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8 de dezembro de 2012

GOL se vê obrigada a recontratar tripulantes da Webjet

A Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro declarou nesta sexta-feira a nulidade das 850 demissões de funcionários da Webjet anunciadas pela Gol Linhas Aéreas em 23 de novembro, além de determinar a imediata reintegração dos trabalhadores. A decisão foi dada em liminar assinada pelo juiz da 23ª Vara do Trabalho em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ).

Na ação civil pública, o MPT-RJ demonstrou que a Gol não realizou negociação prévia com o sindicato da categoria, conforme determina o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa também descumpriu termo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na compra da WebJet. Segundo o órgão, a Gol assumiu no referido termo o compromisso de manter os empregos dos funcionários da WebJet.

A empresa aérea deverá comprovar o cumprimento da liminar em audiência marcada para o próximo dia 18 sob pena de multa diária de 20 mil reais por trabalhador que não for reintegrado. No mérito da ação, o MPT pediu ainda que a Gol seja condenada ao pagamento de 5 milhões de reais como indenização por danos morais coletivos.
Para a procuradora do Trabalho, Lúcia de Fátima dos Santos Gomes, autora da ação, "as empresas têm responsabilidade social e têm de começar a ter consciência do papel delas na sociedade". Ela destacou que as demissões coletivas são diferentes das individuais quanto à liberdade das empresas de dispensar trabalhadores. "No caso de coletividade, há limites."

O Ministério Público Federal havia enviado um ofício à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e à Gol Linhas Aéreas, em 28 de novembro, requisitando informações sobre o fim das operações da companhia aérea Webjet. No documento, o MPF pede uma série de informações sobre a utilização dos slots – autorizações de pouso e decolagem em aeroportos – operados pela Webjet, tanto na fase anterior à fusão quanto após a compra pela Gol, até o encerramento das atividades da empresa. O órgão já havia adiantado que iria investigar a operação.

28 de novembro de 2012

Governo se mexe e resolve intervir no fim da webjet

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, vai se reunir nesta quarta-feira, às 9h, com representantes da Gol Linhas para tratar do encerramento das operações da Webjet, anunciado na última sexta-feira. A decisão da Gol resultou na demissão de 850 funcionários, entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves.
Também participarão da reunião o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, e o secretário-executivo da SAC, Guilherme Ramalho. Pela companhia, estarão presentes o presidente da Gol, Paulo Sergio Kakinoff, e o presidente do conselho de administração da Gol, Constantino Júnior.

Ex-funcionários da Webjet anunciaram na segunda-feira que deverão entrar com um pedido no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que o órgão revise a decisão sobre a fusão entre Gol e Webjet, julgada no mês passado.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também pretende intermediar um acordo entre a companhia aérea Gol e os funcionários da Webjet a respeito das demissões, segundo informou hoje o secretário de Relações do Trabalho do ministério, Manoel Messias. O encontro entre representantes das empresas e dos funcionários, como sindicatos, ainda não tem data prevista.

Todo esse bafafá e movimentação do governo em torno da GOL/Webjet se deve ao fato de que em 2013, haverá a desoneração da folha de pagamento das companhias aéreas, benefício tardio que o governo criou para aquecer a economia e reverter os consecutivos prejuízos amargados pelas companhias esse ano. O único detalhe que foi esquecido, é a garantia do empregos por parte das companhias.

Esse benefício, vem nos mesmos moldes da redução do IPI para as montadoras de automóveis, mas não há a clausula que obriga as empresas aéreas a manterem os cargos já existentes; e agora, a Secretaria de Aviação Civil tenta consertar esse erro negociando com a GOL.

4 de setembro de 2012

Emirates demite comissária por voar bêbada

Uma aeromoça flagrada bêbada em serviço durante um voo de Dubai ao Reino Unido foi demitida após testes comprovarem que o nível de álcool em seu sangue era oito vezes acima do permitido para voos, informa nesta terça-feira o site do jornal britânico Daily Mail.
Stephanie Partington, 24 anos, foi presa em Birmingham, em 23 de abril, após colegas de trabalho da companhia Emirates alertarem sobre o seu comportamento. Ela foi acusada de violar o Ato Civil de Aviação e compareceu a um tribunal em Solihull na segunda-feira. A corte foi informada que ela foi demitida pela empresa.
"Ela estava trabalhando nos fundos do avião. Durante o voo ela ficou muito agitada e o comissário de bordo pediu para que ela se acalmasse", disse a promotora Fiona Davis. "Ao fim do voo, ela precisou preencher um formulário e o comissário notou que a sua escrita à mão estava muito ruim e que os escritos eram ilegíveis".

Na corte, Partington assumiu ser culpada de estar sob influência de álcool ao ponto de suas capacidades como aeromoça terem sido prejudicadas e foi multada em um total de 210 libras (aproximadamente R$ 675).
Segundo a advogada de defesa Lois Cullen, a aeromoça justificou o comportamento dizendo que tinha ido a uma festa na noite anterior ao voo e que fora convocada para trabalhar três horas antes da decolagem. Partington teria aceitado o trabalho para causar uma "boa impressão" na companhia.

18 de julho de 2012

Pluna fecha as portas de vez e governo uruguaio já liquidou seus bens

A companhia aérea uruguaia Pluna entrará em processo de falência ainda nesta segunda-feira e buscará liquidar seus bens o mais rápido possível para ressarcir seus credores e permitir a entrada de um novo agente que permita recuperar as conexões aéreas do Uruguai, informou o governo do país.
Em uma muito esperada entrevista coletiva, os ministros uruguaios de Transporte, Enrique Pintado, e Economia, Fernando Lorenzo, comunicaram formalmente o fim anunciado da companhia, que na quinta-feira passada decretou a suspensão indefinida de suas atividades por seus graves problemas econômicos. "Hoje será pedido uma reunião de credores da Pluna S.A. As razões são claras e de domínio público.
Trata-se de uma empresa insolvente e com problemas de acesso à liquidez a curto prazo que impediam suas operações", ressaltou Lorenzo. O governo levou em consideração as "repercussões e consequências para a sociedade de mantê-la funcionando, e esses elementos levaram a esta decisão", acrescentou.

O Estado, como fiador da compra de sete aviões Bombardier CRJ pela companhia, porá em leilão o lote completo das aeronaves por uns US$ 140 milhões e o valor arrecadado será destinado ao cancelamento das dívidas de Pluna. A ideia do governo, assim que for anunciado o comprador dos aviões, é negociar com ele de forma direta a entrega das rotas e frequências que a Pluna operava em troca de incorporar os trabalhadores despedidos pela companhia.
O projeto do governo uruguaio apresentado ao Parlamento para a liquidação da Pluna já é lei. Sob tensos e acalorados debates (incluindo acusações de congressistas), que voaram muito além da situação em questão, a aprovação foi na longa sessão que durou até a madrugada. Os aviões da frota poderão ser negociados e deverá ser aberto o caminho jurídico para a criação de uma nova empresa de bandeira.

Ainda no plano político, o ex-presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez e o atual vice-presidente do país, Danilo Astori, admitiram responsabilidades na falência da companhia aérea Pluna, por terem impulsionado a venda da companhia aérea ao consórcio argentino Leadgate, em 2007.
Em um gesto incomum, Astori, que em 2007 era ministro da Economia de Vázquez, enviou uma carta à Agência Uypress. No texto, o vice-presidente indicava o desejo de "assumir plena e totalmente" sua responsabilidade pelo erro.

Além disso, Astori procurou respaldar a decisão do Governo de liquidar a companhia, como a "única saída para preservar os interesses nacionais".

Pouco depois de ser informado sobre a nota de seu ex-ministro, o Tabaré Vázquez enviou outro comunicado à imprensa, intitulado "Nos equivocamos". O ex-presidente apontava que ele é "o principal responsável pelo erro" de apostar na Leadgate, com "seu respaldo e aprovação explícita".

Astori disse que seu erro foi tentar achar uma saída desesperada para a Pluna em 2007, com a intenção de terminar "de uma vez por todas o permanente repasse de recursos públicos destinados a financiar os maus resultados" da empresa.
O vice-presidente justificou a decisão por a empresa de aviação uruguaia estar com sérios problemas financeiros, herança de "uma desastrosa gestão que tinha começado em 1995", responsabilizando a decisão dos hoje opositores do Partido Nacional de privatizar a Pluna e entregá-la a Varig.

Para ex-ministro da Economia, "a gestão da Leadgate não foi a que o país esperava e necessitava", contudo.

O sindicato dos funcionários da empresa continua procurando alguma outra solução e esta passa pela chegada a investidores, próximos ou distantes do Uruguai. Comenta-se que a chilena LAN (que acaba de se incorporar com a TAM na criação do grupo Latam), um grupo de investidores da Espanha e outro da China estariam entre os possíveis interessados, mas sem nenhuma confirmação. Quanto à direção da Buquebus, não houve mais nenhum avanço.

O empresário Juan Carlos López Mena, dono da companhia aérea que também é a dona do transporte fluvial entre a Argentina e o Uruguai, afirmou categoricamente que não deseja a aquisição dos 7 aviões Bombardier, “existem outros melhores e mais em conta”. Sobre as rotas que eram da Pluna, este já parece ser um outro assunto para o qual tem algum interesse.
Enquanto não tem esta definição interna do setor aéreo, o Uruguai vai contando com os vizinhos. Além da brasileira GOL que já anunciou novo voo direto, a Aerolineas Argentinas e sua subsidiária Austral vão incrementar a partir de agosto, mais duas freqüências semanais entre Buenos Aires e Montevidéu. Passarão das 18 frequências atuais para 48 na ligação entre os aeroportos metropolitano Aeroparque e o de Carrasco.

Do aeroporto internacional de Ezeiza para a capital uruguaia, a Aerolinas mantém 7 frequências, e tem utilizado aviões com maior capacidade para atender à demanda.

26 de junho de 2012

GOL continua demitindo, e tem meta de demitir mais 2500 até o final do ano

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes vai demitir 2.500 funcionários para recuperar os lucros, disse o vice-presidente financeiro da companhia Leonardo Pereira nesta segunda-feira. Os cortes atingirão o dobro do que estava previsto em maio, quando a companhia anunciou o fechamento de 1.200 postos de trabalho de um total de 20.500. 
O objetivo é chegar ao fim de 2012 com 138 aviões, sendo que havia 150 no início do ano.

Nos últimos cinco anos, o crescimento da Gol mais do que dobrou. Porém, a desaceleração do crescimento econômico, a desvalorização do real e a incapacidade da empresa de subir os preços em um cenário competitivo, resultaram em perdas significativas nos últimos quatro trimestres.
Segundo Pereira, a companhia deve finalizar o ano com menos de 18 mil funcionários. "Chegaremos a esse resultado não contratando pessoas ou abrindo novas vagas. Estamos controlando os gastos com muita cautela", explicou o executivo.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas comunicou nesta terça-feira que a Gol Linhas Aéreas informou a demissão de 84 comandantes. De acordo com nota emitida à imprensa, a direção do sindicato busca reverter as demissões com o Comandante Gelson Fochesato, presidente do sindicato. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Gol não confirmou o número exato de demissões, mas reconheceu a redução em seu quadro de funcionários. A companhia diz que divulgará comunicado a respeito.

1 de junho de 2012

GOL continua demitindo tripulantes

A Gol Linhas Aéreas demitiu 190 tripulantes nesta sexta-feira, com objetivo de "manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade de sua operação", informou a companhia em nota.
A empresa não informou onde estavam baseados os tripulantes, o tempo de trabalho nem outros detalhes sobre as demissões.

A Gol afirmou que o desligamento faz parte do processo de adequação à nova realidade do mercado e salientou "que manterá o atendimento aos 63 destinos nacionais e 13 internacionais que compõem sua malha".

No início de abril, a empresa já havia informado a efetivação da demissão de 131 funcionários, além de 46 adesões a um programa de licença não-remunerada e 238 pedidos de desligamento voluntário.

A Gol tem adotado importantes medidas de redução de custos buscando elevar sua rentabilidade, como a redução de 80 a 100 voos diários, além das demissões.
Em abril, a companhia reportou recuperação tanto na demanda quanto no yield -indicador do preço de tarifas-, com aumentos de, respectivamente, 4,7 por cento e 1,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

A redução na oferta ocorreu nos segmentos doméstico e internacional, com recuos de 5,4 e 4,9 por cento, respectivamente, sobre março.

A companhia aérea, segunda maior do país em participação de mercado de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), afirmou ainda que está em constante diálogo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato informou que sempre busca evitar demissões no setor, e que é de interesse da entidade que elas sejam revertidas.
Além disso, o sindicato afirmou que há pouco mais de uma semana cerca de 150 tripulantes não receberam suas escalas de voo, o que já sinalizava as posteriores demissões. 

Na semana passada, o sindicato conseguiu reverter a demissão de 11 tripulantes diante da alegação de que teriam sido ilegais por não obedecerem convenções coletivas de trabalho. 

As ações da Gol iniciaram a sessão desta sexta-feira em queda, mas reverteram a tendência e operavam em alta de 2,49 por cento, a 8,24 reais às 12h53, enquanto o Ibovespa cedia 0,94 por cento no mesmo horário.

17 de maio de 2012

GOL continua demitindo

A empresa aérea deve demitir 500 funcionários até o final do mês, a maioria aeroviários (funcionários que fazem serviços em terra) segundo publicou nesta quinta-feira o jornal Valor Econômico. Até o fim do primeiro trimestre, a empresa deve acumular um total de 1.200 demissões, com o anúncio de novos cortes entre junho e julho. Nesses anúncios, porém, o número de funcionários a serem desligados deve ser menor do que os anúncios feitos até agora. 

 As demissões compõe a estratégia da Gol de reformular o tamanho da companhia, dada a redução de 10% de sua malha de voos, após seu prejuízo de 751 milhões no ano passado, o segundo maior prejuízo da história da empresa. Entre março e abril, sua malha que tinha 1.150 voos diários, teve 100 voos cortados. A Gol não comenta o assunto.

29 de março de 2012

737-700 voará com apenas 3 comissários, e GOL já anuncia as suas demissões

A Gol Linhas Aéreas confirmou nesta tarde planos de reduzir a quantidade atual de comissários a bordo de seus aviões de quatro para três.

Por meio de comunicado, a empresa informa que recebeu homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar com três comissários no avião da Boeing, modelo 737-700, para cerca de 140 passageiros.

Em torno de 30% da frota combinada da Gol com a Webjet é composta por aviões desse tipo, ou o equivalente a 42 unidades. A Gol anunciou a aquisição de 100% do capital da Webjet, em outubro, mas a negociação aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Gol, contudo, não divulgou a data em que pretende fazer essa redução na quantidade de comissários a bordo. Segundo uma comissária da companhia, que pediu para não ter o seu nome revelado, a companhia planeja adotar essa redução a partir de maio.

Segundo essa fonte, essa redução da quantidade de comissários nos aviões é uma das explicações para o processo de demissões que a Gol abriu a partir de sexta-feira. Os funcionários que querem se desligar da Gol têm até o dia 29 para se manifestar.

O diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Carlos Camacho, diz que a Gol mantém, em média, seis tripulações para cada avião de sua frota.

Como a empresa tem 42 aviões 737-700, a redução de quatro para três comissários indica que a Gol planeja ter seis comissários a menos em cada modelo desse tipo, ou o equivalente a 252 comissários a menos na frota de 737-700. A Gol e a Webjet também operam o 737-300 e o 737-800, mas a homologação da Anac não inclui esses aviões.