ano. Na época, tivemos uma série de problemas e a Gol perdeu muito dinheiro. Então demos um passo atrás e aprendemos muito.

Essa parceria com a Delta não poderia ser o começo de um namoro que pode virar casamento?

Não é o plano. O acordo com a Delta tem duas partes. Uma é a aquisição de ações da Gol, com ágio de quase 50%. Em troca desse ágio, eles pediram um assento no conselho. Junto a isso vem um contrato comercial mais forte. Se isso é um começo de namoro? Eu diria que essa relação, em tese, está acabada. É um contrato ganha-ganha. Nós vamos ampliar o número de destinos da Delta no Brasil e ela vai abrir o mercado americano para a gente. Ponto.

Mas a Gol poderia ser um ótimo alvo de aquisição para a Delta.

Não. Pelo que declarou o Richard Anderson (CEO do Grupo Delta), eles não pensam em comprar nem uma ação a mais. Para eles, a grande vantagem é que em 2014 teremos céus abertos entre Brasil e EUA, ou seja, vai ser liberado o número de frequência entre esses países.

Mas bastaria ter feito só o acordo comercial, sem comprar ações, não?

O acordo estratégico com a Delta prevê exclusividade. Por que nós abriríamos mão de estar disponíveis no mercado para ter exclusividade com a Delta? Tem uma contrapartida. O ágio na compra acabou sendo uma forma (de compensar).

O que deu margem para especulações foi o fato de a Gol ter dado uma cadeira no conselho para a Delta. Vocês não eram obrigados a isso.

Nós demos porque acho que a Delta agrega. O conselheiro provavelmente será o Edward Bastian, presidente da Delta Airlines, que tem um conhecimento vasto em aviação. Ter um conselheiro do gabarito dele por si só já agrega. E o conselheiro não terá nenhum superpoder.

Essa negociação ocorre no momento em que o Congresso discute a possibilidade das empresas terem 100% de capital estrangeiro. Qual é a sua opinião sobre essa questão?

Sou a favor do capital estrangeiro. O que não quer dizer que a gente esteja pensando em vender a companhia para a Delta. Outra questão é a forma como a lei é aplicada. Tem companhias no mercado que são controladas por estrangeiros. Na prática, temos duas: Azul e a TAM. Existem mecanismos que driblam essa questão do capital estrangeiro.

Por falar em Azul, nos últimos dados da Anac, Gol e TAM perderam participação de mercado para empresas como a Azul, além de Avianca e Trip. Se o foco é o mercado interno, como a Gol vai recuperar essa fatia ?

A gente não tem fixação por participação de mercado. A Azul está fazendo o trabalho dela. Se determinado competidor está disposto a comprar mercado por um certo tempo, tem de fazer uma análise fria. Se você observar Gol e Webjet juntas, a perda é marginal.

Você disse que Gol vai ser mais conservadora na expansão da frota, mas a Azul já anunciou que vai continuar a receber aviões. Então eles vão ganhar ainda mais participação?

Ah, naturalmente. Mas nós não podemos fazer o nosso planejamento pensando que a Azul vai crescer no ano que vem. Não vamos competir a qualquer custo.

O que mais tira o seu sono hoje: a ação caindo 50%, o dólar, o preço do querosene ou a concorrência?

A minha preocupação está muito mais voltada para o ambiente interno, a cultura de gestão de custos e qualidade. A perda dessa identidade é o que me tira o sono.

É muito comum empresas nascerem muito enxutas, crescerem rápido demais e, de repente, se verem gordas. Seu medo é esse?

É esse meu medo. Tendo uma gestão financeira conservadora, a gente garante a sobrevivência da empresa no longo prazo.

Vocês acham que perderam a mão nesse sentido?

A própria aquisição da Varig foi isso. Nós abrimos sete bases internacionais em um ano e depois fechamos todas, o que fez a empresa inchar. Nessa situação você não consegue enxugar na mesma velocidade que criou.

E acabaram fazendo isso nos últimos anos?

Nos últimos dois anos, a gente vem trabalhando cada vez mais para convergir para a essência da empresa. E 2011 foi fundamental para isso, para rever processos e voltar aos trilhos.

Diante de tantas adversidades, ainda dá para ganhar dinheiro?

Acredito que dá. Acredito fortemente que dá para voltar aos trilhos, a dar retorno sobre o capital investido e voltar a ter margens (maiores).

Não seria melhor investir em outro setor, com margens maiores?

Não posso falar isso, né? (risos). É um setor com altos e baixos, mas os fundamentos da Gol estão sólidos. O preço da ação reflete o momento da empresa, que coincide com o momento ruim da Bolsa. Nós não entregamos o resultado conforme a expectativa. A gente precisa entregar. Mas a Gol continua sendo uma empresa respeitável. Continuo acreditando na aviação, principalmente no mercado doméstico.

GOL vende passagem 208% mais caro que Webjet (mas, é para voar no mesmo avião)

A Associação de Consumidores (Proteste) enviou um ofício a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pedindo esclarecimentos sobre cobrança de preços diferentes para o mesmo voo feitas pela Gol e pela Webjet.

A polêmica cercando as duas companhias partiu de uma denúncia do jornal a Folha de São Paulo que constatou que passageiros pagam preços mais de 208% mais caros para um mesmo voo no site da Gol.

Os passageiros não são devidamente informados pela Gol que voará em um avião com menos espaço entre as poltronas e que a comida será cobrada.

Além disso, quem compra passagens pela Gol e viaja pela Webjet não tem direito as milhas que ganharia caso viajasse pela primeira.

“Se os voos são compartilhados, o passageiro deve ter essa informação para escolher a melhor opção",explica Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação.

A Proteste está cobrando esclarecimentos da empresa Gol, que comprou a Webjet em 2011. No entanto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ainda analisa se o negócio não vai concentrar o mercado e prejudicar o consumidor. Por isso tem que ser mantida como unidade independente.

O consumidor que se sentir prejudicado poderá recorrer ao Procon ou mesmo à Justiça e pedir o ressarcimento da diferença paga na tarifa.

Uma cópia do ofício foi enviada ao Departamento de Proteção ao Consumidor, órgão do Ministério da Justiça. A Gol afirmou que cumpre a legislação vigente. E para justificar os preços diferentes alega que as duas companhias têm políticas tarifárias independentes.

Terminal 4 de Guarulhos finalmente inicia suas operações

O Terminal 4 do aeroporto de Guarulhos, construído sobre a antiga área de transporte de carga da Vasp e projetado para receber 5,5 milhões de passageiros por ano (15.068 passageiros por dia), começou a funcionar na madrugada desta quarta-feira, dia 8, com apenas uma opção de lanchonete no saguão – La Selva Café –, falhas na comunicação com passageiros e corre-corre para deixar tudo operacional em tempo.

Às 2h32min, quando aterrissou o voo 6755 da Webjet, vindo do Recife, o primeiro a desembarcar passageiros no Terminal 4, as equipes de faxina apenas começavam a limpar o chão do saguão principal (entrada e check-in) do prédio de 12,2 mil metros quadrados de área operacional. Às 4h10min, um móvel guarda volumes entrava pela porta da frente empurrado por funcionários sobre dois carrinhos de bagagem.

Entre os passageiros prestes a embarcar – o primeiro voo foi às 3h55min – e pessoas que chegavam para buscar parentes e amigos, a reclamação mais comum era de falta de informação. Quem foi primeiro direto aos terminais 1 e 2 encontrou uma série de luminosos, na área externa, com a informação de que a Webjet começou a operar no Terminal 4 nesta quarta-feira, dia 8. Mas placas indicando como chegar lá eram raras.

“Chegamos a estacionar o carro”, disse Alex Santiago, que levava os tios José Cosme da Silva e Maria das Dores do Nascimento Silva ao aeroporto, no qual embarcariam de volta para casa, no Recife. “Um funcionário nos sugeriu que viéssemos a pé de lá até aqui. Mas não fizemos isso porque percebemos logo que era longe”, conta.

José Mascarenhas dos Santos passou por situação mais dramática. Esperava os filhos Fabiano, de 13 anos, e Fabrício, de oito anos, em um voo da Gol – que só opera nos terminais antigos. Mas só foi avisado com quase uma hora de atraso que os dois haviam chegado em outro voo, da Webjet – a companhia pertence a Gol –, no Terminal 4. “Informação zero. Sempre fui fiel a Gol. Mas esta foi a última vez que comprei”, disse.

Outros passageiros esperavam caronas sem entender direito onde estavam e não sabiam da disponibilidade de ônibus oferecidos pela a Infraero gratuitamente ligando os terminais, a cada 10 minutos. “Agora de madruga até está tranquilo. Mas durante o dia, com mais voos, essa falta de informação pode causar problemas”, disse Samuel Ferreira, que embarcaria para o Recife para participar do casamento de um dos primos. “Se eu chegasse em cima da hora, talvez não desse tempo”.

Mas nem todas as surpresas foram negativas. Espaço de check-in, saguão espaçoso e esteiras de bagagem renderam elogios dos primeiros usuários. “Gostei, achei amplo”, afirmou o engenheiro José Pinheiro Sobrinho, de Uberaba. “Parece que vai ser uma potência”, disse Alex Santiago. “As esteiras na inclinadas facilitam a retirada das bagagens”, disse Edna Dias, que voltava por Recife de férias de verão na ilha de Itacaré.

Na área de embarque, foram colocados 34 postos de check-in e oito totens de atendimento. É um espaço organizado, com 17 unidades de cada lado e uma esteira de bagagens central, dividindo o canto direito do saguão ao meio. Nesta madrugada, quatro posições estavam abertas e funcionários orientavam sobre como usar o autoatendimento.

De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a Gol pretende transferir todas suas operações para o Terminal 4, que já foi chamado de puxadinho, após o Carnaval.

Segundo a Infraero, no que diz respeito às opções de alimentação, comércio e serviços no Terminal 4, já foram licitados e homologados onze espaços. Um deles é a lanchonete do saguão. Outros são uma lanchonete e uma revistaria, na sala de embarque. Há ainda três caixas eletrônicos no saguão. A maior parte das áreas comerciais, porém, ficará no mezanino sobre a sala de embarque, que permanece fechada, em obras.

A estatal diz que a gestão dos contratos com esses fornecedores ficará sob sua responsabilidade até que os novos administradores – no leilão de segunda-feira, dia 6, o consórcio Invepar-ACSA arrematou a concessão de Guarulhos por 20 anos –, assumam o aeroporto, o que deve acontecer por volta de maio. Caberá ao novo operador decidir se quer renegociá-los.

Contratada às pressas no ano passado para amenizar o caos aéreo tradicional nas festas de final de ano, a construção do Terminal 4 custou R$ 85 milhões e ficou a cargo da construtora Delta. Chegou a ser interrompida por uma queda de parte da estrutura do teto e a entrega atrasou pouco mais de um mês. Antes da Webjet, a Infraero convidou TAM e Gol para operarem o Terminal 4. Mas nenhuma das se interessou.

Azul inicia as operações em Bauru

A Azul Linhas Aéreas realizou ontem à tarde um voo inaugural de suas operações em Bauru, com a presença de imprensa e autoridades. Paulo Nascimento, vice-presidente comercial da empresa, afirma que a Azul investirá em promoções de voos comerciais. “Nossa expectativa é continuar com nosso fluxo de ocupação constante, uma média de 80 a 85%”. Ele diz ainda que espera a população ‘adote a companhia como sua’.

No um voo inaugural, jornalistas e convidados puderam desfrutar de um passeio de Bauru até a Marília. Executivos da empresa, autoridades locais e da região, antes de entrar na aeronave, hastearam as bandeiras da companhia, do município de Bauru e do Estado de São Paulo. Uma fita simbólica foi cortada e assim o ATR 72-600 turboélice foi adotado com símbolo do início das operações. Na chegada, o Corpo de Bombeiros jogaram água no avião como tradição de batismo.

Estavam presentes os prefeitos de Agudos, Everton Octaviani; de Arealva, Elson Banuth Barreto; e de Bauru, Rodrigo Agostinho. A companhia oferece aos bauruenses duas frequências diárias de voos ligando a cidade até Campinas.

Korean Air negocia code-share com GOL

A Korean Air está em negociação para a assinatura de um code-share com a Gol Linhas Aéreas. A previsão, segundo John E. Jackson III, vice-presidente de Marketing & Vendas para as Américas, é que esse acordo seja fechado até o final de junho deste ano. "Já operamos em code-share com a Delta Airlines e ela sendo uma das acionistas da companhia aérea brasileira, vemos esse processo de forma natural. É a oportunidade para avançarmos em todo o Brasil e atender mais passageiros de outras localidades, além de São Paulo", explicou Jackson, em entrevista realizada nesta terça-feira (07/02) em São Paulo. De acordo com ele, apenas 20% dos passageiros da rota São Paulo-Los Angeles são provenientes de outras cidades brasileiras. "Queremos atender com mais eficiência clientes situados em destinos como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília", completou o VP.

Há quatro anos, a Korean Air opera diretamente a rota São Paulo-Los Angeles. Da cidade norte-americana, o passageiro pode se conectar com Seul (Coréia do Sul) e outros destinos asiáticos. "Temos ainda um grande potencial de crescimento no mercado brasileiro e condições para melhorar as ligações entre a América do Sul e a Costa Oeste dos Estados Unidos", destacou Jackson, que após visita a capital paulista nos dois últimos dias, seguirá para as cidades de Assunção (Paraguai) e Buenos Aires (Argentina) para ações promocionais. O executivo lembrou ainda que a Korean tem grande abrangência na Ásia. Somente em território chinês, voamos para 22 destinos", destacou Jackson. Cerca de 50% dos passageiros que saem dos voos da capital paulista ficam em Los Angeles. E em torno de 30% dos clientes por frequência tem como destino final países como China e Taiwan.

Saindo do aeroporto internacional de Guarulhos (SP) três vezes por semana, a meta da Korean é aumentar suas operações para cinco voos semanais ainda este ano. "Estamos ainda no momento de programação desse crescimento. Mas acredito que essa medida deve ser concretizada entre outubro deste ano e março de 2013", adiantou o VP. Outra alternativa em análise pela empresa é a possibilidade de aumentar a capacidade de assentos com a mudança de aeronave. No Brasil, a Korean utiliza o Boeing 777-200 com 28 lugares na classe executiva e 212 na econômica. "Além de crescer a oferta de voos, podemos também trocar pelo modelo 777-300 com 36 assentos na classe executiva. Estamos avaliando todas as opções", garantiu.

Segundo John Jackson, essas medidas se justificam pela altas taxas de ocupação dos voos. "Ao longo do ano registramos índices acima de 80%. E, apesar de termos um grande fluxo de passageiros corporativos, observamos uma elevação na procura de clientes de lazer que buscam nossas frequências para alcançar rapidamente Los Angeles e de lá se conectarem para Las Vegas", comentou o VP, citando a grande presença de várias celebridades nos voos como Gisele Bundchen, Demi Moore e Silvester Stalone. Os eventos esportivos - Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas de 2016 - também integram os planos da empresa a curto prazo. "Precisamos de mais frequências para incentivar a vinda, cada vez maior, de americanos ao Brasil. O futebol, principalmente, vem ganhando uma maior popularidade nos Estados Unidos", declarou.

Site em português - Desde o começo deste ano, o website www.koreanair.com traz uma versão em português. A partir desse portal, a companhia irá disponibilizar incentivos e promoções para o trade e público final brasileiro. "Também vamos encorajar à entrada em nosso programa de fidelidade", disse John Jackson. Ele salientou, no entanto, que os agentes de viagens continuarão a ser o principal elo para as vendas dos bilhetes da Korean no Brasil. "Posso afirmar que 99% de nossa comercialização no país é feita por agências de viagens", frisou. O executivo ressaltou ainda o serviço diferenciado da rota São Paulo-Los Angeles como o monitor individual de 15 polegadas para entretenimento - um dos maiores disponíveis no mercado - e poltronas que reclinam até 180 graus e se transformam em uma verdadeira cama.

"Os passageiros de classe executiva e primeira classe contam ainda com salas vips distintas tanto em Los Angeles como em Seul", acrescentou. Quanto à possibilidade de operar a rota brasileira em um A380, Jackson confirmou não haver nenhuma sinalização para isso. "Só poderíamos fazer isso em voos diários ou com uma grande demanda de passageiros. Esse ainda não é o caso da operação brasileira", constatou. A Korean conta com seis A380 e até o final de 2014, a estimativa é somar dez aeronaves desse modelo. Em março próximo, os A380 serão implantados nas rotas da Alemanha e de Hong Kong. Eles já são utilizados nos voos que ligam Nova York a Seul.

TAM inicia code-share com South African

A parceria comercial da TAM com a companhia nacional sul-africana South African foi aprovada nesta quarta-feira pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A aprovação do processo, que foi unânime e sem imposição de restrições, formaliza um acordo de compartilhamento de voos (code share) entre as companhias.

As rotas compartilhadas pelas empresas preveem voos domésticos e internacionais. As rotas operadas pela TAM e que seriam divididas são as de São Paulo com as seguintes cidades: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife. Já os voos que estão a cargo da South African são os que ligam Johannesburgo com São Paulo, Cidade do Cabo, Durban, Porto Elizabeth e East London.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda recomendou ao Cade que aprovasse a parceria sem restrições, alegando que não há rotas coincidentes entre as listadas para serem compartilhadas.