Para equipar o “Boeing Phone”, como vem sendo chamado o aparelho, a companhia escolheu o sistema operacional Android. De acordo com Roger Krone, chefe da divisão de redes e sistemas espaciais, o projeto pode ser considerado o primeiro já fabricado pela indústria aeroespacial, cujo sinal irá transitar em redes convencionais de telefonia móvel.
Porém, apesar de rodar com o popular sistema e em redes comuns, o smartphone da Boeing não é exatamente destinado ao público geral. A ideia por trás do “Boeing Phone” é oferecer um smartphone extremamente seguro para indivíduos que precisam proteger seus dados e rede de comunicação, como espiões ou militares.
Outro ponto que distanciará o aparelho da Boeing dos consumidores finais é o preço com o qual possivelmente será comercializado. Brian Palma, outro executivo da empresa, explicou que projetos similares de concorrentes custam em média entre 15 e 20 mil dólares.
“Queremos torná-lo o mais barato possível, mas não deve chegar aos preços praticados no mercado de consumo”. Em outras palavras: o valor do “Boeing Phone” deve superar, e muito, até mesmo os aparelhos mais sofisticados, como iPhone, por exemplo.
A escolha pelo Android se explica pela capacidade de customização do sistema operacional. Assim, a plataforma pode ser moldada para atingir os níveis de segurança exigidos pelo governo norte-americano, garantindo que dados sigilosos não sejam vazados por uma ligação interceptada ou por um aparelho extraviado. Além disso, o sistema também traria a compatibilidade com vários recursos já existentes nos aparelhos com Android, como a instalação de aplicativos e integrações com GPS.
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