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14 de julho de 2012

TAM MRO está certificada para realizar manutenção em aeronaves Embraer

A TAM MRO, unidade de negócios de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul) da TAM S.A., já está certificada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para realizar manutenções e reparos nos jatos da família EMBRAER 170/190, conhecidos como E-Jets.
Dentre as opções de serviços estão os checks B1, B2 e B3 e também a substituição de motores e de trens de pouso. Para tornar-se apta a oferecer esses serviços, a TAM MRO enviou mecânicos a São José dos Campos para receberem, da própria fabricante, o treinamento necessário, além de ter adquirido materiais e ferramentas especiais para realizar os atendimentos em seu hangar, situado no município de São Carlos, interior paulista.

Os E-jets são adequados para rotas de média densidade e, por isso, são utilizados em rotas ponto a ponto e também regionais. Atualmente, 60 companhias aéreas em todo o mundo operam com esse tipo de aeronave, mas os potenciais clientes da TAM MRO são companhias brasileiras e das Américas do Sul e Central.

A nova certificação contribuirá para que a TAM MRO atinja sua meta de crescimento anual de 20%, para a qual o incremento dos serviços a terceiros tem contribuição fundamental. Segundo Luiz Gustavo Silva, diretor-executivo da unidade, “a prioridade é suprir as demandas do mercado latino-americano no que se refere a serviços de manutenção pesada e de componentes. A certificação para atender os jatos de médio porte da Embraer vai ao encontro dessa estratégia e é fundamental para que consigamos alavancar nossos negócios com outras companhias aéreas”.
A Embraer, por sua vez, acredita que ter a TAM MRO como uma opção de manutenção para os E-Jets vai facilitar a operação das companhias aéreas que já possuem essas aeronaves e pode também ser um incentivo a mais para que outras empresas da região passem a ter esses equipamentos em suas frotas.

15 de fevereiro de 2012

Azul compra mais 10 E-jets

Após adquirir 11 jatos Embraer 195, em outubro de 2011, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, confirmou de mais dez opções para a aquisição de jatos do mesmo modelo para serem utilizados em sua malha a partir de 2015. O acordo eleva o total de aviões contratados para 62 (57 E195 e cinco E190), dos quais 33 já estão em operação, juntamente com outros cinco E190 adquiridos pela Azul de outras empresas.

O valor total do negócio, a preço de lista, é de USD 478 milhões. Os novos E195 serão configurados com 118 assentos em classe única e apoiarão o futuro crescimento da Azul, que em pouco mais de três anos de operação, transportou 15 milhões de pessoas.
A terceira maior companhia aérea do Brasil atende atualmente 44 destinos, com mais de 350 vôos diários no país, e é responsável por quase 10% do tráfego doméstico de passageiros. “Tendo os E-Jets da Embraer como base da frota, a Azul apresenta um crescimento extraordinário desde que iniciou operações, no final de 2008”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente da Embraer, Aviação Comercial.

“Explorando rotas de média e baixa densidade que até então estavam desatendidas, a Azul criou e consolidou um novo modelo de negócio na aviação brasileira, trazendo serviços de altíssima qualidade para pessoas que, em muitos casos, estão voando pela primeira vez.”

David Neeleman, fundador e presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, destaca que essa nova compra reforça o vínculo da companhia com a fabricante, uma vez que se refere a um plano de expansão de frota para 2015.

“Este pedido enfatiza nossa crença de que os E-Jets são os aviões certos para o desenvolvimento das operações da Azul no Brasil para os próximos anos. Esta capacidade adicional nos ajudará em nosso crescimento e em nossa missão de trazer segurança, conforto e transporte aéreo acessível para o País. Tendo os E-Jets da Embraer como base da frota, a Azul apresenta um crescimento extraordinário desde que iniciou operações, no final de 2008”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente da Embraer, Aviação Comercial. “Explorando rotas de média e baixa densidade que até então estavam desatendidas, a Azul criou e consolidou um novo modelo de negócio na aviação brasileira, trazendo serviços de altíssima qualidade para pessoas que, em muitos casos, estão voando pela primeira vez.”

14 de dezembro de 2011

Quem será o fornecedor dos novos motores para os E-Jets?


A Embraer quer definir o fornecedor potencial para o novo motor da próxima geração de seus E-Jets no próximo ano, uma etapa importante no plano de remotorização de sua família de jatos regionais de 70 a 122 assentos.

"(O ano de) 2012 será de definição para estas questões, determinar um parceiro para desenvolver o novo motor, discutir as necessidades com clientes e então apresentar o plano ao Conselho", disse o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, durante almoço de fim de ano com a imprensa nesta terça-feira.

A decisão da Embraer de colocar um novo motor em seus E-Jets, desistindo de partir para o desenvolvimento de uma aeronave maior, ocorreu depois que as gigantes Airbus e Boeing anunciaram mais cedo este ano que iriam remotorizar seus modelos mais vendidos, o A320 e o 737.

A fabricante brasileira entendeu que não haveria espaço para um novo concorrente no mercado de aviões para levar ao redor de 150 passageiros, devido ao domínio de Airbus e Boeing. "(Remotorizar os E-Jets) é uma decisão que potencializa nossa longevidade", disse Curado.

A Embraer já está conversando com clientes a respeito da nova geração dos E-Jets, que receberão novas asas e trem de pouso, além de possivelmente novos sistemas de pressurização e aviônica, entre outros, disse o vice-presidente de Novos Negócios na Aviação Comercial da Embraer, Luis Carlos Affonso.

A Embraer pretende contratar cerca de 200 engenheiros em 2012, disse Curado.

Apesar de antever dificuldades no cenário internacional à frente, o presidente-executivo da Embraer avalia que o Brasil e a empresa estão agora tão bem ou melhores preparados do que estavam para enfrentar a crise global de 2008, que teve origem no sistema financeiro.

"Nossa postura é de continuar investindo", disse Curado, que prevê investimentos em 2012 superiores aos 450 milhões de dólares deste ano.

Atualmente, a Embraer tem cerca de 3.500 profissionais trabalhando no desenvolvimento de produtos, sendo 2.500 engenheiros e ao redor de 1 mil com outra especialização.

Os novos engenheiros serão alocados em projetos como o do cargueiro KC-390, na área de Defesa.

Além disso, a equipe de Novos Negócios na Aviação Comercial, atualmente com cerca de 50 engenheiros, deverá ao menos triplicar em 2012, segundo o vice-presidente Affonso.

O total de empregados da companhia no Brasil e exterior era de 17,2 mil no final de setembro.

O número de colaboradores da fabricante se situa na faixa de 17 mil desde 2009. Naquele ano, o quadro caiu de 23,5 mil para 16,9 mil, devido ao corte de pessoal diante da crise global que teve origem no setor financeiro.

A Embraer deve cumprir a meta para 2011 de receita de 5,6 bilhões a 5,7 bilhões de dólares, alta ao redor de 5 por cento sobre 2010, disse Curado.

O executivo afirmou ainda que a empresa vai fechar o ano com mais novas encomendas do que entregas na aviação comercial, elevando sua carteira de pedidos (backlog) nesse segmento.

16 de novembro de 2011

Embraer opta por nova motorização nos E-Jets

A Embraer informou que decidiu concentrar seus esforços no segmento de aviação comercial, por ora, na remotorização de seus jatos de 70 a 122 passageiros --e não no desenvolvimento de um avião de maior porte.

Assim, a fabricante brasileira evita um confronto direto com as gigantes Boeing e Airbus, com faturamento 10 vezes maior e que dominam o mercado de aeronaves de grande porte.

De acordo com a assessoria de imprensa da fabricante brasileira, o desenvolvimento de uma segunda geração da família de aeronaves E-Jets demanda aportes estimados em 2 bilhões de dólares --menos que os 3 bilhões de dólares para um avião totalmente novo. Não está claro quais serão as fontes de recursos que a companhia usará para os investimentos.

A Embraer já sinalizava que não iria apostar em um jato maior. Em 4 de novembro, o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado, afirmou que via dificuldade "na equação do retorno de investimentos" em um avião maior.

A Embraer vinha postergando uma decisão sobre sua estratégia para a aviação comercial, à espera dos posicionamentos de Airbus e Boeing --que decidiram colocar novos motores em seus campeões de vendas A320 e 737, respectivamente, com promessa de economia significativa de combustível.

A canadense Bombardier, rival histórica da Embraer na aviação regional, está desenvolvendo a família CSeries, de 100 a 149 assentos, com previsão de ter as primeiras entregas no final de 2013, embora reconheça desafios para cumprir o cronograma.

No final de julho, a companhia aérea britânica Flybe --que lançou o avião Embraer 195, o maior produzido no Brasil-- informou à Reuters que tinha grande expectativa de que a fabricante brasileira decidisse equipar os jatos com um novo motor.

"A Flybe tem um grande relacionamento com a Embraer... Estamos sempre compartilhando nossas ideias com a Embraer como parte dessa parceria e olhando à frente para novas tecnologias no mercado de aviação regional para além de 2016. Temos a forte expectativa de que um novo motor faça parte disso", disse na época o vice-presidente operacional da Flybe, Andrew Strong.

Analistas que acompanham a Embraer descartavam a chance de a fabricante ir para uma disputa com Boeing e Airbus. Além do porte e da musculatura financeira das fabricantes norte-americana e europeia, ambas têm forte apoio dos governos dos Estados Unidos e da Europa, o que desequilibra as forças, segundo relatado por executivos da Embraer.

A Embraer tem conseguido manter e até elevar sua carteira de pedidos na aviação comercial, com novas encomendas em ritmo igual ou superior ao das entregas de jatos.

Em entrevista à Reuters em março, o presidente da fabricante disse ter uma visão de longevidade dos E-Jets.

"Os E-Jets são aviões que estarão no mercado durante décadas... Eu vejo nos E-Jets a história do Boeing 737, que é um produto que tem 40 anos, com três gerações", disse Curado na ocasião, ressalvando que em algum momento os aviões precisariam de uma nova versão.

A Embraer fechou encomendas firmes por mais de 1 mil unidades dos E-Jets desde o lançamento dos aviões, em agosto de 1999, tendo entregue quase 800 aeronaves desde 2004.

27 de outubro de 2011

Azul compra mais 11 E-jets

A Embraer e a Azul Linhas Aéreas firmaram um contrato para a venda de 11 jatos 195. A empresa foi a primeira operadora brasileira a comprar jatos da Embraer para suas linhas internas. Agora, o total de pedidos da Azul soma 52 jatos, a primeira entrega ocorreu em 2008 em plena crise aeronáutica mundial. O valor total desta última aquisição, a preço de lista, é de US$ 497,2 milhões. As entregas estão previstas para começar em 2013, segundo informou a Embraer. A Azul foi pioneira no uso de jatos regionais produzidos pela ex-estatal.

A operadora tem 23 aviões modelo 195 em atividade, com 118 assentos, e outros 10 com 106 lugares. Com este novo pedido, a Azul terá a maior frota de jatos Embraer da América do Sul.

"Este novo pedido da Azul é mais um exemplo do sucesso do E195 no modelo de negócios de empresas de baixo custo", disse Paulo César de Souza e Silva, vice-presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. "Estou particularmente satisfeito por ter um cliente brasileiro demonstrando a versatilidade do E195 aqui no País." David Neeleman, presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, disse que a necessidade em se aumentar o tamanho da frota se deve à crescente demanda do mercado nacional.

"Este pedido enfatiza nossa crença de que o E190 e o E195 são os aviões certos para a crescente frota da Azul no Brasil. Esta capacidade adicional suportará o crescimento lucrativo, bem como a nossa missão principal de oferecer transporte aéreo seguro, confortável e acessível à crescente malha aérea da empresa no País", destacou Neeleman.

O acordo firmado entre a Boeing, Embraer e a Fapesp para colaboração em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis aeronáuticos foi oficializado ontem e a tendência é que em breve as companhias aéreas Azul, GOL, TAM e Trip atuem como consultoras estratégicas do programa, utilizando o produto.

O grupo vai liderar o desenvolvimento de estudo detalhado sobre as oportunidades de mercado para a indústria do biocombustível em nível mundial e buscar no Brasil uma indústria de produção e distribuição de combustível de aviação bioderivado, sustentável e economicamente eficiente. O prazo estipulado é para final de 2012, quando o estudo que pretende chegar a uma tecnologia própria e sustentável.

O estudo será orientado por um Conselho Consultivo Estratégico. O núcleo agregará empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, especialistas em ambiente, grupos da comunidade e agências de governo.

"A parceria com a Boeing e a Embraer eleva a um novo patamar os esforços da Fapesp para fomentar a pesquisa em parceria entre universidade e empresa em São Paulo", diz Suely Vilela, membro do Conselho Superior da Fapesp. "O centro de pesquisa será criado por meio de seleção pública, pelo Programa Fapesp Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), que tem como objetivo a constituição de núcleos de pesquisa avançada de longa duração que resulte em inovação".

"O Brasil já mostrou sua liderança no desenvolvimento de biocombustíveis para o transporte terrestre", disse Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. "Reunir pessoas de todo o Brasil, com a liderança e expertise para criar novas fontes de energia de baixo carbono para aviação, é a coisa certa a ser feita para a nossa indústria, consumidores, para o Brasil e para as gerações futuras".

Boeing e Embraer estão focados em desenvolver biocombustíveis sustentáveis para aviação produzidos a partir de fontes renováveis. A aeronáutica, além de ter no querosene para aviões custo alto para operações, é apontada pelos relatórios ambientais com um dos maiores agentes poluidores do planeta e na destruição da camada de ozônio.

6 de setembro de 2011

Aerolíneas incorpora mais 2 jatos embraer para a subsidiária Austral



Agora já são 17 de um total de 20 os aviões Embraer adquiridos pela Aerolineas Argentinas. Dois chegaram recentemente, incorporados de imediato à frota da Austral, subsidiária para os voos da malha doméstica. A entrega dos três que faltam será até setembro, exatamente um ano após a chegada das primeiras aeronaves.



Está sendo cumprido desta forma, o plano de modernização e ampliação da frota da Austral, comentou o presidente Mariano Recalde, destacando que esta operação de compra foi ‘a mais importante na história da Aerolineas e Austral, pelo volume da operação e o tempo de entrega dos aviões’.

27 de julho de 2011

É chegada a hora da decisão da Embraer

A Embraer está em uma encruzilhada agora que as outras três grandes fabricantes de aeronaves já decidiram os próximos passos na aviação comercial.

Líder na produção de jatos regionais de 70 a 122 lugares com seus E-Jets, a fabricante brasileira queria saber os planos da Boeing para decidir o rumo que irá tomar.



Na semana passada, a companhia norte-americana revelou que atualizará o modelo 737 com promessa de economia relevante de combustível, mesmo caminho escolhido antes pela Airbus para o A320neo, que terá um novo motor.

A canadense Bombardier, rival mais próxima da Embraer, está desenvolvendo a família CSeries, com aviões de 100 a 149 assentos.

Assim, resta agora uma decisão da Embraer, que enfrenta um ambiente desafiador no mercado com novos rivais da Rússia, China e Japão para seus jatos de 100 passageiros e companhias aéreas mostrando mais interesse por aeronaves maiores.

Entre as opções em análise pela Embraer estão modernizar seus modelos 190 e 195 com novo motor e lançar um avião um pouco maior, que possivelmente competiria com o CSeries da Bombardier, conforme sinalizado pela direção da fabricante brasileira anteriormente.

O analista Joseph B. Nadol, do JPMorgan, acredita que a decisão da Boeing de remotorizar o 737 deve fazer com que a Embraer opte por fazer o mesmo com o modelo 190.

O que está certo é que a Embraer não irá, ao menos desta vez, se propor a desenvolver um produto que rivalize diretamente com Boeing e Airbus, ou seja, uma aeronave para mais de 150 passageiros.

"Acredito que eles (Embraer) são espertos para entender que provavelmente não iriam a lugar nenhum lançando um avião de grande porte", disse um analista que acompanha a empresa, sob condição de anonimato.



Como relatado por executivos da Embraer à Reuters em ocasiões anteriores, seria um suicídio brigar por mercado com as gigantes norte-americana e europeia. A Boeing e a controladora da Airbus, EADS, têm vendas anuais cerca de 10 vezes maiores que a fabricante brasileira, cada uma.

Além disso, as duas têm forte apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, o que desequilibra as forças.

É de praxe na indústria aeronáutica que as fabricantes consultem clientes durante os estudos de novos projetos de aviões ou mesmo atualização de modelos já que estão no mercado.



A britânica Flybe --que lançou o Embraer 195, maior avião produzido no Brasil-- tem uma grande expectativa de que a fabricante decida equipar os jatos regionais com um novo motor, afirmou o vice-presidente operacional da empresa aérea, Andrew Strong.

"A Flybe tem um grande relacionamento com a Embraer... Estamos sempre compartilhando nossas ideias com a Embraer como parte dessa parceria e olhando à frente para novas tecnologias no mercado de aviação regional para além de 2016. Nós temos a forte expectativa de que um novo motor faça parte disso", afirmou Strong em resposta por e-mail a perguntas da Reuters.

A Lufthansa também disse estar sempre em contato com as fabricantes de aviões, comunicando "ideias e desejos".

"Estamos sempre interessados no desenvolvimento sustentável das aeronaves, do ponto de vista econômico e ecológico", limitou-se a dizer a companhia aérea alemã.

Já a norte-americana JetBlue informou não ter conversas com a Embraer sobre novos produtos. "Estamos concentrados na encomenda atual pelo jato 190, com 49 aeronaves para receber, e no contínuo aperfeiçoamento da frota."



A brasileira Azul --criada pelo fundador da JetBlue, David Neeleman-- afirmou estar bastante satisfeita com os jatos que tem da Embraer, e que está acompanhando as discussões "com muita atenção, por ser operadora".

O diretor de Comunicação e Marca da Azul, Gianfranco Beting, lembra que de concreto hoje existem apenas os aviões A320neo e CSeries --o 737 com novo motor ainda depende de aprovação da diretoria da Boeing.

"Já manifestamos que num futuro próximo poderemos precisar de um avião maior. Se a Embraer tiver algo para nos oferecer, iremos avaliar", disse Beting.

A Reuters apurou que a Embraer tem estudos avançados de projetos de novos jatos comerciais, incluindo avaliações de engenharia, potência, motor e alcance.

Fora a parte técnica, um aspecto relevante é a estrutura financeira envolvida em qualquer desenvolvimento. No caso de uma família nova de jatos, o investimento ficaria na casa do bilhão de dólares.



Na quarta-feira passada, a Boeing disse ter notificado clientes sobre o plano de atualizar o 737 com um motor que deve oferecer economia de combustível de 12 a 15 por cento.

Logo após o anúncio da Boeing, a Embraer afirmou que não falaria sobre o status de seus planos na aviação comercial. Em junho, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse imaginar que a empresa teria "até o final do ano um direcionamento" sobre o assunto.

23 de maio de 2011

Azul recebe mais duas aeronaves

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras acaba de receber um novo Embraer 195, um dos mais modernos jatos em operação no mundo, e um turboélice ATR 72-200. Com a incorporação desses aviões, a Azul aumenta para 36 aeronaves sua frota que é composta por jatos Embraer modelos 190 e 195, e por ATR 72-200.

O novo Embraer 195 foi batizado de “Estrela Azul”. A aeronave de prefixo PR-AYT tem como madrinha a tripulante Bruna Lemes da Silva, comissária da Azul. Sua chegada faz parte da política da empresa em operar com aeronaves novas, de baixo consumo e que assegure mais conforto aos clientes. Com capacidade para transportar até 118 passageiros, o novo avião fortalece a malha aérea regular da companhia e permite ampliar a oferta de voos para atender o aumento da demanda no mercado.



Já o ATR, batizado de “Azulzinho” – prefixo PR-AZW, tem como padrinho Guilherme Piccolli, da área de suprimentos técnicos da Azul. A aeronave tem capacidade para 70 passageiros e é ideal para rotas regionais. A ampliação da frota reflete a crescente aceitação dos serviços da empresa.

22 de maio de 2011

E190 da EMBRAER deve ter seu programa de manutenção reforçado

Após a realização de testes com jatos modelo 190 da Embraer, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) solicitou que a fabricante revise seu programa de manutenção dessas aeronaves. A companhia deve incluir novas inspeções ou diminuir o intervalo entre elas dentro do prazo de 90 dias a contar de 16 de junho.



Conforme a agência, durante a realização de testes de fadiga do avião, foram encontradas trincas em componentes estruturais, que afetariam a segurança de voo. "Essas trincas, se não endereçadas de maneira apropriada, podem afetar adversamente a integridade estrutural do avião", adverte o órgão.
Segundo a Anac, "falha em inspecionar estes componentes estruturais (...) pode impedir a detecção, a tempo, das trincas por fadiga".

A agência de aviação civil dos Estados Unidos também vai determinar que as companhias que utilizam o jato E-190, fabricado pela Embraer SA, reduzam os intervalos entre inspeções após testes da Agência Nacional de Aviação Civil identificarem possíveis falhas estruturais.



“Quando uma autoridade de aviação estrangeira emite uma DA que determina um intervalo de inspeções mais restrito, normalmente emitimos uma DA equivalente nos EUA”, disse Laura Brown, porta-voz da FAA, como é chamada a agência americana, se referindo a documentos conhecidos como diretrizes de aeronavegabilidade.



Segundo a Embraer, o risco sobre possíveis trincas foi verificado pela própria empresa durante os chamados testes de "estresse", que simulam o uso de aeronaves em situações limite. "O comunicado da Anac é apenas uma formalização de tudo o que a própria Embraer informou que implementará no seu processo de manutenção preventiva", afirmou a Embraer à Agência Estado. A companhia não informou, porém, a partir de quantas horas de voo foram detectados os riscos de trincas na estrutura do avião durante os testes.

Em nota, a Embraer comunica que “com relação às notícias divulgadas nos dias 19 e 20 de maio (quinta e sexta-feira),relacionadas ao assunto “ANAC pede mudança em manutenção em Embraer 190 para evitar riscos de falhas estruturais”, baseadas no documento AD EH 2011-05-04 divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Embraer esclarece que esta Diretriz de Aeronavegabilidade (DA) foi emitida para atender formalmente aos requisitos das autoridades e que não tem nenhum impacto nas operações e na segurança em voo das aeronaves.



A DA determina uma atualização no programa de manutenção e altera os intervalos de algumas inspeções estruturais, sendo baseada nos Requisitos do Teste de Fadiga em Escala Real (Full Scale Fatigue Test Requirements) para certificação de aeronaves, conforme determinações da ANAC, FAA (EUA), EASA (Europa) e TCCA (Canadá). Nenhuma inspeção estrutural não programada para o Embraer 190 está sendo solicitada por esta DA. A DA é uma atualização divulgada pelas autoridades de aeronavegabilidade, sendo um processo normal na indústria para atender a questionamentos posteriores ao processo de certificação da aeronave. Neste procedimento normal, as autoridades emitem Diretrizes de Aeronavegabilidade para comunicar tais questões a todos os operadores das aeronaves”.

7 de maio de 2011

TRIP recebe seu 1º Embraer 190

A Embraer celebrou hoje a entrega do primeiro jato Embraer 190 para TRIP Linhas Aéreas, em cerimônia realizada na sede da Empresa em São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo. A empresa aérea brasileira opera atualmente uma frota de nove jatos Embraer 175 e deverá receber até o final do ano nove jatos Embraer 190.

“A parceria de sucesso entre a Embraer e a TRIP ganha novo impulso com a adição do Embraer 190 em sua frota e consolida os E-Jets como aeronaves ideais para a expansão da malha aérea brasileira, ainda demasiadamente concentrada em poucos centros urbanos”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. “Nos sentimos muito honrados em poder contribuir, através de nossos produtos, para o forte crescimento da TRIP e para os excelentes resultados por ela obtidos nos últimos anos.”



O jato Embraer 190 da TRIP é configurado em classe única e acomoda confortavelmente 110 passageiros. Com esta aeronave, a TRIP visa ampliar ainda mais os destinos atendidos no Brasil, aproveitando o bom momento de aumento de demanda do tráfego aéreo do mercado nacional. Os nove jatos Embraer 175 operados pela empresa também são configurados em classe única e têm capacidade para 86 passageiros. O total de E-Jets contratados pela TRIP chega a 24, considerando aeronaves adquiridas diretamente da Embraer ou por meio de empresas de leasing.

“A entrada em operação do Embraer 190 marca um importante momento em nossa companhia, investindo em aeronaves muito eficientes economicamente, com elevado nível de conforto na cabine e de sucesso comercial em todo mundo. As aeronaves serão usadas tanto para consolidar nossos mercados maduros, quanto para adicionar outros à nossa abrangente malha”, disse José Mario Caprioli dos Santos, presidente da TRIP Linhas Aéreas. “Serão uma importante ferramenta para mantermos nosso padrão de qualidade e de crescimento agressivo no mercado doméstico brasileiro, que ao mesmo tempo em que indica grande potencial de novos passageiros, apresenta ambiente de extrema competição.”

A TRIP é hoje a maior companhia aérea regional da América do Sul. Com 13 anos de atividade, atende a 82 cidades com uma frota composta por 43 aeronaves. A empresa é controlada pelos grupos Caprioli e Águia Branca, ambos com tradição em transporte de passageiros, histórico de resultados sólidos e crescimento sustentado. Hoje, a TRIP tem como um de seus investidores a norte-americana SkyWest, Inc., a maior companhia de transporte aéreo regional do mundo, com 696 aeronaves, que adquiriu 20% do capital votante da empresa.

Em março de 2011, a TRIP e a TAM informaram através de comunicado à imprensa que “a TRIP e a TAM mantêm tratativas, tendo assinado uma carta de intenções, sem nenhum efeito vinculante, com o objetivo de identificar eventuais oportunidades para o fortalecimento e a expansão dos seus negócios, por meio do desenvolvimento de uma aliança estratégica complementar ao Acordo de Codeshare existente entre as duas companhias. Nos termos da carta de intenções precedentes a serem acordadas (inclusive com relação à aprovação pelas autoridades competentes), a TAM poderá adquirir, ao final, uma participação minoritária no capital social da TRIP, representativa de 31% do seu capital social total, sendo 25% do seu capital social votante e o restante em ações preferenciais. As rotas atuais da TAM e da TRIP, em sua grande maioria, são complementares.”

(vídeo institucional da TRIP em comemoração ao recebimento do 1º Embraer ERJ 175)