Privatizado em fevereiro deste ano, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, no bairro de Cumbica, no estado de São Paulo, receberá R$ 1,2 bilhão para reformas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre os três terminais concedidos pelo governo à administração da iniciativa privada, Guarulhos é o primeiro a receber recursos públicos para obras.
O dinheiro será liberado em parcelas pelo BNDES, que anunciou aprovação do montante para construção de terminais de passageiros e de cargas, mais modernização da estrutura atual. O processo de liberação é chamado empréstimo-ponte, porque vai aportar os primeiros recursos no aeroporto, “antes que a análise do financiamento de longo prazo seja concluída”, afirma nota do banco.
Também está prevista no projeto de reforma do Aeroporto Internacional de Guarulhos aprovado pelo BNDES a ampliação do pátio e pistas para aeronaves, de áreas para estacionamento de veículos, além de um novo heliporto. O objetivo é adequar o terminal ao crescimento da demanda prevista para os próximos anos e “aos padrões esperados no contrato de concessão”, que vigorará entre 2014 e 2022.
O empréstimo está em nome da Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos e Sociedade de Propósito Específico (SPE), que reúne o consórcio vencedor do leilão do terminal, formado pelas empresas Investimentos e Participações em Infraestrutura (Invepar), Airports Company South Africa (ACSA), da África do Sul, e Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Também foram privatizados, no início do ano, os aeroportos Juscelino Kubitschek (Brasília) e Viracopos (Campinas). Os aeroportos de Brasília e de Guarulhos têm o maior fluxo de passageiros do país e o de Campinas, o maior fluxo de cargas. O próximo a ser privatizado deve ser o Aeroporto Internacional do Galeão - Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
Bem vindos ao blog "aqui em cima".
Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.
Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
Obrigado.
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6 de novembro de 2012
27 de agosto de 2012
Ministério Público do Maranhão bate o pé e a Aerotenda de São Luis deve acabar
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) reiterou o pedido de imposição de multa à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) por não ter aplicado qualquer penalidade à empresa EP Engenharia (contratada para a reforma do Aeroporto Marechal Cunha Machado) diante das irregularidades cometidas pela empresa, que provocaram atrasos nas obras do terminal de passageiros.
Para o MPF, a efetiva aplicação das penalidades administrativas contra a EP Engenharia é um dever da Infraero (e não mera faculdade), havendo omissão da empresa pública quanto às suas obrigações.
O prazo de conclusão do terminal de passageiros do Aeroporto Marechal Cunha Machado se encerrou no domingo (26).
O aeroporto foi interditado em março de 2011, por apresentar problemas em sua estrutura. No mesmo mês, foi instaurado inquérito civil pelo MPF para apurar as causas dos problemas e as medidas adotadas pela Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com objetivo de solucionar a situação.
Entre os meses de março e abril do ano passado, o MPF realizou duas vistorias no aeroporto, constatando os seguintes problemas: falta de proteção contra as chuvas na área de desembarque e acesso aos aviões, falta de acessibilidade para deficientes, espaços insuficientes para a demanda de passageiros e falta de estrutura na administração e distribuição das bagagens.
Em ação civil proposta contra a Infraero e Anac, em abril do ano passado, o MPF requereu liminarmente a conclusão das instalações provisórias no prazo de 30 dias e a realização de fiscalização in loco, bem como a conclusão da reforma no prazo de 90 dias. No entanto, por decisão da Justiça Federal, a tramitação foi suspensa em agosto de 2011, pelo prazo de 150 dias, para conclusão da obra.
Esgotado o prazo (em março deste ano), o Juiz Federal da 6ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão intimou a Anac e a Infraero para prestarem esclarecimentos sobre a conclusão dos trabalhos. A Anac requereu que as informações fossem cobradas da própria Infraero, que, por sua vez, justificou o retardamento das obras alegando problemas no projeto executivo, responsabilizando a empresa contratada, EP Engenharia, pelos problemas na reforma do terminal. A Infraero pediu ainda que o prazo de conclusão das obras fosse estendido até 26 de junho de 2012.
O MPF manifestou-se contra os argumentos apresentados pela Infraero, tendo em vista que o atraso das obras foi ocasionado por culpa exclusiva da empresa. A própria Infraero admitiu não possuir vários dos projetos executivos da reforma, faltando menos de três meses para o encerramento do prazo. Por esse motivo, o MPF considerou não ser razoável outro adiamento do prazo e requereu da Justiça Federal a fixação de multa pelo atraso nas obras e a suspensão da taxa de embarque do aeroporto, enquanto durasse a reforma.
Em maio deste ano, a Justiça Federal decidiu conceder, parcialmente, o pedido de liminar proposto pelo MPF, impondo à Infraero e à EP Engenharia a obrigação de concluir a reforma do aeroporto Marechal Cunha Machado até o dia 26 de agosto de 2012, sob pena de multa diária de R$ 60 mil reais.
Para o MPF, a situação do aeroporto de São Luís, que já se estendeu por mais de um ano, viola o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que obriga que os serviços públicos sejam realizados de forma adequada, célere, eficiente e contínua.
Para o MPF, a efetiva aplicação das penalidades administrativas contra a EP Engenharia é um dever da Infraero (e não mera faculdade), havendo omissão da empresa pública quanto às suas obrigações.
O prazo de conclusão do terminal de passageiros do Aeroporto Marechal Cunha Machado se encerrou no domingo (26).
O aeroporto foi interditado em março de 2011, por apresentar problemas em sua estrutura. No mesmo mês, foi instaurado inquérito civil pelo MPF para apurar as causas dos problemas e as medidas adotadas pela Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com objetivo de solucionar a situação.
Entre os meses de março e abril do ano passado, o MPF realizou duas vistorias no aeroporto, constatando os seguintes problemas: falta de proteção contra as chuvas na área de desembarque e acesso aos aviões, falta de acessibilidade para deficientes, espaços insuficientes para a demanda de passageiros e falta de estrutura na administração e distribuição das bagagens.
Em ação civil proposta contra a Infraero e Anac, em abril do ano passado, o MPF requereu liminarmente a conclusão das instalações provisórias no prazo de 30 dias e a realização de fiscalização in loco, bem como a conclusão da reforma no prazo de 90 dias. No entanto, por decisão da Justiça Federal, a tramitação foi suspensa em agosto de 2011, pelo prazo de 150 dias, para conclusão da obra.
Esgotado o prazo (em março deste ano), o Juiz Federal da 6ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão intimou a Anac e a Infraero para prestarem esclarecimentos sobre a conclusão dos trabalhos. A Anac requereu que as informações fossem cobradas da própria Infraero, que, por sua vez, justificou o retardamento das obras alegando problemas no projeto executivo, responsabilizando a empresa contratada, EP Engenharia, pelos problemas na reforma do terminal. A Infraero pediu ainda que o prazo de conclusão das obras fosse estendido até 26 de junho de 2012.
O MPF manifestou-se contra os argumentos apresentados pela Infraero, tendo em vista que o atraso das obras foi ocasionado por culpa exclusiva da empresa. A própria Infraero admitiu não possuir vários dos projetos executivos da reforma, faltando menos de três meses para o encerramento do prazo. Por esse motivo, o MPF considerou não ser razoável outro adiamento do prazo e requereu da Justiça Federal a fixação de multa pelo atraso nas obras e a suspensão da taxa de embarque do aeroporto, enquanto durasse a reforma.
Em maio deste ano, a Justiça Federal decidiu conceder, parcialmente, o pedido de liminar proposto pelo MPF, impondo à Infraero e à EP Engenharia a obrigação de concluir a reforma do aeroporto Marechal Cunha Machado até o dia 26 de agosto de 2012, sob pena de multa diária de R$ 60 mil reais.
Para o MPF, a situação do aeroporto de São Luís, que já se estendeu por mais de um ano, viola o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que obriga que os serviços públicos sejam realizados de forma adequada, célere, eficiente e contínua.
11 de agosto de 2012
PM afastado de cargo fecha Congonhas e instaura o caos na aviação brasileira
O policial militar com problemas psiquiátricos que subiu em uma torre de sinalização do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, continuava internado no Hospital São Paulo por volta das 12 horas desta sábado, sem previsão de alta. O incidente ocorreu perto das 16h30 desta sexta-feira e provocou a interrupção dos voos do terminal por uma hora e meia e a interdição da Avenida Washington Luiz.
O PM, que não teve a identidade revelada, foi socorrido duas horas e meia depois de subir na torre pelos bombeiros. No aeroporto, o movimento de aterrissagem foi suspenso às 17h37 e só liberado às 19 horas.
De acordo com a Infraero, 11 voos foram desviados para os Aeroportos Internacional de São Paulo, em Guarulhos; Viracopos, em Campinas; e Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio. Sete voos (3,8%) foram cancelados. Neste sábado, a situação era normal.
A torre onde o PM subiu contém luzes se chama ILS e também é conhecida como "Torre de Aproximação". Ela serve de guia e referência para os aviões que pousam no local. Ela fica na parte externa do aeroporto. . As decolagens, que nesta sexta-feira estavam sendo feitas na cabeceira oposta da pista, não foram afetadas.
O policial militar está lotado no 46.º Batalhão, no Ipiranga, na zona sul. Tem 29 anos, é casado, pai de três filhos e está há 9 anos na corporação, segundo a Polícia Militar. Em nota oficial, a PM diz que ele já teve "várias passagens" por tratamento psiquiátrico e relaciona o incidente ao fato de ele ter sido transferido para atividades internas depois da alta médica.
"Descontente com a decisão, envolveu-se naquela crise, sendo demovido de continuar com aquela atitude por policiais do batalhão da área e do Corpo de Bombeiros", cita o comunicado.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Aeroporto, enquanto estava na torre, o policial chegou a disparar fogos de artifício contra os policiais que tentavam resgatá-lo, sem atingir ninguém. Ainda de acordo com o boletim, ele estava fardado e com uma corda no pescoço. Com ele, foram apreendidos uma faca, quatro rojões, duas bombas prensadas, um facão e um estilete, entre outros objetos. O caso foi registrado como crime contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.
De acordo com a Infraero, 11 voos foram desviados para os Aeroportos Internacional de São Paulo, em Guarulhos; Viracopos, em Campinas; e Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio. Sete voos (3,8%) foram cancelados. Neste sábado, a situação era normal.
A torre onde o PM subiu contém luzes se chama ILS e também é conhecida como "Torre de Aproximação". Ela serve de guia e referência para os aviões que pousam no local. Ela fica na parte externa do aeroporto. . As decolagens, que nesta sexta-feira estavam sendo feitas na cabeceira oposta da pista, não foram afetadas.
O policial militar está lotado no 46.º Batalhão, no Ipiranga, na zona sul. Tem 29 anos, é casado, pai de três filhos e está há 9 anos na corporação, segundo a Polícia Militar. Em nota oficial, a PM diz que ele já teve "várias passagens" por tratamento psiquiátrico e relaciona o incidente ao fato de ele ter sido transferido para atividades internas depois da alta médica.
"Descontente com a decisão, envolveu-se naquela crise, sendo demovido de continuar com aquela atitude por policiais do batalhão da área e do Corpo de Bombeiros", cita o comunicado.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Aeroporto, enquanto estava na torre, o policial chegou a disparar fogos de artifício contra os policiais que tentavam resgatá-lo, sem atingir ninguém. Ainda de acordo com o boletim, ele estava fardado e com uma corda no pescoço. Com ele, foram apreendidos uma faca, quatro rojões, duas bombas prensadas, um facão e um estilete, entre outros objetos. O caso foi registrado como crime contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.
19 de julho de 2012
Lanchonete com preço popular nos aeroportos
Como forma de combater os preços abusivos de lanches e demais refeições nos aeroportos brasileiros, o passageiro poderá contar agora com a lanchonete popular. A primeira unidade, com salgados a partir de R$ 1, foi inaugurada oficialmente na tarde de quarta-feira (18) no aeroporto paranaense Afonso Pena, em Curitiba.
A iniciativa tem preços regularizados pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e faz parte dos preparativos para Copa do Mundo de 2014. A ideia é que o modelo de preço popular para bebidas e salgados, entre outros produtos, chegue aos demais terminais brasileiros até o início do evento esportivo.
Por enquanto, a unidade curitibana já impactou nos preços da concorrência na praça de alimentação do aeroporto. Preços de salgados já sofreram alteração para não perder clientes. Enquanto uma porção com seis unidades de pão de queijo custa R$ 4,60 nas lanchonetes instaladas em aeroportos, no ponto da Infraero, a mesma quantidade sai por R$ 1 — valor 78,2% menor.
Mesmo os pratos quentes e rápidos como o famoso "filé com fritas" têm preços nitidamente mais baixos que os vistos nas vitrines das lanchonetes mais tradicionais dos aeroportos. Enquanto uma massa no restaurante Osper do Aeroporto Afonso Pena custa entre R$ 38 e R$ 42, qualquer prato de penne, lasanhas ou mesmo escondidinhos de carne ou frango saem por R$ 9,90 na lanchonete popular.
O coordenador da Rede Shop Tem, Jorge Cavalcante, admite que o investimento de R$ 300 mil para abertura do estabelecimento com a marca Rapid In, que pertence à rede, poderá ter um retorno mais rápido que o previsto.
— Vencemos a licitação pelo melhor preço de aluguel e menor preço do produto. Com a boa movimentação da primeira semana, o retorno que viria em três anos deve ser visto bem antes.
Cavalcante conta que o restaurante Osper, localizado ao lado da lanchonete, já baixou os preços dos refrigerantes nas máquinas. Ainda segundo ele, outros concorrentes já estão cortando preços dos alimentos.
Todas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 onde a Infraero está presente na licitação devem ter uma lanchonete popular com preços máximos até o início do evento esportivo.
Funcionários do aeroporto que não quiseram se identificar, no entanto, disseram que apenas os preços dos salgados são de fato mais baixos, mas se considerada a qualidade dos pratos rápidos e massas, o preço fica menos atrativo. Os funcionários do Afonso Pena correspondem à maior parte do consumo nos restaurantes.
A iniciativa tem preços regularizados pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e faz parte dos preparativos para Copa do Mundo de 2014. A ideia é que o modelo de preço popular para bebidas e salgados, entre outros produtos, chegue aos demais terminais brasileiros até o início do evento esportivo.
Por enquanto, a unidade curitibana já impactou nos preços da concorrência na praça de alimentação do aeroporto. Preços de salgados já sofreram alteração para não perder clientes. Enquanto uma porção com seis unidades de pão de queijo custa R$ 4,60 nas lanchonetes instaladas em aeroportos, no ponto da Infraero, a mesma quantidade sai por R$ 1 — valor 78,2% menor.
O coordenador da Rede Shop Tem, Jorge Cavalcante, admite que o investimento de R$ 300 mil para abertura do estabelecimento com a marca Rapid In, que pertence à rede, poderá ter um retorno mais rápido que o previsto.
— Vencemos a licitação pelo melhor preço de aluguel e menor preço do produto. Com a boa movimentação da primeira semana, o retorno que viria em três anos deve ser visto bem antes.
Cavalcante conta que o restaurante Osper, localizado ao lado da lanchonete, já baixou os preços dos refrigerantes nas máquinas. Ainda segundo ele, outros concorrentes já estão cortando preços dos alimentos.
Todas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 onde a Infraero está presente na licitação devem ter uma lanchonete popular com preços máximos até o início do evento esportivo.
Funcionários do aeroporto que não quiseram se identificar, no entanto, disseram que apenas os preços dos salgados são de fato mais baixos, mas se considerada a qualidade dos pratos rápidos e massas, o preço fica menos atrativo. Os funcionários do Afonso Pena correspondem à maior parte do consumo nos restaurantes.
De Olho na Mala
Em 21 aeroportos do país, o passageiro já pode acompanhar pela TV o caminho de sua mala desde que sai do avião e chega à esteira de restituição de bagagem. Segundo a Infraero, a ideia, que começou no Aeroporto Internacional do Rio – Galeão em 2011, foi implantanda há cerca de um mês nos aeroportos de Navegantes, em Santa Catarina, e Vitória, no Espírito Santo, os mais recentes no monitoramento da bagagem dos passageiros. A Infraero informou nesta terça-feira (17) que prevê instalar o programa “De Olho na Mala” em toda a rede de aeroportos administrados pela empresa.
Desde fevereiro de 2012, além do Galeão, os seguintes aeroportos já implantaram o monitoramento: Brasília, Confins e Uberlândia (MG), Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Navegantes e Joinville (SC), Londrina (PR), Cuiabá (MT), Vitória (ES), Campina Grande (PB), Palmas (TO), Marabá (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR), Imperatriz (MA), Campo Grande e Corumbá (MS).
Segundo a Infraero, após o check-in, as bagagens são de responsabilidade da empresa aérea, permanecendo sob sua custódia até a devolução ao passageiro, conforme a prevê a legislação sobre segurança da aviação civil. Com o projeto “De Olho na Mala”, a Infraero afirma que quer contribuir para a transparência e a segurança no processo de restituição de bagagens.
No Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, o sistema funciona no desembarque doméstico. Para instalar os monitores e câmeras que monitoram, o engenheiro Pedro Paulo, gerente de Tecnologia de Informações da Infraero no aeroporto, levou três dias, trabalhando com quatro profissionais.
“Foi dedicação total para garantir que o sistema fosse instalado no menor tempo possível, pois sabemos da importância que é, para o passageiro, entender melhor como se dá o manuseio das bagagens”, disse.
Em Confins, Minas Gerais, e Manaus, Amazonas, o monitoramento foi instalado no fim de abril de 2012 nas áreas de desembarque doméstico e internacional.
Os sistemas são compostos por monitores e câmeras de vigilância. As câmeras são instaladas nas áreas em que os funcionários responsáveis pelo manuseio das bagagens colocam as malas nas esteiras de restituição. Já os monitores são colocados próximos das esteiras na área de desembarque e exibem as imagens captadas pelas câmeras.
Desde fevereiro de 2012, além do Galeão, os seguintes aeroportos já implantaram o monitoramento: Brasília, Confins e Uberlândia (MG), Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Navegantes e Joinville (SC), Londrina (PR), Cuiabá (MT), Vitória (ES), Campina Grande (PB), Palmas (TO), Marabá (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR), Imperatriz (MA), Campo Grande e Corumbá (MS).
Segundo a Infraero, após o check-in, as bagagens são de responsabilidade da empresa aérea, permanecendo sob sua custódia até a devolução ao passageiro, conforme a prevê a legislação sobre segurança da aviação civil. Com o projeto “De Olho na Mala”, a Infraero afirma que quer contribuir para a transparência e a segurança no processo de restituição de bagagens.
Consórcio Aeroporto Internacional de Guarulhos descarta projeto do terminal 3 feito pela Infraero
O projeto de R$ 22,6 milhões encomendado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para o futuro Terminal 3 do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, vai ser engavetado. Isso porque os novos operadores do aeroporto - a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. - decidiram não aproveitar o projeto, que ficou conhecido pelo desenho em formato de avião.
Quando definiu as regras da concessão de Cumbica, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estipulou que a Infraero entregasse o projeto básico do terceiro terminal ao operador privado. Mas o contrato não tem nenhuma cláusula que obrigue a iniciativa privada a usar o tal projeto. A informação é da Anac.
Questionada sobre o motivo de gastar tanto dinheiro em um projeto quando a discussão sobre a privatização de Cumbica já estava em andamento, a Infraero afirmou que a entrega "estava na lista dos afazeres" da estatal, "assim como a conclusão das obras de terraplenagem".
Agora, a Infraero tenta reduzir o prejuízo: em uma reunião ontem com o consórcio MAG - formado, entre outras empresas, pelo escritório de arquitetura paulistano Biselli+Katchborian -, tentou renegociar o valor global do contrato, uma vez que o projeto executivo não chegará a ser feito. Dos R$ 22,6 milhões totais, quase R$ 11 milhões já foram pagos pelos estudos preliminares e projeto básico.
A Infraero quer fechar tudo em aproximadamente R$ 16 milhões, mas ainda não chegou a um acordo com os escritórios, que venceram uma licitação em 2009 para tocar a proposta.
Formada pela construtora Invepar e pela operadora de aeroportos sul-africana Acsa, a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos confirma que não vai usar o projeto encomendado pela Infraero. Dois novos desenhos estão sendo elaborados por um escritório de arquitetura com sede fora do País.
A concessionária não comenta por que não quis usar o projeto já pronto. A reportagem apurou que ele não atenderia aos padrões pretendidos pelos novos donos do aeroporto, que querem que Guarulhos siga uma identidade visual parecida com a dos aeroportos que a Acsa já mantém na África do Sul, em cidades como Johannesburgo.
Pensado para receber apenas a demanda de passageiros internacionais de Guarulhos, o Terminal 3, oficialmente, tem capacidade estimada para 12 milhões de passageiros por ano. Mas a concessionária já estaria repensando esse número, uma vez que, só em 2011, o aeroporto recebeu 11,3 milhões de passageiros internacionais e, com a estimativa atual, já nasceria saturado.
Até a Copa de 2014, o terceiro terminal não estará 100%, mas vai operar com no mínimo metade da capacidade. Será ampliado aos poucos até 2022, quando Cumbica poderá receber, ao todo, cerca de 60 milhões de pessoas por ano.
Quando definiu as regras da concessão de Cumbica, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estipulou que a Infraero entregasse o projeto básico do terceiro terminal ao operador privado. Mas o contrato não tem nenhuma cláusula que obrigue a iniciativa privada a usar o tal projeto. A informação é da Anac.
Questionada sobre o motivo de gastar tanto dinheiro em um projeto quando a discussão sobre a privatização de Cumbica já estava em andamento, a Infraero afirmou que a entrega "estava na lista dos afazeres" da estatal, "assim como a conclusão das obras de terraplenagem".
Agora, a Infraero tenta reduzir o prejuízo: em uma reunião ontem com o consórcio MAG - formado, entre outras empresas, pelo escritório de arquitetura paulistano Biselli+Katchborian -, tentou renegociar o valor global do contrato, uma vez que o projeto executivo não chegará a ser feito. Dos R$ 22,6 milhões totais, quase R$ 11 milhões já foram pagos pelos estudos preliminares e projeto básico.
A Infraero quer fechar tudo em aproximadamente R$ 16 milhões, mas ainda não chegou a um acordo com os escritórios, que venceram uma licitação em 2009 para tocar a proposta.
Formada pela construtora Invepar e pela operadora de aeroportos sul-africana Acsa, a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos confirma que não vai usar o projeto encomendado pela Infraero. Dois novos desenhos estão sendo elaborados por um escritório de arquitetura com sede fora do País.
A concessionária não comenta por que não quis usar o projeto já pronto. A reportagem apurou que ele não atenderia aos padrões pretendidos pelos novos donos do aeroporto, que querem que Guarulhos siga uma identidade visual parecida com a dos aeroportos que a Acsa já mantém na África do Sul, em cidades como Johannesburgo.
Pensado para receber apenas a demanda de passageiros internacionais de Guarulhos, o Terminal 3, oficialmente, tem capacidade estimada para 12 milhões de passageiros por ano. Mas a concessionária já estaria repensando esse número, uma vez que, só em 2011, o aeroporto recebeu 11,3 milhões de passageiros internacionais e, com a estimativa atual, já nasceria saturado.
Até a Copa de 2014, o terceiro terminal não estará 100%, mas vai operar com no mínimo metade da capacidade. Será ampliado aos poucos até 2022, quando Cumbica poderá receber, ao todo, cerca de 60 milhões de pessoas por ano.
5 de maio de 2012
Viracopos perde mais uma empresa aérea
A companhia aérea TAP Portugal vai suspender os voos operados pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), para Portugal, a partir de outubro. As ligações entre São Paulo e Lisboa serão concentradas no Aeroporto Internacional de Guarulhos até março de 2013, no período de baixa temporada da companhia. A empresa opera, desde julho de 2010, três voos regulares internacionais por semana saindo de Campinas para a Europa. A TAP é a segunda companhia aérea que decidiu suspender os voos em Viracopos. Desde 11 de abril, a Pluna Linhas Aéreas Uruguaias não opera mais voos para Montevidéu partindo de Campinas, mas a empresa alega que pode retomar as operações a partir de junho.
Entre os motivos que levaram a TAP Portugal a suspender os voos em Campinas estão a falta de estrutura de Viracopos e a inexistência de serviços de catering e de free shop - área franca para comercialização de mercadorias nacionais e estrangeiras. com isenção ou redução de impostos-, "indispensáveis em qualquer aeroporto com voos internacionais", segundo a empresa.
Em nota enviada às agências de turismo, a companhia aérea informou que espera que, até março de 2013, o aeroporto de Campinas ofereça melhores condições aos passageiros da TAP, para assim retomar os voos regulares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia aérea, a suspensão foi avisada com antecedência aos passageiros e aos órgãos competentes e que nenhum cliente será prejudicado com as mudanças.
A Infraero informou que a área destinada às lojas de free shop está pronta e que a empresa vencedora da licitação, a Dufry, está em processo de regularização dos produtos que serão comercializados com a Alfândega.
O serviço deve ser inaugurado até o fim de maio, segundo a assessoria de imprensa da Infraero.
Sobre a falta de estrutura do aeroporto, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária informou que ainda não foi avisada oficialmente pela TAP Portugal sobre a suspensão dos voos e que, por isso, não vai se manifestar sobre as reivindicações da companhia aérea.
O presidente do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, Sérgio Bica, recebeu a notícia da suspensão com desânimo. "Isso dificulta ainda mais a vinda de eventos internacionais para Campinas. Se você tem uma estratégia para captar eventos desse porte para a cidade e não tem um voo internacional regular em Viracopos, é ainda mais complicado", diz Bica.
Ele explica que os congressos internacionais movimentam muito a economia de Campinas, já que um visitante estrangeiro a negócios gasta, por dia, US$ 400, o dobro de um visitante brasileiro a negócios. "Quando um voo internacional é suspenso, a candidatura da cidade para um evento de grande porte perde muitos pontos", lamenta o presidente do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau.
Sérgio Bica também aponta com uma das principais deficiências de Campinas a falta de um centro de convenções. "Esse seria o grande salto qualitativo para aumentar o poder da cidade para atrair esses eventos", explica. No dia 16 de maio, será lançado um novo programa de captação de eventos internacionais na cidade. A expectativa é receber 30 eventos por ano até 2014.
"A cidade de São Paulo está saturada e apresenta, atualmente, uma série de desvantagens. Campinas está na contramão disso, mas precisa melhorar o aeroporto e oferecer outros atrativos", conclui o presidente do Convention & Visitors Bureau.
Juarez Cintra, da Ancoradouro, e Mauro Shwartzmann, da Costa Brava – ambas empresas com sede em Campinas – também estão indignados com a suspensão do voo da Tap no aeroporto de Viracopos.
“Parece que todos estão míopes nesta cidade! Ninguém fez nada para que o aeroporto contasse com mínima estrutura para receber voos internacionais: nem Infraero, nem a Câmara de Vereadores e nem a prefeitura de Campinas e região. Viracopos é uma piada de mau gosto. Não temos sala vip para os passageiros de classe executiva, nem desembarque especial. O freeshopp nunca veio. O embarque e desembarque de passageiros no terminal é um horror”, diz.
Schwartzmann também está inconformado. Ele salienta que a Tap fez um investimento enorme, já que Viracopos e a própria região são muito importantes para a companhia, e a Infraero, por sua vez, fez somente promessas de melhorias “fundamentais” para o sucesso da operação.
“Conversei várias vezes com o Mário Carvalho, pedindo para ´aguentar mais um pouco´, mas me coloco no lugar dele e de quem decide na Tap. Viracopos está uma rodoviária de quinta! Muitos dos passageiros que voam para Europa com a Tap optam por Guarulhos, apesar do tempo de estrada e da Marginal Tietê. O estado a que está relegado este nosso aeroporto é um crime”, opina.
O acesso a Viracopos, com congestionamentos, também é citado por Schwartzmann. “Dentro do aeroporto é fila para tudo, passageiro após passar pelo controle de passaporte não tem mais acesso a um bar, um café, um sanduíche! Mesmo os que viajam em classe executiva e pagam um bom dinheiro pela passagem. No desembarque a espera pela bagagem é outro drama, as esteiras são dos tempos dos Electras! É triste para nós, que vemos mais uma frustração com Viracopos! Não podemos culpar a Tap, que em minha opinião aguentou mais tempo do que imaginávamos! A Pluna também não aguentou, esta é a verdade!“, finaliza.
31 de março de 2012
3º terminal de Guarulhos já tem 63% de obras concluídas
As obras de terraplanagem do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos/Governador André Franco Montoro (SP) estão com cerca de 63% do trabalho concluído pelo Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro. No dia 29 de maço o diretor de engenharia, Jaime Parreira, realizou visita técnica às obras e resaltou que “essa é uma obra de grande porte da Infraero e o cronograma está sendo obedecido”. A previsão é que as obras sejam concluídas em setembro deste ano.
Durante a inspeção esteve acompanhado do Comandante do Exército, General de Exército, Enzo Martins Peri, do Comandante Militar do Sudeste, General de Exército, Adhemar da Costa, e do chefe do Departamento de Engenharia e Construção, General Brandão. Na ocasião, o comandante do Destacamento de Guarulhos, Coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, fez uma apresentação sobre o andamento das obras, iniciadas em agosto de 2011.
Durante a inspeção esteve acompanhado do Comandante do Exército, General de Exército, Enzo Martins Peri, do Comandante Militar do Sudeste, General de Exército, Adhemar da Costa, e do chefe do Departamento de Engenharia e Construção, General Brandão. Na ocasião, o comandante do Destacamento de Guarulhos, Coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, fez uma apresentação sobre o andamento das obras, iniciadas em agosto de 2011.
21 de março de 2012
A380 vem para São Paulo dia 22 e levanta a questão de sua operação no Brasil novamente
O maior avião do mundo, que será exibido pela segunda vez no país nesta quinta-feira (22) em um evento promocional da Airbus no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), ainda não tem previsão de operar no Brasil.

Isso porque, apesar de autorizado há seis meses pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) a operar no país, nenhuma aérea nacional tem a aeronave e as empresas internacionais que as possuem dizem não ter previsão de usá-lo por aqui.
Lançada em 2005, a aeronave da Airbus de mais de 72 metros de comprimento leva entre 520 e 800 passageiros e custa cerca de US$ 375 milhões, segundo projeções de 2011.
Em setembro de 2011, a Infraero autorizou a Emirates a opera-lo em Cumbica após um pedido formal da empresa para isso. Na época, técnicos fizeram inspeções na pista para verificar se ela poderia atender com segurança a aeronave e a única restrição foi que, devido ao tamanho da pista, há necessidade de se desligar a turbina externa do superjumbo no momento do pouso, segundo a assessoria de imprensa da Infraero (leia mais abaixo).
A Emirates queria descer com o A380 em Guarulhos às 18h e decolar às 2h, um horário não compatível com o grande volume de voos no aeródromo. A contraproposta da Infraero foi para o superjumbo pousar uma hora mais tarde do previsto.
As negociações se arrastaram e a previsão da empresa iniciar os voos com o A380, estimada para março de 2012, foi adiada para o segundo semestre deste ano, conforme a Infraero.
A companhia confirma as tratativas, mas não comenta a questão em relação ao horário. “A Emirates faz constantemente pesquisas em aeroportos do mundo inteiro, incluindo o de São Paulo, para saber da viabilidade de operar com o A380, mesmo porque a companhia tem 69 aeronaves A380s sob encomenda e precisa alocá-las em diferentes rotas. O mercado brasileiro é muito importante para a Emirates e pretendemos trazer o A380 no momento oportuno”, disse o diretor-geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasmann.
Nas análises, a Infraero considerou que, além de Guarulhos, teriam possibilidade de receber o superjumbo os aeroportos do Galeão (RJ), Recife (PE) e Salvador (BA), já que há a necessidade de pistas de apoio ou de escalas.
A Emirates opera duas rotas diárias de Dubai para o Brasil, todas com uma grande aeronave – um Boeing 777-300ER de 340 assentos e oito suítes privadas. Uma deles é para Guarulhos e a outra, para o Galeão.
Operações em terra e segurança
Entre os fatores analisados para as operações do A380 no país é a necessidade de um finger de ponte dupla para embarque e desembarque simultâneo pelas duas portas, o que só é possível em Cumbica. A Infraero testou isso e não houve problemas.
Também foi verificado o aspecto de segurança, já que, com duas turbinas de cada lado e com envergadura de quase 80 metros, o A380 deveria operar em pistas de categoria F pelos padrões da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), 60 metros de largura e outros 7,5 metros de escape em cada lado (até 80 metros de envergadura). Estas pistas existem em poucos lugares do mundo, em especial no Oriente Médio. Já as pistas brasileiras, como Guarulhos, são de categorias E, com 45 metros de largura e mais 7,5 metros de acostamento em cada lateral (até 65 m de envergadura).

Para o pouso ser realizado com tranquilidade, a restrição é de que a turbina do lado externo seja desligada na hora do pouso para evitar que haja sucção de algum material, diz a Infraero. Autoridades aeronáuticas europeias certificaram operações do A380 em pistas E ao redor do mundo desde que obedecido este procedimento, que não interferiria na quantidade de carga ou de passageiros transportados.
A Airbus informou pela assessoria que não comentaria a questão das operações do maior avião no Brasil, já que isso é uma decisão das companhias.
Um estudo da construtora prevê a necessidade de pelo menos 40 grandes aeronaves na América Latina até 2030. Até fevereiro, a Airbus já havia recebido 253 pedidos do A380 - nenhuma de companhia da América Latina. Destes, 71 já estão voando.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que “atualmente não temos nenhuma companhia aérea operando com esse modelo de aeronave no país” e que “não recebeu pedidos para operações com esse modelo”
Isso porque, apesar de autorizado há seis meses pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) a operar no país, nenhuma aérea nacional tem a aeronave e as empresas internacionais que as possuem dizem não ter previsão de usá-lo por aqui.
Lançada em 2005, a aeronave da Airbus de mais de 72 metros de comprimento leva entre 520 e 800 passageiros e custa cerca de US$ 375 milhões, segundo projeções de 2011.
Em setembro de 2011, a Infraero autorizou a Emirates a opera-lo em Cumbica após um pedido formal da empresa para isso. Na época, técnicos fizeram inspeções na pista para verificar se ela poderia atender com segurança a aeronave e a única restrição foi que, devido ao tamanho da pista, há necessidade de se desligar a turbina externa do superjumbo no momento do pouso, segundo a assessoria de imprensa da Infraero (leia mais abaixo).
A Emirates queria descer com o A380 em Guarulhos às 18h e decolar às 2h, um horário não compatível com o grande volume de voos no aeródromo. A contraproposta da Infraero foi para o superjumbo pousar uma hora mais tarde do previsto.
As negociações se arrastaram e a previsão da empresa iniciar os voos com o A380, estimada para março de 2012, foi adiada para o segundo semestre deste ano, conforme a Infraero.
A companhia confirma as tratativas, mas não comenta a questão em relação ao horário. “A Emirates faz constantemente pesquisas em aeroportos do mundo inteiro, incluindo o de São Paulo, para saber da viabilidade de operar com o A380, mesmo porque a companhia tem 69 aeronaves A380s sob encomenda e precisa alocá-las em diferentes rotas. O mercado brasileiro é muito importante para a Emirates e pretendemos trazer o A380 no momento oportuno”, disse o diretor-geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasmann.
Nas análises, a Infraero considerou que, além de Guarulhos, teriam possibilidade de receber o superjumbo os aeroportos do Galeão (RJ), Recife (PE) e Salvador (BA), já que há a necessidade de pistas de apoio ou de escalas.
A Emirates opera duas rotas diárias de Dubai para o Brasil, todas com uma grande aeronave – um Boeing 777-300ER de 340 assentos e oito suítes privadas. Uma deles é para Guarulhos e a outra, para o Galeão.
Operações em terra e segurança
Entre os fatores analisados para as operações do A380 no país é a necessidade de um finger de ponte dupla para embarque e desembarque simultâneo pelas duas portas, o que só é possível em Cumbica. A Infraero testou isso e não houve problemas.
Também foi verificado o aspecto de segurança, já que, com duas turbinas de cada lado e com envergadura de quase 80 metros, o A380 deveria operar em pistas de categoria F pelos padrões da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), 60 metros de largura e outros 7,5 metros de escape em cada lado (até 80 metros de envergadura). Estas pistas existem em poucos lugares do mundo, em especial no Oriente Médio. Já as pistas brasileiras, como Guarulhos, são de categorias E, com 45 metros de largura e mais 7,5 metros de acostamento em cada lateral (até 65 m de envergadura).
Para o pouso ser realizado com tranquilidade, a restrição é de que a turbina do lado externo seja desligada na hora do pouso para evitar que haja sucção de algum material, diz a Infraero. Autoridades aeronáuticas europeias certificaram operações do A380 em pistas E ao redor do mundo desde que obedecido este procedimento, que não interferiria na quantidade de carga ou de passageiros transportados.
A Airbus informou pela assessoria que não comentaria a questão das operações do maior avião no Brasil, já que isso é uma decisão das companhias.
Um estudo da construtora prevê a necessidade de pelo menos 40 grandes aeronaves na América Latina até 2030. Até fevereiro, a Airbus já havia recebido 253 pedidos do A380 - nenhuma de companhia da América Latina. Destes, 71 já estão voando.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que “atualmente não temos nenhuma companhia aérea operando com esse modelo de aeronave no país” e que “não recebeu pedidos para operações com esse modelo”
4 de março de 2012
Governo definirá estados com prioridades em aeroportos no interior
Após o governo ter conseguido arrecadar, no início de fevereiro, R$ 24,5 bilhões com o leilão para a exploração dos terminais aéreos de Cumbica, em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmou nesta quinta-feira que a prioridade do governo no setor será desenvolver a avião regional, ampliando voos para o interior do País.
O ministro, que participa de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, disse que a ideia é garantir o desenvolvimento de municípios do interior por meio da ampliação dos serviços de aviação. Governos estaduais e municipais já estão sendo ouvidos para que a Secretaria de Aviação Civil e a Infraero possam delimitar quais serão as regiões que receberão os investimentos prioritários em aviação regional.
O modelo de concessão aplicado nos três aeroportos em fevereiro previu que a Infraero, atualmente operadora de mais de 60 aeroportos no País, teria necessariamente de ser acionista minoritária com 49% do capital social na concessionária responsável pela administração dos terminais. São os recursos que a Infraero irá captar com as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília que serão aplicados em terminais deficitários, como os das regiões Norte e Nordeste.
"Tudo será aplicado, por decisão da presidente Dilma Rousseff, em aviação regional para que não somente tenhamos a aviação troncal, que atua nas capitais com eficiência e qualidade de serviço, mas que permita o crescimento do interior do País. O programa de aviação regional é uma das coisas mais importantes que o governo está fazendo agora. Não é só para a Copa do Mundo. Temos que atender o dia-a-dia do cidadão, que cada vez mais está usando esse modal de transporte. Se não estendermos o serviço de aviação para o interior do País, estaremos de forma muito absurda não permitindo a cidadania à população", disse o ministro.
"Optamos por ter o maior recurso possível dos aeroportos rentáveis. Os 49% vão fazer que a Infraero possa ter recursos para investir em outros aeroportos", completou o presidente da Infraero, Gustavo Vale. "A finalidade é que o passageiro brasileiro tenha o atendimento que merece, que é uma coisa que ele não está tendo hoje", resumiu.
Defendendo uma "real integração do interior com a capital", o ministro da Secretaria de Aviação Civil destacou ainda que, na aviação regional, a estratégia será, além de aplicar recursos nos aeroportos deficitários, não permitir que os eles possam ter em seus arredores construções irregulares ou que comprometam a plena atividade dos terminais.
"Temos aeroportos em que, por não se tomar conta daquele ativo, foram construídos edifícios na cabeceira da pista. É muito necessário que Estados e municípios trabalhem no sentido de ter uma agenda conjunta para definir medidas de proteção, melhoria e eficácia no atendimento do usuário", explicou ele.
O ministro, que participa de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, disse que a ideia é garantir o desenvolvimento de municípios do interior por meio da ampliação dos serviços de aviação. Governos estaduais e municipais já estão sendo ouvidos para que a Secretaria de Aviação Civil e a Infraero possam delimitar quais serão as regiões que receberão os investimentos prioritários em aviação regional.
O modelo de concessão aplicado nos três aeroportos em fevereiro previu que a Infraero, atualmente operadora de mais de 60 aeroportos no País, teria necessariamente de ser acionista minoritária com 49% do capital social na concessionária responsável pela administração dos terminais. São os recursos que a Infraero irá captar com as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília que serão aplicados em terminais deficitários, como os das regiões Norte e Nordeste.
"Tudo será aplicado, por decisão da presidente Dilma Rousseff, em aviação regional para que não somente tenhamos a aviação troncal, que atua nas capitais com eficiência e qualidade de serviço, mas que permita o crescimento do interior do País. O programa de aviação regional é uma das coisas mais importantes que o governo está fazendo agora. Não é só para a Copa do Mundo. Temos que atender o dia-a-dia do cidadão, que cada vez mais está usando esse modal de transporte. Se não estendermos o serviço de aviação para o interior do País, estaremos de forma muito absurda não permitindo a cidadania à população", disse o ministro.
"Optamos por ter o maior recurso possível dos aeroportos rentáveis. Os 49% vão fazer que a Infraero possa ter recursos para investir em outros aeroportos", completou o presidente da Infraero, Gustavo Vale. "A finalidade é que o passageiro brasileiro tenha o atendimento que merece, que é uma coisa que ele não está tendo hoje", resumiu.
Defendendo uma "real integração do interior com a capital", o ministro da Secretaria de Aviação Civil destacou ainda que, na aviação regional, a estratégia será, além de aplicar recursos nos aeroportos deficitários, não permitir que os eles possam ter em seus arredores construções irregulares ou que comprometam a plena atividade dos terminais.
"Temos aeroportos em que, por não se tomar conta daquele ativo, foram construídos edifícios na cabeceira da pista. É muito necessário que Estados e municípios trabalhem no sentido de ter uma agenda conjunta para definir medidas de proteção, melhoria e eficácia no atendimento do usuário", explicou ele.
28 de fevereiro de 2012
Wi-fi gratuita nos aeroportos da Infraero
A Infraero iniciou agora, no final de fevereiro, os testes técnicos para oferecer internet sem fio gratuita e ilimitada para passageiros nos principais aeroportos do país. Segundo a Linktel, maior operadora independente de WiFi do país e principal fornecedora do serviço limitado de 15 minutos atualmente existente em alguns terminais, sua rede já está pronta e depende apenas da conclusão de processos internos da Infraero. Também participam do projeto as operadoras TIM e Net, além da Rede Ponto Certo, que administra o sistema do Bilhete Único em São Paulo e já participou da implementação de WiFi gratuito em terminais de ônibus na cidade.
Atualmente, o serviço gratuito de 15 minutos era disponibilizado apenas nos aeroportos paulistas de Guarulhos e Congonhas, e os cariocas Galeão e Santos Dumont, além dos terminais de Fortaleza, Recife e Salvador, que passaram a ter WiFi durante o feriado do Carnaval. Para se conectar, o passageiro deverá retirar um cartão – com login e senha – nos balcões de informações dos aeroportos. O sinal está disponível nas salas de embarque. A conexão limitada será descontinuada com o novo formato do serviço, que também será ampliado para outros 11 aeroportos – Brasília, Campinas, Confins, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal (Augusto Severo), Porto Alegre, Pampulha, Jacarepaguá, além do heliporto de Campo de Marte, em São Paulo.
“Após a consolidação da internet gratuita nesses aeroportos, a Infraero poderá levar esses serviços aos terminais de outras cidades”, disse em comunicado o superintendente de negócios comerciais da Infraero, Claiton Resende. O projeto não gerará custos para a estatal. As empresas responsáveis pela disponibilização arcarão com os custos operacionais e, em contrapartida, poderão desenvolver ações publicitárias, conforme estabelecido na consulta pública realizada pela Infraero em dezembro.
Tanto a TIM quanto a Net já têm projetos em WiFi desde o final do ano passado. A operadora de TV paga já oferece seu sinal de internet Virtua em pontos públicos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para seus assinantes, enquanto a companhia de celular tem um projeto piloto na favela carioca da Rocinha.
Atualmente, o serviço gratuito de 15 minutos era disponibilizado apenas nos aeroportos paulistas de Guarulhos e Congonhas, e os cariocas Galeão e Santos Dumont, além dos terminais de Fortaleza, Recife e Salvador, que passaram a ter WiFi durante o feriado do Carnaval. Para se conectar, o passageiro deverá retirar um cartão – com login e senha – nos balcões de informações dos aeroportos. O sinal está disponível nas salas de embarque. A conexão limitada será descontinuada com o novo formato do serviço, que também será ampliado para outros 11 aeroportos – Brasília, Campinas, Confins, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal (Augusto Severo), Porto Alegre, Pampulha, Jacarepaguá, além do heliporto de Campo de Marte, em São Paulo.
“Após a consolidação da internet gratuita nesses aeroportos, a Infraero poderá levar esses serviços aos terminais de outras cidades”, disse em comunicado o superintendente de negócios comerciais da Infraero, Claiton Resende. O projeto não gerará custos para a estatal. As empresas responsáveis pela disponibilização arcarão com os custos operacionais e, em contrapartida, poderão desenvolver ações publicitárias, conforme estabelecido na consulta pública realizada pela Infraero em dezembro.
Tanto a TIM quanto a Net já têm projetos em WiFi desde o final do ano passado. A operadora de TV paga já oferece seu sinal de internet Virtua em pontos públicos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para seus assinantes, enquanto a companhia de celular tem um projeto piloto na favela carioca da Rocinha.
9 de fevereiro de 2012
Terminal 4 de Guarulhos finalmente inicia suas operações
O Terminal 4 do aeroporto de Guarulhos, construído sobre a antiga área de transporte de carga da Vasp e projetado para receber 5,5 milhões de passageiros por ano (15.068 passageiros por dia), começou a funcionar na madrugada desta quarta-feira, dia 8, com apenas uma opção de lanchonete no saguão – La Selva Café –, falhas na comunicação com passageiros e corre-corre para deixar tudo operacional em tempo.

Às 2h32min, quando aterrissou o voo 6755 da Webjet, vindo do Recife, o primeiro a desembarcar passageiros no Terminal 4, as equipes de faxina apenas começavam a limpar o chão do saguão principal (entrada e check-in) do prédio de 12,2 mil metros quadrados de área operacional. Às 4h10min, um móvel guarda volumes entrava pela porta da frente empurrado por funcionários sobre dois carrinhos de bagagem.
Entre os passageiros prestes a embarcar – o primeiro voo foi às 3h55min – e pessoas que chegavam para buscar parentes e amigos, a reclamação mais comum era de falta de informação. Quem foi primeiro direto aos terminais 1 e 2 encontrou uma série de luminosos, na área externa, com a informação de que a Webjet começou a operar no Terminal 4 nesta quarta-feira, dia 8. Mas placas indicando como chegar lá eram raras.
“Chegamos a estacionar o carro”, disse Alex Santiago, que levava os tios José Cosme da Silva e Maria das Dores do Nascimento Silva ao aeroporto, no qual embarcariam de volta para casa, no Recife. “Um funcionário nos sugeriu que viéssemos a pé de lá até aqui. Mas não fizemos isso porque percebemos logo que era longe”, conta.
José Mascarenhas dos Santos passou por situação mais dramática. Esperava os filhos Fabiano, de 13 anos, e Fabrício, de oito anos, em um voo da Gol – que só opera nos terminais antigos. Mas só foi avisado com quase uma hora de atraso que os dois haviam chegado em outro voo, da Webjet – a companhia pertence a Gol –, no Terminal 4. “Informação zero. Sempre fui fiel a Gol. Mas esta foi a última vez que comprei”, disse.

Outros passageiros esperavam caronas sem entender direito onde estavam e não sabiam da disponibilidade de ônibus oferecidos pela a Infraero gratuitamente ligando os terminais, a cada 10 minutos. “Agora de madruga até está tranquilo. Mas durante o dia, com mais voos, essa falta de informação pode causar problemas”, disse Samuel Ferreira, que embarcaria para o Recife para participar do casamento de um dos primos. “Se eu chegasse em cima da hora, talvez não desse tempo”.
Mas nem todas as surpresas foram negativas. Espaço de check-in, saguão espaçoso e esteiras de bagagem renderam elogios dos primeiros usuários. “Gostei, achei amplo”, afirmou o engenheiro José Pinheiro Sobrinho, de Uberaba. “Parece que vai ser uma potência”, disse Alex Santiago. “As esteiras na inclinadas facilitam a retirada das bagagens”, disse Edna Dias, que voltava por Recife de férias de verão na ilha de Itacaré.
Na área de embarque, foram colocados 34 postos de check-in e oito totens de atendimento. É um espaço organizado, com 17 unidades de cada lado e uma esteira de bagagens central, dividindo o canto direito do saguão ao meio. Nesta madrugada, quatro posições estavam abertas e funcionários orientavam sobre como usar o autoatendimento.

De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a Gol pretende transferir todas suas operações para o Terminal 4, que já foi chamado de puxadinho, após o Carnaval.
Segundo a Infraero, no que diz respeito às opções de alimentação, comércio e serviços no Terminal 4, já foram licitados e homologados onze espaços. Um deles é a lanchonete do saguão. Outros são uma lanchonete e uma revistaria, na sala de embarque. Há ainda três caixas eletrônicos no saguão. A maior parte das áreas comerciais, porém, ficará no mezanino sobre a sala de embarque, que permanece fechada, em obras.
A estatal diz que a gestão dos contratos com esses fornecedores ficará sob sua responsabilidade até que os novos administradores – no leilão de segunda-feira, dia 6, o consórcio Invepar-ACSA arrematou a concessão de Guarulhos por 20 anos –, assumam o aeroporto, o que deve acontecer por volta de maio. Caberá ao novo operador decidir se quer renegociá-los.
Contratada às pressas no ano passado para amenizar o caos aéreo tradicional nas festas de final de ano, a construção do Terminal 4 custou R$ 85 milhões e ficou a cargo da construtora Delta. Chegou a ser interrompida por uma queda de parte da estrutura do teto e a entrega atrasou pouco mais de um mês. Antes da Webjet, a Infraero convidou TAM e Gol para operarem o Terminal 4. Mas nenhuma das se interessou.
Às 2h32min, quando aterrissou o voo 6755 da Webjet, vindo do Recife, o primeiro a desembarcar passageiros no Terminal 4, as equipes de faxina apenas começavam a limpar o chão do saguão principal (entrada e check-in) do prédio de 12,2 mil metros quadrados de área operacional. Às 4h10min, um móvel guarda volumes entrava pela porta da frente empurrado por funcionários sobre dois carrinhos de bagagem.
Entre os passageiros prestes a embarcar – o primeiro voo foi às 3h55min – e pessoas que chegavam para buscar parentes e amigos, a reclamação mais comum era de falta de informação. Quem foi primeiro direto aos terminais 1 e 2 encontrou uma série de luminosos, na área externa, com a informação de que a Webjet começou a operar no Terminal 4 nesta quarta-feira, dia 8. Mas placas indicando como chegar lá eram raras.
“Chegamos a estacionar o carro”, disse Alex Santiago, que levava os tios José Cosme da Silva e Maria das Dores do Nascimento Silva ao aeroporto, no qual embarcariam de volta para casa, no Recife. “Um funcionário nos sugeriu que viéssemos a pé de lá até aqui. Mas não fizemos isso porque percebemos logo que era longe”, conta.
José Mascarenhas dos Santos passou por situação mais dramática. Esperava os filhos Fabiano, de 13 anos, e Fabrício, de oito anos, em um voo da Gol – que só opera nos terminais antigos. Mas só foi avisado com quase uma hora de atraso que os dois haviam chegado em outro voo, da Webjet – a companhia pertence a Gol –, no Terminal 4. “Informação zero. Sempre fui fiel a Gol. Mas esta foi a última vez que comprei”, disse.
Outros passageiros esperavam caronas sem entender direito onde estavam e não sabiam da disponibilidade de ônibus oferecidos pela a Infraero gratuitamente ligando os terminais, a cada 10 minutos. “Agora de madruga até está tranquilo. Mas durante o dia, com mais voos, essa falta de informação pode causar problemas”, disse Samuel Ferreira, que embarcaria para o Recife para participar do casamento de um dos primos. “Se eu chegasse em cima da hora, talvez não desse tempo”.
Mas nem todas as surpresas foram negativas. Espaço de check-in, saguão espaçoso e esteiras de bagagem renderam elogios dos primeiros usuários. “Gostei, achei amplo”, afirmou o engenheiro José Pinheiro Sobrinho, de Uberaba. “Parece que vai ser uma potência”, disse Alex Santiago. “As esteiras na inclinadas facilitam a retirada das bagagens”, disse Edna Dias, que voltava por Recife de férias de verão na ilha de Itacaré.
Na área de embarque, foram colocados 34 postos de check-in e oito totens de atendimento. É um espaço organizado, com 17 unidades de cada lado e uma esteira de bagagens central, dividindo o canto direito do saguão ao meio. Nesta madrugada, quatro posições estavam abertas e funcionários orientavam sobre como usar o autoatendimento.
De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a Gol pretende transferir todas suas operações para o Terminal 4, que já foi chamado de puxadinho, após o Carnaval.
Segundo a Infraero, no que diz respeito às opções de alimentação, comércio e serviços no Terminal 4, já foram licitados e homologados onze espaços. Um deles é a lanchonete do saguão. Outros são uma lanchonete e uma revistaria, na sala de embarque. Há ainda três caixas eletrônicos no saguão. A maior parte das áreas comerciais, porém, ficará no mezanino sobre a sala de embarque, que permanece fechada, em obras.
A estatal diz que a gestão dos contratos com esses fornecedores ficará sob sua responsabilidade até que os novos administradores – no leilão de segunda-feira, dia 6, o consórcio Invepar-ACSA arrematou a concessão de Guarulhos por 20 anos –, assumam o aeroporto, o que deve acontecer por volta de maio. Caberá ao novo operador decidir se quer renegociá-los.
Contratada às pressas no ano passado para amenizar o caos aéreo tradicional nas festas de final de ano, a construção do Terminal 4 custou R$ 85 milhões e ficou a cargo da construtora Delta. Chegou a ser interrompida por uma queda de parte da estrutura do teto e a entrega atrasou pouco mais de um mês. Antes da Webjet, a Infraero convidou TAM e Gol para operarem o Terminal 4. Mas nenhuma das se interessou.
6 de fevereiro de 2012
Termina o leilão para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou nesta segunda-feira um leilão para transferir ao setor privado a exploração de três terminais aéreos internacionais: o de Cumbica, em Guarulhos, o de Viracopos, em Campinas e o Juscelino Kubitschek, em Brasília. O aeroporto de Brasília foi o que teve o maior valor acima da oferta mínima exigida pelo governo. O consórcio Inframerica Aeroportos levou a concessão na capital federal com a oferta de R$ 4,5 bilhões, ante preço mínimo de R$ 582 milhões - um ágio de 673%.
O consórcio formado por Invepar, OAS e a sul-africana ACSA, apresentou a melhor oferta econômica pela concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), no valor de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 375% sobre o preço mínimo de R$ 3,4 bilhões. Já o consórcio que inclui a Triunfo Participações e a francesa Egis Airport Operation fez a proposta financeira mais elevada pelo aeroporto de Viracopos (SP), de R$ 3,8 bilhões. O preço mínimo era de R$ 1,47 bilhão - um ágio de 159%.
Após a abertura das propostas na sede da Bovespa em São Paulo, os consórcios que fizeram as melhores propostas iniciais continuaram a disputa em um leilão viva-voz. Encerrado o tempo de lances, as ofertas totalizaram R$ 24,53 bilhões a serem pagos ao governo - um ágio médio de 347%. O grupo Inframérica Aeroportos, que ficou com o aeroporto de Brasília, conta com a Engevix e a argentina Corporación América, que no ano passado venceu a disputa pelo aeroporto São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

Conheça os vencedores do leilão:
Guarulhos (SP)
Consórcio: Invepar
Composição: Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura (cujos sócios são sócios os três maiores fundos de pensão do país – Previ, Petros e Funcef – e a construtora OAS, e administradores de rodovias como a Raposo Tavares e Rio-Teresópolis e da Linha Amarela, no Rio de Janeiro), com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%
Lance: R$ 16,213 bilhões
Ágio: 373,5%
Viracopos (Campinas, SP)
Consórcio: Aeroportos Brasil
Composição: Triunfo Participações e Investimentos (que já é concessionária de rodovias, portos e tem investimentos na área de geração de energia hidrelétrica), com 45%, UTC Participações (grupo de engenharia brasileiro com atuação na hidrelétrica de Tucuruí), com 45%, e Egis Airport Operation, da França, com 10%
Lance: R$ 3,821 bilhões
Ágio: 159,75%
Brasília
Consórcio: Inframérica Aeroportos
Composição: Infravix Participações (do grupo Engevix, que já opera o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte), com 50%, e Corporation America, da Argentina, com 50%.
Lance: R$ 4,501 bilhões
Ágio: 673,89%
O consórcio formado por Invepar, OAS e a sul-africana ACSA, apresentou a melhor oferta econômica pela concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), no valor de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 375% sobre o preço mínimo de R$ 3,4 bilhões. Já o consórcio que inclui a Triunfo Participações e a francesa Egis Airport Operation fez a proposta financeira mais elevada pelo aeroporto de Viracopos (SP), de R$ 3,8 bilhões. O preço mínimo era de R$ 1,47 bilhão - um ágio de 159%.
Após a abertura das propostas na sede da Bovespa em São Paulo, os consórcios que fizeram as melhores propostas iniciais continuaram a disputa em um leilão viva-voz. Encerrado o tempo de lances, as ofertas totalizaram R$ 24,53 bilhões a serem pagos ao governo - um ágio médio de 347%. O grupo Inframérica Aeroportos, que ficou com o aeroporto de Brasília, conta com a Engevix e a argentina Corporación América, que no ano passado venceu a disputa pelo aeroporto São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.
Conheça os vencedores do leilão:
Guarulhos (SP)
Consórcio: Invepar
Composição: Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura (cujos sócios são sócios os três maiores fundos de pensão do país – Previ, Petros e Funcef – e a construtora OAS, e administradores de rodovias como a Raposo Tavares e Rio-Teresópolis e da Linha Amarela, no Rio de Janeiro), com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%
Lance: R$ 16,213 bilhões
Ágio: 373,5%
Viracopos (Campinas, SP)
Consórcio: Aeroportos Brasil
Composição: Triunfo Participações e Investimentos (que já é concessionária de rodovias, portos e tem investimentos na área de geração de energia hidrelétrica), com 45%, UTC Participações (grupo de engenharia brasileiro com atuação na hidrelétrica de Tucuruí), com 45%, e Egis Airport Operation, da França, com 10%
Lance: R$ 3,821 bilhões
Ágio: 159,75%
Brasília
Consórcio: Inframérica Aeroportos
Composição: Infravix Participações (do grupo Engevix, que já opera o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte), com 50%, e Corporation America, da Argentina, com 50%.
Lance: R$ 4,501 bilhões
Ágio: 673,89%
Os envelopes do leilão já foram abertos e a disputa passa para o viva voz
Foram feitas 22 propostas pelos três aeroportos em leilão nesta segunda-feira (6) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Onze consórcios apresentaram lances pelos terminais. Após a leitura das propostas, o leilão entrou na fase viva voz.
A expectativa do governo é que, com administrador privado, as obras de ampliação e melhoria desses aeroportos sejam aceleradas. O governo tem pressa em realizar os investimentos para atender ao aumento da demanda por voos e também por conta da Copa de 2014.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a concessão não vai resultar em aumento de taxas para os passageiros que utilizarem esses aeroportos.
O aeroporto de Guarulhos recebeu dez propostas, a maior delas por R$ 16,213 bilhões. Viracopos, em Campinas, recebeu quatro propostas, sendo a mais alta de R$ 3,821 bilhões. Já o aeroporto de Brasília teve oito propostas, com lance máximo de R$ 3,5 bilhões. Com isso, o governo já garante a arrecadação de pelo menos R$ 23,534 bilhões com o leilão dos três terminais.
Pelas regras do leilão, avançam as três maiores ofertas válidas para cada um dos três aeroportos e os que apresentarem ofertas cujo valor for equivalente a pelo menos 90% da maior oferta válida irão para a disputa viva voz. Segundo a Anac, avançaram para esta fase três propostas para cada aeroporto.
Para a disputa viva voz foram definidos que os lances mínimos (adicionais) são de R$ 800 milhões para Guarulhos, R$ 400 milhões para Campinas e R$ 200 milhões para Brasília.
Durante o leilão viva voz, os consórcios podem fazer quantos lances quiserem, em mais de um aeroporto. Ou seja, o proponente com o lance mais alto para um determinado aeroporto na abertura dos envelopes pode, no leilão em viva voz, aumentar a oferta dada em outro aeroporto de forma a arrematar a concessão de sua preferência. A cada novo lance, o sistema eletrônico reclassifica as propostas, permitindo que os concorrentes façam também novos lances.
Segundo a Anac, esse modelo de leilão foi escolhido para aumentar a competitividade do certame, maximizando a concorrência a fim de obter a maior contribuição fixa.
Veja as propostas apresentadas:
- A primeira proposta aberta foi a do consórcio Aeroportos Brasil, representado pela corretora Planner, no valor de R$ 3,821 bilhões.
- A segunda proposta aberta foi a do consórcio OBA – Operadora Brasileira de Aeroportos, representado pela corretora Votorantim, no valor de R$ 12 bilhões para o aeroporto de Guarulhos.
- A terceira proposta foi do consórcio Advent-Asur, representado pela corretora Bradesco, no valor de R$ 8,530 bilhões para Guarulhos.
- A quarta proposta foi do consórcio Aeroportos do Brasil, representado pela BTG Pactual com proposta de R$ 2,5 bilhões para o aeroporto de Brasília.
- A quinta proposta é do consórcio ADC&Has-Fidens-Millstream, representado pela Mundinvest, no valor de R$ 3,082 bilhões para Brasília.
- A sexta proposta foi feita pelo consórcio Invepar- ACSA, representado pela Gradual, no valor de R$ 16,213 bilhões para Guarulhos.
- A sétima é do consorcio Inframérica Aeroportos, representado pela Citi, com proposta de R$ 11.500.132.500,00 para Guarulhos.
- A oitava foi do consórcio Novas Rotas, representado pelo safra com lance de R$ 2,524 bilhões para Campinas
- A nona foi do consórcio Aeronáutico Operador, representado pela Link, com proposta de R$ 982 milhões para Brasíia.
- A décima foi feita pelo consórcio Sócrates, representado pela HSBC, com proposta de R$ 6,12 bilhões para Guarulhos.
- A décima primeira foi do consórcio Aeroportos do Brasil, representado pela Ativa, no valor de R$ 12,863 bilhões para Guarulhos.
- A décima segunda foi do consórcio Inframérica Aeroportos, representado pela Citi, no valor de R$ 3,500,132,500 para Brasília.
- A décima terceira foi do consórcio OBA – Operadora Bras. de Aeroportos, representado pela Votorantim, de R$ 1,7 bilhão para Campinas
- A décima quarta foi da Planner, Consórcio Aeroportos Brasil, com proposta de R$ 4,551 bilhões para Guarulhos.
- A décima quinta foi do consórcio Invepar – ACSA, representado pela Gradual, com proposta de R$ 3,213 bilhões para Brasília.
- A décima sexta foi da Novas Rotas, representado pela Safra, no valor de R$ 582 milhões para Brasília.
- A décima sétima foi do Aeroportos do Brasil, representado pela BTG Pactual, no valor de R$ 6,010 bilhões para Guarulhos.
- A décima oitava foi do Novas Rotas, representado pela Safra, no valor de R$ 8,321 bilhões para Guarulhos.
- A décima nona foi do Aeroportos Brasil, pela Planner, no valor de R$ 1,821 bilhão para Brasília
- A vigésima, do OBA – Oper. Bra. de Aeroportos, representado pela Votorantim, no valor de R$ 2,8 bilhões para Brasília.
- A vigésima primeira foi do consórcio Aeronáutica Operador, representado pela Link, no valor de R$ 8,872 bilhões para Guarulhos.
- A vigésima segunda foi do Invepar, representado pela Gradual, no valor de R$ 2,113 bilhões para Campinas.
Este é o segundo processo de concessão de aeroportos tocado pelo governo federal. O terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), leiloado em agosto de 2011, foi o primeiro a ser entregue para administração da iniciativa privada.
Na sexta-feira (3), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que todas as propostas para o leilão dos três aeroportos foram aceitas, mas não informou quantas foram apresentadas.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo para conceder os aeroportos à iniciativa privada está a necessidade de acelerar os investimentos na ampliação e melhoria da infraestrutura para atender ao crescimento da demanda por voos no país que, apenas entre janeiro e novembro de 2011, foi de 16,63%.
Além disso, o governo tem urgência em preparar os aeroportos para a Copa de 2014. O contrato que será assinado com as concessionárias as obriga a concluir um conjunto de obras orçado em R$ 4,2 bilhões antes da competição, sob pena de multa.
No total, os três aeroportos devem receber R$ 18 bilhões em investimentos durante o período de concessão, que será de 20 anos para Guarulhos, 25 anos para Brasília e 30 anos para Campinas.
O edital da concessão estabeleceu lance mínimo de R$ 3,424 bilhões para Guarulhos, R$ 1,471 bilhão para Viracopos e R$ 582 milhões para Brasília. Os vencedores do leilão também terão que repassar, anualmente, um percentual da receita bruta ao governo.
Para o aeroporto de Guarulhos, esse percentual foi fixado em 10% sobre a receita bruta, mas pode chegar a 15% se a concessionária lucrar acima do previsto no contrato que será assinado com a Anac – os 15% incidiriam apenas sobre o valor extra.
O percentual para Viracopos da chamada contribuição variável será de 5%, podendo chegar a 7,5% em caso de lucro acima do previsto. Para Brasília, a taxa a ser repassada ao governo será de 2,5%, podendo chegar a 4,5%.
Os valores arrecadados com a contribuição vão irrigar o Fundo Nacional de Aviação Civil e financiarão obras em outros aeroportos.
O leilão dos três aeroportos será simultâneo e uma mesma empresa não poderá arrematar mais de um deles. O edital obriga que os consórcios que disputarão a licitação contem com sócio estrangeiro.
Isso acontece porque, segundo o edital, pelo menos um dos parceiros deve ter experiência na administração de aeroporto com movimento superior a 5 milhões de passageiros por ano. No Brasil, apenas a Infraero se enquadra nesse quesito.
As concessões serão feitas a Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que serão constituídas por investidores privados, com participação de até 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A SPE, que será uma empresa privada, ficará responsável por novos investimentos e pela gestão desses aeroportos.
A assinatura dos contratos deverá ser feita em até 45 dias após a homologação do leilão. A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de seis meses (prorrogável por mais seis meses ), no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período a concessionária assume a totalidade das operações do aeroporto.
A expectativa do governo é que, com administrador privado, as obras de ampliação e melhoria desses aeroportos sejam aceleradas. O governo tem pressa em realizar os investimentos para atender ao aumento da demanda por voos e também por conta da Copa de 2014.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a concessão não vai resultar em aumento de taxas para os passageiros que utilizarem esses aeroportos.
O aeroporto de Guarulhos recebeu dez propostas, a maior delas por R$ 16,213 bilhões. Viracopos, em Campinas, recebeu quatro propostas, sendo a mais alta de R$ 3,821 bilhões. Já o aeroporto de Brasília teve oito propostas, com lance máximo de R$ 3,5 bilhões. Com isso, o governo já garante a arrecadação de pelo menos R$ 23,534 bilhões com o leilão dos três terminais.
Pelas regras do leilão, avançam as três maiores ofertas válidas para cada um dos três aeroportos e os que apresentarem ofertas cujo valor for equivalente a pelo menos 90% da maior oferta válida irão para a disputa viva voz. Segundo a Anac, avançaram para esta fase três propostas para cada aeroporto.
Para a disputa viva voz foram definidos que os lances mínimos (adicionais) são de R$ 800 milhões para Guarulhos, R$ 400 milhões para Campinas e R$ 200 milhões para Brasília.
Durante o leilão viva voz, os consórcios podem fazer quantos lances quiserem, em mais de um aeroporto. Ou seja, o proponente com o lance mais alto para um determinado aeroporto na abertura dos envelopes pode, no leilão em viva voz, aumentar a oferta dada em outro aeroporto de forma a arrematar a concessão de sua preferência. A cada novo lance, o sistema eletrônico reclassifica as propostas, permitindo que os concorrentes façam também novos lances.
Segundo a Anac, esse modelo de leilão foi escolhido para aumentar a competitividade do certame, maximizando a concorrência a fim de obter a maior contribuição fixa.
Veja as propostas apresentadas:
- A primeira proposta aberta foi a do consórcio Aeroportos Brasil, representado pela corretora Planner, no valor de R$ 3,821 bilhões.
- A segunda proposta aberta foi a do consórcio OBA – Operadora Brasileira de Aeroportos, representado pela corretora Votorantim, no valor de R$ 12 bilhões para o aeroporto de Guarulhos.
- A terceira proposta foi do consórcio Advent-Asur, representado pela corretora Bradesco, no valor de R$ 8,530 bilhões para Guarulhos.
- A quarta proposta foi do consórcio Aeroportos do Brasil, representado pela BTG Pactual com proposta de R$ 2,5 bilhões para o aeroporto de Brasília.
- A quinta proposta é do consórcio ADC&Has-Fidens-Millstream, representado pela Mundinvest, no valor de R$ 3,082 bilhões para Brasília.
- A sexta proposta foi feita pelo consórcio Invepar- ACSA, representado pela Gradual, no valor de R$ 16,213 bilhões para Guarulhos.
- A sétima é do consorcio Inframérica Aeroportos, representado pela Citi, com proposta de R$ 11.500.132.500,00 para Guarulhos.
- A oitava foi do consórcio Novas Rotas, representado pelo safra com lance de R$ 2,524 bilhões para Campinas
- A nona foi do consórcio Aeronáutico Operador, representado pela Link, com proposta de R$ 982 milhões para Brasíia.
- A décima foi feita pelo consórcio Sócrates, representado pela HSBC, com proposta de R$ 6,12 bilhões para Guarulhos.
- A décima primeira foi do consórcio Aeroportos do Brasil, representado pela Ativa, no valor de R$ 12,863 bilhões para Guarulhos.
- A décima segunda foi do consórcio Inframérica Aeroportos, representado pela Citi, no valor de R$ 3,500,132,500 para Brasília.
- A décima terceira foi do consórcio OBA – Operadora Bras. de Aeroportos, representado pela Votorantim, de R$ 1,7 bilhão para Campinas
- A décima quarta foi da Planner, Consórcio Aeroportos Brasil, com proposta de R$ 4,551 bilhões para Guarulhos.
- A décima quinta foi do consórcio Invepar – ACSA, representado pela Gradual, com proposta de R$ 3,213 bilhões para Brasília.
- A décima sexta foi da Novas Rotas, representado pela Safra, no valor de R$ 582 milhões para Brasília.
- A décima sétima foi do Aeroportos do Brasil, representado pela BTG Pactual, no valor de R$ 6,010 bilhões para Guarulhos.
- A décima oitava foi do Novas Rotas, representado pela Safra, no valor de R$ 8,321 bilhões para Guarulhos.
- A décima nona foi do Aeroportos Brasil, pela Planner, no valor de R$ 1,821 bilhão para Brasília
- A vigésima, do OBA – Oper. Bra. de Aeroportos, representado pela Votorantim, no valor de R$ 2,8 bilhões para Brasília.
- A vigésima primeira foi do consórcio Aeronáutica Operador, representado pela Link, no valor de R$ 8,872 bilhões para Guarulhos.
- A vigésima segunda foi do Invepar, representado pela Gradual, no valor de R$ 2,113 bilhões para Campinas.
Este é o segundo processo de concessão de aeroportos tocado pelo governo federal. O terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), leiloado em agosto de 2011, foi o primeiro a ser entregue para administração da iniciativa privada.
Na sexta-feira (3), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que todas as propostas para o leilão dos três aeroportos foram aceitas, mas não informou quantas foram apresentadas.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo para conceder os aeroportos à iniciativa privada está a necessidade de acelerar os investimentos na ampliação e melhoria da infraestrutura para atender ao crescimento da demanda por voos no país que, apenas entre janeiro e novembro de 2011, foi de 16,63%.
Além disso, o governo tem urgência em preparar os aeroportos para a Copa de 2014. O contrato que será assinado com as concessionárias as obriga a concluir um conjunto de obras orçado em R$ 4,2 bilhões antes da competição, sob pena de multa.
No total, os três aeroportos devem receber R$ 18 bilhões em investimentos durante o período de concessão, que será de 20 anos para Guarulhos, 25 anos para Brasília e 30 anos para Campinas.
O edital da concessão estabeleceu lance mínimo de R$ 3,424 bilhões para Guarulhos, R$ 1,471 bilhão para Viracopos e R$ 582 milhões para Brasília. Os vencedores do leilão também terão que repassar, anualmente, um percentual da receita bruta ao governo.
Para o aeroporto de Guarulhos, esse percentual foi fixado em 10% sobre a receita bruta, mas pode chegar a 15% se a concessionária lucrar acima do previsto no contrato que será assinado com a Anac – os 15% incidiriam apenas sobre o valor extra.
O percentual para Viracopos da chamada contribuição variável será de 5%, podendo chegar a 7,5% em caso de lucro acima do previsto. Para Brasília, a taxa a ser repassada ao governo será de 2,5%, podendo chegar a 4,5%.
Os valores arrecadados com a contribuição vão irrigar o Fundo Nacional de Aviação Civil e financiarão obras em outros aeroportos.
O leilão dos três aeroportos será simultâneo e uma mesma empresa não poderá arrematar mais de um deles. O edital obriga que os consórcios que disputarão a licitação contem com sócio estrangeiro.
Isso acontece porque, segundo o edital, pelo menos um dos parceiros deve ter experiência na administração de aeroporto com movimento superior a 5 milhões de passageiros por ano. No Brasil, apenas a Infraero se enquadra nesse quesito.
As concessões serão feitas a Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que serão constituídas por investidores privados, com participação de até 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A SPE, que será uma empresa privada, ficará responsável por novos investimentos e pela gestão desses aeroportos.
A assinatura dos contratos deverá ser feita em até 45 dias após a homologação do leilão. A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de seis meses (prorrogável por mais seis meses ), no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período a concessionária assume a totalidade das operações do aeroporto.
5 de fevereiro de 2012
Webjet passará a operar no terminal 4 de Guarulhos
Com capacidade para atender até 5,5 milhões de passageiros por ano, o novo terminal do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, será inaugurado na próxima quarta-feira. O espaço tem 12,2 mil m2 e será operado pela Webjet.

Ao custo de R$ 86 milhões, a ala destinada a voos domésticos fica na antiga área de cargas do aeroporto. O acesso será feito por ônibus que a Infraero colocará à disposição.
A previsão da Infraero era abrir a nova ala em 20 de dezembro de 2011. Mas, a queda da estrutura metálica no dia 2 daquele mês atrasou a obra e deixou dois funcionários feridos.
Até julho, Cumbica ganhará um equipamento antineblina para facilitar a operação de voos em condições climáticas adversas.

Inaugurado há um mês, o novo bolsão de estacionamento está subutilizado. Só 14% das 316 vagas são ocupadas todos os dias por causa da má sinalização e da necessidade de pegar uma van até o aeroporto. O bolsão fica a 700 metros dos terminais 1 e 2.

Este terminal conta com todas as facilidades necessárias, como áreas para check-in, embarque e desembarque, elevadores, sanitários, esteiras de restituição de bagagem e lanchonetes, além de estacionamento para veículos com capacidade para 790 vagas.
Ao custo de R$ 86 milhões, a ala destinada a voos domésticos fica na antiga área de cargas do aeroporto. O acesso será feito por ônibus que a Infraero colocará à disposição.
A previsão da Infraero era abrir a nova ala em 20 de dezembro de 2011. Mas, a queda da estrutura metálica no dia 2 daquele mês atrasou a obra e deixou dois funcionários feridos.
Até julho, Cumbica ganhará um equipamento antineblina para facilitar a operação de voos em condições climáticas adversas.
Inaugurado há um mês, o novo bolsão de estacionamento está subutilizado. Só 14% das 316 vagas são ocupadas todos os dias por causa da má sinalização e da necessidade de pegar uma van até o aeroporto. O bolsão fica a 700 metros dos terminais 1 e 2.
Este terminal conta com todas as facilidades necessárias, como áreas para check-in, embarque e desembarque, elevadores, sanitários, esteiras de restituição de bagagem e lanchonetes, além de estacionamento para veículos com capacidade para 790 vagas.
4 de fevereiro de 2012
Tem muita gente sem ter o que fazer na vida
O comandante de um avião que fazia a rota Rio de Janeiro - Vitória na noite desta quinta-feira (2), gravou o momento em que a tripulação era atingida por raios lasers. O comandante Pedro Filho, de uma grande empresa aréa, disse que os raios podem provocar cegueira momentânea. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto de Vitória é um dos terminais do país com maior registro de aviões alvo de canetas emissoras de laser, com 58 casos relatados em 2011.
"Estávamos em Guarapari e o avião se encontrava em procedimento de descida para pouso em Vitória. O fato nos incomodou muito, mesmo a uma distância de 9 mil pés, aproximadamente 3 mil metros. Isso já nos aconteceu outras vezes e por isso decidi filmar. Isso é muito perigoso para todos nós", contou o comandante.
Quando uma situação do tipo é relatada por um piloto, a Infraero disse que informa à Polícia Militar, através do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), para tentar localizar o emissor do raio. De acordo com o Código Penal, a pessoa que for flagrada apontando raio laser na direção de um avião pode levar pena de 2 a 5 anos de reclusão, pelo crime de “expor em perigo passageiros de meios de transporte aéreo” ou impedir e dificultar a navegação área. Caso ocorra acidente com morte, a pena pode chegar a mais de 20 anos de detenção.
Outras situações já aconteceram com outras equipes. Um áudio mostra uma conversa entre a torre de controle de Vitória e pilotos. Os comandantes relatam a presença do laser na Grande Vitória:
Piloto: GOL 1656. Tá com laser aqui, senhorita, na final.
Controle: GOL 1656, ciente. Visual com a pista?
Piloto: Visual com a pista, GOL 1656.
Controle: Só confirma se o raio laser veio pelo lado esquerdo ou direito ou se teve algum desconforto na aproximação.
Piloto: Algum desconforto sim, mas está a 3.5 milhas do 018, bem na proa do GOL 1656.
Controle: Dois tráfegos reportaram incidência de laser na final, entre o 17 e o 18. Na aproximação final. E os últimos dois que aproximaram, aproximaram com as luzes de navegação apagadas e conseguiram enganar ai o pessoal do laser.
De acordo com a superintendência local da Infraero, uma ação conjunta com o Núcleo de Operações e Transportes Aéreos/Notaer da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Vitória e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), acontece para coibir e prevenir ocorrências com canetas emissoras de raio laser que podem comprometer a segurança de voos noturnos no Aeroporto Eurico de Aguiar Salles em Vitória.
A infraero disse ainda que já realizou reuniões com companhias aéreas, empresas de aviação geral e associações de moradores dos bairros de Jardim Camburi, Mata da Praia e República, do município de Vitória, e Eurico Salles, no município de Serra, além de reuniões periódicas de conscientização com a comunidade aeroportuária.
"Estávamos em Guarapari e o avião se encontrava em procedimento de descida para pouso em Vitória. O fato nos incomodou muito, mesmo a uma distância de 9 mil pés, aproximadamente 3 mil metros. Isso já nos aconteceu outras vezes e por isso decidi filmar. Isso é muito perigoso para todos nós", contou o comandante.
Quando uma situação do tipo é relatada por um piloto, a Infraero disse que informa à Polícia Militar, através do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), para tentar localizar o emissor do raio. De acordo com o Código Penal, a pessoa que for flagrada apontando raio laser na direção de um avião pode levar pena de 2 a 5 anos de reclusão, pelo crime de “expor em perigo passageiros de meios de transporte aéreo” ou impedir e dificultar a navegação área. Caso ocorra acidente com morte, a pena pode chegar a mais de 20 anos de detenção.
Outras situações já aconteceram com outras equipes. Um áudio mostra uma conversa entre a torre de controle de Vitória e pilotos. Os comandantes relatam a presença do laser na Grande Vitória:
Piloto: GOL 1656. Tá com laser aqui, senhorita, na final.
Controle: GOL 1656, ciente. Visual com a pista?
Piloto: Visual com a pista, GOL 1656.
Controle: Só confirma se o raio laser veio pelo lado esquerdo ou direito ou se teve algum desconforto na aproximação.
Piloto: Algum desconforto sim, mas está a 3.5 milhas do 018, bem na proa do GOL 1656.
Controle: Dois tráfegos reportaram incidência de laser na final, entre o 17 e o 18. Na aproximação final. E os últimos dois que aproximaram, aproximaram com as luzes de navegação apagadas e conseguiram enganar ai o pessoal do laser.
De acordo com a superintendência local da Infraero, uma ação conjunta com o Núcleo de Operações e Transportes Aéreos/Notaer da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Vitória e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), acontece para coibir e prevenir ocorrências com canetas emissoras de raio laser que podem comprometer a segurança de voos noturnos no Aeroporto Eurico de Aguiar Salles em Vitória.
A infraero disse ainda que já realizou reuniões com companhias aéreas, empresas de aviação geral e associações de moradores dos bairros de Jardim Camburi, Mata da Praia e República, do município de Vitória, e Eurico Salles, no município de Serra, além de reuniões periódicas de conscientização com a comunidade aeroportuária.
5 de janeiro de 2012
Novo sistema de transporte e manuseio de bagagens no Galeão
Com a implantação do novo Sistema de Transporte e Manuseio de Bagagens (STMB) no Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão/Antônio Carlos Jobim, o local alcançará o "nível 5" no Sistema de Segurança e Inspeção de Bagagens (SSIB). Conforme explica o coordenador de Sistemas Mecânicos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Fernando Carramaschi, com isso o tratamento das bagagens no terminal carioca estará no mesmo patamar que os dos aeroportos Charles de Gaulle, na França, e dos terminais internacionais de Nova York e de Frankfurt. O sistema deverá estar em situação operacional em 2013 e em plena capacidade de operação na Copa do Mundo de 2014, quando o terminal 2 do Galeão concentrará voos internacionais.
As principais novidades envolverão o embarque. O sistema de classificação, inspeção, distribuição e armazenamento será feito de forma automática, assim como o endereçamento das bagagens. Cada unidade será identificada por peso e dimensão, entre outras características. Carramaschi destaca que o sistema de desembarque de bagagens também será modernizado.
Quanto à segurança, todas as bagagens embarcadas serão submetidas ao "raio X", sem exceção. No caso de uma bagagem ser reprovada, haverá inspeção por um técnico (sem a abertura da bagagem) e, se ainda assim, houver dúvidas, a unidade será submetida à inspeção por meio de um tomógrafo. "Esse equipamento coloca em 3D tudo o que tem dentro da mala", explica o coordenador, sobre a função do tomógrafo. Se ainda persistirem dúvidas, será chamado o "dono" da bagagem, para que abra a mala. Se o responsável não for identificado ou não comparecer, a bagagem será destruída. O sistema terá capacidade de operar, no pico, com o embarque de 4 mil bagagens por hora. Esse processo será acompanhado pela Polícia Federal (PF).
"Há ganhos no processamento e na confiabilidade", afirma Carramaschi. Além disso, esses critérios rígidos de segurança e no cuidados na identificação, classificação e manuseio do material despachado representará um "carimbo de qualidade" à bagagem, facilitando o trâmite no destino. Carramaschi explica que esse forte controle reduzirá os riscos de extravio.

A Infraero iniciou hoje a fase de verificação dos documentos de habilitação das empresas que formam o consórcio que ofereceu o melhor preço para fornecer e instalar o STMB do Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão/Antônio Carlos Jobim. A operação está sendo firmada por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o novo sistema que atende obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
O grupo que apresentou o menor valor para executar o projeto foi o consórcio Tecnenge/Vanderlande, com proposta final de R$ 59,5 milhões. Se todos os requisitos forem cumpridos - a apresentação de atestados de regularidade fiscal, trabalhista e de capacitação, entre outros -, esse consórcio será declarado habilitado e considerado definitivamente como vencedor. O superintendente de licitações e compras da Infraero, José Antônio Pessoa Neto, explica que o grupo Vanderlande, de origem holandesa, já operou, por exemplo, no aeroporto Charles de Gaulle, na França.
As principais novidades envolverão o embarque. O sistema de classificação, inspeção, distribuição e armazenamento será feito de forma automática, assim como o endereçamento das bagagens. Cada unidade será identificada por peso e dimensão, entre outras características. Carramaschi destaca que o sistema de desembarque de bagagens também será modernizado.
Quanto à segurança, todas as bagagens embarcadas serão submetidas ao "raio X", sem exceção. No caso de uma bagagem ser reprovada, haverá inspeção por um técnico (sem a abertura da bagagem) e, se ainda assim, houver dúvidas, a unidade será submetida à inspeção por meio de um tomógrafo. "Esse equipamento coloca em 3D tudo o que tem dentro da mala", explica o coordenador, sobre a função do tomógrafo. Se ainda persistirem dúvidas, será chamado o "dono" da bagagem, para que abra a mala. Se o responsável não for identificado ou não comparecer, a bagagem será destruída. O sistema terá capacidade de operar, no pico, com o embarque de 4 mil bagagens por hora. Esse processo será acompanhado pela Polícia Federal (PF).
"Há ganhos no processamento e na confiabilidade", afirma Carramaschi. Além disso, esses critérios rígidos de segurança e no cuidados na identificação, classificação e manuseio do material despachado representará um "carimbo de qualidade" à bagagem, facilitando o trâmite no destino. Carramaschi explica que esse forte controle reduzirá os riscos de extravio.
A Infraero iniciou hoje a fase de verificação dos documentos de habilitação das empresas que formam o consórcio que ofereceu o melhor preço para fornecer e instalar o STMB do Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão/Antônio Carlos Jobim. A operação está sendo firmada por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o novo sistema que atende obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
O grupo que apresentou o menor valor para executar o projeto foi o consórcio Tecnenge/Vanderlande, com proposta final de R$ 59,5 milhões. Se todos os requisitos forem cumpridos - a apresentação de atestados de regularidade fiscal, trabalhista e de capacitação, entre outros -, esse consórcio será declarado habilitado e considerado definitivamente como vencedor. O superintendente de licitações e compras da Infraero, José Antônio Pessoa Neto, explica que o grupo Vanderlande, de origem holandesa, já operou, por exemplo, no aeroporto Charles de Gaulle, na França.
30 de dezembro de 2011
Infraero entregará terminal 4 (puxadinho apelado) e estacionamento em janeiro
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que as obras do Terminal de Passageiros 4, em Guarulhos (SP), estão dentro do prazo previsto no cronograma de trabalho. O novo espaço, com conclusão prevista para janeiro de 2012, terá área de 12,2 mil m² e infraestrutura para receber operações de embarque e desembarque doméstico. Haverá dois novos estacionamentos para veículos com cerca de 790 vagas e um novo sistema viário para acesso ao terminal. O investimento é de R$ 85,7 milhões e ampliará a capacidade do aeroporto em mais 5,5 milhões de passageiros por ano.
“Os compromissos assumidos serão cumpridos e o novo terminal será entregue no prazo estabelecido”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. A visita ao aeroporto foi acompanhada pelo presidente da Delta Engenharia, empresa responsável pela execução da obra, Fernando Cavendish; pelo diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Henrique Parreira, e pelos superintendentes da Regional São Paulo, Willer Furtado, e de Guarulhos, Antonio Montano.
A Infraero também irá aumentar o valor do estacionamento em GRU a partir de janeiro. A data ainda não está definida, mas o reajuste deverá entrar em vigor na segunda quinzena do mês.
A primeira hora passará de R$ 7,50 para R$ 9. A diária subirá de R$ 31,50 para R$ 50,50.
De acordo com a Infraero, um novo estacionamento será disponibilizado no aeroporto a partir da semana que vem. Serão 316 novas vagas. Como a área é mais distante do terminal - cerca de 700m -, a administração estimulará que os veículos que permanecerem mais tempo estacionados concentrem-se no local.
O trajeto até a área de embarque será feito por um micro-ônibus. As tarifas no novo bolsão serão mais baratas. A primeira hora sairá a R$ 7,50 e a diária, a R$ 25.
Até o fim de janeiro, a Infraero deverá inaugurar mais dois estacionamentos em Cumbica. Serão 790 novas vagas, próximas ao novo terminal de passageiros que está sendo concluído.
“Os compromissos assumidos serão cumpridos e o novo terminal será entregue no prazo estabelecido”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. A visita ao aeroporto foi acompanhada pelo presidente da Delta Engenharia, empresa responsável pela execução da obra, Fernando Cavendish; pelo diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Henrique Parreira, e pelos superintendentes da Regional São Paulo, Willer Furtado, e de Guarulhos, Antonio Montano.
A Infraero também irá aumentar o valor do estacionamento em GRU a partir de janeiro. A data ainda não está definida, mas o reajuste deverá entrar em vigor na segunda quinzena do mês.
A primeira hora passará de R$ 7,50 para R$ 9. A diária subirá de R$ 31,50 para R$ 50,50.
De acordo com a Infraero, um novo estacionamento será disponibilizado no aeroporto a partir da semana que vem. Serão 316 novas vagas. Como a área é mais distante do terminal - cerca de 700m -, a administração estimulará que os veículos que permanecerem mais tempo estacionados concentrem-se no local.
O trajeto até a área de embarque será feito por um micro-ônibus. As tarifas no novo bolsão serão mais baratas. A primeira hora sairá a R$ 7,50 e a diária, a R$ 25.
Até o fim de janeiro, a Infraero deverá inaugurar mais dois estacionamentos em Cumbica. Serão 790 novas vagas, próximas ao novo terminal de passageiros que está sendo concluído.
14 de dezembro de 2011
Jogo de empurra-empurra em Viracopos
Impasse sobre a responsabilidade da segurança entre a polícia e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) dentro do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, um dos locais de trânsito da aviação nacional que vai receber os grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, deixa passageiros e comunidade que frequentam o aeroporto com sensação de vulnerabilidade de risco.
O número ocorrências de furtos e roubos registrados no primeiro semestre deste ano chega a 440. Em um dos casos, que ocorreu no sábado (10), três homens armados invadiram uma casa de câmbio no saguão de embarque, a Polícia Militar chegou após os bandidos armados fugirem a pé. Segundo o policial Marci Elber, cabe a Infraero a responsabilidade da segurança do local já que é uma área federal. “Nós não temos competência legal para manter policiamento fixo, nossa parte cabe à parte externa do aeroporto, eventualmente com patrulhamento”, afirma.
No entanto, a Infraero informou que mantém 200 seguranças particulares espalhados pelo interior e exterior do aeroporto. O contrato são para a segurança patrimonial, por isso eles não utilizam armas.
Em nota, a assessoria de imprensa também alega que a segurança cabe a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) por meio das polícias militar, civil e federal e que os agentes de segurança particular não têm preparo, nem autorização para agir em casos de assaltos a mão armada.
Apesar da afirmação da empresa, a SSP não confirma e disse apenas que abriu uma investigação e está empenhada em resolver o problema.
O número ocorrências de furtos e roubos registrados no primeiro semestre deste ano chega a 440. Em um dos casos, que ocorreu no sábado (10), três homens armados invadiram uma casa de câmbio no saguão de embarque, a Polícia Militar chegou após os bandidos armados fugirem a pé. Segundo o policial Marci Elber, cabe a Infraero a responsabilidade da segurança do local já que é uma área federal. “Nós não temos competência legal para manter policiamento fixo, nossa parte cabe à parte externa do aeroporto, eventualmente com patrulhamento”, afirma.
No entanto, a Infraero informou que mantém 200 seguranças particulares espalhados pelo interior e exterior do aeroporto. O contrato são para a segurança patrimonial, por isso eles não utilizam armas.
Em nota, a assessoria de imprensa também alega que a segurança cabe a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) por meio das polícias militar, civil e federal e que os agentes de segurança particular não têm preparo, nem autorização para agir em casos de assaltos a mão armada.
Apesar da afirmação da empresa, a SSP não confirma e disse apenas que abriu uma investigação e está empenhada em resolver o problema.
7 de dezembro de 2011
Infrazero (Infraero) continua patinando nos investimentos
Levantamento feito pelo coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos da Silva Campos Neto, mostra que, até agosto deste ano – último dado disponível no Ministério do Planejamento – a Infraero só investiu nos aeroportos brasileiros 17,5% do orçamento total previsto, de R$ 2,2 bilhões.
Se o ritmo de desembolsos continuar o mesmo até o fim do ano, Campos estima que a Infraero, empresa estatal responsável pela infraestrutura aeroportuária do Brasil, investirá apenas um quarto do volume total previsto. Em 2010, o percentual foi de 58% e, no ano anterior, de 42%.
“Ao longo do ano, praticamente nada avançou na linha dos investimentos em aeroportos”, diz Campos, que foi co-autor de uma polêmica Nota Técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em abril, dizendo que os investimentos no setor não ficarão prontos para a Copa de 2014. De lá pra cá pouco mudou, avalia. “A situação do investimento continua precária, alarmante.”
A Infraero executou de 2003 a 2010 um orçamento de R$ 3,9 bilhões, incluídos no total de R$ 6,7 bilhões de todo setor aéreo. Isso representa um investimento médio anual de R$ 437 milhões, diz. De 2011 a 2014, a Infraero planeja investir R$ 5,2 bilhões.
Segundo Campos, “os investimentos programados são insuficientes para fazer face ao crescimento da demanda e existe grande possibilidade de serem apenas parcialmente executados, como ocorreu nos últimos anos”.
De 2003 a 2011 o número de aviões que passam pelos aeroportos brasileiros subiu 58% segundo o Ipea. Nesse mesmo período, o número de passageiros mais do que dobrou. O salto foi de 71,22 milhões em 2003 para o número total previsto em 172 milhões neste ano.
A Secretaria de Aviação Civil (SAC), criada neste ano para coordenar as ações entre os diversos participantes do setor aéreo para desenvolver melhor o setor está reformulando o conselho de administração da Infraero, para dar a esse grupo uma função mais ativa, para estipular metas e acompanhar resultados.
A reestruturação da Infraero passa pela contratação de parceiros especializados e governança, contabilidade, gestão de desempenho e planejamento estratégico, entre outros. Além disso, o projeto inclui a criação de uma diretoria de empreendimentos, para acompanhar as obras.
Outro atraso que pode comprometer a expansão da infraestrutura do setor para a Copa são as concessões que serão feitas nos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos. Previstos na segunda edição no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para ocorrer ainda este ano, os leilões ficarão para janeiro.
“Sendo 150 dias entre o leilão até o início das obras, podemos esperá-las para o segundo semestre apenas o que torna os prazos bastante preocupantes”, diz Campos. Ele destaca, ainda, que a necessidade de sociedade com a Infraero – que teria poder de veto na gestão das concessões – pode complicar o interesse pelos editais e os desembolsos em si.
A grande vantagem para os usuários com a concessão dos terminais deverá ser, além da própria expansão da infraestrutura, a criação de indicadores de qualidade e produtividade para os concessionários, sob controle da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), avalia Campos.
Um lado negativo para o usuário deverá ser a criação de uma nova tarifa de conexão de R$ 7 por passageiro nos aeroportos sob concessão. Outro lado negativo são as evidências de que a Infraero tenta renegociar elevados ajustes de aluguéis para lojas nos aeroportos, aponta campos. “Isso tudo vai criar impactos aos passageiros”.
Porém, segundo documento apresentado pela SAC ao Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou melhor coordenação do setor ao executivo, não haverá demissões na Infraero no processo de concessões. Eles poderão escolher entre permanecer na estatal ou migrar para a concessionária.
Se o ritmo de desembolsos continuar o mesmo até o fim do ano, Campos estima que a Infraero, empresa estatal responsável pela infraestrutura aeroportuária do Brasil, investirá apenas um quarto do volume total previsto. Em 2010, o percentual foi de 58% e, no ano anterior, de 42%.
“Ao longo do ano, praticamente nada avançou na linha dos investimentos em aeroportos”, diz Campos, que foi co-autor de uma polêmica Nota Técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em abril, dizendo que os investimentos no setor não ficarão prontos para a Copa de 2014. De lá pra cá pouco mudou, avalia. “A situação do investimento continua precária, alarmante.”
A Infraero executou de 2003 a 2010 um orçamento de R$ 3,9 bilhões, incluídos no total de R$ 6,7 bilhões de todo setor aéreo. Isso representa um investimento médio anual de R$ 437 milhões, diz. De 2011 a 2014, a Infraero planeja investir R$ 5,2 bilhões.
Segundo Campos, “os investimentos programados são insuficientes para fazer face ao crescimento da demanda e existe grande possibilidade de serem apenas parcialmente executados, como ocorreu nos últimos anos”.
De 2003 a 2011 o número de aviões que passam pelos aeroportos brasileiros subiu 58% segundo o Ipea. Nesse mesmo período, o número de passageiros mais do que dobrou. O salto foi de 71,22 milhões em 2003 para o número total previsto em 172 milhões neste ano.
A Secretaria de Aviação Civil (SAC), criada neste ano para coordenar as ações entre os diversos participantes do setor aéreo para desenvolver melhor o setor está reformulando o conselho de administração da Infraero, para dar a esse grupo uma função mais ativa, para estipular metas e acompanhar resultados.
A reestruturação da Infraero passa pela contratação de parceiros especializados e governança, contabilidade, gestão de desempenho e planejamento estratégico, entre outros. Além disso, o projeto inclui a criação de uma diretoria de empreendimentos, para acompanhar as obras.
Outro atraso que pode comprometer a expansão da infraestrutura do setor para a Copa são as concessões que serão feitas nos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos. Previstos na segunda edição no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para ocorrer ainda este ano, os leilões ficarão para janeiro.
“Sendo 150 dias entre o leilão até o início das obras, podemos esperá-las para o segundo semestre apenas o que torna os prazos bastante preocupantes”, diz Campos. Ele destaca, ainda, que a necessidade de sociedade com a Infraero – que teria poder de veto na gestão das concessões – pode complicar o interesse pelos editais e os desembolsos em si.
A grande vantagem para os usuários com a concessão dos terminais deverá ser, além da própria expansão da infraestrutura, a criação de indicadores de qualidade e produtividade para os concessionários, sob controle da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), avalia Campos.
Um lado negativo para o usuário deverá ser a criação de uma nova tarifa de conexão de R$ 7 por passageiro nos aeroportos sob concessão. Outro lado negativo são as evidências de que a Infraero tenta renegociar elevados ajustes de aluguéis para lojas nos aeroportos, aponta campos. “Isso tudo vai criar impactos aos passageiros”.
Porém, segundo documento apresentado pela SAC ao Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou melhor coordenação do setor ao executivo, não haverá demissões na Infraero no processo de concessões. Eles poderão escolher entre permanecer na estatal ou migrar para a concessionária.
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