O encolhimento da carteira de pedidos da Embraer para o menor nível em seis anos trouxe receios sobre seus resultados futuros, e a esperança de venda de aviões nos Estados Unidos não impedia forte queda das ações da fabricante de jatos nesta quarta-feira.
A Embraer divulgou no fim da terça-feira que seu "backlog" (encomendas que tem a entregar) caiu em junho a US$ 12,9 bilhões, redução de US$ 1,8 bilhão sobre março e no patamar mais baixo desde o segundo trimestre de 2006.
Durante o salão aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, tampouco a fabricante brasileira divulgou novas vendas na aviação comercial, frustrando investidores que ansiavam pela divulgação de contratos.
Para alguns analistas, a Embraer não apenas está saindo de mãos vazias da feira inglesa e indicando uma demanda atual fraca para jatos regionais, mas também mostrando desvantagem para sua principal concorrente Bombardier.
"Destacamos nossa preocupação sobre o relativamente pequeno 'backlog' da Embraer - e a noção de que o fluxo de novos pedidos para a companhia tem sido tépido versus sua rival canadense", escreveu em relatório o analista Stephen Trent, do Citi.
Para o analista Nicolai Sebrell, do Morgan Stanley, o preço do recibo de ação da Embraer negociado em Nova York mostra que investidores não esperam uma retomada rápida das encomendas à fabricante brasileira.
Na bolsa paulista, a ação da Embraer recuava 6,5% às 14h17, a R$ 11,97, após ter perdido 7,11% na mínima até esse horário. O Ibovespa, índice com os princiais papéis brasileiros, subia 0,33%.
O trimestre passado da Embraer agradou analistas, embora os dados de entregas de aviões acima do esperado tenham sido ofuscados pela queda no "backlog".
De abril a junho, a fabricante entregou 55 aviões, sendo 35 jatos comerciais e 20 executivos."As entregas vieram em cinco unidades acima de nossa previsão", disse o analista Rodrigo Goes, do BTG Pactual.
O número de entregas também veio superior ao esperado por Morgan Stalney e Citi, principalmente no segmento de aviação comercial.
A Embraer terminou junho com 200 aviões comerciais para entregar a clientes. Isso representa cerca de dois anos de produção, abaixo da média histórica recente de três anos.
A principal aposta de analistas e da própria Embraer para retomada da aviação comercial está nos Estados Unidos. A crença é que grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines consigam aval de sindicatos nos próximos meses para compra de aviões regionais maiores, o que abriria espaço para novas encomendas de jatos a partir de 70 assentos como os da Embraer.
"Além disso, o tráfego aéreo global continua a crescer acima de 5%, apesar do sentimento negativo no mercado financeiro, apontando para aumento da necessidade de aviões", disse Sebrell, do Morgan Stanley.
O BTG Pactual estima um potencial de 300 jatos regionais para o mercado norte-americano nos próximos três anos.
Na manhã desta quarta-feira, a fabricante japonesa de aviões Mitsubishi Aircraft, competidora direta da Embraer, anunciou acordo preliminar para venda de 100 jatos para a holding norte-americana de companhias aéreas SkyWest, com as entregas das aeronaves de 2017 a 2020.
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
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Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
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15 de julho de 2012
22 de maio de 2012
Passaredo recebe seu primeiro ATR
A Passaredo Linhas Aéreas, recebeu na manhã de hoje, na cidade de Toulouse, França, a primeira das 14 aeronaves ATRs 72-600 novas que integrarão sua frota, juntamente com 2 ATRs 72-500.
A cerimônia que aconteceu na sede da ATR, marca oficialmente a parceria comercial entre as empresas que prevê a entrega este ano de 4 ATRs 72-600, através do contrato de leasing com a empresa americana ALC ( Air Lease Corporation), além de 2 aeronaves ATR 72-500 negociadas diretamente com a ATR.
Na ocasião, a Passaredo Linhas Aéreas anunciou também a assinatura de um contrato de compra de 10 aeronaves com opção de mais 10, firmado em 2011, totalizando 20 novas aeronaves ATRs 72-600 que serão entregues até 2015, com investimento estimado em US$ 450 milhões.
Esta nova frota deve operar em rotas do interior dos estados para as capitais e em rotas de menor alcance para a qual a aeronave ATR 72-600 se apresenta com o menor custo do mercado. As aeronaves Embraer ERJ-145 serão mantidas na frota e estrategicamente operarão em rotas de médio e longo curso. “Desta forma teremos ambos os modelos de aeronaves operando de maneira eficiente em relação ao consumo de combustível, que apresenta forte alta de preço desde o final de 2010”- ressalta o Comandante Felicio, presidente da Passaredo Linhas Aéreas.
Com a chegada das novas aeronaves, a empresa espera aumentar progressivamente a capacidade de passageiros, reduzindo substancialmente os custos por assento. “A aeronave ATR combina um desempenho altamente adequado à infraestrutura dos nossos aeroportos regionais com elevados padrões de conforto dos passageiros e baixo impacto ambiental” – completa o presidente.
2 de maio de 2012
Qatar Airways adia recebimento do seu A380
A Qatar Airways adiará o recebimento do superjumbo A380 até receber mais informações sobre as rachaduras nas asas do avião da Airbus, segundo afirmou o presidente-executivo da companhia aérea nesta segunda-feira.
Reguladores de segurança europeus ordenaram, em fevereiro, que a Airbus verificasse rachaduras nas asas do A380 em toda a frota do maior avião comercial do mundo, após engenheiros de segurança terem encontrado esse problema em quase todos os aviões inspecionados.
"A Qatar Airways terá que adiar a entrega do A380 programada para outubro de 2013 até receber uma posição clara sobre o problema das rachaduras nas asas, que estão sob processo de modificação pela Airbus", afirmou o presidente-executivo Akbar al Baker, em evento em Dubai.
A companhia tem um pedido de cinco aviões A380 pendentes e deveria receber a primeira unidade no próximo ano. Em janeiro, Al Baker afirmou que estava confiante de que a Airbus iria solucionar o problema, mas não descartou atrasar as entregas caso o problema persistisse.
24 de março de 2012
Boeing diz que honrará as entregas do 787 neste ano
O presidente-executivo da unidade de aviões comerciais da Boeing reafirmou nesta quarta-feira que a fabricante pode corrigir o problema na produção do 787 Dreamliner e cumprir as metas de entregas deste ano.

O cronograma do avião de estrutura de carbono já tem um atraso de três anos. Em fevereiro, a fabricante anunciou sinais de "delaminação" na fuselagem traseira de alguns 787s, o que levantou dúvidas sobre o plano de construir dez desses aviões por mês até o fim deste ano.

"Não vejo nada até hoje que me faça acreditar que não entregaremos todos os 787s que planejanos para este ano", declarou Jim Albaugh em conferência do JP Morgan sobre o setor aéreo, que foi transmitida pela Internet.

A delaminação -separação de materiais sob estresse- foi resultado de um problema na fabricação que aconteceu na fábrica da Carolina do Sul.

A fabricante disse que o problema pode afetar os primeiros 55 Dreamliners e que o conserto de cada avião demora de 10 a 14 dias. A Boeing ressaltou que os reparos podem atrasar as entregas no primeiro semestre deste ano, porém não a longo prazo.

Muitos especialistas duvidam que a Boeing será capaz de cumprir a meta de dez Dreamliners por mês. A atual taxa é de 3,5 aviões por mês.

Apesar dos atrasos, o Dreamliner é sucesso entre os clientes, que já encomendaram 870 unidades. A primeira entrega do 787 foi no ano passado.

A concorrente da Airbus está aumentando a produção de todos os aviões comerciais para atender à crescente demanda.

O cronograma do avião de estrutura de carbono já tem um atraso de três anos. Em fevereiro, a fabricante anunciou sinais de "delaminação" na fuselagem traseira de alguns 787s, o que levantou dúvidas sobre o plano de construir dez desses aviões por mês até o fim deste ano.

"Não vejo nada até hoje que me faça acreditar que não entregaremos todos os 787s que planejanos para este ano", declarou Jim Albaugh em conferência do JP Morgan sobre o setor aéreo, que foi transmitida pela Internet.

A delaminação -separação de materiais sob estresse- foi resultado de um problema na fabricação que aconteceu na fábrica da Carolina do Sul.

A fabricante disse que o problema pode afetar os primeiros 55 Dreamliners e que o conserto de cada avião demora de 10 a 14 dias. A Boeing ressaltou que os reparos podem atrasar as entregas no primeiro semestre deste ano, porém não a longo prazo.

Muitos especialistas duvidam que a Boeing será capaz de cumprir a meta de dez Dreamliners por mês. A atual taxa é de 3,5 aviões por mês.

Apesar dos atrasos, o Dreamliner é sucesso entre os clientes, que já encomendaram 870 unidades. A primeira entrega do 787 foi no ano passado.

A concorrente da Airbus está aumentando a produção de todos os aviões comerciais para atender à crescente demanda.
28 de fevereiro de 2012
Boeing entrega o 1º 747-8I
A Boeing realizou a entrega do 1º jato de passageiros 747-8 Intercontinental, sendo que a aeronave em questão foi entregue a um cliente VIP (não revelado).

Essa aeronave, especificamente, só deverá entrar em funcionamento completo em 2014, quando todos os acessórios VIP forem instalados.
"Esse é um grande dia para a Boeing", disse Jim Albaugh, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes. "O 747 é o avião mais icônico do mundo, e sei que seus usuários irão amar o que fizemos para melhorar a sua performance. O Intercontinental é mais rápido, eficiente e silenciso, oferecendo uma real economia e uma ótima experiência ao voar. Acredito que ela seja uma das mais bela aeronaves no céu."
A versão VIP do 747-8 Intercontinental possui um deck principal com 444,6 metros quadrados de área interior.
Este primeiro avião entregue ainda conta com o Greenpoint Technologies Aeroloft, localizado acima da cabine principal entre o piso superior e a cauda do 747-8 VIP, dando à aeronave, mais 36,5 metros quadrados de espaço adicional. O Aeroloft será instalado pela Boeing Global Transport & Executive Systems (GTES) em Wichita, Kansas.
Com o Aeroloft, a versão VIP do 747-8I oferece o total de 481,1 metros quadrados de área, pode levar 100 passageiros e tem um alcance de aproximadamente 16.372 quilometros.

Isso reduz uma porcentagem de dois dígitos na quiema de combustível e na emissão de poluentes, quando comparado com o 747-400, além de ser 30% mais silencioso. Com uma velocidade de cruzeiro de 0.86 Mach, o 747-8I é o jato comercial mais rápido do mundo, de acordo com a Boeing.
A construtora diz que o 747-8 VIP é a única aeronave, em sua categoria, que está adequada à infraestrutura aeroportuária de hoje, dando aos seus proprietários a flexibilidade de voar para mais destinos. Com base na capacidade dos 747's atuais para voar na maioria dos aeroportos em todo o mundo, o 747-8 VIP, utiliza os mesmos tipos de pilotos, serviços e equipamentos de apoio em terra.
Até o momento, nove compradores anônimos encomendaram o 747-8 Intercontinental na sua configuração VIP.

Essa aeronave, especificamente, só deverá entrar em funcionamento completo em 2014, quando todos os acessórios VIP forem instalados.
"Esse é um grande dia para a Boeing", disse Jim Albaugh, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes. "O 747 é o avião mais icônico do mundo, e sei que seus usuários irão amar o que fizemos para melhorar a sua performance. O Intercontinental é mais rápido, eficiente e silenciso, oferecendo uma real economia e uma ótima experiência ao voar. Acredito que ela seja uma das mais bela aeronaves no céu."
A versão VIP do 747-8 Intercontinental possui um deck principal com 444,6 metros quadrados de área interior.
Este primeiro avião entregue ainda conta com o Greenpoint Technologies Aeroloft, localizado acima da cabine principal entre o piso superior e a cauda do 747-8 VIP, dando à aeronave, mais 36,5 metros quadrados de espaço adicional. O Aeroloft será instalado pela Boeing Global Transport & Executive Systems (GTES) em Wichita, Kansas.
Com o Aeroloft, a versão VIP do 747-8I oferece o total de 481,1 metros quadrados de área, pode levar 100 passageiros e tem um alcance de aproximadamente 16.372 quilometros.

Isso reduz uma porcentagem de dois dígitos na quiema de combustível e na emissão de poluentes, quando comparado com o 747-400, além de ser 30% mais silencioso. Com uma velocidade de cruzeiro de 0.86 Mach, o 747-8I é o jato comercial mais rápido do mundo, de acordo com a Boeing.
A construtora diz que o 747-8 VIP é a única aeronave, em sua categoria, que está adequada à infraestrutura aeroportuária de hoje, dando aos seus proprietários a flexibilidade de voar para mais destinos. Com base na capacidade dos 747's atuais para voar na maioria dos aeroportos em todo o mundo, o 747-8 VIP, utiliza os mesmos tipos de pilotos, serviços e equipamentos de apoio em terra.
Até o momento, nove compradores anônimos encomendaram o 747-8 Intercontinental na sua configuração VIP.
25 de setembro de 2011
"The dream came true" - Boeing realiza a entrega formal do 1º 787 Dreamliner

No dia de hoje, a primeira aeronave projetada para o século XXI, foi entregue ao seu operador final. Por se tratar de algo tão importante, inovador e esperado, a entrega será divida em algumas partes, sendo que hoje, foram assinados os documentos formais de entrega contratual entre a Boeing e a ANA (All Nippon Airways). Amanhã, ainda em Everett, na fábrica da Boeing, ocorrerá a cerimônia de entrega da aeronave, seguida pelo flyaway na terça de manhã.

"Agora que o avião está pronto para ser entregue, toda a equipe está pronta para comemorar", disse Scott Fancher, vice-presidente e gerente geral do programa 787. "Estamos ansiosos para honrar nossa cliente de lançamento, ANA, antes do Dreamliner ir para sua nova casa no Japão".
As celebrações para os funcionários da Boeing começam segunda-feira, 06:00 (horário do Pacífico) fora da fábrica 787 em Everett com a exposição estática de ZA002, um dos aviões de teste pintado nas cores da ANA. ANA e os executivos da Boeing, funcionários, parceiros e funcionários do governo irão se reunir às 9 horas para a cerimônia de entrega no mesmo local. O avião 24, pintado em decoração especial da ANA, irá juntar-se a tela durante a cerimônia. O flyaway do avião para Tóquio está previsto na manhã de terça 06:35 de Paine Field.
Um webcast ao vivo de eventos de entrga, na segunda-feira, e flyaway, na terça-feira, podem ser vistos no www.newairplane.com. Destaques em vídeo dos eventos também serão lançados para o website.

"A ANA tem sido uma tremenda parceira desde o primeiro dia", disse Fancher. "Através do trabalho duro e desafios, nunca o time Boeing perdeu o foco no compromisso com nossos valiosos clientes. Sabemos que os clientes da ANA vão adorar este avião".
O Boeing 787 Dreamliner é um avião totalmente novo com uma série de novas tecnologias que proporcionam um valor excepcional para companhias aéreas e níveis incomparáveis de conforto para os passageiros. É o primeiro avião de tamanho médio capaz de voar rotas de longo alcance, permitindo que as companhias aéreas a abrir novos, non-stop que são os voos preferidos pelo público que viaja.

Materiais compostos, sistemas elétricos, aerodinâmica e motores modernos se combinam para tornar o 787 mais eficiente no consumo de combustível e proporcionam menores custos operacionais. Os passageiros vão apreciar o ar de cabine mais limpo, maior umidade e menor altitude da cabine que se combinam para ajudá-los a se sentir mais revigorados depois de voar com o 787. Outras inovações incluem janelas maiores e com tons eletrocrômico, maiores caixas de bagagem a bordo e iluminação LED.
11 de abril de 2011
Porque o 787 atrasa tanto?
Há oito anos, a direção da americana Boeing fez um brainstorm. A ideia era construir aviões da mesma maneira que a indústria automotiva constrói carros, deixando às empresas fornecedoras a fabricação de componentes completos que seriam montados na fase final. O sonho resultou no Boeing 787 de longo alcance, o primeiro modelo a ser construído usando o princípio modular. E é provável que a ideia tenha inspirado o nome do avião: Dreamliner.
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Uma visita à fabrica da Boeing em Everett, no Estado americano de Washington, mostra em que ponto se encontra o audacioso projeto. Fileiras de fuselagens de aviões resplandecentes aguardam, em um enorme galpão de fábrica, como se estivessem na linha de montagem. A maioria delas já recebeu a última camada de tinta com os logotipos das companhias aéreas, como Air India e Japan Airlines.
Entretanto, até agora, nenhum dos aviões foi entregue aos compradores. Eles sequer receberam a autorização oficial, por causa dos problemas de software e eletrônica. Há ainda cerca de vinte aviões esperando ali, e muitos outros chegarão nas próximas semanas e meses. Este espetacular estoque de aviões poderá entrar para a história da aviação - como um monumento à arrogância dos executivos da Boeing e uma advertência às gerações futuras.
Nenhum outro projeto, com exceção do A380 da Airbus, entusiasmou tanto especialistas e fãs da aviação quanto o hipermoderno jato da Boeing.
Quando o projeto decolou oficialmente, em 2003, os executivos da Boeing prometeram mais espaço aos passageiros, uma economia de 20% de combustível e facilidade de manutenção.
Além disso, o processo de produção do avião parecia ainda mais revolucionário do que a tecnologia utilizada. De acordo com os projetos da Boeing, a montagem final do novo jato levaria apenas três dias. Para cumprir a meta, a Boeing terceirizou a produção de componentes importantes da aeronave para cerca de 50 fornecedores.
Mas as revoluções exigem sempre sacrifícios. E esta foi uma lição que a Boeing aprendeu a um custo muito elevado. Cerca de 60 clientes aguardam o 787 no mundo inteiro, e agora as primeiras entregas foram adiadas pela sétima vez. Mesmo que a primeira leva dos 843 jatos encomendados até o momento seja entregue à All Nippon Airways perto do outono, conforme planejado, será difícil compensar o atraso que agora chega a três anos.

O atraso é causado por uma série de problemas na produção. Em novembro de 2010, uma caixa de controle chegou a pegar fogo durante um voo-teste, provocando uma reação em cadeia que causou a falha em sistemas essenciais de bordo. O que implicou a necessidade de inspeções no fornecimento de energia e a instalação de um novo software de controle.
Outros novos modelos - como o Airbus A380 - também sofreram vários reveses. Na maior parte das vezes, a causa está no fato de que as fabricantes estabeleceram prazos ambiciosos e abarrotaram os aviões de novas tecnologias.
No entanto, estes fatores não são suficientes para explicar a falta de sorte da Boeing. Os executivos da empresa foram vítimas de uma mudança cultural que eles próprios contribuíram para criar antes da decisão de construir o 787.
Começou com a fusão da Boeing com a concorrente McDonnell Douglas, no final dos anos 90. Harry Stonecipher, ex-presidente da McDonnell Douglas e posteriormente da Boeing, chegou à conclusão de que a construção de aviões oferecia um retorno apenas modesto comparado aos altos investimentos e aos riscos envolvidos. Ele e sua equipe procuraram, então, construir o 787 usando o mínimo possível de recursos da companhia, e a solução que encontraram foi a terceirização em larga escala.
Alguns dos fornecedores da Boeing acabaram ficando assoberbados com as tarefas que lhes foram atribuídas. Alguns inclusive terceirizaram partes dos seus contratos para outras empresas, embaralhando ainda mais a comunicação e a coordenação.
Em seu desespero, a Boeing não teve outra escolha senão absorver alguns dos fornecedores. Jim McNerney, presidente da Boeing, admitiu que o cronograma de produção 787 foi "excessivamente ambicioso".
A Boeing não apresentou uma cifra exata dos custos adicionais dos ajustes técnicos, da ajuda aos fornecedores e das multas pagas aos clientes insatisfeitos, mas especialistas acreditam que deve superar os US$ 10 bilhões.
Até o momento, esse montante teve apenas um efeito limitado no balanço da companhia. Ao contrário da Airbus, por exemplo, a Boeing tem condições de distribuir os custos num período de tempo maior e entre um número muito grande de aviões que foram vendidos ou ainda não foram encomendados. No entanto, a empresa admitiu no final de janeiro que, neste ano, seus lucros poderão cair 15% devido aos atrasos nas entregas do modelo 787.
Os próximos meses mostrarão se o ambicioso projeto ainda conseguirá se provar um sucesso - ou não. Se tudo correr como o planejado, neste ano, a Boeing entregará cerca de doze aviões. Até 2013, ela pretende produzir dez aviões por mês, bem mais que os dois atuais.
Talvez os executivos da empresa tenham resolvido dar um passo maior do que as pernas. "É um mistério para mim como eles conseguirão fazer isto", diz um executivo de alto escalão da Airbus. "Em geral, no nosso ramo, é preciso dispor do dobro ou do triplo de tempo para acelerar a produção de maneira tão ambiciosa".

Na tentativa de produzir aviões em um sistema modular, a Boeing deixou de lado as normas da indústria tradicional segundo as quais a construção de aviões complexos deve ser realizada por equipes experientes e componentes importantes devem ser produzidos nas próprias fábricas da companhia. A companhia terceirizou a produção de componentes para cerca de 50 fornecedores espalhados pelo mundo. O excesso de terceirização ajuda a explicar uma série de problemas técnicos - de bolhas que apareceram nos enormes componentes de plástico da fuselagem durante o processo de endurecimento a temperaturas muito elevadas à falta de rebites e parafusos.
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Uma visita à fabrica da Boeing em Everett, no Estado americano de Washington, mostra em que ponto se encontra o audacioso projeto. Fileiras de fuselagens de aviões resplandecentes aguardam, em um enorme galpão de fábrica, como se estivessem na linha de montagem. A maioria delas já recebeu a última camada de tinta com os logotipos das companhias aéreas, como Air India e Japan Airlines.
Entretanto, até agora, nenhum dos aviões foi entregue aos compradores. Eles sequer receberam a autorização oficial, por causa dos problemas de software e eletrônica. Há ainda cerca de vinte aviões esperando ali, e muitos outros chegarão nas próximas semanas e meses. Este espetacular estoque de aviões poderá entrar para a história da aviação - como um monumento à arrogância dos executivos da Boeing e uma advertência às gerações futuras.
Nenhum outro projeto, com exceção do A380 da Airbus, entusiasmou tanto especialistas e fãs da aviação quanto o hipermoderno jato da Boeing.
Quando o projeto decolou oficialmente, em 2003, os executivos da Boeing prometeram mais espaço aos passageiros, uma economia de 20% de combustível e facilidade de manutenção.
Além disso, o processo de produção do avião parecia ainda mais revolucionário do que a tecnologia utilizada. De acordo com os projetos da Boeing, a montagem final do novo jato levaria apenas três dias. Para cumprir a meta, a Boeing terceirizou a produção de componentes importantes da aeronave para cerca de 50 fornecedores.
Mas as revoluções exigem sempre sacrifícios. E esta foi uma lição que a Boeing aprendeu a um custo muito elevado. Cerca de 60 clientes aguardam o 787 no mundo inteiro, e agora as primeiras entregas foram adiadas pela sétima vez. Mesmo que a primeira leva dos 843 jatos encomendados até o momento seja entregue à All Nippon Airways perto do outono, conforme planejado, será difícil compensar o atraso que agora chega a três anos.

O atraso é causado por uma série de problemas na produção. Em novembro de 2010, uma caixa de controle chegou a pegar fogo durante um voo-teste, provocando uma reação em cadeia que causou a falha em sistemas essenciais de bordo. O que implicou a necessidade de inspeções no fornecimento de energia e a instalação de um novo software de controle.
Outros novos modelos - como o Airbus A380 - também sofreram vários reveses. Na maior parte das vezes, a causa está no fato de que as fabricantes estabeleceram prazos ambiciosos e abarrotaram os aviões de novas tecnologias.
No entanto, estes fatores não são suficientes para explicar a falta de sorte da Boeing. Os executivos da empresa foram vítimas de uma mudança cultural que eles próprios contribuíram para criar antes da decisão de construir o 787.
Começou com a fusão da Boeing com a concorrente McDonnell Douglas, no final dos anos 90. Harry Stonecipher, ex-presidente da McDonnell Douglas e posteriormente da Boeing, chegou à conclusão de que a construção de aviões oferecia um retorno apenas modesto comparado aos altos investimentos e aos riscos envolvidos. Ele e sua equipe procuraram, então, construir o 787 usando o mínimo possível de recursos da companhia, e a solução que encontraram foi a terceirização em larga escala.
Alguns dos fornecedores da Boeing acabaram ficando assoberbados com as tarefas que lhes foram atribuídas. Alguns inclusive terceirizaram partes dos seus contratos para outras empresas, embaralhando ainda mais a comunicação e a coordenação.
Em seu desespero, a Boeing não teve outra escolha senão absorver alguns dos fornecedores. Jim McNerney, presidente da Boeing, admitiu que o cronograma de produção 787 foi "excessivamente ambicioso".
A Boeing não apresentou uma cifra exata dos custos adicionais dos ajustes técnicos, da ajuda aos fornecedores e das multas pagas aos clientes insatisfeitos, mas especialistas acreditam que deve superar os US$ 10 bilhões.
Até o momento, esse montante teve apenas um efeito limitado no balanço da companhia. Ao contrário da Airbus, por exemplo, a Boeing tem condições de distribuir os custos num período de tempo maior e entre um número muito grande de aviões que foram vendidos ou ainda não foram encomendados. No entanto, a empresa admitiu no final de janeiro que, neste ano, seus lucros poderão cair 15% devido aos atrasos nas entregas do modelo 787.
Os próximos meses mostrarão se o ambicioso projeto ainda conseguirá se provar um sucesso - ou não. Se tudo correr como o planejado, neste ano, a Boeing entregará cerca de doze aviões. Até 2013, ela pretende produzir dez aviões por mês, bem mais que os dois atuais.
Talvez os executivos da empresa tenham resolvido dar um passo maior do que as pernas. "É um mistério para mim como eles conseguirão fazer isto", diz um executivo de alto escalão da Airbus. "Em geral, no nosso ramo, é preciso dispor do dobro ou do triplo de tempo para acelerar a produção de maneira tão ambiciosa".

Na tentativa de produzir aviões em um sistema modular, a Boeing deixou de lado as normas da indústria tradicional segundo as quais a construção de aviões complexos deve ser realizada por equipes experientes e componentes importantes devem ser produzidos nas próprias fábricas da companhia. A companhia terceirizou a produção de componentes para cerca de 50 fornecedores espalhados pelo mundo. O excesso de terceirização ajuda a explicar uma série de problemas técnicos - de bolhas que apareceram nos enormes componentes de plástico da fuselagem durante o processo de endurecimento a temperaturas muito elevadas à falta de rebites e parafusos.
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