Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.
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12 de novembro de 2012

Citation CJ3 se acidenta em Congonhas


Marcos Santana, proprietário da empresa Tropic Air, disse na noite deste domingo (11) que vai aguardar as investigações sobre o acidente com o jatinho, modelo Cessna Citation Cj3, para se pronunciar. “Vou esperar a Aeronáutica se pronunciar para depois falar com a imprensa”, disse, após obter informações sobre o acidente com funcionários da Infraero do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
Ele chegou em Congonhas pouco antes antes das 23h, vindo direto de Porto Seguro, no sul da Bahia. Após conversar com os funcionários da Infraero, ele se dirigiu ao local do aeroporto onde o avião se acidentou.

O avião de pequeno porte derrapou na pista de Congonhas e caiu em um terreno ao lado da Avenida dos Bandeirantes no final da tarde deste domingo. A aeronave particular, um jato executivo de prefixo PR-MRG, saiu de Florianópolis e tocou o solo na pista auxiliar às 17h27, quando ocorreu o acidente.

Segundo a Infraero, três pessoas estavam a bordo. O piloto Michael Rumpf Gaail, de 66 anos, a mulher do piloto, Elaine Damaceno Rodrigues Gaail, de 37 anos, e o copiloto Rafael Ferreira, de 21 anos.

O piloto e sua mulher foram atendidos no Hospital Santa Paula, enquanto o copiloto foi levado ao Hospital das Clínicas. De acordo com nota divulgada pela assessoria do Hospital Santa Paula pouco depois das 21h, o piloto sofreu traumatismo craniano, lesão no tórax e coluna lombar. Além disso, ele passaria por cirurgia para reduzir a pressão intracraniana.

Também estavam no avião a esposa do piloto, Elaine Damaceno Rodrigues Gaail, de 37 anos, e o copiloto Rafael Ferreira, de 21 anos. Elaine foi atendida no mesmo hospital para o qual o marido foi levado e recebeu alta. O copiloto foi levado para o Hospital das Clínicas. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde de Rafael Ferreira.

De acordo com nota divulgada pelo Hospital Santa Paula pouco depois das 21h, o piloto Michel Gaail seria submetido a cirurgia. "No momento o paciente está sob os cuidados da equipe multidisciplinar, sendo preparado para uma intervenção neurocirúrgica para monitorar a pressão intracraniana", informa o hospital.

De acordo com a Infraero, cinco equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local. “Fomos chamados para fazer proteção com espuma para evitar eventuais riscos de explosão, pois poderia haver materiais inflamáveis”, afirmou o sargento Amauri Martins, do Corpo de Bombeiros.

Segundo a Infraero, o aeroporto interrompeu totalmente as atividades às 17h35 por causa do acidente, por motivos de segurança. O terminal foi reaberto às 18h41. No balanço das 20h, o aeroporto registrava 18 voos com atrasos, o que representava 10,4% dos previstos para todo o dia.

A aeronave que derrapou em Congonhas é um Cessna Citation Cj3. A empresa proprietária do modelo descreve em seu site que trata-se de um avião com "luxuosa cabine". Ele é destacado ainda por ter assentos reclináveis e "finamente revestidos".
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave estava com a documentação em dia: tanto a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) quanto o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) eram válidos até novembro de 2013. Segundo a Anac, não foi confirmado ainda se a habilitação do piloto estava em dia.

De acordo com a Aeronáutica, uma equipe do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4) vai investigar o acidente.

11 de agosto de 2012

PM afastado de cargo fecha Congonhas e instaura o caos na aviação brasileira

O policial militar com problemas psiquiátricos que subiu em uma torre de sinalização do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, continuava internado no Hospital São Paulo por volta das 12 horas desta sábado, sem previsão de alta. O incidente ocorreu perto das 16h30 desta sexta-feira e provocou a interrupção dos voos do terminal por uma hora e meia e a interdição da Avenida Washington Luiz.
O PM, que não teve a identidade revelada, foi socorrido duas horas e meia depois de subir na torre pelos bombeiros. No aeroporto, o movimento de aterrissagem foi suspenso às 17h37 e só liberado às 19 horas.

De acordo com a Infraero, 11 voos foram desviados para os Aeroportos Internacional de São Paulo, em Guarulhos; Viracopos, em Campinas; e Santos Dumont e Tom Jobim, no Rio. Sete voos (3,8%) foram cancelados. Neste sábado, a situação era normal.

A torre onde o PM subiu contém luzes se chama ILS e também é conhecida como "Torre de Aproximação". Ela serve de guia e referência para os aviões que pousam no local. Ela fica na parte externa do aeroporto. . As decolagens, que nesta sexta-feira estavam sendo feitas na cabeceira oposta da pista, não foram afetadas.


O policial militar está lotado no 46.º Batalhão, no Ipiranga, na zona sul. Tem 29 anos, é casado, pai de três filhos e está há 9 anos na corporação, segundo a Polícia Militar. Em nota oficial, a PM diz que ele já teve "várias passagens" por tratamento psiquiátrico e relaciona o incidente ao fato de ele ter sido transferido para atividades internas depois da alta médica.

"Descontente com a decisão, envolveu-se naquela crise, sendo demovido de continuar com aquela atitude por policiais do batalhão da área e do Corpo de Bombeiros", cita o comunicado.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Aeroporto, enquanto estava na torre, o policial chegou a disparar fogos de artifício contra os policiais que tentavam resgatá-lo, sem atingir ninguém. Ainda de acordo com o boletim, ele estava fardado e com uma corda no pescoço.
Com ele, foram apreendidos uma faca, quatro rojões, duas bombas prensadas, um facão e um estilete, entre outros objetos. O caso foi registrado como crime contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.

LABACE começa semana que vem

A Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition) começa na próxima quarta, dia 15, em São Paulo, no Aeroporto de Congonhas. A feira já é a segunda maior do mundo na área de aviação executiva e este ano vai trazer mais de 70 aeronaves executivas, de fabricação nacional e estrangeira, e cerca de 190 expositores. São esperados 16 mil visitantes para os três dias de feira. A Labace segue até sexta, dia 17 deste mês, das 12 às 21 horas, exceto na própria sexta, quando os portões fecham às 20 horas.
Todos os anos, a Labace reúne em São Paulo os maiores fabricantes mundiais de aeronaves executivas, empresa de manutenção, táxi aéreo e comercialização de equipamentos voltados para a aviação executiva. Por isso, o evento atrai compradores, pilotos e profissionais do setor. A expectativa para este ano é gerar negócios da ordem de US$ 700 milhões.
Estarão presentes este ano grandes players do setor, entre eles, Embraer, que vai levar para a Labace pela primeira vez o Lineage 1000, o maior e mais luxuoso jato executivo da empresa, a Gulfstream, que está trazendo para a feira três modelos, o G150, o G450 com o novíssimo interior Elite, e o G550, a aeronave executiva de maior alcance do mercado, e mais Bombardier, Helibras, Jet Aviation, Líder Aviação e muitas outras.

12 de junho de 2012

Apesar da pouca quantidade de manifestantes, comissários protestam em Congonhas

Apesar da baixa adesão na tarde chuvosa desta segunda-feira, com cerca de dez manifestantes, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) iniciou um protesto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, contra a redução do número de comissários nas empresas aéreas, respeitando norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a RBAC 121. A legislação prevê diminuição de quatro para três comissários em cada avião, o que gerou cerca de 300 demissões na Gol Linhas Aéreas.
"É um padrão internacional, mas que prejudica o passageiro brasileiro. É uma pessoa a menos em cada avião para orientar o passageiro. Parece brincadeira, mas não é. Nenhum dirigente da Anac teve experiência em evacuação e só fizeram um treinamento dentro do galpão da empresa e com o avião que não estava lotado", afirmou Gelson Fochesato, presidente do SNA.

No último dia 31 de maio, o sindicato organizou uma grande manifestação sobre o mesmo tema na Avenida Washington Luís, perto do Aeroporto de Congonhas, e chegou a bloquear a via com cerca de 300 manifestantes. Porém, desta vez, no saguão principal do aeroporto, a adesão não foi a mesma, já que, segundo o próprio sindicato, uma assembleia foi realizada pela instituição no mesmo horário para debater outros assuntos.

De acordo com Fochesato, apesar de ser uma legislação internacional, no Brasil essa norma não deve ser aplicada. Segundo ele, o brasileiro não está acostumado a se preocupar tanto com a segurança como o americano. Além disso, segundo o próprio presidente, algumas pessoas que estão a bordo não conseguem ler o folheto com as normas de segurança do avião e são prejudicadas por conta disso. "Teria que haver uma mudança de treinamento, de cultura para depois implementar", explicou o presidente.
Fochesato afirmou ainda que o sindicato continuará pressionando a Anac. "Nesse momento as empresas são irresponsáveis e a Anac mais irresponsável ainda. Vamos mostrar que a sociedade, se aceitar isso, está se colocando em risco. É um risco altíssimo para o passageiro, principalmente no Brasil".

A assessoria de imprensa da Anac afirmou que para que a companhia aérea faça essa redução no número de comissários, a própria agência aplica testes de segurança e evacuação. "Se a companhia passar no teste ela poderá passar a ter três comissários, mas isso fica a cargo de cada companhia, não é uma exigência".

"Antes de rever essa regulamentação, fizemos testes e muitos estudos. Se a companhia não passar no teste com três comissários, não poderá proceder", completou a Anac.

De acordo com o SNA, ainda não estão previstas outras manifestações no Aeroporto de Congonhas.

11 de maio de 2012

Comissários protestam em Congonhas

Por volta das 16h desta quinta-feira, 10, funcionários de companhias aéreas fizeram um protesto em frente ao prédio da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), localizado em frente ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Os trabalhadores não estariam satisfeitos com a decisão da agência de permitir que a empresa reduzisse seu contingente de comissários de bordo.
Até 2010, no Brasil, o número de comissários de bordo por voo era semelhante à quantidade de saídas de emergência a nivel de piso (ou seja, portas) de cada aeronave. Logo, um avião com quatro portas a nivel de piso, teria quatro comissários. Contudo, em decisões recentes, a Anac passou a permitir que companhias aéreas voassem com menos profissionais.

De acordo com o grupo sindical, cerca de 150 comissários de voo esperavam, com a manifestação, serem atendidos na sede da ANAC, mas não obtiveram sucesso. Eles, então, entraram no aeroporto e protestaram com megafones e cartazes. A assessoria de imprensa do aeroporto de Congonhas informou que a movimentação não atrapalhou o fluxo de passageiros.
A Anac respondeu que a redução do número de comissários de bordo é coberta pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil 121 (RBAC 121). Disse também estar em "consonância" com a legislação internacional, que prevê que o número de comissários é relacionado ao número de passageiros: 1 comissário para cada 50 passageiros. "Por exemplo, uma aeronave com capacidade para 154 passageiros deverá ter 4 comissários, já uma aeronave com 132 assentos, 3 comissários", completou a agência.

18 de abril de 2012

Anac distribui 119 slots em Congonhas

As companhias aéreas solicitaram 119 dos 227 slots (autorizações de pouso e decolagem) do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, colocados à disposição pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todos eram para voos no final de semana - Congonhas, que é um dos aeroportos mais movimentados do País, não tem mais disponibilidade de horário para voos de segunda a sexta-feira.

Dos 125 slots disponíveis para sábado, 58 foram solicitados. Dos 102 disponíveis para domingo, houve demanda para 61. A reunião que definiu a distribuição dos slots ocorreu na sede da Anac em São Paulo e durou cerca de duas horas.

A empresa que solicitou o maior número de novos pousos e decolagens foi a WebJet, adquirida pela Gol no ano passado: foram 38 slots, sendo 18 deles no sábado e 20 no domingo.

Em segundo lugar ficou a própria Gol, com 32 slots, 15 no sábado e 17 no domingo. A Passaredo ficou em terceiro lugar, com 16 slots (8 no sábado e 8 no domingo), seguida pela TAM, com 15 slots (7 no sábado e 8 no domingo), a Avianca, com 14 slots (8 no sábado e 6 no domingo) e a NHT, com 4 slots (2 no sábado e 2 no domingo).

Com isso, a Passaredo será a nova empresa a oferecer voos em Congonhas. Atualmente, as seguintes companhias oferecem voos no aeroporto da capital paulista: TAM, Gol, Avianca, NHT, Pantanal (que pertence à TAM), WebJet (que pertence à Gol) e Azul.

A Azul, que havia confirmado interesse em participar do certame, não enviou representes e ficou de fora do sorteio. Em nota, a companhia aérea afirmou que "não há convergência entre sua estratégia de mercado e os horários disponibilizados para o sorteio".

A solicitação de um no slot não significa necessariamente que a empresa lançará um novo voo. Ela pode usar o slot, por exemplo, para oferecer uma nova conexão num voo já existente. Um exemplo: um voo que faz a rota Porto Alegre - Brasília, hoje, pode usar os novos slots para fazer uma parada em São Paulo, no aeroporto de Congonhas.

A próxima fase é a de habilitação das empresas que participaram da distribuição dos slots hoje. Pelas regras, isso ocorrerá até o dia 18 de maio, mas a Anac informou que pretende antecipar essa data, sem informar para quando. Feita a habilitação, o processo de redistribuição dos slots será submetida à diretoria da Anac para homologação do resultado.

A movimentação de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas acontece de 6h às 22h30 e cada intervalo de uma hora tem no máximo 30 movimentos (pousos e decolagens), o que resulta em 496 slots por dia. Os slots de segundas às sextas-feiras estão todos distribuídos e o procedimento realizado nesta quarta-feira colocou à disposição os 227 slots não utilizados, dos quais 125 aos sábados e 102 aos domingos.

31 de março de 2012

Anac sorteará 227 slots em Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai sortear 227 slots – horários para pousos e decolagens – no aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Do total, 125 são autorizações para os sábados e 102 para os domingos, informou o órgão regulador em seu site nesta sexta-feira. Entretanto, durante a semana, nos horários mais concorridos de um dos principais aeroportos brasileiros, não haverá nenhum slot disponível. O sorteio, o terceiro do tipo feito pela Anac, será realizado em 18 de abril em São Paulo.

De acordo com resolução publicada em 2006 para permitir a entrada de novas companhias aéreas e remanejar horários de voos que não estão sendo devidamente utilizados, a agência prevê que um slot deve ter o mínimo de 80% de regularidade mensal no prazo de 90 dias. "Caso haja cancelamentos superiores a 20% dos voos programados, o slot deve ser devolvido ao órgão regulador para ser redistribuído a outras empresas interessadas em operar no aeroporto", explicou em comunicado divulgado em 16 de março.

Os interessados em participar do certame devem se inscrever e a Anac avaliará quais atendem aos requisitos necessários para a operação e, em seguida, divulgará as empresas habilitadas.

No dia da redistribuição dos slots, um sorteio formará uma lista classificando a posição de cada empresa participante. Formada a lista, cada companhia escolherá um horário disponível de um pouso e uma decolagem, passando a vez para a próxima, em rodízio no qual todas são contempladas até o término dos slots disponíveis.

"A norma estabelece o processo de redistribuição de slots e é válida para todos os aeroportos brasileiros que tenham atingido o limite de sua capacidade, mas somente Congonhas opera atualmente nessa situação de segunda a sexta-feira, embora esteja com horários ociosos durante sábados e domingos", completou a Anac.

A última distribuição de slots em Congonhas ocorreu em 8 de março de 2010, quando foram alocados 202 novos slots de 355 disponíveis. Na ocasião, a Gol ficou com 56 slots, a TAM com 54, a Avianca com 28, a NHT com 28, a Webjet com 18 e a Azul com oito.

21 de março de 2012

ANAC promete mudanças nos slots, mas não cumpre

A redistribuição de slots (autorizações para pouso e decolagem) do aeroporto de Congonhas será feita no mês que vem sem as prometidas mudanças de regras que abririam mais espaço para empresas entrantes e estimulariam a concorrência. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira que a nova norma ainda está sendo elaborada. Parte do setor reclama do modelo atual, apontado como responsável pelos preços elevados dos voos que partem e saem do aeroporto paulistano.

"Congonhas continua sendo um aeroporto de duas empresas. Todos sabem que essas companhias têm mais slots do que utilizam e usam de artimanha para permanecer com essa reserva injustificável de mercado", afirma o diretor de Comunicação da Azul, Gianfranco Beting. De acordo com o último anuário da Anac, Gol e TAM detinham juntas 90% dos voos no aeroporto. "As pessoas não aguentam mais pagar R$ 800, R$ 1.200 reais para voar para o Rio de Janeiro", complementa.

A regra atual de alocação prevê que 80% dos slots sejam distribuídos para empresas que já operam no aeroporto em questão e as demais fiquem com companhias entrantes. Em dezembro do ano passado, o presidente da agência, Marcelo Guaranys, adiantou que pretendia inverter essa proporção.

O domínio de uma ou duas empresas nas atividades de um aeroporto é conhecida como "efeito fortaleza", explica a advogada especialista no setor aéreo Fabiana Peixoto de Mello. Neste caso, as empresas acabam abocanhando a maior parte dos slots e, em alguns casos, utilizam-nos como reserva de mercado.

"A companhia aérea que consegue a combinação ótima do maior número de frequências nos horários de pico domina o mercado no aeroporto e impede a entrada de outras", diz. "Por isso a alocação tem que ser feita de modo a favorecer a competição entre as companhias aéreas interessadas, a retomada dos slots não utilizados e a alocação periódica dos slots."

Segundo uma fonte ligada a companhias aéreas que pediu para não ser identificada, a expectativa do setor é de que um número pequeno de slots seja redistribuído. "Não acredito que sejam mais do que quatro por dia. Isso representa menos do que 1% do total", disse.

A Anac ainda não informou se os slots a serem distribuídos não estão em uso ou se devem ser retomados de alguma empresa que não cumpre os requisitos mínimos de regularidade e pontualidade. A autarquia deve dar mais detalhes apenas no próximo dia 30.

No entanto, de acordo com a Gol, que pretende participar da disputa, o sorteio será de intervalos ainda não utilizados pelo mercado em Congonhas. Independentemente de qual seja a situação, os espaços de tempo a serem alocados devem estar concentrados em horários pouco atraentes, avalia a fonte. Segundo Beting, porém, a Azul não tem a intenção de concorrer a espaços pouco atrativos comercialmente.

"A Azul tem condição de entrar com mais voos em Congonhas desde que os slots que venham a ser concedidos sejam interessantes do ponto de vista comercial", declarou. Ele defende ainda a ampliação do limite de movimentos de aeronaves por hora em Congonhas para permitir a entrada de mais empresas, como a Azul. Hoje, são permitidos 30 movimentos horários.

A Gol negou que parte dos slots de que dispõe esteja inoperante. Procurada, a TAM preferiu não comentar o assunto.

20 de dezembro de 2011

Azul solicita alteração de seu voo partindo de CGH, e testa antena para TV

A Azul Linhas Aéreas solicitou autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para alteração de sua operação aos sábados no Aeroporto de São Paulo (Congonhas) para atender um novo destino: Campinas.

De Campinas, as partidas acontecerão às 14h00 com chegada à Congonhas às 14h32 e de Congonhas as partidas acontecerão às 14h58 com chegada em Campinas às 15h24.

Se aprovada, a nova frequência de voos teve iniciar as operações em 4 de fevereiro de 2012. Com a operação, a Azul deixará de atender Porto Seguro via o aeroporto paulista.

A Azul também anunciou que está em processo de homologação de uma antena que permitirá que os passageiros assistam televisão durante a viagem, segundo informações confirmadas pela companhia nesta segunda-feira. Os jatos terão monitor individual que exibirão programas via satélite sem custo adicional a partir de fevereiro de 2012.

O serviço de TV havia sido prometido por David Neelman, fundador da companhia, há três anos, quando a aérea começou a operar no País, mas problemas técnicos atrasaram o início da operação. Foi preciso desenvolver uma antena compacta para que as aeronaves pudessem captar sinais de TV.

O equipamento já recebeu aval da Administração de Aviação Federal (FAA, na sigla em inglês), órgão responsável por toda aviação civil nos Estados Unidos, mas também terá de ser aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Contudo, não serão necessários testes porque existe um acordo entre os órgãos.

As antenas serão instaladas nos 38 jatos Embraer da Azul, sendo que todos eles contarão com monitores individuais, de 16x9 polegadas. Os 11 turboélices ATRs, demais jatos da frota da Azul, não terão o equipamento.

8 de setembro de 2011

Congonhas - Miami???? De TAM você vai sim!



A TAM Linhas Aéreas promoveu uma mudança no horário do seu voo que sai três vezes por semana de Miami (EUA) com destino ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG). De acordo com a companhia, a alteração permitirá aos seus clientes uma rápida conexão para Congonhas, em São Paulo. Ao chegar à capital mineira às 19h19 (horário local), o passageiro poderá seguir às 20h38 em voo com destino ao aeroporto paulista, conforme nota à imprensa.



Nos mesmos dias, a conexão já era possível no sentido inverso, para quem pretende chegar à Miami a partir de Congonhas. Do aeroporto de São Paulo, a TAM oferece voo que chega a Belo Horizonte às 21h37 e permite ao passageiro embarcar na sequência, às 22h57 (horário local), para Miami. Normalmente os voos internacionais que passam por São Paulo partem do aeroporto de Cumbica, na cidade de Guarulhos.

30 de agosto de 2011

Justiça Federal nega pedido de fechamento de Congonhas


A Justiça Federal julgou improcedente o pedido da Procuradoria de suspender as atividades no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. O Ministério Público Federal havia pedido a interrupção de todas as operações de pouso e decolagem até serem sanadas as dúvidas quanto à segurança do aeroporto. A ação foi motivada após o acidente com o avião da TAM, ocorrido em julho de 2007.

A assessoria da Procuradoria afirmou que prepara texto de divulgação a respeito da questão da segurança em Congonhas. Segundo a Justiça Federal, após o acidente, que deixou 199 mortos, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero, empresa responsável pela administração dos aeroportos no Brasil, pedindo a suspensão das atividades no aeroporto.



A Procuradoria afirmou que as conclusões precárias da pista foram fundamentais para a ocorrência do acidente e que o aeroporto não favorece as condições de segurança dos usuários, como sua localização em um ambiente urbano.

De acordo com a sentença, proferida pelo juiz federal Clécio Braschi, da 8ª Vara Cível em São Paulo, o pedido de interdição não procede, pois peritos criminais federais realizaram, nos dias posteriores ao acidente, exames na pista e apresentaram recomendações de segurança, as quais estão sendo seguidas. Em nenhum momento os especialistas recomendaram alguma medida de interdição.

O magistrado avaliou também que o fato de o aeroporto estar em uma região densamente habitada não pode ser objeto de análise pelo Poder Judiciário, mas, sim, do Poder Executivo. O juiz acrescentou, porém, que nada impede que o Ministério Público Federal “proponha novas ações civis públicas, nas quais poderá formular pedidos certos, determinados e específicos, detalhando as recomendações de segurança que entende devam ser adotadas nas operações de pouso e decolagem”.

12 de agosto de 2011

LABACE já começou! Você vai????



Ontem começou a 8ª edição da Labace (latin american business aviation conference and exhibiton). O evento e projeta um volume de negócios entre 540 e 550 milhões de dólares em 2011. O valor é 8% superior ao registrado em 2010.



O evento reúne 170 expositores – 31 a mais do que o ano anterior. O total de aeronaves também cresceu, passou de 56 em 2010 para 67 em 2011. Segundo os organizadores, o que mais cresceu foi a frota de helicópteros que serão exibidos.



A Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) calcula que há um total de 12.310 aeronaves no país. Dessas, 9.338 são aviões convencionais; 1.495 são helicópteros; 863 são turbo-hélices; 540 são jatos; 44 são anfíbios e 30 não tem classificação.



A Labace é realizada no aeroporto de Congonhas entre os dias 11 e 13.

(toalete do ACJ 318)

Dentre os destaques da feira, está o Airbus CJ318 é o maior avião da feira, em voos comerciais, ele pode levar 108 passageiros, mas essa unidade é para apenas 19; outro destaque pe o jato Gulfstream 450, que pode ir de São Paulo a Moscou sem escalas; também está entre os expostos o jato Citation X, que só não é mais rápido que os jatos militares.

4 de agosto de 2011

Congonhas deve ganhar estação de metrô e uma restauração do saguão

O Metrô de São Paulo planeja criar um acesso dentro do saguão do aeroporto de Congonhas, na zona sul, para ligá-lo a uma futura estação de monotrilho que será erguida no entorno.

O acesso, que poderia ser subterrâneo ou elevado, conectaria o aeroporto à estação Congonhas da Linha 17-Ouro, que deve ser entregue parcialmente até 2014. O plano foi informado anteontem durante reunião entre a Infraero e o Conpresp (conselho de patrimônio histórico).

A localização exata da estação ainda não está definida. Inicialmente, ela ficaria na avenida Washington Luís, em frente ao aeroporto, mas o conselho vetou. O motivo é que o Conpresp está discutindo o tombamento de algumas construções do aeroporto, o que obrigaria a Infraero a submeter ao órgão qualquer intervenção no local.



O acesso à nova estação do metrô foi um dos argumentos usados pela Infraero para tentar evitar o tombamento do saguão do aeroporto. Segundo a estatal, tornar o local patrimônio histórico impediria os planos de ampliação.



Congonhas abriga painéis de artistas consagrados e elementos arquitetônicos que estão em processo de tombamento desde 2004. Na reunião, a Infraero também apontou outras duas áreas que devem receber obras e que estão dentro ou perto daquelas que o Conpresp estuda tombar.



A Linha 17 - Ouro teve o contrato de implantação assinado no mês passado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A previsão é de que ela tenha 18 quilômetros de extensão e 18 estações. Com custo previsto de R$ 3,1 bilhões, deve atender cerca de 250 mil pessoas por dia. A intenção do governo é que ela comece a operar a partir de 2015.

Além das obras do metrô, uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros e arquitetos começa no próximo mês a planejar uma ampla reforma no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Ao contrário da última grande intervenção, que entre 2004 e 2007 remodelou por completo o terminal de passageiros e ampliou as vagas de estacionamento para veículos, dessa vez o foco será o patrimônio arquitetônico de Congonhas.



As obras devem se concentrar no restauro do saguão principal, cartão de visitas do aeroporto inaugurado na década de 1930. “Nossa ideia é promover uma harmonização entre cafés, restaurantes e as demais áreas de serviço do aeroporto com sua arquitetura original”, disse João Márcio Jordão, diretor de Operações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). “Temos o objetivo de resgatar o glamour de Congonhas e, ao mesmo tempo, oferecer mais conforto aos passageiros”.



O projeto inicial prevê o restauro da cúpula, do piso de cerâmica xadrez e dos pilares revestidos de pastilhas espalhados pelo saguão principal. As obras devem contemplar ainda a expansão dos balcões de check-in. Os trabalhos ainda não têm data para começar, mas a Infraero já adianta que pretende concluí-la para a Copa do Mundo de 2014.

LABACE promete abalar o mercado e gerar muitas vendas

O Brasil será palco de negócios volumosos na área de aviação executiva na próxima semana. A Labace, a segunda maior feira do setor no mundo, reunirá 170 expositores e vai apresentar 67 modelos de aeronaves entre os dias 11 e 13 de agosto, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A expectativa dos organizadores é que o evento movimente US$ 550 milhões (cerca de R$ 860 milhões), um volume 10% superior ao realizado na edição anterior.

A feira terá aviões e helicópteros com preços entre US$ 500 mil e US$ 85 milhões, de marcas como Airbus, Embraer, Bombarbier e Gulfstream.

As fabricantes se voltam ao Brasil em um momento de crise no cenário internacional. O real valorizado tem favorecido a compra de aeronaves por brasileiros. A frota de aeronaves particulares dobrou em três anos.

“O cenário é favorável para vender no Brasil. O real está valorizado, os juros para financiar aeronaves estão baixos e há oferta disponível”, afirma Ricardo Nogueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).



Há cinco anos, quando o mercado externo estava aquecido, era preciso enfrentar uma fila de espera de quatro anos para receber uma aeronave executiva. Hoje é possível encomendar e receber em um ano, segundo Nogueira.

“O perfil do cliente brasileiro está mudando bastante. Temos tido demanda de clientes comprando pela primeira vez, em helicópteros inclusive”, disse Eduardo Brandão, diretor-comercial da OceanAir Táxi Aéreo. Para Ricardo Nogueira, da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), o pré-sal está entre os fatores que aqueceu o mercado de helicópteros no país.

Há uma visão equivocada dos compradores de aeronaves, segundo Francisco Lyra, presidente do conselho de administração da Abag. Enquanto muitos associam aviação a luxo, 80% dos voos são feitos por razões profissionais, como a visita a um eventual parceiro para fechar um investimento. O setor de aviação executiva cresce cerca de quatro vezes o PIB brasileiro por ano, o mesmo ritmo da aviação comercial, segundo Lyra.

26 de julho de 2011

Congonhas ganha novo portão de acesso à sala de embarque

Depois de cinco anos sem nenhuma obra, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, inaugurou a primeira para minimizar parte das filas: um acesso aos portões de embarque remoto. Enfrentando alguns minutos a menos de espera, metade dos 1,6 mil passageiros por hora de Congonhas agora embarca pelo térreo, atrás das escadas rolantes.



A medida foi tomada após a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrar, no dia 15, movimento recorde no aeroporto: 33 mil passageiros em um dia - o normal são 22 mil pessoas. O número é atípico porque o mês de julho, até então, era considerado "fraco" para Congonhas, um aeroporto essencialmente usado por executivos. Anteriormente, os portões de embarque remoto - quando é preciso pegar ônibus até o avião - eram alcançados por uma escada ou elevador no primeiro andar. O processo de embarque ficou mais rápido porque, além de já embarcar no térreo, os passageiros se dividem na hora de passar pelas máquinas de raio X - são seis no 1.º andar e mais quatro no térreo.



A Infraero vai orientar os passageiros que embarcarão em voos dos portões 1 a 12 a usarem o acesso do primeiro andar.



O térreo será destinado a quem vai entrar nos portões 13 a 22. No momento do check-in, os passageiros serão avisados sobre a nova área de embarque. Mas ficará a critério deles escolher o acesso, porque a antiga sala continuará atendendo a todos os portões.

21 de maio de 2011

Passaredo chega a Congonhas



A Passaredo iniciará, a partir de 17 de junho, três voos semanais, aos finais de semana, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os destinos atendidos serão Valença e Lençóis, na Bahia, e Ribeirão Preto, no interior paulista. Para todos os voos será utilizado o Embraer ERJ 145, com capacidade para 50 passageiros. As freqüências serão operadas nos seguintes horários:

2386 – Decola de CGH às 14h12 no sábado, pousando em Valença às 16h15.
2388 – Decola de CGH às 08h38 no domingo; chegada em Lençóis às 11h00.
2398 – Saída de CGH às 14h12 no domingo, aterrissando em Ribeirão Preto às 15h02.

13 de abril de 2011

Conpresp autorizou a demolição dos hangares da VASP



O Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo) autorizou, nesta terça-feira (12), a demolição de imóveis no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. A proposta para destruir 15 hangares e prédios que pertenciam à antiga Vasp foi enviada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) ao órgão.

De acordo com o Conpresp, a decisão deve ser publicada no Diário Oficial dentro de uma semana. No entanto, a assessoria de imprensa da Infraero disse que ainda não recebeu a notificação sobre a decisão.



A autorização do conselho era necessária, pois, o processo de tombamento de Congonhas foi aberto em 2004. Desde então, o conjunto de prédios que forma o aeroporto não pode ter sua fachada alterada.



De acordo com a Infraero, o objetivo da medida é permitir que o aeroporto cresça. Se a demolição for autorizada, na área ocupada pela antiga Vasp deve ser feito um estacionamento para aeronaves ou uma nova área de pátio.

8 de abril de 2011

Um ano depois do sorteio

A Azul, a Webjet e a NHT chegaram ao aeroporto mais rentável do país após uma acirrada disputa por slots (horários de pouso ou decolagem) perdidos pela companhia aérea Pantanal. A presença das companhias no local ainda é tímida, pouco lucrativa ou até deficitária, mas, para elas, estar em Congonhas é um investimento.

O primeiro voo das novatas foi realizado no dia 9 de abril de 2010, pela companhia NHT, uma empresa de aviação regional com sede no Rio Grande do Sul, com destino a Curitiba (PR). Dias depois, a Azul e a Webjet iniciaram seus voos. A autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi concedida um mês antes.



As três companhias possuem juntas cerca de 1% dos slots de Congonhas, distribuídos nos horário menos concorridos. A Azul voa no fim de semana para Porto Seguro, a Webjet para o Rio e Porto Seguro, e a NTH tem voos à noite de segunda a sexta para Curitiba.

A operação em pequena escala e limitada a horários pouco competitivos em Congonhas, como é o caso dos voos da Webjet, Azul e NHT que partem do aeroporto, não é rentável, afirmam especialistas consultados pelo iG. “É uma operação deficitária”, diz o consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio.

As empresas admitem que a operação não é lucrativa, mas evitam falar em prejuízo. A Webjet, por exemplo, afirma que a operação já se mantém. “Hoje temos estabilidade, mas, para melhorar a rentabilidade, precisamos de mais voos”, afirma o presidente da companhia, Fábio Godinho. A Azul não se manifestou.



A NHT reconhece que a operação é deficitária, mas não vê as perdas como prejuízo, mas como um investimento. A companhia opera voos para Curitiba em uma aeronave LET, com 19 assentos, que chega ao aeroporto por volta das 14h45 e decola às 21h50. O tempo em solo gera despesas para a companhia que podem chegar a R$ 150 mil por mês. “Foi um ano de puro investimento”, diz o diretor de planejamento da NHT, Jeffrey Kerr. No mercado, comenta-se que a empresa suporta o prejuízo da operação em Congonhas com a ambição de ser vendida para outras companhias. O diretor da NHT, Jeffrey Kerr diz que a empresa não está à venda, mas que essa é uma possibilidade. Para ele, a presença no aeroporto elevou o valor de mercado da companhia. A NHT responde por 0,02% do market share no setor aéreo brasileiro, de acordo com dados de fevereiro da Anac.

“Os parceiros da TAM na aviação regional eram a Trip, a Pantanal e a NHT. A Pantanal e a Trip já foram adquiridas”, diz Kerr. A NHT será a próxima? “Quem sabe”, responde o executivo, que ressalta que a companhia nunca foi procurada por companhias interessadas na aquisição.

maior ganho das novatas em operar em Congonhas é a exposição da sua marca e a abertura de uma loja no aeroporto mais lucrativo do País. A Webjet estima que cerca de 50 mil passageiros ao mês passam pela sua loja no local. “É uma oportunidade de mostrar aos passageiros que temos preços menores. Muitos compram passagens na loja de Congonhas para voar a partir de Guarulhos”, diz Godinho. “As lojas em Congonhas têm uma visibilidade fenomenal. É como um ponto de venda com aluguel baixo”, afirma Respicio do Espírito Santo, professor de transporte aéreo da UFRJ.



Outra vantagem é participar de novas disputas por slots em melhores condições. A atual legislação favorece a distribuição de espaços nos aeroportos saturados para companhias que já operam no local.
Por esta regra, as principais beneficiadas na oferta de slots em Congonhas realizada pela Anac no ano passado foram a Gol, TAM e Avianca. Esses espaços foram tomados da Pantanal após a companhia ultrapassar os limites da agência definidos para os cancelamentos de voos. A Azul, Webjet e NHT puderam escolher os slots que sobraram e não conseguiram horários competitivos.

Se novos slots forem oferecidos em Congonhas, essas companhias disputarão os espaços em condições melhores do que há um ano. Hoje, o limite é de 30 pousos ou decolagens por hora para voos regulares. Antes do acidente da TAM no local em 2007, o aeroporto operava com 45 slots por hora.

Desde que houve a redução, as companhias aéreas têm pleiteado um aumento dos slots no local. A grande esperança delas é que com a realização da Copa e da Olimpíada no Brasil a capacidade do aeroporto seja ampliada.

5 de março de 2011

difícil decisão!

Não houve acordo na audiência de tentativa de conciliação do processo em que três associações de moradores pedem que o horário de funcionamento do aerorpoto de Congonhas seja das 7h às 23h e não das 6h às 23h, como é atualmente. A parte contrária é composta pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Município de São Paulo e cinco companhias aéreas.

A audiência aconteceu na quinta-feira e nela a Anac apresentou um relatório com os prejuízos que podem ser causados pela redução de horário proposta: impacto financeiro, diminuição de vagas aos passageiros e impossibilidade da redistribuição dos vôos ao longo do dia.

A questão surgiu na tarde de ontem quando, em audiência judicial com vizinhos de Congonhas, a Anac se mostrou contrária à restrição do funcionamento do aeroporto e fez várias propostas alternativas. Uma delas é fazer um estudo sobre o impacto da aviação geral - jatinhos particulares e táxis aéreos - sobre Congonhas e, se for o caso, avaliar o deslocamento de parte desses voos para o Campo de Marte. Isso desafogaria algumas movimentações no aeroporto - hoje são permitidos 34 voos por hora, 4 da aviação geral.

Outra opção é remanejar as aeronaves mais barulhentas para horários intermediários, proibindo-as de voar entre 6h e 7h e das 22h às 23h, horários críticos que tiram o sono dos vizinhos. "Nós não ouvimos todas as aeronaves o tempo todo. Existem algumas mais barulhentas que as outras e isso deve ser considerado", disse Mauro Pinto, da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto.

As propostas foram recebidas com desconfiança pelos moradores. “Há quatro anos estamos esperando alguma proposta de mitigação. Agora, na hora de fazer acordo, eles aparecem com uma proposta. Ou eles são muito lentos, ou tão querendo enrolar a gente”, criticou o presidente da Associação dos Verdadeiros Amigos e Moradores do Jardim Aeroporto, Eduardo Moreira.

Como não houve conciliação, juiz federal substituto da 2ª Vara Federal Cível, Paulo Cezar Neves Junior, deu 20 dias para que as associações se manifestem sobre desistência ou não de algum pedido, e em seguida iniciará a instrução processual, em que serão produzidas provas por ambas as partes. O acordo pode ocorrer a qualquer tempo durante o processo. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal de 1° grau em São Paulo.