Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.
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26 de julho de 2012

TOP 10 aéreas que mais lucraram com serviços em 2011


Ficou pra trás o tempo em que as companhias aéreas faturavam apenas com as vendas de passagens. Hoje uma parte importante do negócio está na oferta de serviços complementares, aqueles adicionais ao bilhete, que vão de espaço extra e acesso ao longe a uso do wi-fi nos aviões. Em dez anos, a receita proveniente desses serviços foi multiplicada por dez – as vendas saltaram de 1,72 bilhão de euros, em 2007, para 18,23 bilhões de euros, em 2011. O número de empresas que ofertam esses serviços duplicou no mesmo período.

Os dados, fornecidos por uma pesquisa inédita feita pelas consultorias Amadeus e IdeaWorksCompany, a partir dos relatórios financeiros de 108 companhias aéreas em todo mundo, mostram que a receita com esse tipo de serviço cresceu 66% apenas nos últimos dois anos. Se antes essas ofertas eram limitadas às empresas de baixo custo, hoje elas se tornaram prioridade para a maioria das companhias do setor. A TAM é a única brasileira entre elas, na nova posição. Juntas, elas faturaram 13,7 bilhões de euros, ou seja, 75% de toda receita gerada com serviços adicionais para as áreas no mundo.

Líder entre as que mais faturam com serviços adicionais, tanto em 2010 como 2011, a United Continental oferece todo tipo de serviço, de refeição diferenciada a milhagens. E a receita com esses serviços só aumenta.

Se em 2010, a companhia faturava 3,530 bilhões de euros com os serviços, no ano seguinte a receita foi para 4,162 bilhões de euros – em termos de comparação, o valor equivale a cerca de 60% da receita líquida total obtida pela TAM, no ano passado. A United chega a ganhar 29,36 euros a mais por passageiro apenas com a venda de complementos.

Uma das suas ofertas é o cartão Visa MileagePlus Explorer que prove um embarque de bagagem extra, dois passes para o lounge do aeroporto por ano, embarque antecipado, milhas extras e mais vantagens. A anuidade do cartão, a partir do segundo ano, é de 95 dólares.
A americana Delta é a segunda que mais fatura com esses serviços que incluem, principalmente, despacho de bagagem e venda de milhas aéreas para seus parceiros bancários. A companhia faturou 2,039 bilhões de euros com esse tipo de oferta em 2011 – ainda assim, menos do que no ano anterior, quando a receita foi de 2,612 bilhões de euros.

Uma das razões da receita ter diminuído, aponta o levantamento, é o fato da empresa ter começado a refinar a divulgação dessas receitas, com a exclusão de valores advindos de alguns negócios ligados à aviação.
Assim como a Delta, a American Airlines teve suas receitas de serviços adicionais vindas de despacho de bagagem e venda de milhas aéreas para seus parceiros bancários. Mas, ao contrário da concorrente, a American teve um crescimento expressivo do faturamento com esse tipo de produto.

A companhia, que faturava 1,379 bilhão de euros, em 2010, viu sua receita crescer para 1,7 bilhão de euros, no ano passado.
A companhia australiana Qantas Airways (e sua marca de low coast Jetstar) ocupa o quarto lugar no ranking, com faturamento de 1,141 bilhão de euros no ano passado – em 2011, a receita era de 1,087 bilhão de euros e a empresa também ocupada a mesma posição. A aérea chega a faturar 40,91 euros a mais por passageiros, além da venda de passagens, apenas com a venda desses adicionais.

A maneira como vende esses serviços são as mais variadas possíveis e incluem a tradicional abordagem à la carte com a cobrança pelo jantar, entretenimento a bordo, despacho de bagagens e assentos com espaço extra. Uma das inovações mais recentes da empresa foi a venda de uma tecnologia que, conectada à reserva do passageiro, permite check-in de bagagens simplificado para voos dentro da Austrália.

Ainda assim, sua maior fonte de receita é gerada por seu programa de milhagem. A única que se assemelha com ela nessa parte é a brasileira TAM.
A companhia americana de baixo custo Southwest estreou na lista das dez que mais faturam com serviços complementares em 2011.

No ano a empresa teve receita de 950 milhões de euros contra 835 milhões de euros do ano anterior, número suficiente para fazer da aérea a quinta empresa que mais fatura com esses serviços.
Pela primeira vez, a companhia de baixo custo EasyJet passou a concorrente Ryanair na lista das que mais faturam com serviços adicionais. A empresa teve aumentou sua receita com essas ofertas de 655 milhões de euros, em 2010, para 890 milhões de euros, em 2011.

A porcentagem da receita total da EasyJet gerada por meio desses serviços também passou a ser maior que a da concorrente. Hoje, 20,8% de sua receita são de vendas de complementos, enquanto que na Ryanair a porcentagem fica um pouco abaixo, 20,5%.
A Ryanair caiu da 6ª para a 7ª posição entre as áreas que mais faturam com complementos às passagens, mas ainda assim tem 20,5% de sua receita total gerada por meio desses serviços adicionais.

De 2010 para 2011, a empresa viu seu faturamento nessa parte crescer 10% e atingir 886,2 milhões de euros.
A US Airways, que pertencente a AMR, mesma controladora da American Airlines, caiu da 5ª para a 8ª posição entre as que mais lucram com serviços adicionais no mundo, por causa do avanço das concorrentes nessa parte.

Ainda assim, a empresa fatura 874 milhões de euros, 5% a mais que no ano anterior, com a oferta de complementos diversos, como bagagem extra e refeição especial.
A TAM é a única aérea brasileira a figurar na lista das que mais faturam com serviço extra, com resultados que a fizeram subir da 10ª para a 9ª posição no ranking. E foi a empresa que mais viu esse faturamento subir entre as dez mais.

Em 2011, a companhia faturou 537,315 milhões de euros com a venda de serviços adicionais, como exceslucrosso de bagagem, quase 50% mais do que o faturado no ano anterior. Porém, diferente das outras do ranking, com exceção da australiana Qantas, a TAM tem essa receita gerada principalmente por meio de seu programa de milhagem, segundo a pesquisa.
O desempenho da TAM em 2011 foi o suficiente para fazer com que a americana Alaska Air caísse da 9ª para a 10ª posição na lista – mas nada que a tirasse da lista das dez aéreas que mais ganham com vendas adicionais aos passageiros: são 19,81 euros gerados a mais por cada pessoa que compra um bilhete Alaska no mundo.

A receita da companhia gerada por complementos saltou 26% de 2010 para 2011 e atingiu 491 milhões de euros no ano passado.









25 de julho de 2012

American Airlines será a primeira companhia a operar o A321 com três classes

A American Airlines (AA) segue com seus planos para melhorar e modernizar seus voos e anuncia hoje, dia 24, mudanças no interior de suas 200 novas aeronaves de corredor único, entregues pela Airbus e Boeing, que fazem parte da encomenda de 460 aviões anunciada anteriormente.

“Pretendemos ser a única companhia aérea a oferecer três classes de serviço e a primeira a oferecer assentos que reclinam totalmente na Primeira Classe e na Classe Executiva em voos transcontinentais com nossa aeronave Airbus A321”, disse o diretor Comercial da AA, Virsab Vahidi. “Ao configurar aeronaves de corredor único com três classes, equipadas com assentos totalmente reclináveis na Classe Premium além de recursos diferenciados com tecnologia de ponta, a American é capaz de continuar a oferecer uma experiência Premium em rotas transcontinentais enquanto reduz custos de maneira significativa com consumo de combustível eficiente”, informou ainda.

Conforme anunciado anteriormente, a companhia planeja receber 130 aeronaves Airbus dos modelos A321 e A319 e 100 da Boeing modelo 737-800 nos próximos cinco anos. A partir de 2017, a companhia receberá 130 aviões Airbus de próxima geração, no ano seguinte, aguardará a entrega de 100 aeronaves Boeing 737 MAX. A empresa planeja configurar alguns dos A321 para uso em voos transcontinentais e pretende utilizar o restante, bem como todos os A319 e os novos Boeing 737-800 para crescimento de sua frota e para aposentar aeronaves mais velhas da frota atual.

Projetada em parceria com James Park Associates (JPA), a concepção geral, decoração e acabamento dessas aeronaves irão refletir a aparência e sensação da nova American. Essas melhorias, junto ao novo design dos Boeing 777-300ERs e 777-200ERs proporcionarão aos clientes uma experiência mais consistente entre estas aeronaves.

Além dos modernos interiores, essas aeronaves também permitirão que os clientes estejam conectados com internet wifi durante o voo, possam desfrutar de entretenimento em cada assento e disponham de tomadas de energia elétrica universal com 110 volts individuais, além de entradas para USB em cada assento. Os assentos maiores na classe econômica, instalados em todas as novas entregas, irão oferecer a opção de mais espaço para as pernas e privilégios para embarque prioritário.

Além de melhorar as opções a bordo, todas as novas aeronaves incorporam as últimas melhorias em aerodinâmica a fim de reduzir a queima de combustível para que a American Airlines continue cada vez mais a ser uma companhia aérea mais amiga do meio ambiente.

A cabine da primeira classe do A321 será equipada com dez assentos que reclinam 180º, todos com acesso direto ao corredor em uma configuração 1-1. Os clientes podem ajustar encosto, descanso de cabeça e descanso dos pés. Os assentos possuem uma mesa, uma superfície para trabalho e um nicho para garrafa de água.

Já a classe executiva será equipada com 20 assentos que reclinam 180º, em uma configuração 2-2. Na Classe Econômica, os assentos serão dispostos em uma configuração 3-3.

27 de abril de 2012

Curiosidades a respeito do serviço de bordo

Em 1987, a empresa aérea American Airlines decidiu tirar uma azeitona de todas as refeições servidas em seus voos. A economia foi de 40 mil dólares naquele ano. Tudo por causa de uma mísera azeitona. Então, resolvi reunir uma série de números e estatísticas que mostram que o lanchinho do avião é muito mais que uma simples cortesia.
O setor de serviço de bordo gira em torno de 13 bilhões de dólares ao ano e emprega cerca de 100 mil pessoas. O funcionário menos qualificado ganha 12 dólares por hora, o que totaliza cerca de 3.500 reais mensais. A LSG Sky Chefs é a maior empresa do setor.
São servidas todo ano cerca de 700 milhões de refeições aéreas no mundo. Os pratos principais representam 60% dos custos de uma refeição aérea. Os aperitivos são 17%, as saladas somam 10% e as sobremesas, 7%.
Uma pesquisa conduzida pelo site www.dietdetective.com concluiu que as empresas Virgin America e Air Canada são as que oferecem refeições mais saudáveis a seus clientes. A norte-americana Spirit Airlines ficou em último lugar da lista.
O norte-americano The Wall Street Journal publicou os resultados de uma pesquisa que descobriu que as condições de pressão da cabine de um avião diminuem a sensibilidade das papilas gustativas em cerca de 30%. Essa pode ser uma explicação para as constantes reclamações de passageiros quanto ao gosto da comida servida a bordo.
O odor é responsável por 80% da capacidade gustativa do ser humano. É por isso que, quando estamos resfriados, não apreciamos muito o gosto das comidas. O mesmo acontece dentro do avião: em condições secas, como a da cabine, o muco nasal evapora, fazendo com que a eficiência de nossos receptores nasais diminua. Esse é mais um fato que pode explicar por que é tão difícil agradar consumidores de comida de avião.
Depois de encomendar uma pesquisa para descobrir por que seus clientes consumiam tanto suco de tomate durante os voos, a companhia alemã Lufthansa descobriu que, em altas altitudes, o gosto do tomate é menos ácido às papilas gustativas humanas.Isso faz com que o consumo da bebida no avião se iguale ao da popular cerveja. 

O site Airline Meals reúne mais de 23 mil fotos de refeições a bordo de mais de 600 companhias aéreas ao redor do mundo (inclusive as brasileiras TAM, Gol, Azul e Avianca). É uma boa maneira de saber mais ou menos o que lhe aguarda a bordo de sua viagem.
O cardápio da brasileira TAM é o mais diversificado da América Latina, contando com cerca de 500 opções – entre entradas, pratos principais e sobremesas – para atender às classes econômica, executiva e primeira classe, além do serviço de bordo dos voos domésticos.

Em 2011, para divulgar seu cardápio a bordo, a companhia aérea Air France montou em terra – mais especificamente, no meio da Times Square, em Nova York – um trailer com comida de avião. Durante seis dias, foram distribuídas cerca de 600 refeições.
Para economizar gastos, as companhias aéreas têm investido menos em alimentos. Em 1990, uma refeição da American Airlines custava à companhia 6,89 dólares. O serviço a bordo correspondia a 4,6% de todas as despesas da empresa. 

Dez anos depois, esse valor havia caído para 5,48 dólares, implicando o investimento de 3,2% das despesas totais da companhia. A Delta Airlines calculou que, tirando um simples morango das saladas servidas na primeira classe dos voos domésticos, pode economizar 210 mil dólares por ano. Um reajuste de 0,01 dólar no preço do amendoim significaria um aumento de 610 mil dólares nos custos anuais da Delta Airlines.
Mesmo contando com pelo menos uma refeição durante o voo, os passageiros costumam consumir alimentos nos aeroportos, antes do embarque. Em uma hora, o Aeroporto Internacional da Filadélfia (EUA) serve 327 pretzels, 53 sanduíches de filé, 950 xícaras de café e 184 fatias de pizza.

14 de março de 2012

Comissária da American surta

Uma comissária de bordo provocou pânico numa aeronave que se preparava para decolar do aeroporto de Dallas, nos Estados Unidos, ao anunciar no sistema de comunicação interno que o avião cairia.

A aeromoça, em aparente surto psicótico, foi contida por passageiros e retirada da aeronave para uma avaliação psiquiátrica. O incidente provocou um atraso de várias horas no voo da American Airlines para Chicago.

Em pânico, vários passageiros ligaram para a polícia para pedir ajuda. A polícia local divulgou nesta quarta-feira gravações das ligações feitas durante o incidente, na sexta-feira.

"Estamos no voo 2332 e estão falando no rádio que o avião vai cair", relata uma das passageiras à atendente do serviço de emergência. "Por favor, nos ajude", apela.

Segundo relato dos passageiros, a aeromoça, aparentemente fora de si, teria começado a pedir que o avião, que taxiava na pista, voltasse ao terminal, alegando que estaria com problemas mecânicos.

Ao ouvir de outra comissária que a aeronave não tinha nenhum problema, a aeromoça teria então tomado o sistema de comunicação e anunciado aos passageiros: "Eu não me responsabilizo pela segurança de ninguém, porque o avião vai cair".

Um dos passageiros que ligou para a emergência relatou que uma pessoa saiu da parte de trás do avião e imobilizou a aeromoça.

"Não se preocupem, ele pode ser um segurança. Eles voam armados à paisana. Não se preocupem", afirmou a atendente. Posteriormente, porém, foi revelado que se tratava mesmo de um passageiro.

Logo em seguida, numa outra ligação feita do avião, um passageiro pergunta: "Vocês estão cientes do que está acontecendo no vôo 2332 neste momento?"

"Parece que eles estão contendo fisicamente uma comissária de bordo. Ela perdeu a compostura. As pessoas estão ajudando", relatou o passageiro.

O avião acabou retornando ao terminal do aeroporto, onde era aguardado pela polícia e por agentes do FBI. Apesar da confusão, as autoridades locais decidiram não processar a aeromoça.

7 de dezembro de 2011

Eu hein...

As brasileiras Gol e TAM estão entre as aéreas de capital aberto da América Latina e Estados Unidos que registraram os piores lucros líquidos entre janeiro e setembro de 2011. As companhias ficam na frente apenas de uma empresa, a norte-americana AMR, controladora da American Airlines, que entrou em recuperação judicial na semana passada.

A Gol ficou na penúltima colocação com prejuízo de 454,7milhões de dólares e a TAM ocupa a ante penúltima colocação com 232,1 milhões de dólares de prejuízo. A American Airlines registrou o pior desempenho, com prejuízo de 884 milhões de dólares.

A americana UAL Corp (que reúne United e Continental) é a empresa mais lucrativa do setor no período, com 978 milhões de dólares. Ela é seguida pela Delta Air Lines, com 429 milhões de dólares de lucro líquido. A empresa anunciou hoje a compra de 3% da Gol, por 100 milhões de dólares. Depois da Delta aparece a Lan Chile, com 210 milhões de dólares. A Lan e a TAM anunciaram uma fusão em agosto de 2010.

A UAL também registrou o maior volume de vendas do período - 28,18 bilhões de dólares, seguida pela Delta Airlines com 26,71 bilhões de dólares. A TAM é a sexta colocada com 5,07 bilhões de dólares e a GOL ocupa a nona colocação com 2,83 bilhões de dólares. Entre as 11 empresas analisadas, a Gol foi a única a apresentar queda em vendas na comparação com o mesmo período de 2010. A queda foi de 6,1%.

A empresa do setor com a melhor margem liquida (Lucro/vendas) no período foi a mexicana Aeroméxico com 7,16% seguida pela chilena LAN com 5,09%. Nas três ultimas posições ficaram GOL, AMR e TAM.

A maior empresa do setor por valor de mercado é a LAN Chile com 8,10 bilhões de dólares. A segunda melhor colocada foi a Delta Airlines com 7,17 bilhões de dólares. As brasileiras TAM e GOL estão na quinta e sexta colocações. A AMR é a ultima colocada, com 236 milhões de dólares – no ano, ela perdeu 90,9 % do seu valor de mercado.

Novidades da LAN

A Amadeus e a Lan Airlines anunciaram assinatura de contrato de conteúdo total, de longo prazo. O acordo garante a todas as agências clientes da Amadeus, no mundo todo, acesso a toda a gama de tarifas, horários e inventário relacionados aos mais de 18 milhões de assentos vendidos, anualmente, pelas companhias aéreas do Grupo LAN. O acordo de conteúdo total inclui todas as aéreas Lan (Lan Airlines, Lan Equador, Lan Perú, Lan Argentina, Aires e Lan Express) e garante, via Sistema Amadeus, as mesmas informações e condições disponíveis em todo e qualquer canal de vendas, incluindo o portal da própria companhia.

Ainda não está claro qual será o impacto da concordata da American Airlines sobre a LAN Airlines, do Chile, segundo o analista Pablo Alvarez, do chileno Banco Penta. De um lado, a American Airlines, juntamente com a Delta, é a maior concorrente da LAN na América do Norte. De outro, os passageiros da LAN se beneficiam da aliança Oneworld, da qual a American é parte e, se espera, continuará sendo "um membro integral". É preciso ver como o caso se desenvolverá, diz Alvarez.

Recentemente, o presidente da LAN, Ignacio Cueto, disse que a decisão sobre a qual das alianças a nova empresa que surgiu da fusão entre a LAN e a TAM pertencerá deve ser tomada até março.

A companhia resultante da fusão, que se chamará Latam, recebeu dois anos de prazo de tribunais chilenos para decidir sobre uma aliança, quando a corte chilena avaliou a proposta de fusão. Mas como a companhia planeja começar a operar como uma unidade única até março, a Latam deve tomar essa decisão até lá, disse o executivo.

A LAN pertence à aliança Oneworld, ao lado de American Airlines, British Airways e Iberia, enquanto a TAM integra a Star Alliance, onde estão a gigante alemã Lufthansa e Air Canada.

29 de novembro de 2011

American Airlines pede a proteção do Capítulo 11

A norte-americana AMR Corp., dona da American Airlines, pediu concordata nesta terça-feira em Nova York. O pedido de proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos encerra meses de especulação sobre o destino da terceira maior companhia aérea do país, que tem registrado sucessivos prejuízos trimestrais.

Segundo a empresa, a medida permitirá à AMR se reorganizar, reduzir custos e voltar a crescer. A American Airlines, American Eagle e todas as outras subsidiárias da AMR anunciaram que vão honrar todas as passagens e reservas já feitas.

A empresa possui US$ 4,1 bilhões em caixa – dinheiro sem restrições – para pagar fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pelo Capítulo 11, de modo a garantir seu cronograma de voos durante o processo de concordata. A AMR atende a 260 aeroportos em mais de 50 países, com 3,3 mil voos diários.

A legislação americana de recuperação judicial permite à companhia manter suas operações normalmente, enquanto consegue uma “trégua” junto a seus credores – pode ficar sem pagar dívidas para reestruturar seus custos e endividamento. A empresa informou ainda que o pedido de concordata não terá impacto legal sobre as operações da companhia fora dos Estados Unidos.

A AMR também anunciou nesta terça-feira que Gerard Arpey está deixando o cargo de CEO da companhia e será sucedido por Thomas Horton. A concordata "foi uma decisão difícil, mas é o caminho certo e necessário que nós temos de adotar - e adotar agora - para nos tornarmos uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva", disse Horton.

A American perdeu US$ 4,8 bilhões nos últimos 3 anos e meio – a última vez que a empresa registrou lucro trimestral foi em 2007. Nos nove primeiros meses deste ano a companhia reportou prejuízo líquido de US$ 884 milhões. Há menos de um mês, a companhia teve seu rating baixado de B- para CCC+ pela S&P. Para 2012, a expectativa do mercado é de que a companhia continuasse a registrar prejuízo.

Apesar dos sucessivos resultados negativos, a AMR afirmava publicamente que não entraria em concordata. No mês passado, a empresa disse por meio de sua assessoria de imprensa que o processo de concordata “certamente não é nosso objetivo ou nossa preferência. Sabemos que precisamos melhorar nossos resultados, e estamos extremamente focados em conseguir isso”.

Faz quase uma década que a American luta contra a concordata. Em 2003, a empresa ficou à beira de pedir a proteção do Capítulo 11, mas decidiu evitar o processo após fazer acordo com seus funcionários para economizar US$ 1,6 bilhão com corte de salários e outras concessões.

Mas no comunicado enviado hoje ao mercado, a AMR informou que a recuperação judicial se tornou necessária para reorganizar sua estrutura de custos, incluindo despesas trabalhistas, de modo a ser mais competitiva e conseguir retornar a registrar ganhos.

“Nossa significativa desvantagem de custos em comparação com nossos maiores concorrentes, dos quais todos reestruturaram seus custos e dívidas por meio do Capítulo 11, se tornou cada vez mais insustentável”, afirmou a empresa em comunicado. Todas as maiores companhias áreas americanas entraram em concordata na última década.

Em carta direcionada a fornecedores de aeronaves, a AMR informa que terá de se desfazer de unidades que possui atualmente em sua frota e precisará fazer "redução substancial no custo dos aviões que serão mantidos [pela empresa]". Além disso, a empresa também pretende acelerar sua estratégia de renovação da frota. Em julho, a aeronave anunciou pedido significativo de aeronaves – são 460 jatos da Boeing e da Airbus.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as ações da companhia despencavam 85%. A empresa também deve iniciar negociações com todos os sindicatos para reduzir custos trabalhistas para níveis competitivos.

15 de agosto de 2011

IATA lança portal dedicado à aviação latino-americana

A Associação Internacional de Transporte Aéreo apresenta o Grande Portal da Aviação, meio de informação eletrônica dedeicado à mostrar a tecnologia e história da aviação latinoamericana, com os esforços, criatividade, engenho e trabalhos desenvolvidos no setor. O site será o www.granportalaviacion.com

O General Jack Dailey, diretor do Smithsonian National Air and Space Museu (Washingtoin, DC), e o diretor emérito da IATA, Giovanni Bisignani, assinaram o acordo que possibilitará o resgate da história da aviação latinoamericana, com apoio técnico e assessoria do museu Smithsonian.

Entre os principais apoiadores iniciais desta realização estão as empresas aéreas TAM, LAN, American Airlines, Aerolineas Argentinas, Aeromexico e Pluna, mais a Airbus e a Embraer.

Um dos objetivos será destacar a importância da história aeronáutica nos paises latinos que reunirá depoimentos e peças de vários países configurados em 81 anos da história no setor, comemorados neste mês. Todos os museus de aviação existentes nos países da região, estarão participantes do sistema eletrônico que espera superar a casa das 30 mil visitas diárias.

O ‘Asas de um Sonho’ da TAM e o Museu Aeroespacial são os representantes brasileiros. Os demais museus relacionados neste grande portal são: Santa Romana, Nacional Aeronáutico, ambos na Argentina; Acerto Histórico da Força Aérea Boliviana; Fundação Museu Nacional de Transportes, Aero Fênix e Aeroespacial da Força Aérea, os três da Colômbia; Nacional Aeronáutico e do Espaço, do Chile; Conselho de Patrimônio Cultural, de Cuba: Aeronáutico do Equador, Aeronáutico e Astronáutica, da Espanha, Museu do Ar, de Honduras; do Exército e da Força Aérea, do México; Museu da Aviação Mexicana; o do instituto da História e Museu Militar, do Paraguai; Museu Aeronáutico do Peru; Museu Cel Jaime Meregalli, Uruguai, o Museu Aeronáutico e o de Transportes, da Venezuela: o American Airlines Museu , dos Estados Unidos e o Museu of Flight Seattle.

26 de julho de 2011

Estados Unidos quer aumentar as tacas de segurança cobradas das cias. aéreas

As companhias aéreas norte-americanas estão protestando contra um grande aumento nas taxas de segurança dos passageiros, que pode ser parte do plano de redução do déficit dos Estados Unidos.

A possibilidade é uma de uma série de medidas que envolvem a aviação, propostas que têm variado constantemente nos esforços do Congresso e da Casa Branca para evitar um calote da dívida do país.

Apesar das propostas cobrirem apenas uma fração do déficit, elas representam um ponto crítico nas relações entre a indústria e o governo, em relação à política da aviação.

Fabricantes de aeronaves, a forte associação de pilotos privados, donos de aeronaves e agora as maiores empresas aéreas têm feito um forte lobby em torno das negociações da dívida que afetarão seu associados.

De acordo com fontes que conhecem as negociações e documentos que circulam no Capitólio, a proposta dobraria a taxa de seguro paga pelos passageiros das companhias aéreas para poder levantar pelo menos 15 bilhões de dólares em 10 anos. A taxa máxima de segurança cobrada atualmente em vôos comerciais é de 10 dólares para uma passagem de ida e volta.

O presidente da Associação de Transporte Aéreo, Nicolas Calio, é o principal lobista das empresas aéreas comerciais e disse que qualquer aumento das taxas de seguro poderia provocar um aumento inaceitável dos preços das passagens.

"Devemos pensar em uma política que incentive o crescimento do serviço aéreo e não em uma que o faça contrair-se. As companhias aéreas são importantes para a saúde econômica da nação", disse.

Autoridades do governo disseram que não especulariam sobre a composição da negociação da dívida. Outra proposta discutida criaria uma taxa de 25 dólares para cada partida de aviões comerciais e privados.

TAXAS DE SEGURO: PROBLEMA ANTIGO

Propostas anteriores do presidente Barack Obama e do ex-presidente George W. Bush para aumentar as taxas de seguro pagas pelos passageiros não foram aceitas por legisladores, que teriam que aprovar a mudança.

Essas taxas não sobem e foram impostas para a criação de um sistema de triagem de bagagens e passageiros determinada pelo governo, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Atualmente, elas cobrem menos de 40 por cento, ou cerca de 1,8 bilhão de dólares, dos custos das operações do Departamento de Segurança Doméstica, para operações de segurança que incluem revista de passageiros e malas, buscas por armas e bombas em aeroportos dos EUA. O resto do dinheiro necessário vem de um fundo geral do Congresso.

A indústria acredita que a taxa de segurança dos aeroportos é parte do que ela chama de uma quantidade excessiva de tarifas e cobranças que acabam diminuindo os lucros. Elas chegam à cerca de 20 por cento de uma passagem de ida e volta de 300 dólares.

20 de julho de 2011

American Airlines quase fica em cima do muro...

A American Airlines anunciou, nesta quarta-feira (20/7), que fechou um acordo para comprar 460 aeronaves da Boeing e Airbus. Dessas, 260 são do modelo A 320 da Airbus e 200 do modelo 737 da Boeing. Há ainda uma uma opção que a American Airlines se reserva sobre 465 outros aviões da Airbus.



O acordo envolve um financiamento de 13 bilhões de dólares, que devem pagar pelo menos os 230 aviões iniciais.

Dos 200 novos pedidos da Boeing, American a Airlines disse que espera optar por 100 deles na versão do novo motor do 737. Se a Boeing se comprometer a construir essa nova versão, American será o seu primeiro cliente.

Da Airbus, os pedidos incluem a compra de 130 aeronaves da versão atual da família A320, mais 130 da versão 'neo' (new engine option), com flexibilidade para os modelos A319, A320 e A321.



"Estamos satisfeitos em adicionar aviões da família Airbus de um corredor à nossa estratégia de modernização da frota", disse o presidente da AMR e da American Airlines, Tom Horton. "A família A320 nos ajudará a atingir uma melhor eficiência em combustível e outras economias operacionais, enquanto nossos clientes terão acesso a tecnologia de última geração e uma experiência de viagens melhorada. Estamos ansiosos em relação a essa parceria de sucesso com a Airbus".



"Estamos extremamente orgulhosos e gratos uma vez mais ao contar com a American Airlines entre nossos clientes globais. A encomenda da American representa uma forte conformação de que estamos constantemente melhorando nossa linha de produtos de um corredor. Todos nós da Airbus estamos aguardando ansiosamente para mostrar nosso comprometimento em oferecer às pessoas da American, assim como seus passageiros, o mais alto nível de apoio e serviços na indústria", declarou o presidente e CEO da Airbus, Tom Enders.

O negócio é considerado o maior da história da aviação. Com o investimento, a American Airlines vai substituir 220 aeronaves modelo MD-80, que tem cerca de 20 anos, e alguns de seus modelos Boeing 757, com idade média de 16 anos.



A troca das aeronaves vai gerar eficiência para a American Airlines, como redução das despesas com manutenção e economia com combustível. Gerard Arpey, o presidente e diretor geral da AMR - empresa matriz a American Airlines, afirmou que "espera contar dentro de cinco anos com a frota mais jovem e de menor consumo de combustível entre os nossos pares na indústria estadunidense".

14 de julho de 2011

Tem muito mais que simplismente um pedido...

Um possível pedido da America Airlines para mais de 250 jatos de passageiros é muito mais importante para a companhia aérea, a Airbus e a Boeing Co. que o tamanho da compra sugere.

A Airbus quer quebrar o monopólio da Boeing na American e reuniu um grupo de credores e firmas de leasing para ajudá-la a oferecer quase US$ 6 bilhões em financiamento a termos favoráveis, disseram pessoas a par da proposta. A oferta da Airbus tem preço de catálogo de quase US$ 23 bilhões, mas provavelmente ela vai oferecer um desconto considerável, disseram as pessoas. A empresa, uma filial da European Aeronautics Defence & Space Co., está oferencendo 130 unidades da atual geração do A320 e outras 130 do modelo A320neo, uma versão que consome menos combustível graças a uma nova opção de turbina, que deve começar a voar em 2015.



A Boeing também quer manter a Airbus fora dos hangares da American, mas está fazendo o máximo para que sua oferta não prejudique seu poder de barganha com outras companhias aéreas, disse uma pessoa a par das negociações. Jim Albaugh, o diretor-presidente da divisão de jatos comerciais da Boeing, deve se reunir hoje com autoridades americanas. A Boeing está oferecendo aviões 737-800 e 737-900 Extended Range, disseram pessoas a par da questão, mas não foi possível obter preços nem termos de financiamento.

Enquanto isso a Boeing também está correndo para desenvolver uma estratégia de produto para permitir que seu campeão de vendas, o 737, concorra com o A320. A Boeing enfrenta forte pressão da American e outras companhias para decidir se vai atualizar ou substituir o 737, que tem um só corredor e é o principal modelo da frota de curta distância da American. A companhia já espera a entrega de mais de 50 unidades do 737.

"A Boeing está numa situação difícil no momento", disse Adam Pilarski, vice-presidente da consultoria de aviação Avitas. "Ela precisam tentar convencer as companhias a esperar mais alguns meses para que ela possa anunciar seus planos para o 737."

O conselho da matriz da American, a AMR Corp., pode decidir o duelo já na quarta-feira, disseram as pessoas a par da questão.

A American precisa equilibrar sua necessidade de substituir centenas de aviões velhos de maneira rápida e barata com o risco de danificar seus laços estreitos com a Boeing, há 15 anos a única fornecedora de aviões para a companhia. A American tem status "de nação preferida" da Boeing de acordo com um contrato de exclusividade assinado em 1996 e que dá à American termos preferenciais para comprar aviões da fabricante americana, sediada em Chicago. Se a American comprar os aviões da Airbus, pode perder esse status na Boeing.

Acrescentar o Airbus A320 e depois o A320neo à frota da American, toda de Boeings, também aumentaria a complexidade do treinamento e do planejamento das tarefas dos pilotos, e também das tarefas de manutenção e de estoque de peças de reposição. Mas isso pode ser compensado pela redução no consumo de querosene, pela futura simplificação da frota que deve ocorrer quando a American aposentar modelos velhos e pela melhoria no poder de barganha com dois fabricantes de aviões disputando seus pedidos.

A Airbus está querendo oferecer à American termos de financiamento melhores do que ela normalmente oferece, em parte por causa de uma complicada transição em suas fábricas. Conforme a Airbus muda para o A320neo, ela quer limitar descontos para os últimos modelos do A320, disseram pessoas que conhecem a maneira de pensar na companhia.

Atualizar modelos de aviões é mais arriscado que outros produtos porque eles são usados por décadas. As negociações com companhias aéreas costumam incluir cálculos do valor de revenda dos modelos.

23 de junho de 2011

American Airlines vai lançar o ecoDemonstrator

A American Airlines será o cliente de lançamento do Programa ecoDemonstrator. A aeronave Boeing Next-Generation 737-800 será usada no voo de teste e estimula a preparação do mercado para as tecnologias emergentes.

“Nós estamos orgulhosos de ter a American Airlines como nossa parceira de lançamento para esta nova geração de tecnologia que pode apoiar o papel da aviação como o mais eficiente meio de transporte global", disse o vice-presidente da Boeing para o Meio Ambiente e Políticas de Aviação, Billy Glover.

“A American Airlines reconhece a sua responsabilidade em minimizar o impacto no meio ambiente tanto quanto for possível, e nós buscamos todas as oportunidades de fazer isso”, disse o vice-presidente da American Flight, John Hale. “Nossa parceira com a Boeing nos permite fazer avanços significativos ao colocar no ar os aviões mais eficientes no consumo de combustível, o que é a maneira mais efetiva de reduzir a nossa pegada de carbono. Continuamos comprometidos com a identificação e implementação de novas tecnologias e programas que facilitem nosso desempenho ambienta”.

Em 2012 haverá algumas tecnologias específicas testadas em voos: tecnologia adaptável de trilha limite, que reduz ruído e emissões durante as fazes do voo; área variável do bocal do ventilador, que reduz o ruído para a comunidade e permite eficiência avançada de tecnologia do motor; otimização de trajetória de voo que permite as companhias aéreas determinarem rotas com maior eficiência de combustível e células de combustível regenerativas para energia a bordo.

13 de junho de 2011

American Airlines vai oferecer um 'mimozinho' a mais na 1ª classe

A empresa de aviação American Airlines vai oferecer o tablet Samsung Galaxy Tab para alguns passageiros em voo. Será uma das vantagens para cabines de primeira classe ou em voos transcontinentais. Cerca de 6 mil aparelhos já foram comprados.



Será a primeira vez que uma empresa norte-americana oferece um tablet de marca como opção de entretenimento. Com o investimento, as empresas esperam contribuir tanto para o avanço da Samsung na concorrência dos tablets quanto para a American Airlines, que inova ao apostar no luxo tecnológico, que é uma tendência da aviação civil.



O Galaxy Tab 10.1 é um tablet com 8.6 milímetros de espessura, o mais fino do mercado. Vem equipado com Wi-Fi e tem tela de 10.1 polegadas. Roda o sistema operacional Android.

18 de maio de 2011

Viracopos, a nova saída de drogas do Brasil

A Polícia Federal do Brasil incluiu o aeroporto na rota do tráfico internacional de drogas, devido ao aumento substancial de apreensões registadas desde que a TAP começou a operar no local. Até Junho passado, quando a companhia portuguesa passou a realizar três voos semanais para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 100 quilómetros de São Paulo, não havia sido feita nenhuma apreensão; depois dessa data foram registados nove casos. Viracopos estava há quase duas décadas sem contar com voos internacionais.

Segundo a Polícia Federal, a retomada de voos regulares para o estrangeiro é a principal causa que justifica o disparo do tráfico. Depois da TAP, a uruguaia Pluna (em Dezembro), e a American Airlines passaram a usar este aeroporto nas suas rotas.

Entre os passageiros detidos desde Junho, conta-se um português, apanhado com 1,6 quilos de cocaína na bagagem de mão. Além do português, também há tchecos, romenos e brasileiros. Jessé de Almeida, da assessoria de comunicação da Polícia Federal de Campinas, acredita que a droga, proveniente da Bolívia e da Colômbia, tem Lisboa - e a partir daí toda a Europa - como destino final.

O fato de a estrutura deste aeroporto, assim como das forças de segurança presentes na infra-estrutura, não terem acompanhado o número crescente de passageiros é uma das causas apontadas para o problema.

Em comparação com 2009, o total de passageiros em Viracopos triplicou em 2010 para mais de 5 milhões de passageiros, mas a Polícia Federal presente no aeroporto não acompanhou o crescimento. Segundo um polícial de Viracopos que pediu o anonimato, o único equipamento à disposição para detectar drogas é o raio-X. Já Jessé de Almeida aponta que o aeroporto não tem seguranças a mais, "mas também não está um caos". Sobre a falta de outros equipamentos, diz, o treino dado às forças de segurança compensa essa falha. Tem sido assim, a olho e com um labrador treinado para o efeito, que a maioria das apreensões de droga vão sendo feitas naquele aeroporto.

Das nove ocorrências já registadas este ano pela Polícia Federal em Viracopos, oito eram estrangeiros com um total de 51,16 quilos de cocaína apreendidos. O outro era um brasileiro com 500 microcomprimidos de LSD. A maior apreensão foi registada em Abril, quando um estudante de Cabo Verde carregava consigo 24 quilos de cocaína em 112 sutiãs.

Além do tráfico de droga, o aumento do fluxo de passageiros neste aeroporto também fez crescer o total de roubos registados, especialmente o furto de notebooks. Foram 600 em 2010.