Com três horas a mais que o previsto anteriormente, chegou, no início da noite deste sábado (12) a Araraquara (SP), o Boeing 737, arrematado por um morador da cidade em um leilão de massa falida da extinta Vasp, em fevereiro deste ano. Com entusiasmo, Edinei Capistrano, de 57 anos, piloto há 20, recebeu a aeronave de 25 toneladas ao lado da mulher, a esteticista Marlene Mendonça, e disse que o trabalho para colocar o avião em funcionamento como um espaço de eventos só está no começo.
A estrutura com 28 metros de comprimento em que foram gastos R$ 133 mil na compra, foi transportada de São Paulo até Araraquara em um caminhão escoltado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A viagem que teve início na madrugada de sexta-feira (11) chegou ao fim por volta das 18h deste sábado, devido à chuva que atingiu a região.
Até a manhã deste domingo (13), o Boeing ficará estacionado próximo a um pátio da Polícia Rodoviária, na Rodovia Washington Luís. De lá, ele seguirá até o distrito de Bueno de Andrada, onde uma área com 13 mil metros quadrados o espera. Dois guindastes serão usados para retirá-lo da carreta e colocá-lo ao solo. As turbinas, o leme e a cauda chegaram de caminhão ao local no início desta semana.
Ao todo, 20 pessoas formaram a equipe responsável desde o desmonte da aeronave no aeroporto de Congonhas até a sua chegada ao interior do Estado. As asas ocuparam uma segunda carreta, que também viajou no comboio. A operação custará o dobro do valor pago pelo Boeing.
Segundo o diretor responsável pelo transporte, Henrique Fernandes, foram feitos um estudo preliminar sobre as dimensões da estrutura, vistorias em Congonhas, além de um estudo de três trajetos até a saída da aeronave de São Paulo. “O maior entrave foi deixar o aeroporto e chegar até a Rodovia Bandeirantes. De lá para cá, o percurso foi tranquilo”, diz.
Viajando a uma velocidade média de 40km/h, a chuva deste sábado atrasou os planos da equipe, que esperava chegar a Araraquara por volta das 12h. “A previsão da saída do km 28 da Bandeirantes era às 6h desta manhã, mas saímos com três horas de atraso por causa do tempo e precisávamos da liberação da Polícia Rodoviária para seguir viagem”, afirma Fernandes.
Acostumado a transportar equipamentos de grande porte e até mesmo aviões, Fernandes conta que se surpreendeu desta vez quando uma motorista de um carro, ainda em São Paulo, achou que tivesse havido um acidente com a aeronave. Ela vinha atrás do caminhão, sem ter como ultrapassar, e disse que não sabia o que tinha acontecido com o avião e perguntou se ele havia caído”, diverte-se.
Ao invés de ocupar os ares, o Boeing 737 vai compor agora um espaço de eventos em Araraquara, mas com o intuito de preservar a história da aviação.
Na área em que ficará, segundo Capistrano, haverá um estacionamento, playground e vários salões para festas. “O avião poderá ser visitado e ficará no centro. As pessoas no máximo poderão cantar o parabéns”, explicou. Não há uma data para a inauguração do local, mas as peças começarão a ser montadas nos próximos dias.
O ex-comandante, no entanto, admite nunca ter trabalhado com eventos. “Nunca fiz isso na minha vida, mas a gente aprende de tudo. Os trabalhos vão depender de vários investimentos. Precisamos fazer tudo com cautela para surpreender as pessoas”, afirma Capistrano, que hoje atua como piloto executivo.
Um dos ex-comandantes da Vasp e amigo do dono do Boeing, Milton Soares de Oliveira, acompanhou a chegada da fuselagem. “Pilotei aviões como estes por 13 anos da minha vida e acho interessante se preservar sua memória dessa forma. Este é o último exemplar de uma era da aviação brasileira”, disse Oliveira.
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
Bem vindos ao blog "aqui em cima".
Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.
Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
Obrigado.
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13 de maio de 2012
5 de maio de 2012
Aeronaves abandonadas em Recife serão desmontadas
Agora é definitivo. Os boeings 727-200 e 737-200 de bandeira da Vasp, parados no Aeroporto Internacional do Recife/Gilberto Freyre há quase sete anos, já têm destino certo. Os dois aviões serão desmontados até junho, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e as peças vão a leilão ao preço de R$ 30 mil, nos próximos meses. A decisão é da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo (SP). Como não cabe recurso à decisão da Justiça, o Ministério Público, a Vasp e a massa falida, ou seja, os credores habilitados no processo de falência, não podem mais recorrer. A sentença que definiu o futuro das unidades também é efeito do projeto Espaço Livre, do CNJ, que já determinou o desmanche de 12 aeronaves em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Os aviões foram fabricados na década de 1980 e pararam de voar no início de 2005. A Infraero, desde 2008, de acordo com o CNJ, é considerada a "fiel depositária" de dezenas de aviões deixados nos aeroportos do país por empresas falidas. No Recife, os aviões estão estacionados próximo à cabeceira 36 do aeroporto. No Boeing 737, o menor deles, há sinais de ferrugem no trem de pouso. O conjunto de freios está avariado e os pneus em mau estado. Já no Boeing 727, a corrosão atingiu os ailerons das asas e há óleo derramado sobre as rodas. Juntas, as aeronaves ocupam três mil metros quadrados.
"O programa é um pedido de desculpas do Judiciário à população pelos últimos apagões aéreos. Apelidamos alguns aeroportos de cemitérios de aviões-sucata", falou o juiz-auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marlos Melek. Hoje, o país conta com 47 aviões abandonados nos aeroportos. Do total, as duas unidades no Recife. Assim como em Pernambuco, Brasília, Guarulhos, Campinas e Salvador terão que atender a decisão e limpar os pátios nos próximos meses.
Nos aeroportos do Galeão (RJ) e de Congonhas (SP), 12 aeronaves, a maioria tipo Boeing, foram desmontadas. O CNJ acredita que o espaço ocupado pelos aviões poderá ser usado na melhoria das operações de transporte aéreo. Outra opção seria a instalação de novos hangares e de terminais de embarque e desembarque.
Gilmar Dória, ex-supervisor da Vasp no aeroporto, é a favor do Espaço Livre, mas faz ressalvas com relação a forma de retirada dos boeings 727-200 e 737-200. “A leitura que faço é boa, porém critérios devem ser atendidos. As peças precisam ser catalogadas. E não fazer como aconteceu em São Paulo, em que retroescavadeiras foram usadas para desmontar as aeronaves”.
Em nota, a Infraero disse que a intenção é utilizar o espaço hoje ocupado pelas aeronaves como área operacional para guardar os equipamentos de apoio aos aviões. Também por meio de nota, a Anac afirmou que faz parte do grupo de trabalho do Espaço Livre. “Após a vistoria, a Anac emite um laudo atestando as condições das aeronaves. Quando for constatado que o avião não pode mais voar, é emitido o Termo de Perdimento”.
21 de março de 2012
737 da VASP vai virar restaurante em Araraquara

No próximo mês, os moradores, turistas e fãs da aviação poderão tomar um drinque ou saborear pratos em um legítimo Boeing 737-200 em Araraquara – cidade a 250 quilômetros da capital paulista. O avião fazia parte da massa falida da Vasp e foi comprado em um leilão pelo piloto comercial Edinei Capistrano da Silva.

Segundo a reportagem , o piloto “apresentou à prefeitura projeto para transformar o Boeing em bar e restaurante e instalá-lo em uma área no Jardim Maria Luísa”.



O antigo Boeing da Vasp vai ser transportado por carretas, desmontado, e depois remontado. Anote o endereço do futuro bar e restaurante: avenida Ipiranga, 200.
9 de fevereiro de 2012
737-200 da VASP foi leiloado e será salvo da destruição
Uma aeronave boeing 737-200, que pertencia à massa falida da companhia aérea Vasp, foi comprada por R$ 133 mil em um leilão realizado na capital paulista na última segunda-feira (6), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

O avião, que tinha lance mínimo de R$ 100 mil, não tem mais condições de voar, mas está inteiro. O comprador do avião, cujo nome não foi divulgado, informou que não pretende desmontar a aeronave.
Ele deve usá-la como um dos brinquedos em uma área de lazer que mantém para crianças na cidade de Araraquara.
Além do avião, também foram à leilão quatro lotes de sucatas de aeronaves desmontadas e picotadas. Cada pacote estava avaliado em R$ 30 mil, mas todos foram arrematados com ágio – um por R$ 42 mil; dois por R$ 40 mil e o último, por R$ 36 mil.

No total, a Justiça arrecadou R$ 291 mil com a disputa. O dinheiro será usado para pagar dívidas – sobretudo as trabalhistas - da empresa aérea, que faliu em 2008.
Ainda restam 22 aeronaves que pertenciam à Vasp a serem leiloadas e uma delas, ainda em bom estado e um dos primeiros boeings a voar no Brasil, será comercializada inteira, informou o juiz da 1ª Vara de Falências, Daniel Carnio Costa.

O patrimônio da Vasp possui ainda cerca de 80 mil peças de aviões antigos, como asas, turbinas, pneus, mesas de refeição, tapeçaria, peças de freios e motor, válvulas de pressão e combustível etc.
Quem estiver interessado em comprar essas peças deve visitar o Parque de Peças da empresa, localizado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A visitação será feita, exclusivamente, na próxima segunda-feira (14).

O avião, que tinha lance mínimo de R$ 100 mil, não tem mais condições de voar, mas está inteiro. O comprador do avião, cujo nome não foi divulgado, informou que não pretende desmontar a aeronave.
Ele deve usá-la como um dos brinquedos em uma área de lazer que mantém para crianças na cidade de Araraquara.
Além do avião, também foram à leilão quatro lotes de sucatas de aeronaves desmontadas e picotadas. Cada pacote estava avaliado em R$ 30 mil, mas todos foram arrematados com ágio – um por R$ 42 mil; dois por R$ 40 mil e o último, por R$ 36 mil.

No total, a Justiça arrecadou R$ 291 mil com a disputa. O dinheiro será usado para pagar dívidas – sobretudo as trabalhistas - da empresa aérea, que faliu em 2008.
Ainda restam 22 aeronaves que pertenciam à Vasp a serem leiloadas e uma delas, ainda em bom estado e um dos primeiros boeings a voar no Brasil, será comercializada inteira, informou o juiz da 1ª Vara de Falências, Daniel Carnio Costa.

O patrimônio da Vasp possui ainda cerca de 80 mil peças de aviões antigos, como asas, turbinas, pneus, mesas de refeição, tapeçaria, peças de freios e motor, válvulas de pressão e combustível etc.
Quem estiver interessado em comprar essas peças deve visitar o Parque de Peças da empresa, localizado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A visitação será feita, exclusivamente, na próxima segunda-feira (14).
8 de novembro de 2011
737 da FAB se aposentou oficialmente ontem
O avião presidencial batizado como “sucatinha” se aposentou nesta segunda-feira (7). Foram 34 anos na ativa, com mais de 27 mil horas de voo e mais de 27,5 mil pousos pelo mundo inteiro. O último voo do Boeing 737-200 está marcado para acontecer às 9h desta segunda. O avião decolará em Brasília rumo ao Rio de Janeiro, onde ficará exposto no Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira.

No antiga aeronave utilizada pela Presidência, foram transportados os ex-presidentes Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
“Só foram momentos em que nós engrandecemos, criamos uma doutrina forte e resistente. A gente cresceu muito operacionalmente e profissionalmente”, afirmou o piloto do avião, José Antônio Botturi Júnior.
O sargento reserva Sabino Galdino Neto esteve nas viagens do “sucatinha” por 17 anos como comissário. Ele conta que serviu presidentes, autoridades e até o Papa em viagens para 52 países.
“Eu conheci este avião com 18 anos e hoje eu ter essa marca de mais de cinco mil horas de voo, isso pra mim é muito gratificante”, diz Neto. O sargento ainda explica como conseguiu salvar os compromissos do então presidente Fernando Henrique Cardoso em uma viagem à Londrina.
“Houve uma pequena turbulência e caiu copo de refrigerante na calça dele. O líquido marcou a calça dele e eu troquei de calça com ele”, afirmou Neto.
O piloto Ênio Beal Júnior disse que é uma grande felicidade poder viver o momento da aposentadoria da antiga aeronave presidencial.
“Podemos dar o merecido descanso pra esse guerreiro que tão bem serviu a nossa nação. Particularmente uma grande felicidade de poder estar vivendo mais uma vez a história neste que foi o avião que mais vezes conduziu aqueles que conduzem os destinos do nosso país”, explicou.

No antiga aeronave utilizada pela Presidência, foram transportados os ex-presidentes Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
“Só foram momentos em que nós engrandecemos, criamos uma doutrina forte e resistente. A gente cresceu muito operacionalmente e profissionalmente”, afirmou o piloto do avião, José Antônio Botturi Júnior.
O sargento reserva Sabino Galdino Neto esteve nas viagens do “sucatinha” por 17 anos como comissário. Ele conta que serviu presidentes, autoridades e até o Papa em viagens para 52 países.
“Eu conheci este avião com 18 anos e hoje eu ter essa marca de mais de cinco mil horas de voo, isso pra mim é muito gratificante”, diz Neto. O sargento ainda explica como conseguiu salvar os compromissos do então presidente Fernando Henrique Cardoso em uma viagem à Londrina.
“Houve uma pequena turbulência e caiu copo de refrigerante na calça dele. O líquido marcou a calça dele e eu troquei de calça com ele”, afirmou Neto.
O piloto Ênio Beal Júnior disse que é uma grande felicidade poder viver o momento da aposentadoria da antiga aeronave presidencial.
“Podemos dar o merecido descanso pra esse guerreiro que tão bem serviu a nossa nação. Particularmente uma grande felicidade de poder estar vivendo mais uma vez a história neste que foi o avião que mais vezes conduziu aqueles que conduzem os destinos do nosso país”, explicou.
24 de agosto de 2011
R.I.P. VASP
Avaliado como o terminal mais congestionado e saturado do país, o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, foi o primeiro a ter aeronaves-sucata desmontadas nesta terça-feira (23). Ao todo, nove aviões – sete Boeings 737-200 e dois Airbus A-300 – da falida Vasp serão removidos para liberar um espaço de 170 mil metros quadrados que ocupam há seis anos.
A iniciativa faz parte do programa Espaço Livre, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e outros órgãos como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério Público e Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). De acordo com a Infraero, no país ainda existem 117 aviões deteriorados, sem condições de voo, que serão leiloados assim como os que estão em Congonhas. No terminal de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), o mais importante do Brasil, existem seis aviões-sucata a serem removidos.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, informou que todos devem ser retirados até 2013 em cerca de 25 aeroportos do Brasil. A ideia é ter espaço livre para 2014, ano da Copa do Mundo. “O Aeroporto de Congonhas é o espaço mais caro, completamente saturado em seu espaço físico”, disse Vale. De acordo com ele, os 130 mil metros quadrados liberados com a retirada dos nove aviões em Congonhas serão usados para manobras e estacionamento de outras aeronaves.
Vale disse que, se não houver comprador para os aviões velhos, avaliados em média em R$ 35 mil, a própria Infraero irá adquiri-los. “Se não houver arrematador, vamos arrematar. Para a Infraero, vale pagar qualquer coisa para retirar essas aeronaves”, afirmou.
Ele afirmou ainda que a despesa para manter os aviões-sucata em Congonhas é muito grande. Ele estimou em R$ 100 mil mensais para cada aeronave o custo de deixá-las paradas no pátio. Como são nove aviões, o aeroporto deixa de receber, com aluguéis e taxas, R$ 900 mil por mês. “A prioridade é tirar todas as aeronaves de Congonhas, que é o mais congestionado”, disse a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça.
Em 20 dias, todas as nove aeronaves vão ser retiradas. O primeiro leilão acontece daqui a dois meses. Os próximos aeroportos que receberão o programa, segundo o presidente da Infraero, serão o do Galeão, no Rio, e o de Brasília.
Na tarde desta terça, em uma cerimônia simbólica, um dos aviões começou a ser desmontado. O presidente da Infraero, a corregedora do CNJ, outras autoridades e a imprensa acompanharam o trabalho. Antes do desmonte, Eliana Calmon disse que o processo para a autorização da remoção dos aviões durou dez meses. Ela atribuiu a demora à burocracia, como trâmites na Justiça e no Ministério Público, com recursos e análise de petições.
A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, considerou o início da destruição das sucatas "uma vitória contra a burocracia". "Quando olharmos a capa das revistas mostrando o dia de hoje, pensaremos como foi possível ter demorado tanto tempo para fazer algo que era um objetivo de todos", disse na cerimônia que marcou o início da demolição. De acordo com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, o valor angariado no leilão do material é "irrisório", e que o mais importante é a desocupação do espaço. "É um valor quase irrisório porque a dívida da marca é muito grande", disse.
A Vasp teve a falência decretada em 2008, mas os aviões já estavam parados e sem peças há pelo menos três anos antes, segundo o CNJ. Ao todo, existem 27 aeronaves da companhia paradas em aeroportos brasileiros. O montante obtido com o leilão das aeronaves será destinado à massa falida da Vasp, ou seja, aos credores da companhia habilitados no processo judicial de falência. Outra possibilidade de destinação de aeronaves são museus, que poderão adquiri-las a preços simbólicos, de acordo com o CNJ.
O procedimento para a retirada dos aviões ocorreu da seguinte forma: a Anac fez vistorias de aeronavegabilidade (possibilidade de voar) e deu laudos de completa deterioração dos aviões, que passaram oficialmente a ser considerados sucatas. Os laudos da Anac, inéditos no Brasil, serviram para diagnosticar que as aeronaves em questão, já sem turbinas, peças e até sem trens de pouso, jamais poderiam voltar a voar. Com base nos laudos, o avaliador judicial deu novo preço às aeronaves-sucata, estimadas entre R$ 30 mil e 50 mil.
A iniciativa faz parte do programa Espaço Livre, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e outros órgãos como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério Público e Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). De acordo com a Infraero, no país ainda existem 117 aviões deteriorados, sem condições de voo, que serão leiloados assim como os que estão em Congonhas. No terminal de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), o mais importante do Brasil, existem seis aviões-sucata a serem removidos.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, informou que todos devem ser retirados até 2013 em cerca de 25 aeroportos do Brasil. A ideia é ter espaço livre para 2014, ano da Copa do Mundo. “O Aeroporto de Congonhas é o espaço mais caro, completamente saturado em seu espaço físico”, disse Vale. De acordo com ele, os 130 mil metros quadrados liberados com a retirada dos nove aviões em Congonhas serão usados para manobras e estacionamento de outras aeronaves.
Vale disse que, se não houver comprador para os aviões velhos, avaliados em média em R$ 35 mil, a própria Infraero irá adquiri-los. “Se não houver arrematador, vamos arrematar. Para a Infraero, vale pagar qualquer coisa para retirar essas aeronaves”, afirmou.
Ele afirmou ainda que a despesa para manter os aviões-sucata em Congonhas é muito grande. Ele estimou em R$ 100 mil mensais para cada aeronave o custo de deixá-las paradas no pátio. Como são nove aviões, o aeroporto deixa de receber, com aluguéis e taxas, R$ 900 mil por mês. “A prioridade é tirar todas as aeronaves de Congonhas, que é o mais congestionado”, disse a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça.
Em 20 dias, todas as nove aeronaves vão ser retiradas. O primeiro leilão acontece daqui a dois meses. Os próximos aeroportos que receberão o programa, segundo o presidente da Infraero, serão o do Galeão, no Rio, e o de Brasília.
Na tarde desta terça, em uma cerimônia simbólica, um dos aviões começou a ser desmontado. O presidente da Infraero, a corregedora do CNJ, outras autoridades e a imprensa acompanharam o trabalho. Antes do desmonte, Eliana Calmon disse que o processo para a autorização da remoção dos aviões durou dez meses. Ela atribuiu a demora à burocracia, como trâmites na Justiça e no Ministério Público, com recursos e análise de petições.
A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, considerou o início da destruição das sucatas "uma vitória contra a burocracia". "Quando olharmos a capa das revistas mostrando o dia de hoje, pensaremos como foi possível ter demorado tanto tempo para fazer algo que era um objetivo de todos", disse na cerimônia que marcou o início da demolição. De acordo com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, o valor angariado no leilão do material é "irrisório", e que o mais importante é a desocupação do espaço. "É um valor quase irrisório porque a dívida da marca é muito grande", disse.
A Vasp teve a falência decretada em 2008, mas os aviões já estavam parados e sem peças há pelo menos três anos antes, segundo o CNJ. Ao todo, existem 27 aeronaves da companhia paradas em aeroportos brasileiros. O montante obtido com o leilão das aeronaves será destinado à massa falida da Vasp, ou seja, aos credores da companhia habilitados no processo judicial de falência. Outra possibilidade de destinação de aeronaves são museus, que poderão adquiri-las a preços simbólicos, de acordo com o CNJ.
O procedimento para a retirada dos aviões ocorreu da seguinte forma: a Anac fez vistorias de aeronavegabilidade (possibilidade de voar) e deu laudos de completa deterioração dos aviões, que passaram oficialmente a ser considerados sucatas. Os laudos da Anac, inéditos no Brasil, serviram para diagnosticar que as aeronaves em questão, já sem turbinas, peças e até sem trens de pouso, jamais poderiam voltar a voar. Com base nos laudos, o avaliador judicial deu novo preço às aeronaves-sucata, estimadas entre R$ 30 mil e 50 mil.
21 de agosto de 2011
737 da First Air cai no Canadá
Doze pessoas morreram e outras três ficaram feridas neste sábado após a queda de um avião de passageiros nas águas do Ártico, no Canadá, informaram fontes da polícia local.
Um Boeing 737 operado pela companhia First Air, com 15 pessoas a bordo, caiu próximo à baía de Resolute, no território ártico de Nunavut, indicou a polícia. A aeronave fazia a rota entre Yellowknife e Resolute Bay. Os serviços de socorro da base militar de Trenton, em Ontário, indicaram que médicos e helicópteros já estavam no local da queda.
"Nossos investigadores estão trabalhando ativamente. As 'caixas-pretas' já foram localizadas", ressaltou Chris Krepski, porta-voz do Comitê de Segurança no Transporte do Canadá. Os investigadores ainda não formularam uma hipótese a respeito das causas do acidente.
O especialista em acidentes aeronáuticos da Radio Canadá, Yvan-Miville Des Chênes, destacou que as condições meteorológicas eram "espantosas" em Resolute Bay, com capas de neblina a cem metros de altura. Ele indicou também que a aeronave acidentada tinha sido fabricada em 1975 e comprada pela First Air em 1989.
No momento não é possível contatar as autoridades e a polícia de Resolute Bay, localidade de cerca de 200 habitantes, para averiguar as circunstâncias do acidente. A companhia aérea First Air faz rotas ligando 25 comunidades do Grande Norte às grandes cidades do sul do país, entre elas Edmonton, Ottawa e Montreal.
Atualmente, são realizados grandes exercícios militares como parte da "Operação Nanook", no norte, e o primeiro-ministro Stephen Harper é aguardado a segunda-feira em Resolute Bay.
Um Boeing 737 operado pela companhia First Air, com 15 pessoas a bordo, caiu próximo à baía de Resolute, no território ártico de Nunavut, indicou a polícia. A aeronave fazia a rota entre Yellowknife e Resolute Bay. Os serviços de socorro da base militar de Trenton, em Ontário, indicaram que médicos e helicópteros já estavam no local da queda.
"Nossos investigadores estão trabalhando ativamente. As 'caixas-pretas' já foram localizadas", ressaltou Chris Krepski, porta-voz do Comitê de Segurança no Transporte do Canadá. Os investigadores ainda não formularam uma hipótese a respeito das causas do acidente.
O especialista em acidentes aeronáuticos da Radio Canadá, Yvan-Miville Des Chênes, destacou que as condições meteorológicas eram "espantosas" em Resolute Bay, com capas de neblina a cem metros de altura. Ele indicou também que a aeronave acidentada tinha sido fabricada em 1975 e comprada pela First Air em 1989.
No momento não é possível contatar as autoridades e a polícia de Resolute Bay, localidade de cerca de 200 habitantes, para averiguar as circunstâncias do acidente. A companhia aérea First Air faz rotas ligando 25 comunidades do Grande Norte às grandes cidades do sul do país, entre elas Edmonton, Ottawa e Montreal.
Atualmente, são realizados grandes exercícios militares como parte da "Operação Nanook", no norte, e o primeiro-ministro Stephen Harper é aguardado a segunda-feira em Resolute Bay.
20 de julho de 2011
Boeing pretende ressucitar 737-200 e ameaça planos da Bombardier
A ação da canadense Bombardier recuava nesta quarta-feira com a notícia de que a Boeing pretende equipar sua aeronave 737 com um novo motor, intensificando a competição no mercado de aviões.

Um modelo menor da aeronave sucesso de vendas da Boeing, o 737-200, pode ser um forte competidor para a nova linha da Bombardier, a C-Series, sua incursão ousada e dispendiosa no mercado de aeronaves de maior porte, cuja adoção por clientes tem sido lenta.

Uma característica importante para as vendas dos aviões C-Series tem sido seu novo e mais eficiente motor, que reduzirá custos operacionais.
Porém, o modernizado Boeing 737-200 e o A319neo, da Airbus, que também diminuem custos operacionais, reduzirão partes da vantagem da Bombardier, disse o analista Fadi Chamoun, da BMO Capital Markets.

A Boeing estava adiando uma decisão sobre se iria modernizar seu 737 ou desenvolver um avião totalmente novo por mais de um ano, fazendo com que clientes se voltassem para alternativas como o C-Series da Bombardier e o neo da Airbus.

"Suspeitamos que importantes clientes da Boeing que, até o momento, estavam pensando em alternativas para renovar suas frotas na ausência de uma solução a médio prazo da Boeing, devem considerar manter o plano", disse o analista Tasneem Azim, da UBS Securities, em relatório a clientes.
O C-Series, que representa a entrada da Bombardier no mercado de aviões executivos de 110 a 149 lugares e lhe custou 3 bilhões de dólares canadenses, deve chegar ao mercado no fim de 2013, com o modelo maior CS300 entrando em operação em 2014.

A conquista de encomendas do C-Series tem sido lenta, embora a Bombardier tenha garantido encomendas de 30 unidades durante a Paris Air Show em junho.
Às 16h02 (horário de Brasília), as ações da Bombardier na bolsa de Toronto cediam 2,2 por cento, para 6,30 dólares canadenses.

Um modelo menor da aeronave sucesso de vendas da Boeing, o 737-200, pode ser um forte competidor para a nova linha da Bombardier, a C-Series, sua incursão ousada e dispendiosa no mercado de aeronaves de maior porte, cuja adoção por clientes tem sido lenta.

Uma característica importante para as vendas dos aviões C-Series tem sido seu novo e mais eficiente motor, que reduzirá custos operacionais.
Porém, o modernizado Boeing 737-200 e o A319neo, da Airbus, que também diminuem custos operacionais, reduzirão partes da vantagem da Bombardier, disse o analista Fadi Chamoun, da BMO Capital Markets.

A Boeing estava adiando uma decisão sobre se iria modernizar seu 737 ou desenvolver um avião totalmente novo por mais de um ano, fazendo com que clientes se voltassem para alternativas como o C-Series da Bombardier e o neo da Airbus.

"Suspeitamos que importantes clientes da Boeing que, até o momento, estavam pensando em alternativas para renovar suas frotas na ausência de uma solução a médio prazo da Boeing, devem considerar manter o plano", disse o analista Tasneem Azim, da UBS Securities, em relatório a clientes.
O C-Series, que representa a entrada da Bombardier no mercado de aviões executivos de 110 a 149 lugares e lhe custou 3 bilhões de dólares canadenses, deve chegar ao mercado no fim de 2013, com o modelo maior CS300 entrando em operação em 2014.

A conquista de encomendas do C-Series tem sido lenta, embora a Bombardier tenha garantido encomendas de 30 unidades durante a Paris Air Show em junho.
Às 16h02 (horário de Brasília), as ações da Bombardier na bolsa de Toronto cediam 2,2 por cento, para 6,30 dólares canadenses.
18 de maio de 2011
Finalmente, a dignidade!
Logo após a falência da saudosa VASP, suas aeronaves foram sendo canibalizadas em cemitérios nos aeroportos de todo o Brasil. Uma cena muito triste para todos os amantes da aviação... Quando a Infraero, em parceria com o CNJ, resolveram botar um ponto final nos cemitérios, confesso que cheguei a ficar com medo do que fosse acontecer com os 'breguinhas', medo de que fossem simplismente desmanchados, reciclados, ou qualquer coisa do gênero!!!!

Parte de minha angústia fica por conta de uma aeronave em especial, o B737-200, de matrícula PP-SMA, uma aeronave com uma história de dar inveja à muita gente!!!! O SMA, foi o primeiro Boeing da família 737 do Brasil e da América Latina. Foi recordista mundial, prestando seus serviços à VASP durante 35 anos (mais tempo do que muitos funcionários em qualquer empresa!!!!), e só parou de voar em 2004 por determinação do antigo DAC, pois, do contrário, teria voado ainda mais!

Essa aeronave chegou ao Brasil em 21 de abril de 1969, vindo diretamente da fábrica da Boeing, fazendo um voo rasante em São Paulo, juntamente com os outros 737 que a VASP recebera nesse dia (SMB, SMC, SMD), e possuía toa a tecnologia que so podia esperar de um avião à época. O PP-SMA, é o 737-2A1, com número de série 161, e, juntamente com os demais da frota da VASP, formavam a espinha dorsal da companhia.

Após a chegada do 737-300, o modelo -200 ficou conhecido com o apelido de Brega, em referência à novela "Brega e Chique", enquanto o -300 ficou conhecido como Chique. O apelido do modelo -300 não pegou, mas o do -200 sim, sendo carinhosamente chamado de breguinha até os dias de hoje.

Após a suspensão das operações em 2004, o PP-SMA foi encostado no cemitério em Confins (onde muitos acharam que lá seria o fim e o sepultamento para essa aeronave), onde foram retiradas as pinturas, logotipos, motores (incluindo suas carenagens), restando apenas a bandeira brasileira na porta e a matricula. No primeiro leilão da VASP em 2009, o SMA estava no lote nº 20, onde seria vendido como sucata, porém (graças à Deus), não recebeu nenhum lance e foi considerado sem licitante.

Hoje, recebi a feliz notícia de que o Museu TAM acolherá essa joia rara de nossa aviação!!!!!! “Há muito tempo somos cobrados para salvar as aeronaves que se deterioram lentamente em alguma praça ou aeroporto. O maior apelo sempre foi para o Boeing 737 da VASP, que foi o primeiro desse modelo a voar no País. Estamos orgulhosos por poder restaurar e preservar essa peça tão valiosa para a aviação comercial brasileira”, comemora João Francisco Amaro, presidente do Museu TAM.

A aeronave deve ser removida do aeroporto de Belo Horizonte/Confins ainda neste ano e transportada até o Museu por via rodoviária. “Ainda não sabemos como a restauração será feita nem quanto tempo vai durar, mas já podemos convocar como voluntários os antigos mecânicos da VASP para nos ajudar nesta gigantesca tarefa”, declara João Amaro.
Localizado em São Carlos, no interior paulista, o museu é a realização do sonho dos irmãos Rolim e João Amaro de preservar a história da aviação. A coleção do Museu TAM, que reúne o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea, começou com duas aeronaves: um Cessna 140 e um Cessna 195. Hoje, já são mais de 70 aviões em exposição, sendo que dois chegaram há pouco tempo. É o caso do Hawker Siddeley HS-125 (bimotor a jato doado pela FAB – Força Aérea Brasileira) e do Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher (réplica do famoso ultraleve norte-americano montado nas oficinas do Museu TAM).
Além das aeronaves, são atrações o espaço TAM Kids, o simulador de voo, a área que explica o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos, os 60 uniformes antigos da aviação, e o espaço Rolim, que conta a história e a trajetória da TAM e de seu fundador. O museu (Rodovia SP 318, km 249) tem ainda um auditório utilizado para palestras, conferências e eventos culturais.
Espero eu, que assim como a maioria das aeronaves do Museu, o PP-SMA tenha condições de voo novamente!!!!! Parabéns à TAM por manter viva e com dignidade a história do PP-SMA e da aviação brasileira.

Ficha técnica do PP-SMA
Comprimento: 30,53m
Envergadura: 28,30m
Altura: 11,28m
Motores/Empuxo: 2x turbofan Pratt & Whitney JT8D-17 / 16.000 lbs
Peso Máx. Decolagem: 10.9000 lbs (49.442 Kg)
Velocidade Máxima: 943 Km/h (503 Kt) 0.84 Mach
Alcance: 3.435 Km
Passageiros: 107 (última configuração interna)

Parte de minha angústia fica por conta de uma aeronave em especial, o B737-200, de matrícula PP-SMA, uma aeronave com uma história de dar inveja à muita gente!!!! O SMA, foi o primeiro Boeing da família 737 do Brasil e da América Latina. Foi recordista mundial, prestando seus serviços à VASP durante 35 anos (mais tempo do que muitos funcionários em qualquer empresa!!!!), e só parou de voar em 2004 por determinação do antigo DAC, pois, do contrário, teria voado ainda mais!

Essa aeronave chegou ao Brasil em 21 de abril de 1969, vindo diretamente da fábrica da Boeing, fazendo um voo rasante em São Paulo, juntamente com os outros 737 que a VASP recebera nesse dia (SMB, SMC, SMD), e possuía toa a tecnologia que so podia esperar de um avião à época. O PP-SMA, é o 737-2A1, com número de série 161, e, juntamente com os demais da frota da VASP, formavam a espinha dorsal da companhia.

Após a chegada do 737-300, o modelo -200 ficou conhecido com o apelido de Brega, em referência à novela "Brega e Chique", enquanto o -300 ficou conhecido como Chique. O apelido do modelo -300 não pegou, mas o do -200 sim, sendo carinhosamente chamado de breguinha até os dias de hoje.

Após a suspensão das operações em 2004, o PP-SMA foi encostado no cemitério em Confins (onde muitos acharam que lá seria o fim e o sepultamento para essa aeronave), onde foram retiradas as pinturas, logotipos, motores (incluindo suas carenagens), restando apenas a bandeira brasileira na porta e a matricula. No primeiro leilão da VASP em 2009, o SMA estava no lote nº 20, onde seria vendido como sucata, porém (graças à Deus), não recebeu nenhum lance e foi considerado sem licitante.

Hoje, recebi a feliz notícia de que o Museu TAM acolherá essa joia rara de nossa aviação!!!!!! “Há muito tempo somos cobrados para salvar as aeronaves que se deterioram lentamente em alguma praça ou aeroporto. O maior apelo sempre foi para o Boeing 737 da VASP, que foi o primeiro desse modelo a voar no País. Estamos orgulhosos por poder restaurar e preservar essa peça tão valiosa para a aviação comercial brasileira”, comemora João Francisco Amaro, presidente do Museu TAM.

A aeronave deve ser removida do aeroporto de Belo Horizonte/Confins ainda neste ano e transportada até o Museu por via rodoviária. “Ainda não sabemos como a restauração será feita nem quanto tempo vai durar, mas já podemos convocar como voluntários os antigos mecânicos da VASP para nos ajudar nesta gigantesca tarefa”, declara João Amaro.
Localizado em São Carlos, no interior paulista, o museu é a realização do sonho dos irmãos Rolim e João Amaro de preservar a história da aviação. A coleção do Museu TAM, que reúne o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea, começou com duas aeronaves: um Cessna 140 e um Cessna 195. Hoje, já são mais de 70 aviões em exposição, sendo que dois chegaram há pouco tempo. É o caso do Hawker Siddeley HS-125 (bimotor a jato doado pela FAB – Força Aérea Brasileira) e do Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher (réplica do famoso ultraleve norte-americano montado nas oficinas do Museu TAM).
Além das aeronaves, são atrações o espaço TAM Kids, o simulador de voo, a área que explica o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos, os 60 uniformes antigos da aviação, e o espaço Rolim, que conta a história e a trajetória da TAM e de seu fundador. O museu (Rodovia SP 318, km 249) tem ainda um auditório utilizado para palestras, conferências e eventos culturais.
Espero eu, que assim como a maioria das aeronaves do Museu, o PP-SMA tenha condições de voo novamente!!!!! Parabéns à TAM por manter viva e com dignidade a história do PP-SMA e da aviação brasileira.

Ficha técnica do PP-SMA
Comprimento: 30,53m
Envergadura: 28,30m
Altura: 11,28m
Motores/Empuxo: 2x turbofan Pratt & Whitney JT8D-17 / 16.000 lbs
Peso Máx. Decolagem: 10.9000 lbs (49.442 Kg)
Velocidade Máxima: 943 Km/h (503 Kt) 0.84 Mach
Alcance: 3.435 Km
Passageiros: 107 (última configuração interna)
9 de abril de 2011
O começo do final
A primeira aeronave da massa falida da Vasp a ser desmontada pelo Programa Espaço Livre, da Corregedoria Nacional de Justiça, será um Boeing 737-200 que está em péssimo estado. Esse é o começo do descanso definitivo dessas aeronaves. O desmonte da aeronave, que está no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, está previsto para o fim de abril. Após o desmonte será feito um leilão para a venda das peças do avião. A Força Aérea Brasileira (FAB) deverá, em breve, definir a data da operação.
O Programa Espaço Livre, lançado em fevereiro, tem como objetivo remover dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça. A primeira etapa tem como alvo as 27 aeronaves da Vasp que estão ociosas e espalhadas em aeroportos do país há cerca de seis anos. Após a retirada de todos os aviões de Congonhas, a área será devolvida para a Infraero, que poderá ampliar o aeroporto. Os aviões da Vasp hoje ocupam uma área de 170 mil m2, o que equivale a 10% do aeroporto.
A falência da Vasp, considerada a maior e mais complexa que já existiu no país, se deu em 2008. Cada aeronave da companhia tem um custo médio diário de estadia nos aeroportos de R$ 1.200, que é pago pela massa falida – ou seja, os credores -, da Vasp. Nove aeronaves encontram-se no aeroporto de Congonhas, local escolhido para o desmonte das primeiras aeronaves, devido à grande movimentação.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já está finalizando os laudos de aeronavegabilidade ou de perecimento, para indicar aquelas aeronaves que ainda teriam condições de voo. As aeronaves que não podem mais voar serão desmontadas e terão suas peças leiloadas. Já no caso do Boeing 737-200 de prefixo “PP-SMA”, cujo laudo é de perecimento, será leiloado para museus de aviação por seu grande valor histórico. O avião, que foi o primeiro boeing 737-200 a voar em solo brasileiro e que realizou mais voos na bandeira de uma companhia, está localizado no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte
O Programa Espaço Livre, lançado em fevereiro, tem como objetivo remover dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça. A primeira etapa tem como alvo as 27 aeronaves da Vasp que estão ociosas e espalhadas em aeroportos do país há cerca de seis anos. Após a retirada de todos os aviões de Congonhas, a área será devolvida para a Infraero, que poderá ampliar o aeroporto. Os aviões da Vasp hoje ocupam uma área de 170 mil m2, o que equivale a 10% do aeroporto.
A falência da Vasp, considerada a maior e mais complexa que já existiu no país, se deu em 2008. Cada aeronave da companhia tem um custo médio diário de estadia nos aeroportos de R$ 1.200, que é pago pela massa falida – ou seja, os credores -, da Vasp. Nove aeronaves encontram-se no aeroporto de Congonhas, local escolhido para o desmonte das primeiras aeronaves, devido à grande movimentação.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já está finalizando os laudos de aeronavegabilidade ou de perecimento, para indicar aquelas aeronaves que ainda teriam condições de voo. As aeronaves que não podem mais voar serão desmontadas e terão suas peças leiloadas. Já no caso do Boeing 737-200 de prefixo “PP-SMA”, cujo laudo é de perecimento, será leiloado para museus de aviação por seu grande valor histórico. O avião, que foi o primeiro boeing 737-200 a voar em solo brasileiro e que realizou mais voos na bandeira de uma companhia, está localizado no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte
16 de agosto de 2010
Grande VASP
Esse vídeo serve para matar um pouco a saudade da grande VASP... Empresa que tinha grandes profissionais, exemplos de comissários e pilotos incríveis!!!!!
Prova disso:
Esse rasante é demais!!!!!
Prova disso:
Esse rasante é demais!!!!!
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