Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.
Mostrando postagens com marcador webjet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador webjet. Mostrar todas as postagens

8 de dezembro de 2012

GOL se vê obrigada a recontratar tripulantes da Webjet

A Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro declarou nesta sexta-feira a nulidade das 850 demissões de funcionários da Webjet anunciadas pela Gol Linhas Aéreas em 23 de novembro, além de determinar a imediata reintegração dos trabalhadores. A decisão foi dada em liminar assinada pelo juiz da 23ª Vara do Trabalho em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ).

Na ação civil pública, o MPT-RJ demonstrou que a Gol não realizou negociação prévia com o sindicato da categoria, conforme determina o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa também descumpriu termo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na compra da WebJet. Segundo o órgão, a Gol assumiu no referido termo o compromisso de manter os empregos dos funcionários da WebJet.

A empresa aérea deverá comprovar o cumprimento da liminar em audiência marcada para o próximo dia 18 sob pena de multa diária de 20 mil reais por trabalhador que não for reintegrado. No mérito da ação, o MPT pediu ainda que a Gol seja condenada ao pagamento de 5 milhões de reais como indenização por danos morais coletivos.
Para a procuradora do Trabalho, Lúcia de Fátima dos Santos Gomes, autora da ação, "as empresas têm responsabilidade social e têm de começar a ter consciência do papel delas na sociedade". Ela destacou que as demissões coletivas são diferentes das individuais quanto à liberdade das empresas de dispensar trabalhadores. "No caso de coletividade, há limites."

O Ministério Público Federal havia enviado um ofício à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e à Gol Linhas Aéreas, em 28 de novembro, requisitando informações sobre o fim das operações da companhia aérea Webjet. No documento, o MPF pede uma série de informações sobre a utilização dos slots – autorizações de pouso e decolagem em aeroportos – operados pela Webjet, tanto na fase anterior à fusão quanto após a compra pela Gol, até o encerramento das atividades da empresa. O órgão já havia adiantado que iria investigar a operação.

28 de novembro de 2012

Sindicato se manifesta após fim da webjet


Trabalhadores demitidos da Webjet tentam sensibilizar o Executivo e o Legislativo de que, além de resultar na perda de 850 empregos, o fim da companhia acabou com as opções de voo barato.
"Há uma enorme sensibilidade em Brasília em razão da crueldade das demissões e também porque ninguém mais consegue comprar passagem a preço acessível", afirma Graziella Baggio, diretora do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas).
Ela participou ontem, com um grupo de trabalhadores, de audiência no Senado e também de uma reunião com o ministro do Trabalho, Brizola Neto. Anteontem, os trabalhadores já tinham ido ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
O SNA apresentou estudo que mostra aumento de tarifa de até 300% nos voos que eram da Webjet e que, com o fim da empresa anunciado na sexta-feira, agora integram a malha da Gol.
Segundo um exemplo do estudo, o voo 5767 de Guarulhos (SP) ao Santos Dumont (RJ), das 11h20 de 18 de outubro, era vendido pela Webjet por R$ 183,99 no dia 16 do mesmo mês. No dia seguinte (17), quando o site da Webjet saiu do ar, o mesmo voo custava R$ 571,90 no site da Gol, aumento de 311%.
A Webjet tinha uma política de preços constantes por trecho, enquanto a Gol, assim como as concorrentes TAM e Azul, estabelecem preços conforme a demanda e a antecedência da compra. Quanto mais perto da partida, maior o preço. A Gol contesta o estudo e diz que a comparação tem que levar em conta essa política de preço.
A assessoria do ministro Brizola Neto informou que ele se comprometeu a promover uma mediação com a empresa para reverter demissões.
A diretora do SNA admite, contudo, que a tarefa não será fácil. "Estamos tentando articular a possibilidade desse cenário mudar, mas não sei se teremos essa capacidade."

Governo se mexe e resolve intervir no fim da webjet

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, vai se reunir nesta quarta-feira, às 9h, com representantes da Gol Linhas para tratar do encerramento das operações da Webjet, anunciado na última sexta-feira. A decisão da Gol resultou na demissão de 850 funcionários, entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves.
Também participarão da reunião o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, e o secretário-executivo da SAC, Guilherme Ramalho. Pela companhia, estarão presentes o presidente da Gol, Paulo Sergio Kakinoff, e o presidente do conselho de administração da Gol, Constantino Júnior.

Ex-funcionários da Webjet anunciaram na segunda-feira que deverão entrar com um pedido no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que o órgão revise a decisão sobre a fusão entre Gol e Webjet, julgada no mês passado.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também pretende intermediar um acordo entre a companhia aérea Gol e os funcionários da Webjet a respeito das demissões, segundo informou hoje o secretário de Relações do Trabalho do ministério, Manoel Messias. O encontro entre representantes das empresas e dos funcionários, como sindicatos, ainda não tem data prevista.

Todo esse bafafá e movimentação do governo em torno da GOL/Webjet se deve ao fato de que em 2013, haverá a desoneração da folha de pagamento das companhias aéreas, benefício tardio que o governo criou para aquecer a economia e reverter os consecutivos prejuízos amargados pelas companhias esse ano. O único detalhe que foi esquecido, é a garantia do empregos por parte das companhias.

Esse benefício, vem nos mesmos moldes da redução do IPI para as montadoras de automóveis, mas não há a clausula que obriga as empresas aéreas a manterem os cargos já existentes; e agora, a Secretaria de Aviação Civil tenta consertar esse erro negociando com a GOL.

18 de outubro de 2012

Adeus Webjet

Os consumidores que entram no site da Webjet são direcionados para o site da Gol Linhas Aéreas a partir desta quarta-feira. Isso porque o canal de compras da Webjet deixou de existir, e as vendas das duas companhias foram unificadas.

As passagens aéreas que antes eram compradas pelo site da Webjet agora podem ser adquiridas apenas pelo site da Gol. Desde 13 de dezembro de 2011 já era possível comprar bilhetes da Webjet pelo canal da Gol.

Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, a compra da Webjet pela Gol, com restrições apenas na atuação das aéreas no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

As duas companhias serão obrigadas a manter um mínimo de 85% de uso dos chamados slots - espaço horário que uma empresa usa para operar voos nos aeroportos. Caso a nova empresa não cumpra esse mínimo de 85% de média trimestral, ela será obrigada a devolver um par de slot (um pouso e uma decolagem) à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por distribuir esses espaços.
A compra foi anunciada em julho do ano passado, mas o julgamento demorou porque, nesse período, o Cade passou por uma reformulação que deu mais poderes ao colegiado. Ambas as empresas assinaram um acordo que prevê a reversibilidade da operação caso do Cade vote contra a fusão das duas aéreas.

O conselheiro relator do caso, Ricardo Ruiz, argumentou que a fusão das duas companhias trouxe benefícios aos consumidores. Houve, segundo Ruiz, melhora nos serviços e produtos oferecidos pela Webjet, que passou a usar os aviões da Gol, que são mais novos e mais eficientes. A ampliação da malha aérea para as duas empresas diminuiu a ociosidade dos voos, que passaram a abrigar mais passageiros.
A aérea Webjet já tem data para terminar. Segundo uma fonte que teve acesso ao calendário de extinção da companhia, seu último voo está programado para julho de 2013. A programação para o último voo da Webjet está relacionada ao prazo para renovação da frota da empresa. Desde o fim de 2011, ela está gradualmente substituindo seus Boeings 737-300, de 148 lugares e com média de 20 anos de idade, por modelos maiores e novos, os 737-800, que comportam 184 passageiros. A ideia, se aprovada pelo Cade, é que a Gol absorva a frota renovada em suas operações e acabe com a marca Webjet. A companhia carioca tem uma frota de 27 aeronaves e atende 17 destinos no Brasil.

10 de outubro de 2012

Compra da Webjet pela GOL é autorizada pelo CADE

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a compra da companhia aérea Webjet pela Gol, condicionada ao cumprimento de um acordo para garantir um patamar de 85 por cento de eficiência na operação dos slots do aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A medição da eficiência no uso dos slots será feita trimestralmente e levará em conta a efetiva utilização dos slots por aeronaves da companhia. Ou seja, se os cancelamentos de voos (exceto os que ocorrerem por motivo técnico) ultrapassarem o patamar de 15 por cento em um determinado slot, este terá de ser devolvido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), juntamente com outro slot em horário próximo.

"A ociosidade agora terá custo", disse o relator do caso no Cade, Ricardo Ruiz. Segundo ele, se não fosse celebrado esse acordo com o Cade, chamado de Termo de Compromisso de Desempenho (TCD), o órgão antitruste poderia obrigar a empresa a devolver cerca de "duas dúzias" de slots em Santos Dumont.

"Acabaram-se os slots ociosos nos grandes aeroportos. Por isso, temos de exigir o máximo de eficiência das empresas. O custo de tirar um avião do chão e colocá-lo em outro lugar, mesmo que seja um voo curto de uma hora, é muito alto. A exigência de cumprir 85% de eficiência fará com que a empresa oferte a capacidade. Se eu retirar a cláusula de 85% o custo da ociosidade passa a ser zero", afirmou Ricardo Machado Ruiz, conselheiro do Cade e relator do caso. "Essa exigência faz com que a empresa oferte capacidade", disse Ruiz durante a leitura do voto.
Santos Dumont, juntamente com o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, está entre os terminais em que há maior dificuldade para a entrada de novos concorrentes.

No caso do aeroporto do Rio, porém, o Cade identificou uma maior concentração de voos da duas companhias somadas nos horários mais nobres. Segundo Ruiz, com a fusão, Gol e Webjet terão cerca de 36 por cento dos slots em Santos Dumont, contra 24 por cento da TAM.

A Gol concluiu a compra da companhia em outubro do ano passado, por 70 milhões de reais, depois de anunciar em julho a operação, que incluiu dívida de 200 milhões de reais da Webjet. Também no final de outubro, o Cade havia congelado a transação até o julgamento do caso, ocorrido nesta quarta-feira.

Até agora as duas companhias vinham operando de forma independente, por conta de um acordo firmado com o Cade em 26 de outubro do ano passado. Ele abria espaço para que a compra fosse desfeita caso reprovada pelo órgão.

A Gol possui uma frota de 124 aeronaves e opera 810 voos diários para 63 destinos domésticos e 13 destinos internacionais. Já a Webjet detém 30 aeronaves e faz cerca de 140 voos diários para 18 cidades do país.

A ideia agora é que a Gol absorva a frota da Webjet e deixe de usar a sua marca.
Às 16h07, as ações da Gol exibiam queda de 3,8 por cento, enquanto o Ibovespa exibia desvalorização de 0,95 por cento.

6 de junho de 2012

Azul, Webjet e Avianca são multadas pelo PROCON-SP

Na tarde de desta segunda-feira, equipes da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) fiscalizaram companhias aéreas no Aeroporto de Congonhas para verificar o cumprimento da nova resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que manda informar os consumidores, no momento da compra da passagem, o índice de atrasos e cancelamentos de voos. As empresas Avianca, Azul e Webjet foram autuadas por não disponibilizarem, nos balcões de vendas do aeroporto, tabela com os históricos.
As companhias aéreas tiveram prazo de 90 dias para se adequarem ao cumprimento Resolução 218/2012, cuja fiscalização iniciou nesta segunda-feira.
  
De acordo com a norma, as companhias aéreas devem informar em seus canais de compra o índice de atrasos e cancelamentos de voos registrados no mês anterior. No caso de venda por telefone ou pessoalmente, as informações devem ser prestadas mediante solicitação do consumidor. O Procon-SP também monitorou os sites das empresas e localizou a tabela, porém em ícones pouco acessados pelo usuário na hora de compra, como "serviços" ou "detalhes".
 
- O primeiro dia após a entrada em vigor dessa importante medida em favor do consumidor demonstrou que as empresas procuraram adequar seus sites, mas não empregaram os mesmos esforços no atendimento presencial em um dos aeroportos de maior movimento do país, o que resultou na falta de informação ao consumidor - afirma.
 
As empresas serão chamadas, pelo Procon-SP, para apresentarem propostas de melhoria nas informações prestadas em seus sites.
 
Esses percentuais de atrasos e cancelamentos dos voos domésticos e internacionais são apurados mensalmente pela Anac para cada etapa de voo, independentemente dos motivos que os ocasionaram, e também estão disponíveis no site da agência. São informados os percentuais de atraso iguais ou superiores a 30 minutos e iguais ou superiores a 60 minutos.
 
A Anac informou que iniciou o monitoramento sobre o cumprimento da norma e que está em contato direto com as empresas para apuração da situação de cada uma delas, seja para constatar o descumprimento da norma ou seu cumprimento insatisfatório. Segundo a Anac, não haverá nenhuma operação especial para fiscalização da norma. As empresas que descumprirem a norma, segundo a Anac, poderão ser multadas entre R$ 4 mil e R$ 10 mil. 
Em  nota, "A Azul Linhas Aéreas informa que a companhia está se adequando o mais rápido possível para atender à Resolução 218 da Anac em todos os seus canais de vendas", informou a empresa, por nota.

22 de abril de 2012

Toten de check-in da Webjet agora também despacha bagagem

A Webjet lançou um novo serviço no aeroporto de Guarulhos, que permite que seus passageiros façam o check-in e despacho automático de suas bagagens. A companhia disponibilizou dois equipamentos no Terminal 4 e neles o cliente pode imprimir seu bilhete aéreo, pesar a bagagem e despachá-la. O passageiro também pode realizar o pagamento por excesso de peso se for o caso. O sistema é novidade na América Latina, mas já existe em aeroportos na Europa e Estados Unidos. Por ele o passageiro faz o check-in por um totem e coloca a bagagem em uma balança. Se a mala tiver mais de 23 quilos, ele paga na hora o excedente, com cartão de crédito. Em seguida, o cartão de embarque e uma etiqueta para a mala são impressas e a bagagem, despachada. No sistema automatizado é o passageiro que tem de etiquetar a mala.
É a primeira vez na América Latina que uma empresa aérea investe em uma tecnologia como esta, e os resultados têm sido os melhores possíveis. Julio Perotti, presidente da Webjet, acredita que a inovação é crucial para melhorar ainda mais o atendimento nos terminais onde a companhia opera. “Decidimos investir nesta automação, pois acreditamos que a solução é prática e dará ainda mais agilidade no embarque dos nossos passageiros. Estamos acompanhando os testes e até agora registramos um resultado muito satisfatório”. Quem usa o equipamento leva no máximo dois minutos para concluir o processo. A vantagem é não enfrentar filas. A desvantagem é que, principalmente nesta fase inicial, o uso do totem e da balança, mais a colocação das etiquetas na bagagem, pode ser confuso.
Segundo a companhia, o sistema deve ser implantado em outros terminais e logo ser expandido para a Gol, companhia que comprou a Webjet em 2011. De acordo com o site Melhores Destinos, especializado em turismo, duas considerações devem ser feitas sobre o novo sistema. A primeira é se as empresas não poderão usar o sistema para responsabilizar os clientes por eventuais extravios de bagagens. Outra questão é ficar atento para que não haja um grande corte no número de atendentes da Webjet nos aeroportos, em decorrência do sistema automático, gerando longas esperas tanto nos totens quanto nos terminais. Porém, se estas duas hipóteses não se confirmarem, não há dúvida que o sistema é excelente para agilizar o check-in e facilitar a vida dos passageiros.

18 de abril de 2012

Anac distribui 119 slots em Congonhas

As companhias aéreas solicitaram 119 dos 227 slots (autorizações de pouso e decolagem) do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, colocados à disposição pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todos eram para voos no final de semana - Congonhas, que é um dos aeroportos mais movimentados do País, não tem mais disponibilidade de horário para voos de segunda a sexta-feira.

Dos 125 slots disponíveis para sábado, 58 foram solicitados. Dos 102 disponíveis para domingo, houve demanda para 61. A reunião que definiu a distribuição dos slots ocorreu na sede da Anac em São Paulo e durou cerca de duas horas.

A empresa que solicitou o maior número de novos pousos e decolagens foi a WebJet, adquirida pela Gol no ano passado: foram 38 slots, sendo 18 deles no sábado e 20 no domingo.

Em segundo lugar ficou a própria Gol, com 32 slots, 15 no sábado e 17 no domingo. A Passaredo ficou em terceiro lugar, com 16 slots (8 no sábado e 8 no domingo), seguida pela TAM, com 15 slots (7 no sábado e 8 no domingo), a Avianca, com 14 slots (8 no sábado e 6 no domingo) e a NHT, com 4 slots (2 no sábado e 2 no domingo).

Com isso, a Passaredo será a nova empresa a oferecer voos em Congonhas. Atualmente, as seguintes companhias oferecem voos no aeroporto da capital paulista: TAM, Gol, Avianca, NHT, Pantanal (que pertence à TAM), WebJet (que pertence à Gol) e Azul.

A Azul, que havia confirmado interesse em participar do certame, não enviou representes e ficou de fora do sorteio. Em nota, a companhia aérea afirmou que "não há convergência entre sua estratégia de mercado e os horários disponibilizados para o sorteio".

A solicitação de um no slot não significa necessariamente que a empresa lançará um novo voo. Ela pode usar o slot, por exemplo, para oferecer uma nova conexão num voo já existente. Um exemplo: um voo que faz a rota Porto Alegre - Brasília, hoje, pode usar os novos slots para fazer uma parada em São Paulo, no aeroporto de Congonhas.

A próxima fase é a de habilitação das empresas que participaram da distribuição dos slots hoje. Pelas regras, isso ocorrerá até o dia 18 de maio, mas a Anac informou que pretende antecipar essa data, sem informar para quando. Feita a habilitação, o processo de redistribuição dos slots será submetida à diretoria da Anac para homologação do resultado.

A movimentação de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas acontece de 6h às 22h30 e cada intervalo de uma hora tem no máximo 30 movimentos (pousos e decolagens), o que resulta em 496 slots por dia. Os slots de segundas às sextas-feiras estão todos distribuídos e o procedimento realizado nesta quarta-feira colocou à disposição os 227 slots não utilizados, dos quais 125 aos sábados e 102 aos domingos.

Vidro rachado na cabine de avião da Webjet (de novo)

Um voo que decolou na tarde desta terça-feira (17) do Rio de Janeiro pousou em Porto Alegre por problemas técnicos. Uma rachadura no vidro da cabine obrigou o piloto a descer na capital gaúcha, sem fazer a escala prevista em Florianópolis. Houve tumulto no Aeroporto Salgado Filho.

O voo 5818 da empresa Webjet saiu do Aeroporto do Galeão por volta das 15h30 com cerca de 70 passageiros a bordo. A viagem tinha uma escala prevista na capital catarinense antes do destino final, no Rio Grande do Sul. Segundo o relato de passageiros, ao sobrevoar Santa Catarina, o piloto informou que, por problemas técnicos, seguiria direto para Porto Alegre.

A aeronave aterrissou com segurança no Salgado Filho por volta das 17h30. Mas ao desembarcarem e constatarem a rachadura no vidro, alguns passageiros se revoltaram. Eles questionaram os funcionários da companhia aérea sobre o risco de voar nessas condições. Para eles, o piloto deveria ter pousado o mais breve possível, em Florianópolis. Houve um princípio de confusão no saguão, e a Polícia Federal foi chamada para controlar o tumulto.

Com os ânimos acalmados, o avião danificado foi encaminhado para a manutenção e os cerca de dois terços dos passageiros que iriam para a capital catarinense foram recolocados em outro voo, que decolou pouco antes das 20h de Porto Alegre com destino a Florianópólis.

A assessoria de imprensa da Webjet informou que o piloto seguiu os procedimentos de segurança. Segundo a companhia, é muito raro um vidro trincar, mas isso pode acontecer em função de mudanças de pressão e temperatura. Nesta situação, diz a empresa, é recomendável pousar em uma pista maior, para diminuir a pressão na hora da frenagem. Por este motivo, o piloto teria escolhido o Salgado Filho, cuja pista mede 2.280 metros, em vez de o Hercílio Luz, no qual a pista utilizada seria de 1,5 mil metros.

9 de fevereiro de 2012

Com a palavra, o Sr. Constantino

O empresário Constantino de Oliveira Junior encerrou 2011 com um bom motivo para comemorar. Pela primeira vez, foi o piloto campeão da Porsche Cup, competição que participa há cinco anos. Mas, como presidente da Gol, Constantino teve um ano difícil e ainda briga pela liderança.

Em 2011, a companhia aérea teve resultado abaixo do esperado e perdeu margens e participação de mercado. Mesmo assim, ele está otimista para 2012. Na entrevista a seguir, o empresário diz que espera uma trégua na guerra de preços, explica por que comprou a Webjet e vendeu ações para a Delta.

As empresas começaram a sinalizar que o preço das passagens vai subir. A guerra de tarifas vai acabar?

O que aconteceu nos últimos dois foi o seguinte: com o estímulo da competição por parte do governo, a entrada da Azul, o crescimento da Webjet e mais o plano de frota de Gol e TAM, criou-se de uma certa forma uma superoferta. E superoferta resulta em redução de preços. Em contrapartida, tivemos uma pressão sobre os custos, que deteriorou as margens. O cenário que se vislumbra para 2012 é de maior disciplina, maior racionalidade. Provavelmente não teremos tantas promoções, tantos preços baixos. Mas a competição não acabou e os yields (preço médio por passageiro por km) não vão sair do controle.

O que significa maior racionalidade?

Provavelmente não vamos perceber o mercado tão estimulado. Em maio de 2011, o mercado cresceu 30% em relação a maio de 2010. Era oito, nove vezes o crescimento do PIB. Isso, sim, está fora da realidade.

Qual é o plano de frota da Gol?

Nós ainda não divulgamos. A Webjet opera com aviões Boeing 737-300. Já iniciamos a renovação com 737-800, que são maiores. Em termos de ASK (assento por km ofertado) combinado de Gol e Webjet, a gente espera variação de zero a 4% na oferta em 2012. Em 2011, crescemos em torno de 7%.

O que já está valendo na integração com a Webjet?

Nós já fizemos duas coisas. Primeiro, uma adequação da malha. Tiramos a sobreposição sem suspender voos da Webjet e sem eliminar destinos atendidos. Um exemplo: a Gol tinha um voo às 8h do Santos Dumont para Brasília e a Webjet tinha o mesmo às 8h05. Nós pegamos o voo da Gol e transferimos para Vitória e mantivemos o serviço de Brasília no mesmo horário. Estamos avançando também na parte comercial. O code-share está sendo implementado paulatinamente.

Qual foi o sentido da aquisição da Webjet? Muitos analistas falam que foi para eliminar um concorrente irracional.

São vários fatores. A Webjet tem uma frota de aviões que é irmã da nossa, só que mais velha. Esse tipo de aeronave nos permite uma renovação que vem de encontro à nossa necessidade de ser mais cauteloso em relação à oferta. Eu consigo renovar a frota da Webjet usando aviões da Gol. Ou seja, eu não cresço tanto a frota da Gol e renovo a da Webjet. Outro fator importante é que eles têm presença em aeroportos como Guarulhos, Santos Dumont, Brasília, Confins, importantes para aumentar nossa frequência.

Quando a Gol anunciou a aquisição da Webjet, em julho, você falou que a marca acabaria. Depois, foi dito que isso ainda não estava definido. Afinal, o que vai acontecer?

A Webjet nos trouxe agradáveis surpresas. Mostrou que tem condições de ser administrada de forma independente e de se apresentar como uma companhia ultra low cost. Uma empresa com menos serviço, sem programa de milhagem. Temos de entender as virtudes da Webjet sem eliminar a possibilidade de trabalhar essa marca para um determinado nicho do mercado. Essas análises estão sendo conduzidas ao mesmo tempo em que o Cade também realiza seu julgamento. Talvez tenha sido precipitada a minha colocação naquele dia. A princípio, não me parecia muito lógico manter uma empresa que opera o mesmo avião, atende os mesmos mercados e têm o mesmo objetivo da Gol.

Mas, para ser super baixo custo, ela teria de ter uma escala muito grande...

Sem dúvida. Mas temos de pensar o seu posicionamento. Será que ela está no lugar certo? Será que uma empresa de ultra baixo custo tinha que estar no Santos Dumont? Isso tudo tem de ser levado em conta.

O que é exatamente ultra baixo custo?

Quando você fala em ultra baixo custo, remete a empresas europeias como a Ryanair, que operam aeroportos secundários. Lá ela recebe um subsídio por passageiro desembarcado. Mas aqui no Brasil nós temos aumento de tarifas aeroportuárias e não temos aeroportos secundários. Então podemos ter, por exemplo, uma frota padronizada com um tipo de operação para atender o passageiro sensível a preços. Ela não vai priorizar necessariamente horário, não vai voar no horário de pico, nem precisará fazer voos entre grandes centros, como São Paulo e Rio.

O Brasil tem mais de 5,5 mil cidades e menos de 150 são atendidas por voos comerciais. Vocês pensam em criar uma operação regional?

Não. A estratégia da Gol é operar uma frota padronizada de aviões 737, dentro do modelo de baixo custo, e esse avião impõe uma restrição geográfica da operação. Tanto não vamos voar para a Europa quanto não vamos atender mercados de menor densidade.

Quando vocês compraram a Varig, falaram que ela poderia ser o braço internacional da Gol. O que mudou?

Chegamos a implementar sete destinos naquele ano. Na época, tivemos uma série de problemas e a Gol perdeu muito dinheiro. Então demos um passo atrás e aprendemos muito.

Essa parceria com a Delta não poderia ser o começo de um namoro que pode virar casamento?

Não é o plano. O acordo com a Delta tem duas partes. Uma é a aquisição de ações da Gol, com ágio de quase 50%. Em troca desse ágio, eles pediram um assento no conselho. Junto a isso vem um contrato comercial mais forte. Se isso é um começo de namoro? Eu diria que essa relação, em tese, está acabada. É um contrato ganha-ganha. Nós vamos ampliar o número de destinos da Delta no Brasil e ela vai abrir o mercado americano para a gente. Ponto.

Mas a Gol poderia ser um ótimo alvo de aquisição para a Delta.

Não. Pelo que declarou o Richard Anderson (CEO do Grupo Delta), eles não pensam em comprar nem uma ação a mais. Para eles, a grande vantagem é que em 2014 teremos céus abertos entre Brasil e EUA, ou seja, vai ser liberado o número de frequência entre esses países.

Mas bastaria ter feito só o acordo comercial, sem comprar ações, não?

O acordo estratégico com a Delta prevê exclusividade. Por que nós abriríamos mão de estar disponíveis no mercado para ter exclusividade com a Delta? Tem uma contrapartida. O ágio na compra acabou sendo uma forma (de compensar).

O que deu margem para especulações foi o fato de a Gol ter dado uma cadeira no conselho para a Delta. Vocês não eram obrigados a isso.

Nós demos porque acho que a Delta agrega. O conselheiro provavelmente será o Edward Bastian, presidente da Delta Airlines, que tem um conhecimento vasto em aviação. Ter um conselheiro do gabarito dele por si só já agrega. E o conselheiro não terá nenhum superpoder.

Essa negociação ocorre no momento em que o Congresso discute a possibilidade das empresas terem 100% de capital estrangeiro. Qual é a sua opinião sobre essa questão?

Sou a favor do capital estrangeiro. O que não quer dizer que a gente esteja pensando em vender a companhia para a Delta. Outra questão é a forma como a lei é aplicada. Tem companhias no mercado que são controladas por estrangeiros. Na prática, temos duas: Azul e a TAM. Existem mecanismos que driblam essa questão do capital estrangeiro.

Por falar em Azul, nos últimos dados da Anac, Gol e TAM perderam participação de mercado para empresas como a Azul, além de Avianca e Trip. Se o foco é o mercado interno, como a Gol vai recuperar essa fatia ?

A gente não tem fixação por participação de mercado. A Azul está fazendo o trabalho dela. Se determinado competidor está disposto a comprar mercado por um certo tempo, tem de fazer uma análise fria. Se você observar Gol e Webjet juntas, a perda é marginal.

Você disse que Gol vai ser mais conservadora na expansão da frota, mas a Azul já anunciou que vai continuar a receber aviões. Então eles vão ganhar ainda mais participação?

Ah, naturalmente. Mas nós não podemos fazer o nosso planejamento pensando que a Azul vai crescer no ano que vem. Não vamos competir a qualquer custo.

O que mais tira o seu sono hoje: a ação caindo 50%, o dólar, o preço do querosene ou a concorrência?

A minha preocupação está muito mais voltada para o ambiente interno, a cultura de gestão de custos e qualidade. A perda dessa identidade é o que me tira o sono.

É muito comum empresas nascerem muito enxutas, crescerem rápido demais e, de repente, se verem gordas. Seu medo é esse?

É esse meu medo. Tendo uma gestão financeira conservadora, a gente garante a sobrevivência da empresa no longo prazo.

Vocês acham que perderam a mão nesse sentido?

A própria aquisição da Varig foi isso. Nós abrimos sete bases internacionais em um ano e depois fechamos todas, o que fez a empresa inchar. Nessa situação você não consegue enxugar na mesma velocidade que criou.

E acabaram fazendo isso nos últimos anos?

Nos últimos dois anos, a gente vem trabalhando cada vez mais para convergir para a essência da empresa. E 2011 foi fundamental para isso, para rever processos e voltar aos trilhos.

Diante de tantas adversidades, ainda dá para ganhar dinheiro?

Acredito que dá. Acredito fortemente que dá para voltar aos trilhos, a dar retorno sobre o capital investido e voltar a ter margens (maiores).

Não seria melhor investir em outro setor, com margens maiores?

Não posso falar isso, né? (risos). É um setor com altos e baixos, mas os fundamentos da Gol estão sólidos. O preço da ação reflete o momento da empresa, que coincide com o momento ruim da Bolsa. Nós não entregamos o resultado conforme a expectativa. A gente precisa entregar. Mas a Gol continua sendo uma empresa respeitável. Continuo acreditando na aviação, principalmente no mercado doméstico.

GOL vende passagem 208% mais caro que Webjet (mas, é para voar no mesmo avião)

A Associação de Consumidores (Proteste) enviou um ofício a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pedindo esclarecimentos sobre cobrança de preços diferentes para o mesmo voo feitas pela Gol e pela Webjet.

A polêmica cercando as duas companhias partiu de uma denúncia do jornal a Folha de São Paulo que constatou que passageiros pagam preços mais de 208% mais caros para um mesmo voo no site da Gol.

Os passageiros não são devidamente informados pela Gol que voará em um avião com menos espaço entre as poltronas e que a comida será cobrada.

Além disso, quem compra passagens pela Gol e viaja pela Webjet não tem direito as milhas que ganharia caso viajasse pela primeira.

“Se os voos são compartilhados, o passageiro deve ter essa informação para escolher a melhor opção",explica Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação.

A Proteste está cobrando esclarecimentos da empresa Gol, que comprou a Webjet em 2011. No entanto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ainda analisa se o negócio não vai concentrar o mercado e prejudicar o consumidor. Por isso tem que ser mantida como unidade independente.

O consumidor que se sentir prejudicado poderá recorrer ao Procon ou mesmo à Justiça e pedir o ressarcimento da diferença paga na tarifa.

Uma cópia do ofício foi enviada ao Departamento de Proteção ao Consumidor, órgão do Ministério da Justiça. A Gol afirmou que cumpre a legislação vigente. E para justificar os preços diferentes alega que as duas companhias têm políticas tarifárias independentes.

Terminal 4 de Guarulhos finalmente inicia suas operações

O Terminal 4 do aeroporto de Guarulhos, construído sobre a antiga área de transporte de carga da Vasp e projetado para receber 5,5 milhões de passageiros por ano (15.068 passageiros por dia), começou a funcionar na madrugada desta quarta-feira, dia 8, com apenas uma opção de lanchonete no saguão – La Selva Café –, falhas na comunicação com passageiros e corre-corre para deixar tudo operacional em tempo.

Às 2h32min, quando aterrissou o voo 6755 da Webjet, vindo do Recife, o primeiro a desembarcar passageiros no Terminal 4, as equipes de faxina apenas começavam a limpar o chão do saguão principal (entrada e check-in) do prédio de 12,2 mil metros quadrados de área operacional. Às 4h10min, um móvel guarda volumes entrava pela porta da frente empurrado por funcionários sobre dois carrinhos de bagagem.

Entre os passageiros prestes a embarcar – o primeiro voo foi às 3h55min – e pessoas que chegavam para buscar parentes e amigos, a reclamação mais comum era de falta de informação. Quem foi primeiro direto aos terminais 1 e 2 encontrou uma série de luminosos, na área externa, com a informação de que a Webjet começou a operar no Terminal 4 nesta quarta-feira, dia 8. Mas placas indicando como chegar lá eram raras.

“Chegamos a estacionar o carro”, disse Alex Santiago, que levava os tios José Cosme da Silva e Maria das Dores do Nascimento Silva ao aeroporto, no qual embarcariam de volta para casa, no Recife. “Um funcionário nos sugeriu que viéssemos a pé de lá até aqui. Mas não fizemos isso porque percebemos logo que era longe”, conta.

José Mascarenhas dos Santos passou por situação mais dramática. Esperava os filhos Fabiano, de 13 anos, e Fabrício, de oito anos, em um voo da Gol – que só opera nos terminais antigos. Mas só foi avisado com quase uma hora de atraso que os dois haviam chegado em outro voo, da Webjet – a companhia pertence a Gol –, no Terminal 4. “Informação zero. Sempre fui fiel a Gol. Mas esta foi a última vez que comprei”, disse.

Outros passageiros esperavam caronas sem entender direito onde estavam e não sabiam da disponibilidade de ônibus oferecidos pela a Infraero gratuitamente ligando os terminais, a cada 10 minutos. “Agora de madruga até está tranquilo. Mas durante o dia, com mais voos, essa falta de informação pode causar problemas”, disse Samuel Ferreira, que embarcaria para o Recife para participar do casamento de um dos primos. “Se eu chegasse em cima da hora, talvez não desse tempo”.

Mas nem todas as surpresas foram negativas. Espaço de check-in, saguão espaçoso e esteiras de bagagem renderam elogios dos primeiros usuários. “Gostei, achei amplo”, afirmou o engenheiro José Pinheiro Sobrinho, de Uberaba. “Parece que vai ser uma potência”, disse Alex Santiago. “As esteiras na inclinadas facilitam a retirada das bagagens”, disse Edna Dias, que voltava por Recife de férias de verão na ilha de Itacaré.

Na área de embarque, foram colocados 34 postos de check-in e oito totens de atendimento. É um espaço organizado, com 17 unidades de cada lado e uma esteira de bagagens central, dividindo o canto direito do saguão ao meio. Nesta madrugada, quatro posições estavam abertas e funcionários orientavam sobre como usar o autoatendimento.

De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a Gol pretende transferir todas suas operações para o Terminal 4, que já foi chamado de puxadinho, após o Carnaval.

Segundo a Infraero, no que diz respeito às opções de alimentação, comércio e serviços no Terminal 4, já foram licitados e homologados onze espaços. Um deles é a lanchonete do saguão. Outros são uma lanchonete e uma revistaria, na sala de embarque. Há ainda três caixas eletrônicos no saguão. A maior parte das áreas comerciais, porém, ficará no mezanino sobre a sala de embarque, que permanece fechada, em obras.

A estatal diz que a gestão dos contratos com esses fornecedores ficará sob sua responsabilidade até que os novos administradores – no leilão de segunda-feira, dia 6, o consórcio Invepar-ACSA arrematou a concessão de Guarulhos por 20 anos –, assumam o aeroporto, o que deve acontecer por volta de maio. Caberá ao novo operador decidir se quer renegociá-los.

Contratada às pressas no ano passado para amenizar o caos aéreo tradicional nas festas de final de ano, a construção do Terminal 4 custou R$ 85 milhões e ficou a cargo da construtora Delta. Chegou a ser interrompida por uma queda de parte da estrutura do teto e a entrega atrasou pouco mais de um mês. Antes da Webjet, a Infraero convidou TAM e Gol para operarem o Terminal 4. Mas nenhuma das se interessou.

5 de fevereiro de 2012

Webjet passará a operar no terminal 4 de Guarulhos

Com capacidade para atender até 5,5 milhões de passageiros por ano, o novo terminal do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, será inaugurado na próxima quarta-feira. O espaço tem 12,2 mil m2 e será operado pela Webjet.

Ao custo de R$ 86 milhões, a ala destinada a voos domésticos fica na antiga área de cargas do aeroporto. O acesso será feito por ônibus que a Infraero colocará à disposição.

A previsão da Infraero era abrir a nova ala em 20 de dezembro de 2011. Mas, a queda da estrutura metálica no dia 2 daquele mês atrasou a obra e deixou dois funcionários feridos.

Até julho, Cumbica ganhará um equipamento antineblina para facilitar a operação de voos em condições climáticas adversas.

Inaugurado há um mês, o novo bolsão de estacionamento está subutilizado. Só 14% das 316 vagas são ocupadas todos os dias por causa da má sinalização e da necessidade de pegar uma van até o aeroporto. O bolsão fica a 700 metros dos terminais 1 e 2.

Este terminal conta com todas as facilidades necessárias, como áreas para check-in, embarque e desembarque, elevadores, sanitários, esteiras de restituição de bagagem e lanchonetes, além de estacionamento para veículos com capacidade para 790 vagas.

12 de janeiro de 2012

Webjet apresenta seu B737-800NG

A Webjet iniciou na última semana seus voos com o Boeing 737-800 NG. O novo avião vem operando voos entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo nesta estreia. A chegada da aeronave marca o início da renovação da frota da companhia, que pretende fechar 2012 com nove aparelhos deste modelo e um aumento de 10% da capacidade de assentos oferecidos.

A Webjet é a segunda companhia no país a ter em sua frota o 737-800 e tem planos para colocar um novo avião em operação a cada 45 dias. Em breve, todas as 18 capitais atendidas pela empresa receberão voos com as novas aeronaves. O 737-800 Next Generation é um dos aviões mais seguros e modernos do mercado e pode transportar até 184 passageiros. Por ter o sistema de Winglets, curvaturas para cima nas pontas das asas, o modelo é conhecido pela estabilidade e economia, chegando a alcançar uma média de 850 Km/h de velocidade.

Para Julio Perotti, Presidente da Webjet, a chegada dos novos aviões demonstra o compromisso da companhia em continuar a ser uma das mais eficientes do Brasil. "O 737-800 proporcionará aos nossos clientes ainda mais conforto, segurança e a garantia dos menores preços, já que é um dos equipamentos mais eficientes da indústria ", destaca. O executivo acredita que a novidade vai ajudar a Webjet a manter os preços mais baratos que os da concorrência e auxiliar na liderança da pontualidade, já que em novembro a empresa alcançou pelo nono mês consecutivo o primeiro lugar, de acordo com os dados publicados no site da Infraero.

29 de novembro de 2011

Gol que alongar dívidas da Webjet

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA quer alongar a dívida da Webjet Linhas Aéreas SA através da emissão de títulos ou renegociação com credores em 2012, disse o diretor financeiro da empresa, Leonardo Pereira.

A Webjet, que a Gol aceitou comprar em outubro, hoje tem dívida de cerca de R$ 200 milhões, vencendo em 18 meses, disse Pereira em evento hoje em São Paulo. Constantino Oliveira Jr, presidente da Gol, disse no mesmo evento que a expectativa é completar a compra no primeiro trimestre de 2012.

“Não precisamos fazer uma emissão -- podemos até fazer -- porque podemos fazer uma renegociação privada”, disse Pereira. “O importante é que, independentemente dos mercados estarem abertos ou fechados, nossos banqueiros têm nos apoiado e têm linhas disponíveis para a gente. Se os mercados estiverem abertos, aí temos outra alternativa.”

As quedas no lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações, o Ebitda, dos últimos dois trimestres elevaram a relação de endividamento sobre Ebitda da Gol, levando a companhia a buscar credores para explicar a situação. Segundo Pereira, assim que os dois trimestres “ruins” saírem da conta da relação dívida sobre Ebitda, ela deve melhorar.

Em média entre 2012 e 2014, a Gol terá vencimentos de cerca de R$ 83 milhões por ano em dívidas. De 2015 em diante, a empresa tem obrigações de R$ 2,5 bilhões, segundo documento distribuído hoje pela companhia no evento. A Tam SA, maior empresa aérea brasileira em valor de mercado, tem em média R$ 245,6 milhões em dívidas vencendo ao ano entre 2012 e 2014.

21 de novembro de 2011

GOL renovará frota da Webjet a partir de dezembro

A Gol inicia em dezembro a renovação da frota da Webjet. Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, o prazo para a conclusão dessa mudança é de 18 meses.

A Webjet opera 24 aviões da Boeing, modelo 737-300. O plano é trocar esses aviões por uma versão mais moderna, o 737-800. "Nós temos aviões da Boeing que vamos receber na Gol. Os aviões da Gol que devolveríamos para a empresa de leasing vamos levar para a Webjet. Esse prazo pode ser acelerado, e não ser postergado, porque 18 meses é o vencimento dos contratos", disse Constantino.

Não haverá desembolso adicional para renovar a frota da Webjet. "Nós iríamos receber os aviões e retornar outros [mais antigos] para a empresa de leasing. Agora vou reter as aeronaves que seriam devolvidas e levo para a Webjet", disse Constantino.

Em julho, a Gol anunciou a compra da Webjet por R$ 310,7 milhões, sendo R$ 214,7 milhões de dívidas e R$ 96 milhões de desembolso ao controlador da Webjet, Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da operadora de turismo CVC. A Gol reduziu o valor a ser pago a Paulus para R$ 70 milhões. No dia 28 de outubro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) assinou um acordo com a Gol para suspender temporariamente o processo de integração com a Webjet até conclusão do julgamento do Cade. A Gol estima que não há mais tempo para definir a compra em 2011.

16 de novembro de 2011

Voo da Webjet atrasa e passageiros reclamam

Uma passageira chegou a registrar um boletim de ocorrência, após esperar por quase nove horas por um voo da Webjet, no aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, na terça-feira (15). Segundo os passageiros, a empresa alegou falta de instrumentos para operar com o tempo instável.

O voo 5722 para o Rio de Janeiro, com decolagem prevista para 11h, só partiu após as 20h, quando a nebulosidade diminuiu.

Segundo informações passadas por funcionários do aeroporto aos passageiros, a chuva impediu o pouso do avião que os levaria em viagem.

“Eles falam que faltou equipamento da Webjet para pousar. Falta de respeito com todos. Se não tem equipamento por que está no ar?”, diz a estudante Liliane Louzada da Silva.

Os voos das outras companhias aéreas não tiveram problemas para pousar ou decolar.

Os passageiros reclamam que ficaram sem informações. “Acho estranho, como é liberado esse avião? Só se for sucata carregando pessoas. Não houve consideração com ninguém, eles se esconderam numa sala, não ficaram no atendimento ao público”, afirma a engenheira Lúcia Werneck.

Somente às 16h, os passageiros foram encaminhados a um hotel.

A assessora de imprensa Fernanda Marques, que pousou em Ribeirão Preto contou que os passageiros que saíram do Rio de Janeiro com destino enfrentaram o mesmo problema.

“Eles alegaram que o aeroporto de Ribeirão estava fechado, mas nós ligamos pra cá várias vezes e sabíamos que as outras companhias estavam decolando e pousando normalmente”, afirma.

1 de novembro de 2011

A novela GOL + CADE + Webjet vai ser longa pelo jeito, viu...

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) assinou ontem um Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (APRO), com a VRG Linhas Aéreas S.A. (Grupo Gol) e a Webjet Linhas Aéreas S.A. (Webjet). A operação refere-se à aquisição da Webjet pelo Grupo Gol, gerando uma concentração horizontal no mercado de transporte aéreo regular de passageiros.

Por se tratar de um setor que apresenta elevado nível de concentração (por exemplo, na rota Guarulhos-Porto Alegre, a Gol transportou em 2010 25,9% dos passageiros, enquanto a Webjet transportou 19,3%), bem como por ser um serviço fundamental para o desenvolvimento do País e redução das desigualdades regionais, visto que é responsável por grande parte do turismo de negócios e de lazer, o Cade e as Requerentes concordaram que seria adequado manter a reversibilidade da operação.

Em linhas gerais, a Webjet continua operando de forma independente da Gol, inclusive no que tange ao programa Smiles, até o julgamento final do processo. Fica autorizado o compartilhamento de voos das empresas, visando otimização da malha aérea ou aumento das opções aos consumidores, e desde que não implique redução de capacidade da Webjet.

A Gol e a Webjet deverão contratar auditoria independente a fim de comprovar o cumprimento das obrigações acordadas no Apro.

O presidente do Cade, Fernando Furlan, já havia mostrado insatisfação com a decisão da Gol de extinguir a marca Webjet, quando anunciou o negócio. Na época, ele afirmou que as companhias teriam de se manter de forma separada até a decisão final do Cade e, por conta da postura da empresa, foi iniciado um processo de acordo entre as partes. Fontes disseram que, apenas durante o processo de preparação do caso é que se poderá dizer se a marca Webjet é ou não fundamental para o setor. O anúncio da compra foi feita no dia 8 de julho.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já havia aprovado o negócio no último dia 20 com base no aspecto financeiro da operação. Falta ainda analisar a aquisição sob o ponto de vista técnico. Só então, a Gol poderá por em prática ações como a extinção da marca Webjet e o uso dos slots (autorizações de voos nos aeroportos para cada empresa aérea) da companhia adquirida. Segundo fontes, a questão dos slots é importante para o fechamento do acordo, mas não é essencial.

No início de outubro, a Gol informou que havia concluído a aquisição de 100% do capital social da Webjet Linhas Aéreas, passando a ser titular da totalidade do capital social da empresa. O preço pago pela aquisição foi de R$ 70 milhões, "sujeito ainda a ajustes", o que deve ser feito em 70 dias.

Buscador MUNDI revela as companhias aéreas mais buscadas pelos brasileiros

O buscador de viagens Mundi acaba de realizar um levantamento completo com o objetivo de apontar as companhias aéreas mais procuradas em seu site pelos viajantes brasileiros no 1º semestre deste ano. A pesquisa foi feita com companhias aéreas nacionais e internacionais.

De acordo com os dados, a TAM obteve 31% das buscas do site, 1% a mais que a GOL, a segunda colocada. No ano passado, a mesma pesquisa apontou a GOL como líder com uma margem de diferença considerável, quando apresentou índice de busca de 38,48%. Na ocasião, a TAM ficou com 23,40% da preferência.

Na terceira colocação ficou a Azul, com 11%. A Webjet, que anunciou recentemente a fusão com GOL, garantiu a quarta colocação, com índice de busca de 8%. Em quinto lugar, veio a Avianca, seguida da Trip. As demais companhias aéreas garantiram um índice conjunto de 4%. Entre elas estão as estrangeiras TAP Portugal e a Aerolineas Argentinas.

Os dados do Mundi são idênticos, nas quatro primeiras posições, com as informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que em seu último levantamento realizado em julho, apontou que o grupo TAM (que compreende TAM e Pantanal) ocupa a liderança do setor, com 41,68%, enquanto a GOL/Varig responde por 37,13% do mercado doméstico. Entre as demais empresas do setor aéreo, ainda segundo a Anac, a Azul obteve 8,61%, a Webjet conquistou 5,51%, a Trip ficou com 3,24% e a Avianca 2,94%.

30 de outubro de 2011

Companhias aéreas retomam reajuste tarifário

As companhias aéreas, que iniciaram em setembro um processo de recuperação de margem de lucro detectado pelo acompanhamento de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretendem manter pelo menos até o fim do ano um gradual aumento de tarifas. Com isso, invertem o cenário de guerra tarifária que marcou 2010 e o primeiro semestre deste ano.

TAM e Gol confirmam que os reajustes atendem à necessidade de repassar aumentos de custos, como o de combustíveis. O querosene de aviação (QAV), que responde por um terço do total de custos das companhias, acumula alta de 26,23% de 1.º de janeiro a 1.º de outubro, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A alta do dólar, que afeta não só o preço dos combustíveis, mas ainda os custos com manutenção de aeronaves, também prejudica os resultados.

Nesse cenário, a saída das empresas foi repassar para as passagens as perdas acumuladas, em uma tentativa de melhorar o desempenho no balanço do quarto trimestre. "O dólar afeta cerca de 60% a 70% dos custos das companhias. O impacto é imediato, porque estão sempre pagando leasing de aviões, combustíveis, reposição de peças", disse André Castellini, consultor da Bain & Company e especialista no setor aéreo. "A empresa pode acumular prejuízos só até certo ponto. As tarifas médias estavam abaixo dos custos. As companhias estavam perdendo dinheiro no mercado doméstico. Não era sustentável."

"As companhias vão aumentar (os preços) para que a margem seja mais folgada, porque hoje está muito justa", afirmou Nelson Riet, consultor de aviação. "As empresas, agora que estão começando a se acomodar nos seus respectivos nichos, pararam de competir umas com as outras. Então, elas vão aumentar o preço. Essa é a tendência."
A TAM declarou, em nota, que registrou nos últimos dois meses um aumento do yield (o valor médio pago por passageiro para voar um quilômetro) no mercado doméstico.

Segundo a empresa, o resultado "está alinhado com o movimento de recomposição das margens e confirma a expectativa da companhia de aumento de pelo menos 5% do preço unitário doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o período anterior".

O presidente da Gol, Constantino Júnior, confirma a necessidade de reajuste de tarifas. "Aumento de custo gera necessidade de mais receita", disse, citando a inflação, o dissídio pago aos trabalhadores da categoria e o aumento no preço do querosene de aviação. No entanto, ele diz que a empresa está focada em aumentar receitas complementares, como carga e a venda de bebidas e comida a bordo.