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Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

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5 de dezembro de 2012

PROCON-SP divulga ranking das empresas aéreas que mais atrasam e cancelam voos

A Fundação Procon-SP divulgou nesta terça-feira (4) ranking de atrasos e cancelamentos de voos no país no mês de setembro. O levantamento utilizou como base os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em outubro e avaliou as companhias aéreas TAM, Pantanal (Grupo TAM), Gol, Azul, Webjet, Avianca, Trip e Passaredo.

Nos voos domésticos, a Passaredo foi a empresa que registrou o maior percentual de cancelamentos: 24% ou 456 voos de um total de 1940. Em segundo lugar ficou a Pantanal, com 12%, ou 70 voos cancelados de um total de 582.

Na sequência, aparece a Trip com percentual de cancelamentos de 10%, seguida, pela ordem, por Azul (9%), Gol (6%), Avianca (5%), TAM (3%) e Webjet (2%).

Em número de voos cancelados, a Gol foi a empresa que afetou o maior número de passageiros, segundo o Procon-SP, com 1.341 cancelamentos, seguida pela Trip (1.207) e pela Azul (988).

A Passaredo foi também a área com o maior percentual de atrasos iguais ou superiores a 30 minutos (28% dos voos) e de atrasos iguais ou superiores a 60 minutos (14% dos voos).

No ranking de atrasos iguais ou superiores a 30 minutos, a Avianca aparece em 2º lugar, com 12%, seguida por Trip e Gol (ambas com 9%), TAM (7%) e Azul, Pantanal e Webjet (as três com 4%).

Na lista de atrasos iguais ou superiores a 60 minutos, Avianca e Trip registraram percentual de 4% em setembro, ficando á frente de Gol, Pantanal e TAM, com 2% cada uma, e Webjet e Azul, com 1% cada uma.

Na análise dos voos internacionais, TAM registrou 22 cancelamentos em setembro, o que correspondeu a 1% dos 1.920 voos previstos. Na Gol, foram 16 cancelamentos, o correspondente também a 1% do total de 12.137 voos.

Na Gol, 12% dos voos internacionais atrasaram pelo menos 30 minutos e 3% mais de 60 minutos. Na TAM, os índices de atraso foram, respectivamente, 11% e 4%.

O Procon lembra que, desde 4 de junho deste ano, todas as empresas aéreas devem enviar o histórico de atrasos e cancelamentos em relação ao mês anterior e disponibilizar nas páginas de vendas de passagens e balcões dos aeroportos. "Pela norma, as companhias aéreas são responsáveis pela informação acerca do voo, mesmo quando forem comercializados por parceiros comerciais, como agências de viagens", destaca o órgão.

24 de maio de 2012

Chinês ARJ21 (da COMAC) está com a certificação atrasada

O primeiro jato de passageiros da China, o ARJ21, com capacidade para 90 assentos, provavelmente não vai conseguir obter aprovação regulatória antes de 2013, afirmou um executivo nesta quinta-feira, o que coloca o programa cerca de cinco anos atrás do cronograma original para obter certificação.
O atraso também pode interromper a conclusão de um esforço mais ambicioso para desenvolver o jato C919, de 168 lugares, que tem como objetivo quebrar a dominância global de aeronaves de porte similar às da Boeing e da Airbus.
Tian Min, vice-presidente financeiro da estatal Commercial Aircraft Corp of China (Comac), que está desenvolvendo ambas aeronaves, informou que a certificação final do ARJ21 por autoridades chinesas foi postergada para 2013 ante o conograma original de conclusão em 2008.
Tian, falando durante uma conferência em Pequim, não comentou detalhes quando perguntado sobre as razões do atraso, afirmando simplesmente: "É um processo."
O jato regional ARJ21 tem alcance de 2 mil milhas e é voltado a mercados médios e vai competir com modelos da Embraer e da canadense Bombardier. Observadores da indústria, incluindo executivos de fornecedores de tecnologia à Comac, afirmaram que qualquer atraso no ARJ21 provavelmente vai interromper o programa do C919 também.
Mas Tian afirmou que a aeronave maior está dentro do cronograma para fazer um voo inaugural em 2014 e deve obter aprovações da Administração de Aviação Civil da China (CAAC) em 2016, como programado.

5 de maio de 2012

Essa moda bem que podia pegar...

Com aviação em alta, aeroporto na China contrata show de "cheerleaders" Para entreter os passageiros em espera, o Aeroporto Internacional de Dalian recrutou uma equipe de "cheerleaders", as animadoras de torcida típicas dos EUA, para apresentações em seu saguão principal. 

O show é parte do esforço do aeroporto para trazer mais comodidade aos passageiros, segundo um funcionário da administração. O aeroporto lançou ainda uma série de outros serviços inovadores, incluindo "check-ups" grátis, informações meteorológicos instantâneas e atualizações de vôo por mensagem de texto.
Dalian é o maior aeroporto no nordeste da China e o quarto mais movimentado do país em número de passageiros internacionais --por ele passaram 12 milhões de pessoas em 2011. Em meio a um "boom" da aviação na China, atrasos nos voos estão se tornando um problema. 

O mau tempo, o espaço aéreo militar e questões logísticas costumam atrapalhar os horários. Segundo estatísticas da Administração da Aviação Civil da China, um em cada quatro voos sofreram atrasos no ano passado. O número diz respeito apenas ao horário em que as portas do avião foram fechadas, e não quando a aeronave realmente decolou. 

 Durante um forte nevoeiro na semana passada, as animadoras realmente acalmaram os passageiros, de acordo com o "Evening News Dalian".

6 de fevereiro de 2012

Pane em sistema da GOL causa atrasos

Uma pane deixou mais lento o procedimento de check-in dos passageiros da companhia aérea Gol em aeroportos de todo o País na manhã desta segunda-feira. Em nota, a Gol informa que os atrasos se devem a uma "instabilidade" no sistema da companhia, que espera "normalizar a situação o mais rapidamente possível". O problema provocou longas filas nos balcões de check-in dos aeroportos.

Apesar dos transtornos, nehuma reclamação formal contra a companhia havia sido feita no Juizado Especial do aeroporto até as 11h30, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

"A companhia espera normalizar a situação o mais rapidamente possível, minimizando o desconforto dos clientes", diz trecho da nota da Gol à imprensa.

Os passageiros reclamaram da falta de informação. “Estamos esperando há duas horas e ninguém da empresa veio justificar essa demora”, disse a estudante Paula Caiafa. Ela aguardava conexão para Palmas, no Tocantins. “A sorte foi que cheguei cedo e não perdi a conexão”, afirmou.

No final da manhã, o sistema já havia voltado ao normal e as filas já começavam a se reduzir. Os quiosques de check-in que estavam fechados no começo da manhã já haviam volktado a funcionar por volta das 11h30.

16 de novembro de 2011

Voo da Webjet atrasa e passageiros reclamam

Uma passageira chegou a registrar um boletim de ocorrência, após esperar por quase nove horas por um voo da Webjet, no aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, na terça-feira (15). Segundo os passageiros, a empresa alegou falta de instrumentos para operar com o tempo instável.

O voo 5722 para o Rio de Janeiro, com decolagem prevista para 11h, só partiu após as 20h, quando a nebulosidade diminuiu.

Segundo informações passadas por funcionários do aeroporto aos passageiros, a chuva impediu o pouso do avião que os levaria em viagem.

“Eles falam que faltou equipamento da Webjet para pousar. Falta de respeito com todos. Se não tem equipamento por que está no ar?”, diz a estudante Liliane Louzada da Silva.

Os voos das outras companhias aéreas não tiveram problemas para pousar ou decolar.

Os passageiros reclamam que ficaram sem informações. “Acho estranho, como é liberado esse avião? Só se for sucata carregando pessoas. Não houve consideração com ninguém, eles se esconderam numa sala, não ficaram no atendimento ao público”, afirma a engenheira Lúcia Werneck.

Somente às 16h, os passageiros foram encaminhados a um hotel.

A assessora de imprensa Fernanda Marques, que pousou em Ribeirão Preto contou que os passageiros que saíram do Rio de Janeiro com destino enfrentaram o mesmo problema.

“Eles alegaram que o aeroporto de Ribeirão estava fechado, mas nós ligamos pra cá várias vezes e sabíamos que as outras companhias estavam decolando e pousando normalmente”, afirma.

23 de setembro de 2011

Anac vai fiscalizar e punir atrasos

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai aumentar o rigor na fiscalização de atrasos de voos e promete tirar os slots – horários de pousos e decolagem – de companhias que apresentarem índices elevados de atrasos e de voos cancelados. A informação foi divulgada ontem pelo diretor-presidente da agência, Marcelo Guaranys.

Segundo Guaranys, a medida servirá para tentar reduzir o número de operações que atrasam nos aeroportos brasileiros e permitir que empresas menores ganhem espaço com a distribuição dos slots perdidos pelas empresas punidas.

Atualmente, a medida é adotada somente no aeroporto de Congonhas. Com a atualização da resolução nº 2 da Anac, que deve ocorrer até o final do ano, as punições serão estendidas para os principais terminais do país, como os aeroportos de Brasília, de Confins (MG) e o Santos Dumont (RJ).

"Hoje a norma não casa com a realidade", afirmou Guaranys. "Se as empresas não estão usando bem os slots, queremos abrir para outras companhias. Isso valerá para quem concorre por certos horários nos aeroportos", disse ainda. Por enquanto, a agência estuda os novos porcentuais que serão admitidos para atrasos e cancelamentos.

No início da semana, a Infraero anunciou que vai reduzir de 30 para 15 minutos o tempo para um voo doméstico ser considerado atrasado.

19 de agosto de 2011

Anac diz que Guarulhos é o inferno; mas até aí, qual a novidade?

Entre os dez aeroportos mais movimentados do Brasil, o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, é o que mais coleciona atrasos em voos. Lá, 25% das decolagens acontecem depois do horário previsto. Os dados foram divulgados pelo último Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O relatório, concluído em julho, tem 2010 como ano-base. Por outro lado, também fica em São Paulo o aeroporto mais pontual: Viracopos, em Campinas, registra 88% de voos nos horários certos. Em 2010, o mesmo relatório da Anac mostrou que o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, ocupava a primeira posição no ranking de atrasos. Cumbica ficava em sexto lugar.

A Anac considera atrasados os voos que partem quinze minutos depois do previsto. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tolera até meia hora. A Infraero não quis se manifestar sobre os números do anuário.

Os dados divulgados nesta semana revelam que a eficiência da aviação comercial ─ que leva em conta a regularidade e a pontualidade ─ caiu de 80,6% em 2009 para 77,1% no ano passado. A habilidade das companhias aéreas em decolar na hora marcada caiu de 87% para 83%.

A Anac informou que os passageiros que pretendem sair de Cumbica para Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro ou Salvador devem estar preparados: é bastante provável que o voo atrase. Essas são as rotas mais movimentadas. Outros trajetos com índice de atraso próximo a 25% são os de Congonhas para Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

2 de junho de 2011

Comporte-se... É melhor para você e para todo mundo!!!!!!

Tudo começou quando um passageiro em voo para Gana saindo do Aeroporto Internacional Washington Dulles, nos EUA, decidiu reclinar o seu assento.

Isso (obviamente?) é um motivo muito bom para irritar o passageiro atrás dele, levando a uma troca de palavras impublicáveis entre os homens, e ao passageiro que reclinou sua poltrona levando um tapa na cabeça.

Isso mesmo: o próprio ato que você já sonhou inúmeras vezes, mas nunca ousou realmente fazer porque é um ser humano civilizado e não louco, ocorreu naquele voo.
Mas alguma vez você já se perguntou o que poderia acontecer se você batesse em seu companheiro de viagem na cabeça depois da decolagem de um voo longo?

Veja o que acontece: primeiro, uma aeromoça e um outro passageiro “pularam no meio da briga” para tentar apartá-la. Alertado da situação, o piloto decidiu voltar o Boeing 767 para o aeroporto, para deixar que as autoridades resolvessem o problema, em vez de arriscar um voo transatlântico para Gana com dois passageiros voláteis e potencialmente violentos.

Pequeno problema: o jato tinha 63.198 litros de combustível, o que pesa 57 toneladas. Isso é muito combustível – não se pode pousar um avião com esse tanto de combustível nele. Assim, o controle de tráfego aéreo instruiu o piloto a voar por meia hora e queimar o excesso de peso.

Foi quando a Força Aérea americana se envolveu. As transmissões de áudio indicavam que dois aviões de caça da Força Aérea estavam indo de encontro, assim que o avião reentrasse o espaço aéreo de Washington. Cinco minutos depois, dois caças de escolta tomaram posição cerca de 300 metros acima do avião enquanto ele se dirigia para o aeroporto.

O avião finalmente pousou, e a polícia estava o esperando no portão. Após uma investigação, os passageiros foram dispensados e nenhuma acusação foi feita. O voo, entretanto, foi adiado para a manhã seguinte.

Ninguém sabe se os mesmos passageiros estavam no voo, e em caso afirmativo, onde se sentaram. Mas seria um reencontro muito constrangedor, não? Eu chuto que, mesmo se eles não brigassem de novo, apanhariam de todos os outros passageiros do voo!!! Comente sua opinião a respeito!

18 de maio de 2011

Brasil, o país da obra emergencial

Dois galpões usados como depósitos pela Infraero e pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, serão transformados em terminais de passageiros, segundo estudo feito pela nova Secretaria de Aviação Civil, subordinada à Presidência da República. O projeto é concluir as obras, em caráter emergencial, até dezembro deste ano. Os galpões eram usados anteriormente pelas companhias Transbrasil e Vasp, que não existem mais.

(foto retirada do jornal O Estado de São Paulo)

Não haverá licitação para a escolha das empresas responsáveis pela transformação dos galpões em terminais de embarque remoto, sem o uso de "fingers", corredores suspensos que levam os passageiros até a porta dos aviões.

Por ser obra emergencial, passará por processo mais rápido de contratação. O orçamento do projeto deverá ser definido ainda nesta semana.

As obras em Guarulhos fazem parte de um pacote de medidas em estudo para contornar a saturação dos aeroportos brasileiros antes mesmo dos investimentos planejados para a Copa do Mundo - e que estão atrasados.

No caso dos dois novos terminais no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a decisão sairá antes mesmo do anúncio do modelo de concessão do terceiro terminal de passageiros.

Obra mais cara entre os investimentos programados para a Copa do Mundo, o terceiro terminal de Guarulhos tem custo estimado em mais de R$ 700 milhões e ainda não tem um modelo definido de concessão à iniciativa privada.

O plano anunciado pelo governo é fazer as obras já programadas nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos ( em Campinas) e Brasília por meio de parcerias com a iniciativa privada.

O modelo é definido por novos estudos em curso e contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

É provável que os editais só sejam lançados depois do leilão do primeiro aeroporto a ser privatizado, o de São Gonçalo do Amarante, em Natal. O leilão está marcado para 19 de julho.

Além dos terminais de Guarulhos, há outra obra emergencial prevista no Aeroporto Internacional de Brasília, que consiste na construção de mais um módulo operacional provisório de embarque e desembarque de passageiros, semelhante ao que já existe. O aeroporto de Brasília também passará por reforma na atual área de embarque.

As obras emergenciais serão acompanhadas de medidas de gestão nos aeroportos, de modo a melhorar a operação. Uma das medidas já anunciadas foi o funcionamento de salas para a integração dos serviços em torno de uma autoridade aeroportuária.

Esse modelo começará a operar em fase de teste nos dois aeroportos que também receberão obras emergenciais, Guarulhos e Brasília.

11 de abril de 2011

Porque o 787 atrasa tanto?

Há oito anos, a direção da americana Boeing fez um brainstorm. A ideia era construir aviões da mesma maneira que a indústria automotiva constrói carros, deixando às empresas fornecedoras a fabricação de componentes completos que seriam montados na fase final. O sonho resultou no Boeing 787 de longo alcance, o primeiro modelo a ser construído usando o princípio modular. E é provável que a ideia tenha inspirado o nome do avião: Dreamliner.



Uma visita à fabrica da Boeing em Everett, no Estado americano de Washington, mostra em que ponto se encontra o audacioso projeto. Fileiras de fuselagens de aviões resplandecentes aguardam, em um enorme galpão de fábrica, como se estivessem na linha de montagem. A maioria delas já recebeu a última camada de tinta com os logotipos das companhias aéreas, como Air India e Japan Airlines.

Entretanto, até agora, nenhum dos aviões foi entregue aos compradores. Eles sequer receberam a autorização oficial, por causa dos problemas de software e eletrônica. Há ainda cerca de vinte aviões esperando ali, e muitos outros chegarão nas próximas semanas e meses. Este espetacular estoque de aviões poderá entrar para a história da aviação - como um monumento à arrogância dos executivos da Boeing e uma advertência às gerações futuras.

Nenhum outro projeto, com exceção do A380 da Airbus, entusiasmou tanto especialistas e fãs da aviação quanto o hipermoderno jato da Boeing.

Quando o projeto decolou oficialmente, em 2003, os executivos da Boeing prometeram mais espaço aos passageiros, uma economia de 20% de combustível e facilidade de manutenção.

Além disso, o processo de produção do avião parecia ainda mais revolucionário do que a tecnologia utilizada. De acordo com os projetos da Boeing, a montagem final do novo jato levaria apenas três dias. Para cumprir a meta, a Boeing terceirizou a produção de componentes importantes da aeronave para cerca de 50 fornecedores.

Mas as revoluções exigem sempre sacrifícios. E esta foi uma lição que a Boeing aprendeu a um custo muito elevado. Cerca de 60 clientes aguardam o 787 no mundo inteiro, e agora as primeiras entregas foram adiadas pela sétima vez. Mesmo que a primeira leva dos 843 jatos encomendados até o momento seja entregue à All Nippon Airways perto do outono, conforme planejado, será difícil compensar o atraso que agora chega a três anos.



O atraso é causado por uma série de problemas na produção. Em novembro de 2010, uma caixa de controle chegou a pegar fogo durante um voo-teste, provocando uma reação em cadeia que causou a falha em sistemas essenciais de bordo. O que implicou a necessidade de inspeções no fornecimento de energia e a instalação de um novo software de controle.

Outros novos modelos - como o Airbus A380 - também sofreram vários reveses. Na maior parte das vezes, a causa está no fato de que as fabricantes estabeleceram prazos ambiciosos e abarrotaram os aviões de novas tecnologias.

No entanto, estes fatores não são suficientes para explicar a falta de sorte da Boeing. Os executivos da empresa foram vítimas de uma mudança cultural que eles próprios contribuíram para criar antes da decisão de construir o 787.

Começou com a fusão da Boeing com a concorrente McDonnell Douglas, no final dos anos 90. Harry Stonecipher, ex-presidente da McDonnell Douglas e posteriormente da Boeing, chegou à conclusão de que a construção de aviões oferecia um retorno apenas modesto comparado aos altos investimentos e aos riscos envolvidos. Ele e sua equipe procuraram, então, construir o 787 usando o mínimo possível de recursos da companhia, e a solução que encontraram foi a terceirização em larga escala.

Alguns dos fornecedores da Boeing acabaram ficando assoberbados com as tarefas que lhes foram atribuídas. Alguns inclusive terceirizaram partes dos seus contratos para outras empresas, embaralhando ainda mais a comunicação e a coordenação.

Em seu desespero, a Boeing não teve outra escolha senão absorver alguns dos fornecedores. Jim McNerney, presidente da Boeing, admitiu que o cronograma de produção 787 foi "excessivamente ambicioso".

A Boeing não apresentou uma cifra exata dos custos adicionais dos ajustes técnicos, da ajuda aos fornecedores e das multas pagas aos clientes insatisfeitos, mas especialistas acreditam que deve superar os US$ 10 bilhões.

Até o momento, esse montante teve apenas um efeito limitado no balanço da companhia. Ao contrário da Airbus, por exemplo, a Boeing tem condições de distribuir os custos num período de tempo maior e entre um número muito grande de aviões que foram vendidos ou ainda não foram encomendados. No entanto, a empresa admitiu no final de janeiro que, neste ano, seus lucros poderão cair 15% devido aos atrasos nas entregas do modelo 787.

Os próximos meses mostrarão se o ambicioso projeto ainda conseguirá se provar um sucesso - ou não. Se tudo correr como o planejado, neste ano, a Boeing entregará cerca de doze aviões. Até 2013, ela pretende produzir dez aviões por mês, bem mais que os dois atuais.

Talvez os executivos da empresa tenham resolvido dar um passo maior do que as pernas. "É um mistério para mim como eles conseguirão fazer isto", diz um executivo de alto escalão da Airbus. "Em geral, no nosso ramo, é preciso dispor do dobro ou do triplo de tempo para acelerar a produção de maneira tão ambiciosa".



Na tentativa de produzir aviões em um sistema modular, a Boeing deixou de lado as normas da indústria tradicional segundo as quais a construção de aviões complexos deve ser realizada por equipes experientes e componentes importantes devem ser produzidos nas próprias fábricas da companhia. A companhia terceirizou a produção de componentes para cerca de 50 fornecedores espalhados pelo mundo. O excesso de terceirização ajuda a explicar uma série de problemas técnicos - de bolhas que apareceram nos enormes componentes de plástico da fuselagem durante o processo de endurecimento a temperaturas muito elevadas à falta de rebites e parafusos.

24 de janeiro de 2011

Multas, multas, multas e multas...

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta sexta-feira um balanço da operação de final de ano realizada nos aeroportos do País com o objetivo de minimizar os problemas entre os passageiros e as companhias aéreas. Segundo o órgão, as empresas foram multadas em R$ 2,3 milhões por irregularidades na prestação do serviço. Do total de 329 autos de infração, 248 foram para as empresas TAM, Webjet e Gol, segundo a Anac.

No período da operação, de 17 de dezembro e 7 de janeiro, as companhias Azul, Avianca e Trip não tiveram nenhum problema comprovado pelos fiscais da Anac. Entre as companhias estrangeiras, foram 81 autos de infração confirmados para a as empresas Aeroméxico (72), American Airlines (3), Air France (2), KLM (2), TAP (1) e Taca (1). Segundo a agência, os números ainda poderão aumentar já que as manifestações de passageiros são avaliadas e ainda poderão gerar autuações para as companhias.

A Anac informou também que registrou 3 mil reclamações contra as seis maiores empresas aéreas no Brasil todo, o que corresponde a 0,02% do movimento de passageiros transportados em voos domésticos no mês de dezembro. A Avianca foi a companhia com o menor número de queixas de passageiros e a TAM foi a empresa que registoru o maior número de reclamações.

No mês de dezembro de 2010, os aeroportos brasileiros receberam 13,2 milhões de embarques e desembarques de voos domésticos, 2 milhões a mais do que em 2009. Segundo a Anac, o índice de atrasos acima de 30 minutos continuou nos mesmos patamares dos últimos anos, por volta de 20%, assim como o de cancelamentos, cerca de 5%.