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13 de maio de 2012

Fumaça, Já!!!!

A Esquadrilha originou-se pela iniciativa de instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, sediada na cidade do Rio de Janeiro. Em suas horas de folga, os pilotos treinavam acrobacias em grupo, com o intuito de incentivar os cadetes a confiarem em suas aptidões e na segurança das aeronaves utilizadas na instrução.
Em 14 de maio de 1952, uma comitiva estrangeira em visita à Escola pôde apreciar a primeira demonstração oficial do grupo. Após algumas apresentações, percebeu-se a necessidade de proporcionar ao público uma melhor visualização das manobras executadas. Com isso, em 1953, acrescentou-se na aeronave utilizada a época, o NA T-6, um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça.
Com o tempo, as aeronaves e as acrobacias mudaram, mas a essência da Esquadrilha mantém preservado o espirito de arrojo e determinação do grupo.
Atualmente, o EDA está sediado na Academia da Força Aérea, na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo.
Atribuições do EDA: 
  • Estimular e desenvolver as vocações e a mentalidade aeronáuticas; 
  • Valorizar a Força Aérea Brasileira (FAB) e o sentimento de nacionalismo; 
  • Expressar a afirmação e o profissionalismo de todos os componentes da FAB; 
  • Demonstrar o alto grau de treinamento e a capacidade dos pilotos brasileiros; 
  • Comprovar a qualidade dos produtos da indústria aeronáutica brasileira;


  • Contribuir para uma maior integração entre a FAB e as demais Forças Singulares;
  • Estimular o entrosamento entre os segmentos civil e militar ligados à atividade aeronáutica; 
  • Representar a FAB no exterior como instrumento diplomático;
  • Difundir a Política de Comunicação Social do COMAER;
  • Participar do processo de integração nacional, marcando a presença da FAB nos eventos realizados em todo o País.

Os 60 anos da Esquadrilha da Fumaça foram comemorados com o público neste final de semana em Pirassununga, no interior de São Paulo. A Academia da Força Aérea (AFA) abriu as portas aos amantes da aviação e montou uma série de exibições e acrobacias para celebrar a data. Entre as atrações estão os aviões dos halcones, a esquadrilha chilena.
Os cinco pilotos comandam o Extra 300, que é um avião exclusivo para acrobacias. Apresentações inéditas também fazem parte da programação. “Pela primeira vez no Brasil o F-18 da Força Aérea do Canadá, da Marinha dos Estados Unidos. Também aviões de outros esquadrões da Força Aérea Brasileira, equipes civis de acrobacia brasileira”, disse a oficial de relações públicas tenente Josiana Mendes. Apesar do tempo fechado, o público pôde conferir apresentações da Esquadrilha com acrobacias no céu da cidade, e assistir a exposição de diversos modelos de helicópteros e aviões usados ao redor do mundo. O funcionário público Sidnei Di Santi Junior viajou cerca de 150 km de Indaiatuba, onde mora, para Pirassununga, sede da AFA, especialmente para assistir às apresentações da Esquadrilha.
Entusiasta da aviação, Sidnei chegou na manhã de sábado para curtir o primeiro dia de comemorações. "Assisti à apresentação de caças americanos, demonstrações com helicópteros, a equipe de paraquedismo e uma esquadrilha do Canadá. Foi muito bom", contou.
Os destaques, para Sidnei, ficaram por conta dos modelos F-18 Super Hornet, dos Estados Unidos, e do Canadian CF-18. "Fui para ver os F-18, caças de última geração que não temos em nossa Força Aérea. Ele pousa em porta-aviões, decola de pista curta e tem uma potência incrível", afirmou.
O público pode conferir de perto a operacionalidade do caça F-18(da marinha americana - trazido para demonstrações pela Boeing) e do caça CF-18 hornet da Real Força Aérea Canadense (Royal Canadian Air Force), que além do caça trouxe, também, todo o CF-18 Demo Team personificando a excelência necessária para manter a Royal Canadian Air Force (RCAF) entre as melhores organizações de aviação do planeta.
A experiência e a dedicação exigida pela equipe, do piloto para as equipes de manutenção para os coordenadores, reflete o profissionalismo de todos os aviadores do Canadá.
O Tenente Coronel Louis-Henri Remillard, em nome da Equipe de Demonstração do F-18 Canadense, tanto como os pilotos e tripulantes do nosso C130 Hercules, declarou: "Estamos muito emocionados de estar aqui no Brasil e tambem estamos orgulhosos de poder ter a oportunidade de participar das celebrações do aniversário de 60 anos da Esquadrilha da Fumaça na sua casa."
O piloto escolhido para a temporada 2012 de apresentações é o Captitão Patrick “Paco” Gobeil (ex piloto dos Snow Birds). Todos os anos a pintura do avião tem um novo tema e a desse ano é ”The True North, Strong and Free”.
Ao finalizar a sua apresentação o piloto do caça Paco Gobeil disse: "Aos nossos amigos Brasileiros, a recepção aconchegante que a gente tem recebido aqui é impressionante. A energia dos observadores da uma emoção daquelas e faz a pele arrepiar. "
Ainda no sábado, o público assistiu ao show do sanfoneiro Waldonys. No domingo, além das apresentações, uma campanha entre os visitantes arrecadou 80 bolsas de doação de sangue. 

Algumas fotos e vídeos do evento desse fim de semana que tirou o fôlego dos presentes:

6 de março de 2012

Boeing teme revés após decisão da Força Aérea Americana

Preocupada com possíveis prejuízos na licitação para compra de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), a norte-americana Boeing escalou três de seus executivos para transmitir ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, a ideia de que a suspensão da compra pela Força Aérea dos EUA de aviões Super Tucano não tem relação com a qualidade da proposta da Embraer.

Em uma 'mesa-redonda' com a imprensa depois da reunião na FAB, o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, explicou que o governo americano 'permanece interessado' nos Super Tucanos. Tanto o diplomata quanto os executivos norte-americanos elogiaram o processo brasileiro de licitação, com adjetivos como 'soberbo' e 'transparente'.

A visita ocorre quatro dias depois que o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota afirmando que a decisão da Força Aérea dos Estados Unidos 'não contribui para o aprofundamento das relações entre os dois países em matéria de defesa'.

Alegando problemas de documentação, os militares norte-americanos suspenderam a compra de 20 aeronaves, avaliadas em US$ 355 milhões, na terça-feira passada, em meio a protestos da concorrente Hawker Beechcraft, que previa perda de empregos para o Brasil caso o negócio fosse em frente.

Caças. Parceira da Embraer no projeto FX-2 (para a compra de novos caças), a Boeing informou ainda que conversou com a fabricante brasileira de aviões e ficou decidido que ela não fará lobby pela Embraer nos EUA.

Segundo Chris Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft, a empresa americana já cortou preços de seu avião e aceita construir parte dos caças no Brasil caso vença a licitação. 'Os dias de exportação pura ficaram para trás, hoje a questão é relacionamento', afirmou.

Além de Chadwick, participaram do encontro a ex-embaixadora norte-americana no Brasil e atual presidente da Boeing no País, Donna Hrinak, e Chris Raymond, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Estratégias da empresa. Os executivos reiteraram que tanto o governo quanto o Congresso norte-americano já deram aval formal para transferência de tecnologia, mas declinaram de comentar aspectos específicos.

De acordo com Shannon, que não forneceu detalhes, os presidentes Dilma e Obama vão conversar sobre 'temas de defesa e segurança' quando se encontrarem em Washington em abril.

Tecnologia. A Boeing também divulgou ontem que assinou um memorando de entendimento para transferência e desenvolvimento de tecnologias aviônicas, que podem beneficiar uma empresa brasileira.

A empresa assinou o documento com a israelense Elbit Systems para desenvolvimento de parte dos F/A-18E/F Super Hornet, que compete na licitação da FAB, e F-15. A Elbit, por sua vez, prometeu investir em sua subsidiária no Brasil, a AEL Sistemas S.A., sediada em Porto Alegre (RS).

O memorando prevê que a AEL desenvolva a tela dos aviões, conhecida como Large Area Display. O visor tem 27,9 cm por 48,2 cm e contém todos os dados relativos ao voo, a missão e os sistemas.

A Boeing espera que o conhecimento obtido com o trabalho seja usado para desenvolvimento de um centro de tecnologia de aviônica avançada. 'As atividades propostas para a AEL fazem parte da oferta de participação industrial da Boeing no programa FX-2', informou a empresa em comunicado distribuído ontem.

4 de março de 2012

Estados Unidos não descarta voltar atrás no caso dos super tucanos

O chefe da Força Aérea americana disse nesta quarta-feira que o cancelamento do contrato para a compra de aviões Super Tucano da Embraer para o Afeganistão é "vergonhoso" e prometeu rever rapidamente a licitação.

"Não há como ficar satisfeito com isso", disse o general Norton Schwartz a jornalistas. Ele disse que a Força Aérea relançaria "rapidamente" a disputa para a compra dos 20 aviões de combate leve para o exército afegão, já que os recursos para o programa deverão expirar até o fim do ano fiscal de 2013. "Trabalharemos com rapidez", completou.

A Força Aérea americana cancelou abruptamente na terça-feira o contrato de 355 milhões de dólares com a Sierra Nevada Corp. e a fabricante de aeronaves Embraer, dizendo que abriria uma investigação depois de uma ação legal impetrada pela concorrente americana Hawker Beechcraft Corp.

A decisão representou um revés para a Força Aérea, que tenta mudar suas práticas de compra de armamentos depois que uma licitação para um novo tanque de abastecimento de voo foi marcada por escândalos e controvérsias.

Schwartz disse que será "uma profunda decepção" se os fatos mostrarem que a Força Aérea estragou o contrato, e expressou preocupação de que o cancelamento possa atrasar a entrega de uma aeronave vital para o exército afegão. "Uma das coisas com as quais estou mais triste - sem mencionar a vergonha que esse fato trás para nós como Força Aérea - é o fato de que estamos deixando nossos parceiros na mão aqui", disse.

O general alertou sobre uma punição disciplinar drástica se a investigação revelar que o contrato foi cancelado por algum erro de procedimento. "Posso garantir que se isso não foi um erro inocente, haverá punições", completou. Ele disse que a Força Aérea trabalhará duro para resolver o problema.

O contrato para a compra dos 20 aviões AT-29 Super Tucano da Embraer foi fechado em dezembro como parte dos planos para armar o exército afegão após a saída da Otan daquele país. Mas a Força Aérea americana informou que não estava "satisfeita" com a documentação apresentada na decisão.

A Hawker Beechcraft Corp, sediada em Wichita, Kansas, protestou contra o resultado da licitação em uma corte federal, argumentando que seu avião AT-6 foi injustamente excluído da competição.

Os Estados Unidos permanecem interessados em comprar 20 aviões de ataque leves Super Tucano da Embraer e a decisão não está relacionada com os planos do Brasil de adquirir 36 aviões de caça, afirmou nesta quinta-feira o subsecretário de Estado americano, William Burns.

"A Embraer é uma grande companhia e o Super Tucano é um grande avião. Os Estados Unidos estão no meio de um processo interno, mas continuam interessados" em comprar os 20 aviões, apesar do anúncio da força aérea americana de que a compra teria sido cancelada, afirmou Burns a jornalistas no Rio de Janeiro.

Burns descartou que a decisão de Washington de anular o contrato com a Embraer esteja vinculada à compra de 36 aviões de caça supersônicos prevista pelo Brasil, um contrato avaliado entre 4 e 7 bilhões de dólares e que tem como concorrentes a companhia americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab. "Não acredito que os dois assuntos tenham alguma relação (...) São dois assuntos diferentes", afirmou Burns, que insistiu que a Boeing continua na briga para ganhar a licitação com seus caças F-18.

"Estamos convencidos de que o F-18 (da Boeing) é o melhor avião disponível. Para provar isso basta dizer que será o avião utilizado pelos Estados Unidos nos próximos 20, 30 anos. Estamos convencidos de que o pacote de transferência de tecnologia que oferecemos junto com o avião não tem precedentes em nossa relação, e que é a melhor opção oferecida ao Brasil", insistiu.

O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, indicou recentemente que o Brasil poderia decidir no primeiro semestre do ano a compra dos caças, embora fontes do governo e analistas indiquem que o ganhador não será anunciado antes de maio. Na próxima segunda-feira, um alto executivo da Boeing visitará o Brasil em campanha a favor do F-18. "Boeing está disposta a melhorar a oferta de transferência de tecnologia, incluindo propostas de desenvolvimento conjunto de produtos aeronáuticos, caso seja escolhida" para fornecer os caças.