A Azul Linhas Aéreas fez uma nova avaliação e calcula que o prejuízo da empresa com o incidente em Viracopos é de cerca de R$ 20 milhões. O aeroporto de Campinas (SP) ficou fechado durante 45 horas entre sábado (13) e segunda-feira (15) e a companhia é responsável por 85% das operações domésticas no local.
Em nota, a empresa disse que, além dos valores, "existem perdas imensuráveis, como a experiência vivida pelos passageiros e o impacto à marca". A companhia falou que lamenta os transtornos causados e informou que "ainda está dimensionando a extensão dos danos causados aos seus clientes e à companhia".
O aeroporto de Campinas foi fechado às 20h de sábado, quando um avião cargueiro da Centurion Cargo teve problemas no trem de pouso e ficou parado na única pista de Viracopos. Os primeiros equipamentos para a remoção da aeronave vieram de São Paulo (SP) e a tentativa inicial de liberação da pista falhou no domingo (14).
A estimativa da companhia é que pelo menos 25 mil clientes tenham sido afetados pela situação. As normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) preveem uma série de direitos aos passageiros prejudicados por atrasos de voos, como alimentação, hospedagem, ter o transporte terrestre custeado pela empresa, entre outros.
A Azul foi a empresa mais afetada com a paralisação de Viracopos pois é responsável por 85% dos voos domésticos do aeroporto. Foram cancelados 470 voos até as 17h de segunda-feira, segundo informações da companhia.
O Código Brasileiro de Aeronáutica estabelece que se por algum problema um avião bloquear a pista, é a empresa aérea que tem que fazer a retirada da aeronave. Se a companhia não apresentar recursos técnicos ou se não providenciar a retirada rapidamente o código diz que é a operadora do aeroporto que tem que fazer a remoção. Em Viracopos, é a Infraero a responsável pela operação.
Contudo, a estatal não tem nenhum equipamento de retirada de aviões de grande porte, o chamado Recovery-Kit, que custa R$ 2 milhões. O Recovery-Kit é um conjunto de ferramentas que, somadas, chegam a 25 toneladas. Ele é composto por colchões de ar, macacos hidráulicos, compressores e cintas com aço, que podem levantar até 200 toneladas.
Segundo a Infraero, o avião não poderia ser removido imediatamente, em Viracopos, porque, antes, era preciso retirar a carga e erguer o motor. A estatal informou que a operação foi executada de forma segura para garantir a reabertura do aeroporto sem danos à pista.
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
Bem vindos ao blog "aqui em cima".
Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.
Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
Obrigado.
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18 de outubro de 2012
11 de junho de 2012
Pluna, o grande problema do governo uruguaio
O governo uruguaio vem enfrentando problemas para controlar a difícil situação financeira da Pluna S/A. Ao mesmo tempo que tenta uma retirar o sócio privado da empresa devido às constantes negativas em investir na empresa, o governo procura um novo investidor para ocupar o lugar "livre". Fontes do governo já citam a Pluna como o maior problema atual do executivo uruguaio.
Juan Carlos López Mena estava sendo cotado como o principal candidato a assumir a gestão da companhia aérea, mas a informação foi negada por ele. O governo, no entanto, diz não compreender o porque Juan Carlos não quer assumir a gestão da Pluna, e ratificou a informação de que houveram até mesmo a consulta ao ministério da economia para analisar o possível monopólio do transporte de passageiros entre o Uruguai e a Argentina.
A empresa de Juan Carlos, a BuqueBus, concentra 80% do mercado nessa rota, e a isso se soma a BQB Líneas Aereas (subsidiária aérea do grupo BuqueBus), que compete com a Pluna no ramo aeronáutico.
Mas, o fato desse estudo ter começado, gerou um clima "negativo" entre os Ministérios da Economia e dos Transportes com o grupo de investimento Leadgate (que detem 50% das ações da Pluna), e juntamente com a canadense Jazz são os sócios majoritários na companhia.
De toda forma, a nível oficial há "otimismo" e segue-se sustentando que o acordo para concretizar a saída dos investidores privados irá acontecer no começo da próxima semana pois não há mais prazo para as negociações.
Mesmo havendo sigilo entre as negociações do governo com o Leadgate, uma fonte comentou que se trata de uma difícil negociação, porque o Leadgate quer algo em troca de sua saída da gestão da companhia aérea, mesmo tendo um passivo milionário de necessitar de US$30 milhões a curto prazo para recompor o patrimônio da Pluna e atender suas obrigações contratuais.
Além disso, a notícia que se espalhou de que o governo ofereceria vantagens para um novo sócio entrar na Pluna, elevou as pretenções do Leadgate, que injetou US$15 milhões em 2007 para assumir o controle de 75% das ações. Logo depois, o Leadgate vendeu 25% a companhia canadense Jazz por US$15 milhões.
Enquanto isso, a situação financeira da companhia continua afundandoem débitos e mais débitos. Sem conseguir cumprir suas obrigações, a Pluna foi intimada a pagar ao menos um quarto da dívida atual com a Ancap.
A dívida com a Ancap, vem crescendo semanalmente e já soma aios de US$20 milhões desde fevereiro (quando a Pluna começou a pagar menos do que o contrato previa).
4 de maio de 2012
GOL divulga resultados do 1º trimestre e anuncia que pode reforçar voos internacionais
A Gol Linhas Aéreas encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$41,4 milhões, revertendo um lucro líquido de R$69,4 milhões no mesmo intervalo do ano passado.
Entre janeiro e março, a empresa foi afetada por um cenário de pressão nos custos operacionais, notadamente o custo de combustível, queda do real frente ao dólar e despesas com tarifas aeroportuárias nos principais aeroportos do Brasil.
"Adicionalmente, o resultado do período foi impactado pelas despesas com resultado financeiro de R$23,2 milhões e R$25,5 milhões de imposto de renda", afirmou a empresa em comunicado.
Analistas consultados pela Reuters não tinham uma linha de estimativas comuns para a companhia. Seis analistas previram prejuízos que iam de R$2,4 milhões a R$127 milhões, enquanto um esperava lucro de R$32 milhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebitdar,a na sigla em inglês) foi de R$267,9 milhões no período, queda de 24,2% ante o primeiro trimestre do ano passado. Os custos e despesas operacionais subiram 22,6% na comparação anual, para R$2,158 bilhões.
A receita líquida da companhia no primeiro trimestre foi de R$2,166 bilhões, alta de 14,3% em comparação ao primeiro trimestre de 2011.
Para divulgar os resultados, Constantino de Oliveira Junior realizou uma teleconferência com jornalistas. Na teleconferência, ele citou que a Gol pode procurar novas oportunidades de negócios no mercado internacional. "Não temos nada em vista, mas vamos observar essas possibilidades", afirmou. "Podemos começar com voos charters que, dependendo da consistência, podem se tornar voos regulares."
O executivo falou a respeito ao ser questionado se a empresa estaria em busca de outras oportunidades como o voo para Miami, via Caracas, na Venezuela, que deve começar a ser operado nos próximos meses - já que iniciativas do gênero devem elevar as receitas em dólar da empresa.
Constantino disse, porém, que esse tipo de oportunidade tem de ser analisada caso a caso, porque ela também eleva as despesas em moeda estrangeira. "Vamos continuar olhando oportunidades, mas não colocaremos em risco a perspectiva de melhora nas margens operacionais com a busca de mais receita em dólar", afirmou.
Oliveira Junior voltou a negar que a empresa esteja negociando a venda de uma nova parcela da empresa para a companhia Delta, que já possui cerca de 3% do capital da companhia (negócio fechado em dezembro do ano passado). "É boato", afirmou.
Sobre o programa de fidelidade Smiles, o vice-presidente de Finanças, Leonardo Pereira, disse que o cronograma previsto inicialmente não sofreu alterações e que a intenção da companhia é recolher dados sobre uma possível separação do Smiles em uma empresa independente (spin-off), a exemplo do que a TAM fez com o Multiplus, até o fim do primeiro semestre de 2013. O Boston Consulting Group foi contrato no início deste ano para assessorar a companhia aérea nesse processo.
Oliveira Junior também negou que a empresa esteja negociando a compra da aérea regional Passaredo, que há tempos é comentada no mercado. Segundo ele, as conversações entre as duas companhias referem-se apenas ao "aprimoramento" do acordo de codeshare já existente. O executivo reforçou que o mesmo ocorre com a Delta. "Todas as tratativas (com as duas empresas) não passam desse aprimoramento dos acordos de codeshare", disse.
29 de março de 2012
GOL apresenta resultados de 2011 e cortará voos e tripulantes
A Gol teve um ano, no mínimo, turbulento em relação ao seu desempenho operacional. A companhia aérea da família Constantino encerrou o quarto trimestre de 2011 com lucro líquido de 54,3 milhões de reais, 58,9% abaixo que o mesmo período do ano anterior. No ano, a Gol sofreu um prejuízo de 710,4 milhões de reais frente a um lucro líquido de 214,2 milhões de reais em 2010.

Entre as iniciativas da empresa para melhorar esses resultados está previsto que, a partir de março, 80 a 100 voos diários dos 1.100 voos diários da Gol e Webjet serão cortados este ano. “Voltar a ter rentabilidade é o que temos de mais importante a fazer este ano e faremos isso reduzindo nossa malha aérea e adequando nossa força de trabalho para essa nova realidade, entre outras soluções”, diz Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol.
"Você pode perceber no quarto trimestre pressão nos custos de combustível, tarifas aeroportuárias, variação cambial... e no momento em que passou a existir essa pressão, principalmente sobre os custos variáveis, nós nos vimos obrigados a revisar a malha... e nessa revisão nós enxergamos a necessidade de reduzir em torno de 80 a 100 voos diários", afirmou Oliveira a jornalistas em teleconferência nesta terça-feira.
"E todo esse movimento que tem sido feito em relação a licença não-remunerada, demissão voluntária, vem no sentido de adequar a essa nova realidade da companhia", prosseguiu Oliveira, afirmando que não é possível divulgar números porque o processo ainda está em andamento.
Mas, afinal, o que fez com que a Gol tivesse tal desempenho, mesmo atuando nos principais aeroportos do país, abarrotados pelo contínuo aumento da demanda por consumidores da classe C? Veja, abaixo, alguns dos motivos apontados por analistas do setor:
Mais custos - O aumento do custo, ocasionado pela alta do preço do petróleo, tem refletido de maneira negativa nas contas da companhia. Relatório recente emitido pelo Credit Suisse calcula que gastos com o combustível equivalham a aproximadamente 40% dos custos da Gol – porcentagem elevada no decorrer do ano de 2011.
A empresa ainda teve custos com devolução de aeronaves Boeing 767 menos eficientes, multas com recisão de contratos com fornecedores e despesas com ativos das adquiridas Varig e WebJet. No quarto trimestre, as despesas operacionais da empresa subiram 41%, puxadas por salto de 56,6% nos custos com combustíveis, 30,3% com pessoal e de 147,8% com material de manutenção.
Concentração no Brasil - A Gol gerou 94% da receita no Brasil no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg. Essa concentração a levou a uma dependência maior da moeda local, que também teve uma forte desvalorização durante o ano passado. A TAM, sua maior concorrente, sofreu menos por ser mais diversificada: tem 31% de suas receitas provenientes do mercado internacional.
O risco de ter suas receitas atreladas quase que totalmente às vendas feitas para voos dentro do país pode diminuir depois da fatia de comprada pela Delta, por 100 milhões de dólares, em dezembro. Por meio dela, a Gol poderá vislumbrar a capilaridade necessária para voar para o mercado americano. O primeiro passo em direção a essa alternativa foi dado em março, quando a Gol solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma consulta sobre a disponibilidade de 14 frequências semanais para os Estados Unidos e sete para a Venezuela.
Se aprovado, os vôos terão lugar aos domingos, segundas, quartas, quintas e sextas-feiras. Os passageiros que embarcarão em São Paulo e Miami não teriam que mudar de avião e só teriam que passar por check-in e despacho de bagagem procedimentos uma vez.

Briga mais acirrada - Porém, enquanto a Gol for basicamente orientada pelo mercado doméstico, a competição pelo mercado doméstico continua sendo sua principal missão. Uma disputa que não para de crescer. No ano passado, houve um aumento ainda maior da competição no mercado interno, que fez com que o yield (indicador do preço das passagens aéreas) tivesse uma queda de 4,8% no ano em relação ao mesmo período de 2010.
Gestão mais simples - Todos esses novos desafios fizeram com que a Gol tivesse de arrumar a casa para continuar sendo competitiva. Em setembro, a empresa anunciou, para essa finalidade, uma reestruturação que incluía uma organização mais simples: três vice-presidências, ao invés de quatro, e 21 diretorias ante 25 na estrutura anterior.
"A simplificação alinha-se com os objetivos estratégicos da companhia e sua busca permanente por cada vez mais eficiência, integração entre as áreas e competitividade, configurando-se como um passo importante na consolidação da companhia no ambiente de negócios", disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr, em setembro.
Iniciativas para simplificar o atendimento e incentivar o uso de compras remotas e autoatendimento também foram feitas. “As ações fizeram com que as filas diminuíssem de 15% para 35% durante o ano”, afirma Constantino Júnior.
Apertem os cintos - Como já previa que esses fatores iriam interferir em seu desempenho em 2011 e este ano, a Gol havia montado um plano ambicioso de corte de custos no início do ano passado. Até dezembro deste ano, a companhia pretende reduzir 650 milhões de reais de gastos, valor correspondente a três vezes o lucro líquido da companhia em 2010.
Trata-se de um desafio e tanto para quem precisa absorver 215 milhões de reais em dívidas da Webjet, adquirida em julho do ano passado. As medidas para essa finalidade, adotadas desde o ano passado incluíram a devolução de cinco Boeings 767, em um ano em que a empresa prevê um crescimento na demanda do mercado brasileiro de 7% a 10%.
Neste ano, a Webjet devolverá 10 aviões Boeing 737-300, mas outros aviões da Gol serão transferidos para a sua frota. A frota da Gol, desta forma, será reduzida.
"Essa redução deve nos levar à meta de crescimento zero durante o ano, ou seja, uma adequação que vai nos levar a um crescimento no número de ASKs em 2012 igual a zero quando comparado com 2011", explicou Oliveira.

Entre as iniciativas da empresa para melhorar esses resultados está previsto que, a partir de março, 80 a 100 voos diários dos 1.100 voos diários da Gol e Webjet serão cortados este ano. “Voltar a ter rentabilidade é o que temos de mais importante a fazer este ano e faremos isso reduzindo nossa malha aérea e adequando nossa força de trabalho para essa nova realidade, entre outras soluções”, diz Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol.
"Você pode perceber no quarto trimestre pressão nos custos de combustível, tarifas aeroportuárias, variação cambial... e no momento em que passou a existir essa pressão, principalmente sobre os custos variáveis, nós nos vimos obrigados a revisar a malha... e nessa revisão nós enxergamos a necessidade de reduzir em torno de 80 a 100 voos diários", afirmou Oliveira a jornalistas em teleconferência nesta terça-feira.
"E todo esse movimento que tem sido feito em relação a licença não-remunerada, demissão voluntária, vem no sentido de adequar a essa nova realidade da companhia", prosseguiu Oliveira, afirmando que não é possível divulgar números porque o processo ainda está em andamento.
Mas, afinal, o que fez com que a Gol tivesse tal desempenho, mesmo atuando nos principais aeroportos do país, abarrotados pelo contínuo aumento da demanda por consumidores da classe C? Veja, abaixo, alguns dos motivos apontados por analistas do setor:
Mais custos - O aumento do custo, ocasionado pela alta do preço do petróleo, tem refletido de maneira negativa nas contas da companhia. Relatório recente emitido pelo Credit Suisse calcula que gastos com o combustível equivalham a aproximadamente 40% dos custos da Gol – porcentagem elevada no decorrer do ano de 2011.
A empresa ainda teve custos com devolução de aeronaves Boeing 767 menos eficientes, multas com recisão de contratos com fornecedores e despesas com ativos das adquiridas Varig e WebJet. No quarto trimestre, as despesas operacionais da empresa subiram 41%, puxadas por salto de 56,6% nos custos com combustíveis, 30,3% com pessoal e de 147,8% com material de manutenção.
Concentração no Brasil - A Gol gerou 94% da receita no Brasil no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg. Essa concentração a levou a uma dependência maior da moeda local, que também teve uma forte desvalorização durante o ano passado. A TAM, sua maior concorrente, sofreu menos por ser mais diversificada: tem 31% de suas receitas provenientes do mercado internacional.
O risco de ter suas receitas atreladas quase que totalmente às vendas feitas para voos dentro do país pode diminuir depois da fatia de comprada pela Delta, por 100 milhões de dólares, em dezembro. Por meio dela, a Gol poderá vislumbrar a capilaridade necessária para voar para o mercado americano. O primeiro passo em direção a essa alternativa foi dado em março, quando a Gol solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma consulta sobre a disponibilidade de 14 frequências semanais para os Estados Unidos e sete para a Venezuela.
Se aprovado, os vôos terão lugar aos domingos, segundas, quartas, quintas e sextas-feiras. Os passageiros que embarcarão em São Paulo e Miami não teriam que mudar de avião e só teriam que passar por check-in e despacho de bagagem procedimentos uma vez.

Briga mais acirrada - Porém, enquanto a Gol for basicamente orientada pelo mercado doméstico, a competição pelo mercado doméstico continua sendo sua principal missão. Uma disputa que não para de crescer. No ano passado, houve um aumento ainda maior da competição no mercado interno, que fez com que o yield (indicador do preço das passagens aéreas) tivesse uma queda de 4,8% no ano em relação ao mesmo período de 2010.
Gestão mais simples - Todos esses novos desafios fizeram com que a Gol tivesse de arrumar a casa para continuar sendo competitiva. Em setembro, a empresa anunciou, para essa finalidade, uma reestruturação que incluía uma organização mais simples: três vice-presidências, ao invés de quatro, e 21 diretorias ante 25 na estrutura anterior.
"A simplificação alinha-se com os objetivos estratégicos da companhia e sua busca permanente por cada vez mais eficiência, integração entre as áreas e competitividade, configurando-se como um passo importante na consolidação da companhia no ambiente de negócios", disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr, em setembro.
Iniciativas para simplificar o atendimento e incentivar o uso de compras remotas e autoatendimento também foram feitas. “As ações fizeram com que as filas diminuíssem de 15% para 35% durante o ano”, afirma Constantino Júnior.
Apertem os cintos - Como já previa que esses fatores iriam interferir em seu desempenho em 2011 e este ano, a Gol havia montado um plano ambicioso de corte de custos no início do ano passado. Até dezembro deste ano, a companhia pretende reduzir 650 milhões de reais de gastos, valor correspondente a três vezes o lucro líquido da companhia em 2010.
Trata-se de um desafio e tanto para quem precisa absorver 215 milhões de reais em dívidas da Webjet, adquirida em julho do ano passado. As medidas para essa finalidade, adotadas desde o ano passado incluíram a devolução de cinco Boeings 767, em um ano em que a empresa prevê um crescimento na demanda do mercado brasileiro de 7% a 10%.
Neste ano, a Webjet devolverá 10 aviões Boeing 737-300, mas outros aviões da Gol serão transferidos para a sua frota. A frota da Gol, desta forma, será reduzida.
"Essa redução deve nos levar à meta de crescimento zero durante o ano, ou seja, uma adequação que vai nos levar a um crescimento no número de ASKs em 2012 igual a zero quando comparado com 2011", explicou Oliveira.
7 de dezembro de 2011
Eu hein...
As brasileiras Gol e TAM estão entre as aéreas de capital aberto da América Latina e Estados Unidos que registraram os piores lucros líquidos entre janeiro e setembro de 2011. As companhias ficam na frente apenas de uma empresa, a norte-americana AMR, controladora da American Airlines, que entrou em recuperação judicial na semana passada.
A Gol ficou na penúltima colocação com prejuízo de 454,7milhões de dólares e a TAM ocupa a ante penúltima colocação com 232,1 milhões de dólares de prejuízo. A American Airlines registrou o pior desempenho, com prejuízo de 884 milhões de dólares.
A americana UAL Corp (que reúne United e Continental) é a empresa mais lucrativa do setor no período, com 978 milhões de dólares. Ela é seguida pela Delta Air Lines, com 429 milhões de dólares de lucro líquido. A empresa anunciou hoje a compra de 3% da Gol, por 100 milhões de dólares. Depois da Delta aparece a Lan Chile, com 210 milhões de dólares. A Lan e a TAM anunciaram uma fusão em agosto de 2010.
A UAL também registrou o maior volume de vendas do período - 28,18 bilhões de dólares, seguida pela Delta Airlines com 26,71 bilhões de dólares. A TAM é a sexta colocada com 5,07 bilhões de dólares e a GOL ocupa a nona colocação com 2,83 bilhões de dólares. Entre as 11 empresas analisadas, a Gol foi a única a apresentar queda em vendas na comparação com o mesmo período de 2010. A queda foi de 6,1%.
A empresa do setor com a melhor margem liquida (Lucro/vendas) no período foi a mexicana Aeroméxico com 7,16% seguida pela chilena LAN com 5,09%. Nas três ultimas posições ficaram GOL, AMR e TAM.
A maior empresa do setor por valor de mercado é a LAN Chile com 8,10 bilhões de dólares. A segunda melhor colocada foi a Delta Airlines com 7,17 bilhões de dólares. As brasileiras TAM e GOL estão na quinta e sexta colocações. A AMR é a ultima colocada, com 236 milhões de dólares – no ano, ela perdeu 90,9 % do seu valor de mercado.
A Gol ficou na penúltima colocação com prejuízo de 454,7milhões de dólares e a TAM ocupa a ante penúltima colocação com 232,1 milhões de dólares de prejuízo. A American Airlines registrou o pior desempenho, com prejuízo de 884 milhões de dólares.
A americana UAL Corp (que reúne United e Continental) é a empresa mais lucrativa do setor no período, com 978 milhões de dólares. Ela é seguida pela Delta Air Lines, com 429 milhões de dólares de lucro líquido. A empresa anunciou hoje a compra de 3% da Gol, por 100 milhões de dólares. Depois da Delta aparece a Lan Chile, com 210 milhões de dólares. A Lan e a TAM anunciaram uma fusão em agosto de 2010.
A UAL também registrou o maior volume de vendas do período - 28,18 bilhões de dólares, seguida pela Delta Airlines com 26,71 bilhões de dólares. A TAM é a sexta colocada com 5,07 bilhões de dólares e a GOL ocupa a nona colocação com 2,83 bilhões de dólares. Entre as 11 empresas analisadas, a Gol foi a única a apresentar queda em vendas na comparação com o mesmo período de 2010. A queda foi de 6,1%.
A empresa do setor com a melhor margem liquida (Lucro/vendas) no período foi a mexicana Aeroméxico com 7,16% seguida pela chilena LAN com 5,09%. Nas três ultimas posições ficaram GOL, AMR e TAM.
A maior empresa do setor por valor de mercado é a LAN Chile com 8,10 bilhões de dólares. A segunda melhor colocada foi a Delta Airlines com 7,17 bilhões de dólares. As brasileiras TAM e GOL estão na quinta e sexta colocações. A AMR é a ultima colocada, com 236 milhões de dólares – no ano, ela perdeu 90,9 % do seu valor de mercado.
12 de agosto de 2011
GOL registra prejuízo no 2º trimestre
Um dia depois do anúncio de lucro de R$ 60 milhões pela Tam no segundo semestre do ano, a Gol anunciou prejuízo líquido de R$ 358,7 milhões no mesmo período.
No ano passado o resultado também havia sido negativo no mesmo trimestre, com R$ 51,9 milhões de prejuízo, e no primeiro trimestre de 2011 a empresa presidida por Constantino de Oliveira Jr. teve lucro de R$ 110,5 milhões.
A apresentação dos resultados ao mercado (www.voegol.com.br/ri) começa com uma análise de Constantino Jr., culpando principalmente os custos com combustível e as tarifas de pouso, além da alta competitividade devido ao aumento de oferta na aviação brasileira.
“No dia 28 de julho de 2011, a companhia anunciou a revisão de suas projeções financeiras para o ano 2011, tendo em vista a manutenção ao longo de todo o segundo trimestre, de um cenário competitivo onde um aumento excessivo de oferta no mercado brasileiro provocou redução no preço das tarifas. Com a perspectiva da permanência do custo de combustível em patamares elevados, e considerando que no segundo trimestre alguns custos ficaram acima da expectativa, a Gol está implementando um plano de ação de reduções adicionais de custos, com foco nos custos ex-combustível”, disse ele.
A Gol também anunciou receita líquida de R$1,6 bilhão no 2T11, queda de 1,5% diante dos R$1,59 bilhão no 2T10 e 17,4% diante dos R$1,9 bilhão do 1T11.O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing) ficou negativo em R$ 67,6 milhões, frente os R$ 274,2 milhões no segundo trimestre de 2010 e R$ 411,5 milhões entre janeiro e março deste ano.
Diante do resultado negativo e das perspectivas de que o custo com combustível continuará alto, o presidente da Gol anunciou medidas para cortes de custos. São elas:
1 - Implementação de uma nova grade de serviços à bordo, que inclui a ampliação dos serviços de venda à bordo e maior padronização dos serviços atualmente existentes;
2 - Aumento da eficiência das tripulações técnica e comercial, pelo aumento da utilização da frota, e também pela readequação das tripulações de acordo com o capacidade das aeronaves;
3 - Redução significativa das despesas referentes à devolução de aeronaves B767s, que não fazem parte da operação central (“core”). Ao final de 2011, a companhia ainda terá três aeronaves para devolução, mas com a sua situação econômica equacionada;
4 - Redução de despesas correntes de manutenção pela efetividade total em 2012 das medidas tomadas ao longo de 2011, em especial decorrentes do acordo de manutenção com a Delta Tec Ops;
5 - Economias adicionais de combustível como resultado de investimentos em tecnologia nas aeronaves a serem recebidas daqui para frente, em especial novas turbinas mais eficientes em cerca de 2% do consumo.
Após a implantação de todas as iniciativas em curso, estima-se uma redução de cerca de R$ 650 milhões de despesas.
No ano passado o resultado também havia sido negativo no mesmo trimestre, com R$ 51,9 milhões de prejuízo, e no primeiro trimestre de 2011 a empresa presidida por Constantino de Oliveira Jr. teve lucro de R$ 110,5 milhões.
A apresentação dos resultados ao mercado (www.voegol.com.br/ri) começa com uma análise de Constantino Jr., culpando principalmente os custos com combustível e as tarifas de pouso, além da alta competitividade devido ao aumento de oferta na aviação brasileira.
“No dia 28 de julho de 2011, a companhia anunciou a revisão de suas projeções financeiras para o ano 2011, tendo em vista a manutenção ao longo de todo o segundo trimestre, de um cenário competitivo onde um aumento excessivo de oferta no mercado brasileiro provocou redução no preço das tarifas. Com a perspectiva da permanência do custo de combustível em patamares elevados, e considerando que no segundo trimestre alguns custos ficaram acima da expectativa, a Gol está implementando um plano de ação de reduções adicionais de custos, com foco nos custos ex-combustível”, disse ele.
A Gol também anunciou receita líquida de R$1,6 bilhão no 2T11, queda de 1,5% diante dos R$1,59 bilhão no 2T10 e 17,4% diante dos R$1,9 bilhão do 1T11.O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing) ficou negativo em R$ 67,6 milhões, frente os R$ 274,2 milhões no segundo trimestre de 2010 e R$ 411,5 milhões entre janeiro e março deste ano.
Diante do resultado negativo e das perspectivas de que o custo com combustível continuará alto, o presidente da Gol anunciou medidas para cortes de custos. São elas:
1 - Implementação de uma nova grade de serviços à bordo, que inclui a ampliação dos serviços de venda à bordo e maior padronização dos serviços atualmente existentes;
2 - Aumento da eficiência das tripulações técnica e comercial, pelo aumento da utilização da frota, e também pela readequação das tripulações de acordo com o capacidade das aeronaves;
3 - Redução significativa das despesas referentes à devolução de aeronaves B767s, que não fazem parte da operação central (“core”). Ao final de 2011, a companhia ainda terá três aeronaves para devolução, mas com a sua situação econômica equacionada;
4 - Redução de despesas correntes de manutenção pela efetividade total em 2012 das medidas tomadas ao longo de 2011, em especial decorrentes do acordo de manutenção com a Delta Tec Ops;
5 - Economias adicionais de combustível como resultado de investimentos em tecnologia nas aeronaves a serem recebidas daqui para frente, em especial novas turbinas mais eficientes em cerca de 2% do consumo.
Após a implantação de todas as iniciativas em curso, estima-se uma redução de cerca de R$ 650 milhões de despesas.
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