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Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

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30 de outubro de 2012

Aeroparque poderá ser exclusivo de Aerolíneas Argentinas

O governo argentino estuda transferir a TAM, a LAN e a Gol do Aeroparque, o aeroporto mais perto de Buenos Aires. Segundo informações do jornal argentino Cronista, os voos de várias companhias, incluindo as brasileiras, seriam restritos ao aeroporto de Ezeiza, a 40 km da capital Buenos Aires. Vôos de empresas menores ainda seriam repassados para o aeroporto de San Fernando, que fica a 30 km da capital.
Segundo o jornal argentino, TAM e Gol possuem seis vôos diários no aeroporto mais perto da capital Buenos Aires e só conseguiram espaço no Aeroparque em 2010, após reclamarem por tratamentos igualitários.
O governo pretende deixar o Aeroparque somente para vôos domésticos das companhias Aerolíneas Argentinas e Austral, conforme informou o Cronista. Com a medida, outras companhias também seriam afetadas como a SOL, a Aerochaco e até a LADE, que pertence à Força Aérea do país.

A razão de levar a cabo o 'plano Aeroparque', impulsionado pela Aerolíneas Argentinas, está na necessidade de baixar o déficit diário de US$ 2 milhões. Um fonte do alto escalão da aeronáutica indicou que trata-se de uma manobra para tirar a LAN Argentina de cena do principal aeroporto argentino. Caso o plano seja levado até o fim, a LAN também deve passar a operar em Ezeiza.

Entre pousos e decolagens, o Aeroparque opera 295 voos diários, dos quais 190 são da Aerolíneas; 55 são da LAN, e os demais são das brasileiras TAM e GOL, além de algumas outras companhias regionais.

28 de setembro de 2012

LAN apresenta o 787

Na apresentação do primeiro Boeing 787 Dreamliner recebido pela Lan, realizada nesta manhã na capital chilena, o destaque foi a ausência do CEO da companhia, Ignácio Cueto. Nem ele nem o CEO da Latam, Enrique Cueto, compareceram à apresentação realizada com sobrevoo pela cidade de Santiago do novo avião da Lan, que faz com que a companhia aérea seja a primeira nas Américas a operar o equipamento. “Estamos trazendo o futuro para o presente”, disse o vice-presidente de Assuntos Corporativos da Lan, Pablo Querol, um dos porta-vozes da companhia na cerimônia. Ele destacou os investimentos de US$ 4,9 bilhões para a aquisição de 32 Boeing 787 Dreamliner, sendo que três deles serão entregues ainda neste ano. “Recebemos o próximo avião em 18 de outubro e o seguinte, em dezembro”, anunciou.
Neste primeiro mês de operações, a nova aeronave voará entre Santiago e Buenos Aires (Ezeiza), cinco vezes por semana. Em seguida, será utilizado na rota entre Lima e Los Angeles para, posteriormente, realizar voos para o continente europeu. “Nos voos de longa duração é que podem ser comprovados todos os benefícios desse novo equipamento”, destacou o gerente de Projetos do Boeing 787, Justin Siegel. Para os executivos, a nova aeronave privilegia os desejos dos passageiros em detrimento dos interesses da empresa aérea que a operará. “Temos benefícios como janelas 40% mais amplas, mais altura, espaço para bagagens de mão maior, além de velocidade superior à do Boeing 767. Também é um avião mais sustentável, que pode economizar até 20% de combustível, em relação a outras aeronaves, nas rotas de longa distância”, listou Querol.

Um dos pontos altos da nova aeronave é o entretenimento a bordo. As telas individuais têm nove polegadas na classe econômica e 15,4 polegadas na executiva, ambas com tecnologia touch screen. Também contam com entrada USB, nas duas classes. A executiva do Boeing 787 Dreamliner tem 30 assentos e a econômica, 217, na configuração 3-3-3.

Rio-Miami passará para as operações da LAN

Aumentam as sinergias entre TAM e sua nova dona, a chilena LAN. A partir do dia 21 de janeiro de 2013, o vooRio-Miami será feito por aeronave Boeing 767 da LAN, vinda de Santiago, com escala no Rio, antes de aterrissar na cidade americana.
A mudança acontece por conta da devolução, antecipada, de três aviões do mesmo modelo - só que mais antigos - da frota da TAM. Este mês, o voo para Bogotá da TAM também foi substituído por um da filial LAN Colombia.
Mas o inverso também está acontecendo. A partir do mês que vem, um voo de São Paulo para Lima da LAN Peru foi cortado para que a TAM pudesse mandar um avião maior (Airbus A330) para a capital peruana. O Rio também foi beneficiado, com um voo direto para lá, inicialmente, três vezes por semana a partir do dia 29 de outubro.

11 de setembro de 2012

LATAM aumenta o tráfego de passageiros em 9,1%

A LATAM Airlines, conglomerado aéreo que inclui as operações da chilena LAN e da brasileira TAM, informou nesta segunda-feira que o tráfego de passageiros em agosto subiu 9,1 por cento ante o mesmo período do ano anterior.
A LATAM, principal grupo aéreo da América Latina e que selou sua união em junho, informou que o tráfego doméstico de passageiros nas operações de língua espanhola (Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia) aumentou 16,4 por cento em agosto.
O tráfego doméstico de passageiros no Brasil, por sua vez, cresceu 12,6 por cento no mês passado.

O conglomerado informou, além disso, que o transporte internacional de passageiros teve elevação de 5,2 por cento em agosto e representou aproximadamente 52 por cento do total do mês.

O tráfego de carga, especificamente da LAN, caiu 1,2 por cento, em base anual, no mês.

A LATAM, que busca fazer frente a outros conglomerados aéreos que surgiram dentro e fora da região, inclui as operações da LAN na Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru, além de seus negócios de carga no Brasil, México e Estados Unidos.
Entretanto, a empresa brasileira abrange, além da TAM e de suas filiais, seu negócio de transporte aéreo no Mercosul e a TAM Airlines Paraguai.

1 de setembro de 2012

LAN recebe seu primeiro Boeing 787 Dreamliner

A Lan é a primeira das Américas e uma das primeiras do mundo a receber o Boeing 787 Dreamliner. Durante os próximos dez anos, a empresa receberá 32 B-787, sendo os três primeiros ainda este ano, resultado de um dos maiores investimentos da história da companhia: US$ 4,9 bilhões. Desse total, seis aeronaves foram adquiridas pelo sistema de leasing.
Com um evento na fábrica da Boeing, em Seattle (EUA), nesta sexta-feira (dia 31), autoridades presentes, além dos principais executivos da Lan, e representantes do fabricante celebraram a entrega do primeiro Dreamliner para a empresa chilena. Ignacio Cueto, presidente da Lan, se referiu à importância desta entrega para a companhia e celebrou o que este avião representará, tanto para a indústria aérea da região, como para a experiência de viagem dos passageiros que voarão neste modelo. “Estamos muito satisfeitos de ser os primeiros no continente americano a receber este avião, o mais moderno do mundo em seu modelo. Não é somente um marco para a Lan, mas também para todos os nossos passageiros, já que graças a sua avançada tecnologia e atributos inéditos melhorará ainda mais a experiência de viagem a bordo da Lan. Com o Boeing 787 Dreamliner, poderemos voar a maiores distâncias, em um avião que contribui para a preservação do meio ambiente e que é altamente eficiente, o que nos assegurará prosseguir crescendo de forma sustentável” - explicou Cueto.
Para Van Rex Gallard, vice-presidente de Vendas para América Latina, África e Caribe da Boeing, a Lan se converteu em líder na América Latina e no mundo, graças ao seu incomparável serviço de bordo, liderança e compromisso com a inovação e a tecnologia. ”A entrega do 787 ajudará a Lan a manter essa posição ao incrementar sua presença global e oferecer renovada experiência de viagem a mais passageiros no mundo”, disse Gallard.
As primeiras cidades atendidas pelos 787 da Lan serão: Santiago, Buenos Aires, Lima, Los Angeles, Madri e Frankfurt. Estas rotas se somarão, de maneira paulatina, durante o primeiro ano de operação da aeronave, que começará a voar comercialmente nos próximos meses.
Entre as novidades do Boeing 787 da Lan, os assentos da classe Premium Business – que serão full flat 100% horizontal e com a mesma geometria que os atuais – incorporam: um repouso para os pés, sistema de memória que grava a posição do assento que o usuário escolheu, além da massagem lombar, que aumentará ainda mais a sensação de descanso. Na classe econômica, seus assentos ergométricos reclináveis – que contam com repousa-cabeça com quatro ajustes – proporcionam relaxamento. A configuração da cabine nos primeiros aviões Boeing 787 da Lan será de 217 assentos na classe econômica e 30 na Premium Business.

30 de agosto de 2012

Rota São Paulo - Bogotá agora será operada pela Lan Colombia

A partir do dia 10 de setembro, a TAM deixará de operar a rota entre São Paulo e a capital colombianaBogotá. Após esta data, a Lan Colômbia é quem ficará responsável pelo voo direto entre as duas cidades. A mudança faz parte do acordo que envolve as duas empresas para a criação da Latam Airlines.
Os passageiros que optarem voar pela Lan Colômbia têm a opção de sair de Guarulhos às 14h30, com chegada prevista em Bogotá às 18h30. A rota inversa é feita às 5h35 de Bogotá com chegada prevista em São Paulo às 13h25.

Os voos serão feitos em aeronave Airbus A320 e os horários vão se ajustar “às necessidades dos passageiros de ambos os países”, informou a companhia aérea, por meio de nota.
De acordo com a TAM, a associação das operações da TAM e da Lan vai garantir ao passageiro acesso a uma maior rede de conexões. “Esta capacidade de transporte será mantida, já que as aeronaves da TAM que operam atualmente na rota entre as duas cidades serão utilizadas para fortalecer a operação da empresa na América do Sul.”
Além disso, "para aproveitar as sinergias anunciadas pelo Grupo Latam Airlines", as unidades administrativas de ambas as empresas na Colômbia foram combinadas.

19 de agosto de 2012

LATAM anuncia plano de expansão da frota

A companhia aérea Latam, grupo que inclui a LAN e a brasileira TAM, disse nesta segunda-feira que deve investir 7,87 bilhões de dólares em sua frota de aeronaves até 2014, para fortalecer suas operações e reafirmou sua expectativa de recuperar o grau de investimento em menos de um ano.

É a primeira vez que a Latam, principal grupo aéreo da América Latina, revela seu plano de investimentos consolidado após a conclusão da fusão, em junho.

Em uma teleconferência com analistas, a Latam detalhou que a ideia é alcançar uma frota de 359 aviões até 2014, ante as 319 aeronaves previstas para este ano.

A Latam prevê adquirir aviões por 2,979 bilhões de dólares em 2012, 2,297 bilhões em 2013 e 2,594 bilhões em 2014.

Durante uma apresentação dos mais recentes resultados financeiros, executivos da Latam reiteraram que a empresa pretende recuperar em menos de um ano o grau de investimento nas agências de classificação de risco, depois que a LAN foi rebaixada após a fusão com a TAM.

O plano da empresa é alcançar este objetivo com as sinergias obtidas na fusão e uma política mais restritiva de dividendos, e caso esse caminho não prospere, a empresa considerará um aumento de capital durante o segundo semestre de 2013.

O vice-presidente de finanças corporativas da empresa, Alejandro de la Fuente, destacou que as sinergias capturadas nas primeiras semanas da fusão foram "muito melhores" que as esperadas, mas não quis apresentar cifras.

"Vemos um rápido processo de desalavancagem da companhia à medida que as sinergias sejam capturadas", afirmou. "Uma oferta de ações sempre pode ser avaliada, mas não há nada concreto sobre este tema (...) esperamos recuperar o nível de grau de investimento em um par de trimestres ou um ano", acrescentou.

O grupo, uma das 10 maiores empresas de aviação do mundo, divulgou na sexta-feira que obteve lucro de 49,7 milhões de dólares no segundo trimestre ante 15,9 milhões em igual período de 2011.

3 de agosto de 2012

Smartphones fazem de tudo na TAM, de compra de passagem a cartão de embarque

A TAM começou na quinta-feira a oferecer check-in (confirmação de voo) pelo celular em todo o País, de acordo com a assessoria da empresa. Conforme a TAM todos os 42 aeroportos brasileiros que operam voos domésticos da companhia estão habilitados para oferecer a opção que dispensa a impressão do cartão de embarque.
Segundo a assessoria, a empresa já oferecia o serviço em dez aeroportos do País e passa a ser a única a disponibilizar esse tipo de check-in em todos os aeroportos nos quais opera. O projeto piloto do serviço foi lançado em 2010, a TAM em alguns voos com saídas do interior de São Paulo.

A diretora de Aeroportos da TAM, Victória Guimarães, afirmou que ampliou o serviço graças a uma ação coordenada com os administradores aeroportuários e o resultado atesta a atenção a todos os clientes e o empenho para aprimorar os processos em todos os aeroportos, considerando que o tempo do passageiro é escasso.

“Ampliamos este serviço graças a uma ação coordenada com os administradores aeroportuários. O resultado atesta a nossa atenção a todos os clientes e o empenho para aprimorar os processos em todos os aeroportos do País. Sabemos que a experiência de voar começa bem antes da decolagem, e que o tempo de cada passageiro é precioso”, afirma a diretora de Aeroportos da TAM, Victória Guimarães.
O viajante poderá fazer o check-in no site da TAM ou por meio do aplicativo TAM Mobile, pode ser efetuado a partir de celulares, computadores ou tablets conectados à internet. Na sequência, o passageiro receberá por e-mail ou SMS um cartão de embarque eletrônico, com código de barras bidimensional (2D). Conforme a assessoria, para entrar na sala de embarque no aeroporto, ele deve acessar este cartão em seu celular ou tablet e apresentá-lo ao agente de segurança e será feita a leitura do código diretamente na tela do aparelho, sem a necessidade de impressão de papel.

A TAM diz ainda que só será preciso ir até o balcão da companhia em caso de despacho de bagagens. Porém, nesses casos, o passageiro terá um atendimento exclusivo no aeroporto. Por meio do check-in pelo celular também será possível marcar ou alterar o assento e inserir o número do cartão TAM Fidelidade. Também será permitido fazer o check-in de mais de uma pessoa ao mesmo tempo, desde que todos tenham o mesmo código de reserva. O aplicativo está disponível para download gratuito nas lojas oficiais das plataformas iOS (Apple), Symbian, Windows Phone e BlackBerry.

Além de check-in, clientes da TAM também já podem adquirir bilhetes, consultar dados de reserva e a situação de voos pelo celular. A companhia acaba de lançar seu portal para smartphones, acessível a partir das principais pltaformas mobile. No mercado brasileiro, a TAM é a primeira companhia área a oferecer a opção de compra de bilhetes pelo celular.



No novo portal, o cliente também poderá realizar o seu check-in em voos da companhia que já oferecem a opção do check-in mobile. O objetivo é oferecer aos passageiros uma experiência de viagem ainda mais ágil e confortável desde o momento da compra até a chegada no destino final. Para acessar o portal, basta digitar o endereço tam.com.br em qualquer navegador mobile.

“Estamos sempre em busca de inovações que se traduzam em benefícios para os clientes. Em maio deste ano, houve um aumento de 200% do número de acessos via celulares, na comparação com maio de 2011. Nosso papel é transformar esses dados em soluções inovadoras”, comenta Rodrigo Trevizan, diretor de Vendas Diretas da TAM.

Os bilhetes adquiridos por meio da plataforma mobile poderão ser pagos com os cartões de crédito Visa, Mastercard, American Express, UATP ou Hipercard, emitidos no Brasil.

O portal para smatphones também oferece a opção de compra de bilhetes para voos operados pela LAN e suas subsidiárias. No site da TAM, a compra de bilhetes da companhia chilena já está disponível desde 29/06. O serviço de web check-in para voos LAN também está à disposição dos passageiros nas rotas que oferecem essa comodidade.
A compra de bilhetes da LAN por meio de plataformas da TAM já é um dos benefícios alcançados pela concretização da associação das duas companhias, que deu origem ao Grupo LATAM Airlines. Com essa integração, os clientes da TAM terão acesso facilitado às rotas da LAN e vice-versa, complementando as malhas das duas companhias.

A LAN tem hubs em Santiago (Chile), Lima (Peru), Quito (Equador) e Bogotá (Colômbia) e voa pela costa pacífica da America do Sul e da América do Norte. Com essa configuração é possível, por exemplo, voar de São Paulo/Guarulhos para Los Angeles (EUA) com conexão em Lima (Peru), em uma rota mais direta e rápida. Outras novidades disponíveis para os clientes TAM são os voos para Sydney (Austrália) e para Auckland (Nova Zelândia), dentre outros destinos também operados pela LAN.

17 de julho de 2012

LATAM já está voando há 21 dias, mas os desafios só começaram

"O Brasil é o lugar ideal para triunfar." O empresário que deu essa declaração há um ano acabou de fincar definitivamente seus pés no mercado brasileiro. Essa, aliás, foi uma das raríssimas vezes em que o octogenário Don Juan José Cueto Sierra fez um comentário público sobre a fusão da empresa de sua família, a LAN Chile, com a brasileira TAM. Em poucas palavras - porque ele não foi além disso na entrevista que concedeu a um jornal local da cidade espanhola de Colunga, onde nasceu - Don Juan deixou claro o que espera do Brasil. O problema é que triunfar por aqui não parece tão simples quanto no Chile ou em outros países da América Latina.

Faz apenas 15 dias que LAN e TAM tornaram-se enfim uma mesma companhia, com a conclusão da oferta pública de ações que permitiu o cancelamento do registro de capital aberto da empresa brasileira e lançou na bolsa de Santiago a Latam Airlines. Juntas as duas empresas são hoje o maior grupo latino-americano de aviação, com 51,6 mil funcionários e uma receita de US$ 13,5 bilhões.

Os números são grandiosos, mas não dizem tudo. Desde que a fusão - ou "aquisição", na avaliação do mercado - foi anunciada em agosto de 2010, especula-se como ficará a operação da TAM sob a batuta dos chilenos.

Por enquanto, só os programas de fidelidade foram integrados, mas a empresa estima que em cinco anos toda a operação seja uma só, com sinergias que podem chegar a US$ 700 milhões por ano. "A expectativa do mercado no momento é saber se a LAN terá no Brasil a mesma eficiência que tem em outros lugares", diz Pablo Álvarez, analista do Banco Penta no Chile.

Embora já estivessem presentes no País com uma operação pequena, agora, os donos da LAN terão de aprender, de verdade, a atuar num mercado em que não são monopolistas - como no Chile, na Argentina, no Peru e no Equador. Ao mesmo tempo, serão apresentados ao famoso custo Brasil.

Não é à toa que o departamento fiscal da TAM tem 45 pessoas e o da LAN, quatro. No Brasil, as companhias aéreas pagam de 12% a 25% de ICMS sobre o combustível usado no transporte aéreo doméstico. No Chile, a taxa é zero. Aqui, os encargos trabalhistas representam 40% do total da folha de pagamento. Lá, não passam de 5%. Sem contar que o número de horas voadas pelos tripulantes é limitado a 76 horas por mês no Brasil, enquanto no Chile, a média é de 90 horas.

E não é só com isso que os chilenos terão de se preocupar. Acostumados a trocar uma peça com defeito em menos de 24 horas, eles terão de esperar até uma semana no Brasil para fazer a mesma operação. Com os benefícios da chamada "linha azul" (um canal especial com a Receita Federal), as companhias aéreas no Chile conseguem enviar uma peça com problema para o fornecedor e receber a nova quase que imediatamente, numa simples operação de troca. Como as companhias brasileiras não têm esse canal especial, elas são obrigadas a exportar um motor que precisa de manutenção e depois importar o motor novo, num ciclo que esbarra em todas as burocracias aduaneiras que os empresários brasileiros conhecem bem.

Por conta disso, a TAM chega a ter mais de 30% de peças em estoque do que a LAN normalmente tem. Isso significa "capital de giro imobilizado", no jargão de contadores. "É dinheiro que poderia estar circulando, mas está parado no estoque", afirma Marco Antonio Bologna, presidente da TAM S.A. Ele faz questão de listar mais duas desvantagens do mercado brasileiro que mexem diretamente com a rentabilidade das empresas. "No Brasil as companhias têm de arcar com o custo de imprevistos que não foram causados por elas, como problemas meteorológicos", diz. "E nós temos um outro defeito que é a lei de direitos dos passageiros. No Chile, por exemplo, não existe lei do SAC."

Não há dúvidas, portanto, de que as condições do mercado chileno deram um empurrãozinho nos resultados da LAN. "Mas, justiça seja feita, boa parte de sua eficiência é mérito dela e da família Cueto", diz um analista do setor aéreo. Don Juan comprou a empresa em sociedade com o atual presidente do Chile, Sebastián Piñera, em 1994, quando o governo privatizou a companhia aérea. A entrada da família no negócio foi crucial, já que desde a década de 70 os Cueto comandavam a Fast Air, uma empresa de transporte de carga.

Como conheciam bem do assunto, os Cueto logo perceberam o potencial da combinação de passageiros com carga. "Esse é o elemento central do sucesso da LAN", diz Jorge Tarziján, professor na Escola de Administração da Universidade Católica do Chile e pesquisador em Harvard. Ele estuda o caso LAN desde 2008. "O compartilhamento dos dois modelos de negócio torna rentáveis rotas que seriam inviáveis se servissem só a passageiros ou apenas a carga."

A empresa transporta salmão do Chile, flores do Equador, aspargos do Peru, para os Estados Unidos e países da Europa. Na volta, traz computadores, peças de automóveis, celulares e produtos farmacêuticos. Com um sistema de gestão ultra sofisticado, a companhia aproveita cada minuto da aeronave - já que avião parado é dinheiro queimado. Um voo que sai de Miami e chega a Santiago no início da manhã segue descarregando produtos em outras cidades da América Latina até poder voltar para os Estados Unidos à noite.

A LAN também desenvolveu um sistema de gerenciamento de tarifas que outras companhias não têm. "O valor do bilhete mais barato para o passageiro equivale, no mínimo, à receita que a LAN teria se o peso ocupado pelo passageiro fosse alocado à carga", diz Tarziján. "Com isso, ela garante que a tarifa mínima aplicada a passageiros cubra o custo de uma carga de peso semelhante." Isso explica por que 26% da receita da LAN vem do transporte de carga, enquanto na TAM esse porcentual é de 9%. Don Juan só vai triunfar no mercado brasileiro se seus filhos, agora na Latam, conseguirem mudar essa equação na empresa fundada pela família Amaro.

TAM Cargo ganha avião próprio

Em busca de aumentar o transporte de cargas no país e ampliar a receita e lucro da Tam, a Latam Airlines, deve trazer mudanças para a aérea ainda este ano.
A Lan com o transporte de cargas cresceu apenas 6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, comparado com um ganho de 30% registrado no mesmo trimestre de 2011 em relação ao de 2010, disse o diretor-presidente do Latam Airlines Group SA, Enrique Cueto. O menor crescimento se deve à queda nas exportações europeias para a América do Sul.
Para dar mais impulso ao setor de carga, Cueto disse que pretende usar a experiência da Lan nesse segmento para reforçar o transporte de cargas no Brasil. "A Tam voa para 50 aeroportos nacionais, de modo que podemos colocar mais carga nos aviões e passar para aviões maiores, se a o volume de carga aumentar, ou menores, se diminuir", disse.
Para isso, a subsidiária de cargas da LAN no Brasil, a ABSA, passa agora utilizar as cores e o nome TAM Cargo, afim de padronizar a frota e reforçar a marca da TAM como operadora logística. Outro passo importante nesse sentido foi a aquisição de mais dois Boeing 767-300 na configuração cargueiro, sendo que o primeiro (PR-ADY) já chegou ao Brasil e já está em atividades.

25 de junho de 2012

TAM admite sua saída da Star Alliance

A TAM admitiu ontem que deixará de fazer parte da Star Alliance, aliança de companhias aéreas da qual é integrante desde maio de 2010.

Segundo Maurício Amaro, presidente do Conselho de Administração da Latam, holding que reúne TAM e LAN criada oficialmente ontem, nos próximos meses o grupo decidirá se a TAM integrará a aliança da LAN, a Oneworld, ou se "ficará independente".
Por decisão do tribunal de defesa da concorrência chileno, LAN e TAM têm 24 meses para decidir pela Oneworld ou pela Star. Mas na mesma decisão o tribunal determinou que a LAN não poderá integrar a aliança do grupo Avianca-Taca.

Como a saída da TAM já era esperada, a Star Alliance fechou com a Avianca, operação formalizada na quinta.

Após a Star ser informada formalmente da saída da TAM, o que ainda não ocorreu, o desligamento efetivo se dará em seis meses.
Enquanto isso, passageiros da TAM e da LAN já poderão compartilhar milhas a partir do próximo dia 27, quando os respectivos programas serão integrados, a partir de então também será possível comprar bilhetes de uma empresa no site da outra.

Ontem as companhias concluíram o processo de troca de ações e de cancelamento do registro de empresa aberta da TAM --etapa que faltava para a criação da Latam.

A holding nasce como o segundo maior grupo do setor em valor de mercado. Apesar de tratada como fusão pelas famílias Amaro (TAM) e Cueto (LAN), a operação é interpretada pelo mercado como uma aquisição da TAM pela LAN.
As ações serão negociadas na Bolsa de Santiago do Chile, cidade sede do grupo.

Cada companhia manterá a própria marca e as operações domésticas ficarão independentes, afirma Enrique Cueto, presidente da Latam.

Caberá aos executivos da Latam consolidar finanças, pensar estratégias de compra de aviões e planejar a integração das malhas internacionais e da operação de carga.

São Paulo será o principal hub internacional. A LAN e suas subsidiárias (Peru, Argentina, Colômbia e Equador) "alimentarão" os voos internacionais da TAM. Essa rede permitirá o lançamento de dez novos voos até 2013. "São voos que não se justificariam sem a rede de alimentação da LAN", diz Amaro.

LATAM fala a respeito da TAP

A Latam, empresa que resultou da fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM, está interessada na privatização da TAP, embora o tema não seja a prioridade da empresa.

"Nos interessa olhar qualquer negócio. Podemos analisar [o caderno de encargos da privatização da TAP]. Mas no curto prazo não há condição de absorver nada, estamos focados na construção da Latam e na obtenção das sinergias", diz o presidente do conselho de administração da Latam, Mauricio Amaro, em declaração.

Esta é a primeira vez que o grupo enquanto Latam fala da venda da companhia portuguesa. Até aqui, a TAM havia manifestado interesse em analisar o processo, já a LAN dizia que o enfoque era a fusão com a companhia brasileira.

As duas companhias anunciaram uma fusão há quase dois anos e só recentemente a concluíram a união. Deste modo, o foco da Latam está agora na integração das duas companhias.
"Temos um acordo de nos concentrar, nos próximos dois ou três anos, no projeto Latam, o que não significa que, especialmente para a TAM, a TAP não seja um competidor importante, que transporta uma quantidade importante de passageiros entre o Brasil e a Europa", acrescenta o presidente-executivo da companhia, Enrique Cueto.

O Governo português pretende efetuar a privatização da TAP este ano e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, esteve na semana passada na Colômbia, onde procurou atrair interessados na privatização da TAP.

Passos Coelho referiu que "há uma manifestação de interesse, de princípio, por parte de uma empresa colombiana, que é a Avianca, no processo de privatização da TAP", mas assinalou que este só será aberto quando o Conselho de Ministros aprovar os respectivos caderno de encargos e calendário.

24 de junho de 2012

LATAM têm a sua criação finalmente concluída

A chilena LAN e a brasileira TAM concluíram nesta sexta-feira a fusão que anunciaram em agosto de 2010 e que deu como resultado a criação da Latam, a maior companhia aérea da América Latina e um dos dez principais grupos mundiais de transporte aéreo.

As empresas completaram com sucesso a troca de ações na bolsa de São Paulo, o último passo do processo de fusão, segundo informou a nova companhia aérea em comunicado.
Os acionistas da Tam passaram 99,9% de seus títulos na oferta por ações da LAN, à razão de 0,9 ação da LAN por cada uma da TAM.

Segundo um comunicado da bolsa de São Paulo, a oferta pública pela troca de ações registrou um volume financeiro de R$ 3,120 bilhões.

Foram negociadas 7.761.078 ações ordinárias da TAM ao preço de R$ 52,50 por ação e um volume financeiro de R$ 407,45 milhões.

Além disso, foram negociadas 21.962.811 ações preferenciais no valor de R$ 52,50 por ação e um volume de R$ 1,153 bilhões.

O vice-presidente executivo da LAN, Enrique Cueto, assegurou que a criação da Latam Airlines Group é 'uma oportunidade para levar a América do Sul para o mundo' e lhe permitirá ao grupo se posicionar para operar 'em um cenário cada vez mais competitivo'.

O vice-presidente da TAM, Mauricio Rolim Amaro, ressaltou que a fusão gerará um 'maior valor para os acionistas' e constituirá uma contribuição 'para o desenvolvimento econômico, social e cultural' da região.

Com um valor da bolsa superior a US$ 12,5 bilhões, a companhia aérea Latam conta com uma frota de 310 aviões e oferecerá a seus passageiros cerca de 150 destinos para 22 países.

No negócio de carga, a companhia chegará a 169 cidades em 27 países e terá acesso à 'rede mais ampla de rotas da América Latina e conectada com os principais destinos no mundo', informou a Latam.

A nova companhia tem mais de 51 mil empregados e se estima que sua receita anual superará US$ 16 bilhões em 2014.

Este montante inclui o aumento de perto de US$ 700 milhões anuais que gerarão as sinergias que se derivarão do processo de fusão a partir do quarto ano de associação.

Durante os 12 primeiros meses, LAN e TAM estimam que as sinergias subiram para entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões, embora neste período a Latam terá despesas por um número similar pelos custos associados no fechamento da transação.

Quanto à estrutura corporativa da nova firma, Maurício Rolim Amaro será o presidente do Conselho de Administração da Latam, enquanto o chileno Enrique Cueto assumirá a Presidência Executiva.

Enrique Cueto ressaltou que cada empresa do grupo mantém seus centros de operações atuais em Santiago e São Paulo, e vai continuar operando com suas marcas.

'Este é o começo de uma longa viagem e os benefícios para nossos clientes irão se incorporando gradualmente, à medida que avançar a integração de ambas as companhias', assinalou Cueto.

O processo de fusão entre LAN e TAM se prolongou por quase dois anos desde seu anúncio, período durante o qual ambas as firmas obtiveram as permissões requeridas pelos organismos reguladores de cada país.

Em setembro do ano passado, o Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) chileno aprovou a operação, embora tenha exigido o cumprimento de 11 medidas de diminuição de obrigações, entre elas renunciar a algumas linhas de voo e pelo menos a uma das alianças globais nas quais LAN e TAM participam.

As duas companhias aéreas recorreram na Corte Suprema contra três destas medidas por considerá-las 'ilegais e em alguns casos inconstitucionais', embora o tribunal tenha rejeitado o pedido.

Após receber a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores dos Estados Unidos, LAN e TAM iniciaram no dia 10 de maio a troca de ações, que na terça-feira da semana passada foi estendida para até esta sexta-feira.

Segundo comunicado enviado aos funcionários, a companhia brasileira teceu elogios à parceira chilena e declarou que as operações não se sobrepõem, mas se complementam.

“Poderíamos dizer que nascemos uma para a outra. Com o tempo, os benefícios dessa nova companhia irão também se manifestar através de novos empregos e oportunidades de carreira”, afirmou a TAM aos seus funcionários, em texto assinado por Maurício Amaro e Maria Cláudia Amaro, filhos do fundador da companhia, o comandante Rolim Amaro. 

A companhia brasileira aproveitou também a oportunidade para esclarecer que as decisões na LATAM, holding que detém participação nas duas companhias aéreas, serão tomadas de comum acordo pelos acionistas controladores. 

“O que garante a sustentabilidade de uma companhia não é o gigantismo, e sim a criação de valor e a sua cultura corporativa. Nós e a LAN somos um excelente exemplo disso.”, afirmou o comunicado.
A partir de 27 de junho, a Latam informa que os membros dos programas de fidelidade Lanpass e TAM Fidelidade poderão acumular e trocar quilômetros/pontos em toda a rede da LAN e da TAM. Os associados das categorias superiores desses programas (Comodoro/Black e Premium Silver/Vermelho) somarão serviços preferenciais, com direito a um acompanhante, como acesso às salas VIP próprias de ambas as companhias, check-in e embarque preferencial nos aeroportos e priorização de bagagem, diz a Latam.

18 de junho de 2012

Star Alliance dá as boas vindas à Avianca e Copa; enquanto se despede da TAM...

A Avianca-Taca anuncia na próxima semana sua entrada na maior aliança de companhias aéreas do mundo, a Star Alliance. A adesão da empresa colombiana inviabiliza a permanência na aliança da Latam, a holding formada pela fusão da TAM com a chilena LAN. Uma das condições para a aprovação do negócio pela autoridade chilena é que a Latam participe de apenas uma aliança, e que não seja a mesma em que está a Avianca-Taca. A TAM é membro da Star Alliance, mas a LAN pertence a outra aliança, a Oneworld.


"Em nenhum caso (a Latam) poderá pertencer à aliança na qual o grupo Avianca-Taca seja membro associado", diz a decisão do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile (TDLC), de setembro de 2011.
A Latam ainda não informou oficialmente sua escolha. O TDLC impôs um prazo de dois anos para que o grupo definisse a aliança, mas a família Cueto, controladora da LAN, queria antecipar essa decisão. Em viagem ao Rio em novembro de 2011 para participar de um encontro de executivos do setor, o presidente da LAN, Ignacio Cueto, disse que a intenção era escolher uma aliança até o fim de junho deste ano.
A Star Alliance tem 25 membros - entre eles, Lufthansa, TAP e United Airlines -, ante 12 da Oneworld, grupo que inclui Iberia, British Airways e American Airlines. Apesar de a Star Alliance ter mais associados, a expectativa no setor aéreo era mesmo de que a aliança da LAN, que detém participação majoritária na holding, prevaleceria.

Segundo especialistas, era esperado que a estratégia da Latam para voos internacionais seguisse os ditames dos chilenos da LAN. A companhia concentra seus negócios no segmento e tem subsidiárias na Argentina, Colômbia, Equador e Peru. "A estratégia da Latam em nível internacional é a estratégia da LAN, que já está em curso. Não muda nada se a LAN não puder ir para a Star Alliance", disse o professor da UFRJ Elton Fernandes, especialista no setor aéreo. Procurada, a TAM não comentou a questão por estar em período de silêncio.

A entrada da Avianca na Star Alliance é aguardada desde novembro de 2010, quando o anúncio da adesão da companhia à aliança foi feito. No mercado, comenta-se que o processo se arrastou porque a Star Alliance aguardava a decisão da Latam.

A Avianca-Taca é controlada pelo grupo brasileiro Sinergy, dos irmãos German e José Efromovich. Eles também são donos da Avianca Brasil, a antiga OceanAir, mas a empresa funciona separadamente da Avianca-Taca. A adesão à Star Alliance, ao menos por enquanto, não contempla as operações do Brasil. A companhia aérea fará uma coletiva de imprensa no próximo dia 21, em Bogotá, para anunciar a entrada na aliança. No mesmo dia, a panamenha Copa também oficializará sua adesão à Star Alliance.

A entrada na aliança abrirá novas oportunidades para a Avianca-Taca, segundo o consultor em aviação Nelson Riet. "As companhias aéreas favorecem a venda de passagens de empresas parceiras em trechos que elas não oferecem", disse.

A saída da TAM da Star Alliance pode gerar descontentamento nos passageiros acostumados a trocar milhas por passagens em companhias estrangeiras associadas à aliança, alertam especialistas. Para minimizar essa possibilidade, a empresa precisará negociar um período de transição que não cause muitos transtornos para os clientes com milhas acumuladas.

"Um cliente TAM que tem esse tipo de milha e gosta de usar essas companhias vai ter de se acostumar a outra realidade", diz o advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeroviário e sócio do escritório Aidar SBZ Advogados.

Para a Star Alliance a entrada do grupo Avianca-Copa será bastante providencial, pois não deixará de ter uma representante efetiva no mercado sul-americano e para onde viajam também algumas das principais companhias integrantes da aliança, como a Lufthansa e a TAP Portugal.

Algumas das aeronaves da Avianca e Taca já estão com pintura indicativa de que o grupo aéreo faz parte da aliança. A entrada das duas companhias se fará de modo simultâneo, com solenidades tanto em Bogotá como na Cidade do Panamá.

A Star conta atualmente com uma frota que supera os 4 mil aviões, e nos voos de curto, médio e longo alcance, a aliança representa o uso de 900 salas VIP nos aeroportos dos cinco continentes, atendendo a 21,2 voos diários em 181 paises.. O numero de passageiros transportados atualmente supera os 627 milhões.

12 de junho de 2012

LATAM adiada por mais 10 dias, e ações da TAM disparam na Bovespa

A companhia aérea chilena LAN anunciou nesta terça-feira que não alcançou o percentual de troca de seus títulos com a TAM necessário para concluir sua fusão com a empresa brasileira ao fim da oferta pública de ações (OPA), o que a fez estender o prazo em 10 dias, informou em um comunicado.

O resultado da OPA "obteve 94,4% de apoio, que, embora tenha ficado perto do esperado, não conseguiu superar os 95% impostos pela LAN como condição da oferta de troca", indicou a companhia aérea chilena em um comunicado de imprensa.

Como condição para a fusão de ambas as companhias anunciada em agosto de 2010, para dar à luz a LATAM - a maior companhia aérea da América Latina-, a LAN lançou uma OPA aos acionistas da TAM, em razão de 0,9 ação da LAN por cada uma da TAM.

A OPA, lançada em 7 de maio, tinha alcançado até segunda-feira a 147.836.864 títulos, equivalentes a 94,4% da propriedade acionária da TAM.

Sem ter chegado aos 95%, a legislação brasileira exige que a LAN estenda a oferta por um prazo adicional de 10 dias corridos.

"Portanto, a LAN resolveu estender sua oferta de troca até o dia 22 de junho, data em que espera concluir com êxito a sua associação com a TAM", acrescentou a nota.

LAN e TAM anunciaram em agosto de 2010 a criação da LATAM, a companhia aéra que terá um valor estimado em cerca de 14,5 bilhões de dólares e será responsável por 6% do transporte aéreo mundial.

Em outro passo importante para a fusão, a TAM deixou de cotar na Bolsa de São Paulo em 7 de maio, com o objetivo de operar na Bolsa de Nova York, depois que a união com a LAM estiver concluída.

A LAN anunciou que, para concluir a fusão, ainda resta concluir o processo de registro da companhia na Comissão de Valores dos Estados Unidos (SEC).

A fusão sofreu vários contratempos por acusações de monopólio em rotas aéreas apresentadas por outras companhias, principalmente relativas a rotas entre Chile e Brasil. Os tribunais permitiram a criação da aliança, mas impuseram uma série de medidas de mitigação.

Após o anúncio do adiamento do leilão, as ações da TAM operavam em forte alta nesta terça-feira. Há pouco, os papéis subiam 8%, cotados a R$ 44,83, com 569 negócios, liderando a lista de maiores altas do Ibovespa. No mesmo momento, o principal índice da Bolsa paulista subia 0,42%, aos 54.236 pontos. Segundo operadores, com a melhora da relação de preços entre as ações da LAN e da TAM, mais investidores devem aderir à oferta.

Os investidores que possuem papéis da TAM e aceitaram participar da oferta receberão Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da LAN. A proporção será uma ação da TAM para cada 0,90 BDR da LAN. A proporção é a mesma para os investidores que possuem American Depositary Receipts (ADRs) da TAM negociados na Bolsa de Nova York (NYSE): cada ADR da TAM será trocado por 0,90 ADR da empresa chilena.

Com a conclusão da operação, as ações da TAM deixarão de ser listadas na BM&FBovespa e seus ADRs também deixarão de ser negociados na NYSE, enquanto as ações da LAN passarão a ser listadas na bolsa brasileira por meio de BDRs. Elas continuarão a ser listadas na Bolsa do Chile e também como ADRs no mercado acionário americano.

9 de maio de 2012

Após todas as aprovações, agora LATAM vai que vai!

A chilena LAN disse nesta quarta-feira que lançou uma oferta de troca de ações no estágio final de sua aquisição da brasileira TAM, que criará uma das maiores companhias aéreas do mundo.
A empresa adicionou que a operação será realizada em 12 de junho na Bovespa. "Isso marca o estágio final da fusão da LAN com a TAM", disse a LAN num documento registrado no órgão regulador de mercado chileno.
O início da oferta de troca de ações surge após a Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora dos mercados norte-americanos, tê-la aprovado mais cedo nesta quarta-feira, e após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitir sua aprovação regulatória na segunda-feira. A fusão criará o LATAM Airlines Group, maior companhia aérea na América Latina.
A empresa criada terá receita anual de 10,4 bilhões de dólares, baseado em dados de 2010. Quando o plano de fusão foi anunciado em agosto, a transação, baseada apenas em ações, foi avaliada em cerca de 2,7 bilhões de dólares.

25 de abril de 2012

LAN inaugura centor de manutanção de aeronaves no Peru

O Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, no Peru, ganhou hoje a nova Base de Manutenção da Lan Peru, depois de investimentos de mais de US$ 10 milhões da companhia aérea. A nova base oferece tecnologia de ponta para a manutenção de aeronaves, colocando o Peru ao lado de países que se encontram na vanguarda nesse quesito. A base ocupa 13,5 mil m2, sendo três mil deles de oficinas, nove mil m2 de plataformas e 1,5 mil de escritórios. Trezentos mecânicos capacitados para manutenção nos equipamentos da família Airbus 320 e Boeing 767 trabalham na base.
A cerimônia de inauguração, realizada hoje, contou com a presença do gerente geral da Lan Peru, Jorge Vilches. “Esta obra é mais um exemplo do compromisso e da confiança que a Lan tem com o desenvolvimento e o crescimento do país”, disse. Segundo ele, a companhia investiu US$ 660 milhões na compra de oito novas aeronaves e, nos próximos cinco anos, outros US$ 50 milhões serão empregados para que o Peru possa formar pilotos, tripulações e mecânicos no moderno Centro de Instrução Técnica (CIT), que será inaugurado no segundo semestre deste ano.

9 de abril de 2012

Tribunal chileno autoriza fusão de LAN e TAM, e também recusa os recursos apresentados

No último dia 5, a Suprema Corte do Chile confirmou a autorização concedida em 21 de setembro do ano passado à LAN e TAM pelo Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TLDC) à fusão, bem como as medidas de mitigação impostas à transação. O tribunal recusou os recursos apresentados por LAN e TAM em relação a três das quatorze medidas que foram consideradas ilegais e inconstitucionais pelas empresas.

A Latam, fusão entre a LAN Airlines e a TAM Linhas Aéreas, estima que as restrições impostas pelo tribunal antitruste chileno, o TDLC, à criação do maior grupo aéreo da América Latina vão reduzir em cerca de US$ 10 milhões as economias anuais previstas com a integração das duas companhias. A previsão foi divulgada em outubro do ano passado.

Em janeiro, a TAM divulgou comunicado para aumentar a sua projeção de aumento no resultado operacional anual da Latam de iniciais US$ 400 milhões para entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, com as sinergias esperadas entre as duas empresas.

Na quinta-feira, a Suprema Corte do Chile rejeitou um recurso da Latam contra três, de um total de 14 condições, impostas ao negócio pelo TDLC.

LAN e TAM reclamam da obrigatoriedade de submeter ao aval de autoridades chilenas todos os acordos de compartilhamento de voos (“code-share”) com companhias aéreas que não fazem parte da futura aliança global aérea que a Latam integrará. A LAN pertence à Oneworld e a TAM à Star Alliance, mas já está certo que o grupo Latam só poderá fazer parte de uma aliança.

A Latam também protesta contra a restrição que obriga o grupo a renunciar quatro voos, de um total de 16, que a LAN opera de Santiago para Lima e que permitem conexão aos Estados Unidos. As duas empresas reclamam, ainda, de “faculdades intrusivas excessivas” que foram concedidas à Fiscalia Nacional Econômica do Chile, órgão antitruste chileno, para a fiscalização do processo de integração das duas companhias.

Em comunicado divulgado conjuntamente no último dia 5, LAN e TAM informam que “seguirão com o seu processo de integração, conforme os prazos anunciados”.

LAN e TAM aguardam as aprovações dos órgãos reguladores dos mercados de capitais do Chile, do Brasil e dos Estados Unidos para poderem fazer a permuta de ações entre as duas empresas e a oferta pública inicial de ações que marcará o início oficial da Latam. Após a última aprovação necessária, estima-se prazo de 30 dias para que essas duas operações sejam realizadas.

31 de março de 2012

Série Uniformes: LAN Airlines

A LAN Airlines, é a companhia aérea chilena administrada pela LATAM Airlines Group. Com sede no chile e base em Santiago do Chile. É a principal companhia aérea chilena, e a segunda maior da América do Sul, atrás da TAM Linhas Aéreas, com vôos para a América Latina, Estados unidos, México, Caribe, Oceania e Europa.

É membro da aliança aérea Oneworld. A LAN é a 49ª companhia aérea mais antiga do mundo e, se levarmos apenas em consideração as companhias aéreas que continuam ativas, a LAN é a décima mais antiga.

A companhia foi fundada pelo comandante da Força Aérea Chilena Arturo Merino Benitez, e iniciou as operações em 5 de março de 1929, como Línea Aeropostal Santiago-Arica. Recebeu o nome de Línea Aérea Nacional de Chile (LAN Chile) em 1932. Em setembro de 1989, o governo chileno privatizou a empresa, vendendo a parte majoritária das ações para a Icarosan e Scandinavian Airlines System.


Em março de 2004, a LAN Chile e as subsidiárias LAN Peru, LAN Ecuador, LAN Dominicana e LANExpress foram fundidas na marca LAN. No 2º semestre de 2005, a LAN abriu uma subsidiária LAN Argentina na Argentina e opera vôos nacionais e internacionais a partir de Buenos Aires, tornado-se a 3ª maior operadora, atras da Aerolineas Argentinas e Austral. Esta subsidiária também está sob a marca LAN.

A LAN possui codeshares com a American Airlines para destinos nos EUA, British Airways e Iberia para destinos europeus, para destinos asiáticos possui com a Korean Air, e alguns destinos na Australia com a New Zealand e a Qantas.

O uniforme da LAN foi desenhado para ser muito funcional, e, apesar de nada discreto, é muito elegante e bonito. Carregado na combinação vermelho-azul, o uniforme do pessoal da LAN não passa desapercebido.

A gerente de design da LAN Airlines é Francisca Piola, que foi a responsável pelo desenvolvimento do atual uniforme.