Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

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5 de maio de 2012

Viracopos perde mais uma empresa aérea

A companhia aérea TAP Portugal vai suspender os voos operados pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), para Portugal, a partir de outubro. As ligações entre São Paulo e Lisboa serão concentradas no Aeroporto Internacional de Guarulhos até março de 2013, no período de baixa temporada da companhia. A empresa opera, desde julho de 2010, três voos regulares internacionais por semana saindo de Campinas para a Europa. A TAP é a segunda companhia aérea que decidiu suspender os voos em Viracopos. Desde 11 de abril, a Pluna Linhas Aéreas Uruguaias não opera mais voos para Montevidéu partindo de Campinas, mas a empresa alega que pode retomar as operações a partir de junho.
Entre os motivos que levaram a TAP Portugal a suspender os voos em Campinas estão a falta de estrutura de Viracopos e a inexistência de serviços de catering e de free shop - área franca para comercialização de mercadorias nacionais e estrangeiras. com isenção ou redução de impostos-, "indispensáveis em qualquer aeroporto com voos internacionais", segundo a empresa.

Em nota enviada às agências de turismo, a companhia aérea informou que espera que, até março de 2013, o aeroporto de Campinas ofereça melhores condições aos passageiros da TAP, para assim retomar os voos regulares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia aérea, a suspensão foi avisada com antecedência aos passageiros e aos órgãos competentes e que nenhum cliente será prejudicado com as mudanças.
A Infraero informou que a área destinada às lojas de free shop está pronta e que a empresa vencedora da licitação, a Dufry, está em processo de regularização dos produtos que serão comercializados com a Alfândega.

O serviço deve ser inaugurado até o fim de maio, segundo a assessoria de imprensa da Infraero. Sobre a falta de estrutura do aeroporto, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária informou que ainda não foi avisada oficialmente pela TAP Portugal sobre a suspensão dos voos e que, por isso, não vai se manifestar sobre as reivindicações da companhia aérea.

O presidente do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, Sérgio Bica, recebeu a notícia da suspensão com desânimo. "Isso dificulta ainda mais a vinda de eventos internacionais para Campinas. Se você tem uma estratégia para captar eventos desse porte para a cidade e não tem um voo internacional regular em Viracopos, é ainda mais complicado", diz Bica.
Ele explica que os congressos internacionais movimentam muito a economia de Campinas, já que um visitante estrangeiro a negócios gasta, por dia, US$ 400, o dobro de um visitante brasileiro a negócios. "Quando um voo internacional é suspenso, a candidatura da cidade para um evento de grande porte perde muitos pontos", lamenta o presidente do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau. 

Sérgio Bica também aponta com uma das principais deficiências de Campinas a falta de um centro de convenções. "Esse seria o grande salto qualitativo para aumentar o poder da cidade para atrair esses eventos", explica. No dia 16 de maio, será lançado um novo programa de captação de eventos internacionais na cidade. A expectativa é receber 30 eventos por ano até 2014. 

"A cidade de São Paulo está saturada e apresenta, atualmente, uma série de desvantagens. Campinas está na contramão disso, mas precisa melhorar o aeroporto e oferecer outros atrativos", conclui o presidente do Convention & Visitors Bureau. Juarez Cintra, da Ancoradouro, e Mauro Shwartzmann, da Costa Brava – ambas empresas com sede em Campinas – também estão indignados com a suspensão do voo da Tap no aeroporto de Viracopos. 

“Parece que todos estão míopes nesta cidade! Ninguém fez nada para que o aeroporto contasse com mínima estrutura para receber voos internacionais: nem Infraero, nem a Câmara de Vereadores e nem a prefeitura de Campinas e região. Viracopos é uma piada de mau gosto. Não temos sala vip para os passageiros de classe executiva, nem desembarque especial. O freeshopp nunca veio. O embarque e desembarque de passageiros no terminal é um horror”, diz.
Schwartzmann também está inconformado. Ele salienta que a Tap fez um investimento enorme, já que Viracopos e a própria região são muito importantes para a companhia, e a Infraero, por sua vez, fez somente promessas de melhorias “fundamentais” para o sucesso da operação. 

“Conversei várias vezes com o Mário Carvalho, pedindo para ´aguentar mais um pouco´, mas me coloco no lugar dele e de quem decide na Tap. Viracopos está uma rodoviária de quinta! Muitos dos passageiros que voam para Europa com a Tap optam por Guarulhos, apesar do tempo de estrada e da Marginal Tietê. O estado a que está relegado este nosso aeroporto é um crime”, opina. 

O acesso a Viracopos, com congestionamentos, também é citado por Schwartzmann. “Dentro do aeroporto é fila para tudo, passageiro após passar pelo controle de passaporte não tem mais acesso a um bar, um café, um sanduíche! Mesmo os que viajam em classe executiva e pagam um bom dinheiro pela passagem. No desembarque a espera pela bagagem é outro drama, as esteiras são dos tempos dos Electras! É triste para nós, que vemos mais uma frustração com Viracopos! Não podemos culpar a Tap, que em minha opinião aguentou mais tempo do que imaginávamos! A Pluna também não aguentou, esta é a verdade!“, finaliza.

7 de dezembro de 2011

Infrazero (Infraero) continua patinando nos investimentos

Levantamento feito pelo coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos da Silva Campos Neto, mostra que, até agosto deste ano – último dado disponível no Ministério do Planejamento – a Infraero só investiu nos aeroportos brasileiros 17,5% do orçamento total previsto, de R$ 2,2 bilhões.

Se o ritmo de desembolsos continuar o mesmo até o fim do ano, Campos estima que a Infraero, empresa estatal responsável pela infraestrutura aeroportuária do Brasil, investirá apenas um quarto do volume total previsto. Em 2010, o percentual foi de 58% e, no ano anterior, de 42%.

“Ao longo do ano, praticamente nada avançou na linha dos investimentos em aeroportos”, diz Campos, que foi co-autor de uma polêmica Nota Técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em abril, dizendo que os investimentos no setor não ficarão prontos para a Copa de 2014. De lá pra cá pouco mudou, avalia. “A situação do investimento continua precária, alarmante.”

A Infraero executou de 2003 a 2010 um orçamento de R$ 3,9 bilhões, incluídos no total de R$ 6,7 bilhões de todo setor aéreo. Isso representa um investimento médio anual de R$ 437 milhões, diz. De 2011 a 2014, a Infraero planeja investir R$ 5,2 bilhões.

Segundo Campos, “os investimentos programados são insuficientes para fazer face ao crescimento da demanda e existe grande possibilidade de serem apenas parcialmente executados, como ocorreu nos últimos anos”.

De 2003 a 2011 o número de aviões que passam pelos aeroportos brasileiros subiu 58% segundo o Ipea. Nesse mesmo período, o número de passageiros mais do que dobrou. O salto foi de 71,22 milhões em 2003 para o número total previsto em 172 milhões neste ano.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC), criada neste ano para coordenar as ações entre os diversos participantes do setor aéreo para desenvolver melhor o setor está reformulando o conselho de administração da Infraero, para dar a esse grupo uma função mais ativa, para estipular metas e acompanhar resultados.

A reestruturação da Infraero passa pela contratação de parceiros especializados e governança, contabilidade, gestão de desempenho e planejamento estratégico, entre outros. Além disso, o projeto inclui a criação de uma diretoria de empreendimentos, para acompanhar as obras.

Outro atraso que pode comprometer a expansão da infraestrutura do setor para a Copa são as concessões que serão feitas nos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos. Previstos na segunda edição no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para ocorrer ainda este ano, os leilões ficarão para janeiro.

“Sendo 150 dias entre o leilão até o início das obras, podemos esperá-las para o segundo semestre apenas o que torna os prazos bastante preocupantes”, diz Campos. Ele destaca, ainda, que a necessidade de sociedade com a Infraero – que teria poder de veto na gestão das concessões – pode complicar o interesse pelos editais e os desembolsos em si.

A grande vantagem para os usuários com a concessão dos terminais deverá ser, além da própria expansão da infraestrutura, a criação de indicadores de qualidade e produtividade para os concessionários, sob controle da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), avalia Campos.

Um lado negativo para o usuário deverá ser a criação de uma nova tarifa de conexão de R$ 7 por passageiro nos aeroportos sob concessão. Outro lado negativo são as evidências de que a Infraero tenta renegociar elevados ajustes de aluguéis para lojas nos aeroportos, aponta campos. “Isso tudo vai criar impactos aos passageiros”.

Porém, segundo documento apresentado pela SAC ao Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou melhor coordenação do setor ao executivo, não haverá demissões na Infraero no processo de concessões. Eles poderão escolher entre permanecer na estatal ou migrar para a concessionária.

2 de outubro de 2011

Pir lim pim-pim, aeroporto cresça para mim!

A Infraero resolveu fazer magia e, alterou a metodologia usada para calcular a capacidade dos 13 aeroportos que servirão à Copa. Com isso, mesmo sem mudanças nos planos de investimentos, os terminais poderão receber 100 milhões de passageiros a mais por ano.

Antes do novo cálculo da estatal, os aeroportos das 12 cidades-sede (mais Campinas-SP) estavam aptos a receber 95 milhões de usuários por ano. No entanto, em 2010, 104 milhões de passageiros passaram pelos terminais.

Os investimentos programados até 2014, da ordem de R$ 6,4 bilhões, previam um aumento na capacidade de 55 milhões de passageiros/ano. No total, durante o Mundial, 150 milhões poderiam utilizar os 13 areroportos.

Segundo estimativa da Infraero, em 2014, 152,6 milhões de passageiros devem passar pelos aeroportos da Copa. O novo cálculo elevou a capacidade para (inacreditáveis) 256,8 milhões de pessoas. Além de conter a demanda, a "nova" infraestrutura dará uma folga de 41% ao sistema. Mágico, não?

Segundo a estatal, a nova metodologia é baseada nos avanços tecnológicos e na mudança de perfil dos usuários. O superintendente de Planejamento da Infraero, Walter Américo, também afirma que os voos na madrugada influenciaram os cálculos. "Os aeroportos ficam abertos 24 horas, mas não considerávamos a madrugada no cálculo da capacidade. Mas agora há muitos voos [nesse período]", disse.

10 de agosto de 2011

Tendas da rave continuarão em São Luís por um bom tempo...



A governadora Roseana Sarney recebeu, na manhã desta segunda-feira (8), o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Gustavo do Vale, que está em São Luís para inspecionar as obras de melhorias das instalações do aeroporto Marechal da Cunha Machado, programadas para terminar em dezembro.

Participaram da reunião, o secretário de Estado de Infraestrutura, Max Barros; o procurador jurídico da Regional Norte da Infraero, Francisco Alencar Júnior; o superintendente Regional Nordeste da Infraero, Paulo Roberto Pereira e o superintendente do Aeroporto de São Luís, Hildebrando Coelho.



De acordo com Gustavo do Vale, o encontro com a governadora Roseana Sarney serviu para confirmar o empenho da Infraero em resolver os problemas estruturais do aeroporto. “A Infraero deve à população de São Luís e ao Estado do Maranhão, a aceleração das obras de terminal de modo a aumentar o conforto dos passageiros”, confirma. Sobre o atraso nas obras, a Infraero admite o erro e confirma o empenho

A previsão é que as obras de reestruração e ampliação do Marechal Cunha Machado estejam finalizadas até dezembro, período em que começa a temporada de turismo em São Luís e em todo o Nordeste, conforme afirma Gustavo. “O empenho da Infraero será redobrado para que o terminal esteja pronto até o fim do ano”.

Segundo o secretário de Infraestrutura Max Barros, é importante a prestação de contas do presidente da Infraero, que veio ao estado informar sobre o que o Governo Federal tem feito para recuperar o aeroporto. “A governadora tem cobrado insistentemente a recuperação e a ampliação do aeroporto de São Luís, o mais rápido possível para ser entregue a população”.



Na reunião, a Infraero confirmou que já existem duas empresas habilitadas para participarem da licitação das obras de execução e a recuperação estrutural do telhado e a refrigeração de todo o ambiente. Assim que for definido o vencedor da licitação, as obras começarão de imediato. “Numa segunda etapa será efetuada a ampliação do aeroporto e na terceira etapa, a construção de uma nova estação de passageiros, pois a capacidade do aeroporto já é insuficiente para a quantidade de passageiros que vem para São Luís”, disse Max Barros.



O aeroporto de São Luís terá obras de modificações na estrutura do espaço e melhorias na comodidade dos passageiros, como a climatização dos ambientes.

A área de embarque possui 684m² e a de desembarque 655m², após as modificações, terão 1.273m² e 1.720m², respectivamente. O estacionamento, com capacidade para 277 veículos, abrigará 430 depois da reforma.

Na data da interdição, a Infrazero prometeu que a obra ficaria pronta em 150 dias, que já se passaram e até agora a única coida que se vê no Aeroporto são meia dúzia de pedreiros enrolando. Devido à obra, à falta de estrutura e às condições precárias que o aeroporto está operando, a Receita Federal realizou uma vistoria e tirou a classificação de "internacional" do aeroporto. Ou seja, lá no Maranhão a coisa vai de mal a pior... A nçao ser que você goste de raves... Comente sua opinião aí!

21 de julho de 2011

'Puxadinho' mequetrefe da Infraero em Guarulhos já tem construtora

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) publicou hoje no Diário Oficial da União extrato de dispensa de licitação sobre obras no novo terminal remoto do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O valor do contrato é de R$ 85,759 milhões e a empresa responsável pela execução integral das obras e serviços de engenharia de reforma e adequação do antigo terminal de cargas da Vasp, em caráter emergencial, é a Delta Construções.

O contrato entre a Infraero e a Delta foi assinado ontem. Após a assinatura da ordem de serviço - o que deve ocorrer ainda hoje - a empresa vencedora do processo tem 180 dias para concluir a obra. O novo terminal contará com uma área de 19,9 mil metros quadrados e capacidade para atender 5,5 milhões de passageiros por ano.

A Infraero destaca que a unidade atenderá os requisitos internacionais da aviação civil, envolvendo, inclusive, sistemas de ar condicionado, de comunicação, informação áudio visual, circuito fechado de TV, controles de acesso, portas automáticas e área para estacionamento de veículos. A intervenção compreende duas fases: a reforma e adequação do hangar da Vasp e a remodelação do sistema viário, informa a empresa.

Questionada sobre os motivos que levaram à escolha pela dispensa de licitação para a obra, a Infraero informa que optou por essa modalidade depois de avaliar a demanda de passageiros projetada até o fim do ano em relação à capacidade atual do aeroporto. Houve um crescimento de 16% nos passageiros no primeiro semestre de 2011 sobre o primeiro semestre de 2010, e de 23% em 2010 sobre 2009. A escolha da empresa considerou o critério de menor preço.

Segundo a Infraero, o crescimento no número de passageiros atendidos "tornou o planejamento de investimentos insuficiente para atender a operacionalidade do aeroporto". Por isso, explica, foi necessário acelerar o processo de execução do (quase) terminal, que deixará de ser provisório para ser definitivo. Segundo a Infraero, foi elaborado um processo de consulta pública a oito empresas, das quais seis apresentaram propostas.

19 de maio de 2011

Governo federal não sabe o que é aviação comercial!!!!!

Ontem, dia 18, os representantes de TAM, GOL, AZUL, Passaredo, TRIP e Webjet, foram sabatinados na Câmara Federal. Vários temas foram levantados pelos parlamentares, entre eles o assento conforto, a infraestrutura aeroportuária, promoções de passagens, programa de milhagens e o lucro das companhias.

Mas, não se engane, em todas essas discussões, a única coisa que os parlamentares estavam afim mesmo, era de garantir que eles próprios fossem tornados clientes VIP's. O tema mais duramente discutido durante toda a sabatina foi, inacreditavelmente, a dificuldade dos clientes em usar as milhas dos programas de fidelidade das companhias, enquanto assuntos como segurança, infraestrutura aeroportuária, ou nada ligado à gestão governamental, foi simplismente deixado de lado da pauta de discussões, exceto no caso da acessibilidade, afinal uma parlamentar cadeirante sofreu com a falta de estrutura da Infrazero, opsss, Infraero, e os parlamentares jogaram a culpa na companhia aérea.



O deputado César Halum (PPS-TO) provocou risos no plenário da Comissão de Turismo e Desporto, na Câmara Federal, ao relatar suas experiências com as companhias aéreas durante audiência com as mesmas. “Já fui expulso da cadeira conforto, que não é conforto; é saída de emergência. E se terei que operar a saída, a companhia é que tem que me pagar para sentar ali”, afirmou. Tenho a impressão de que o Sr. César Halum, mão entendeu que assento conforto é o nome de um produto, que tem como parte de seus assentos na saída de emergência, onde, de acordo com a ANARC, opsss, ANAC, só podem ocupar pessoas capazes de operar a saída, caso contrário, o passageiro deve ser reacomodado em em outro assento. Além do que, se o senhor não quiser ser instruído, ou se não desejar abrir a saída, com a desculpa de "a empresa deveria lhe pagar", não se preocupe, o senhor será reacomodado em alguma outra fileira de assentos!!!

Não contente com a vergonha alheia referente ao assento conforto, o parlamentar pediu explicações para a Tam sobre um bilhete promocional que comprou e, que, por não ter utilizado a ida, também lhe foi negado o direito de usar a volta. “Tive que comprar uma nova passagem de volta e nem abateram o valor que já tinha pago”, contou. O que prova mais uma vez, que ele não sabe nem como foi parar na Câmara Federal, pois não sabe ler um contrato de transporte aéreo, nem as regras tarifárias que englobam a passagem aérea. Mas, ele não poderia deixar de reclamar, afinal seus interesses particulares devem ser respeitados, afinal, ele é um parlamentar!!!!!! Já que ele não leu, coloco aqui o link para o contrato de transporte aéreo da TAM, para que todos possam ler para o deputado.

Para o deputado Renan Filho (PMDB-AL) as promoções são uma “pegadinha”. “As políticas tarifárias precisam ser mais simples e confiáveis”, disse o deputado, que ainda queixou-se da dificuldade dos consumidores de resgatarem suas milhagens, sendo reiterado por muitos outros parlamentares. O que prova mais uma vez, que lá em Brasília, a única coisa que os parlamentares têm se preocupado são seus próprios interesses.

“A omissão é do governo é da Infraero, é da Anac. Esses órgãos estão mais a serviço das empresas que do consumidor”, acusou o deputado Moreira Mendes (PPS/RO), um dos autores do requerimento para a audiência. O deputado Moreira Mendes, tem quase razão no que diz, exceto na parte em que acusa o governo, a Infrazero e a ANARC de estarem a serviço das empresas aéreas, o que nem de longe ocorre!!!! Empresas aéreas, aeronautas e, com certeza, os clientes sentem falta do DAC, que se preocupava realmente com a aviação. A Infraero esqueceu há muito tempo o que é administrar um aeroporto, e o governo continua dizendo que está tudo bem.



Ainda assim, tentando fazer com que a reunião na Câmara Federal resultasse em alguma coisa, as empresas aéreas foram contundentes em criticar a gestão dos aeroportos e pediram melhorias imediatas. “É evidente que é necessário olhar para estes eventos(Copa do Mundo e Olimpíadas), mas o problema está instalado hoje”, afirmou Paulo Castello Branco, vice-presidente comercial e de Alianças da Tam. “Temos uma Copa do Mundo a cada trimestre”, afirmou Pedro Janot, presidente da Azul Linhas Aéreas. “Esse é apenas um marco oportuno para a sociedade pensar. O governo não fez nada em relação a governança da aviação civil”, completou.

“Não são aeroportos monumentais, mas eficientes. Essa é a tendência mundial e temos que estudar”, disse o vice-presidente de Operações da Webjet Linhas Aéreas Senhor, Júlio Perotti.

No entanto, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, José Roberto Santiago Gomes (PV/SP), também responsabilizou as companhias pela atual situação dos aeroportos. “É fácil vender passagens com tarifas promocionais, divididas em várias vezes, e não se responsabilizar pelo atendimento dessas pessoas. Quem bom que hoje as pessoas mais simples podem viajar, mas estão sendo tratadas com falta de dignidade nos espaço portuário e nos aviões. E a responsabilidade é de vocês também. Vocês não tiveram carinho com o consumidor”, disse. O que o deputado não entendeu é que as companhias aéreas ATENDEM todos os seus clientes, o que ocorre é que os aeroportos não acompanharam o crescimento da demanda, e, como no Brasil os aeroportos são de gestão exclusiva do governo, quem não ATENDE seus clientes é o governo, através da Infraero.

O governo proporiconou através de várias ações e medidas nos últimos 10 anos, que a população tivesse acesso ao transporte aéreo, o que é muito bom para o Brasil, para as pessoas, para as companhias aéreas, enfim, é bom para todo mundo. O problema foi que o governo impede que as comanhias aéreas invistam nos aeroportos, o que é de interesse das mesmas, e ele próprio também não investe!!!!! Não adianta jogar a culpa nas companhias aéreas, é hora do governo ser maduro o suficiente para admitir as falhas que cometeu e correr contra o tempo para diminuir suas próprias falhas.

12 de maio de 2011

E, por falar em Infraero...

O representante da Infraero, Walter Américo Souza, superintendente de planejamento de aeroportos,admitiu que a empresa pública não sabe o que fazer com seus aeroportos, afirmando que não há um plano B para o caso de as obras não ficarem prontas a tempo para a Copa do Mundo de 2014.

"Estamos trabalhando junto com governos locais e estaduais para ver o que está acontecendo, estamos aprendendo com as lições da Copa da África e teremos uma solução no futuro próximo", ressaltou Souza.

O assessor técnico da diretoria de infraestrutura da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Dorieldo Prazeres, alertou para o fato de que julho, mês da Copa, é um mês de muita neblina em Guarulhos, período em que o aeroporto fecha com frequência e muitos voos são obrigados a alternar para outros aeroportos.

"Há um perigo de interrupção na Copa e não tenho ideia de qual seria o plano de contingência para lidar com isso", declarou Prazeres durante um seminário sobre aeroportos na América Latina.

"Qual seria a opção quando Guarulhos fechar? Campinas é uma preocupação pois também está saturado", questionou ele. Além de Guarulhos, o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, também costuma fechar por problemas de neblina.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, reiterou, ontem, o interesse do estado em assumir o Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim. Segundo ele, caso a transferência seja aceita, o estado iniciaria rapidamente o processo para "promover uma parceria com o setor privado".

Para acelerar as obras nos aeroportos, a Infraero promete contratar uma empresa gestora de projetos, com profissionais altamente qualificados para acompanhar os empreendimentos previstos para todos os terminais de cidades-sede da Copa, afirmou uma fonte envolvida no assunto. A Infraero precisa fazer concurso público, mas enfrenta dificuldades, diante dos baixos salários oferecidos.

16 de abril de 2011

Mais uma vergonha nacional...

Enfrentando um período de fortes turbulências, o Aeroporto Internacional Deputado Luis Eduardo Magalhães pode até perder a chancela de aeroporto internacional caso, até 2013, não se adeque às normas internacionais estabelecidas pelo International Civil Aviation Organization (Icao, em português, Organização da Aviação Civil Internacional ).

As normas foram estabelecidas após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e o prazo termina um ano antes de o país sediar a Copa do Mundo de Futebol, que também exige investimentos pesados em infraestrutura dos terminais aeroportuários do país. “O aeroporto de Salvador, assim como outros de todo o país, estão se transformando em grandes rodoviárias”, afirmou um piloto da TAM, sem se identificar.

Outro comandante que pilota aeronaves da Gol Linhas Aéreas garante que o pior do aeroporto é a pista de pousos e decolagens. “Deveria ter uma outra pista para aumentar a capacidade e a segurança dos voos. E a pista está mais esburacada que a minha rua. Desgasta os pneus do avião e pode provocar acidentes”, contou.



De acordo com a Associação Nacional de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (ANPPA), o aeroporto da capital baiana é tema recorrente de discussões no Conselho da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do qual faz parte o presidente da entidade, George William Cesar de Araripe Sucupira. “A Infraero sabe o que tem que fazer. Há várias concorrências paradas, embargadas, suspensas, por equívocos. Foram muitos tapa-buracos e agora a situação é caótica”, explicou.

Na quinta-feira, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou nota informando que dos 13 principais aeroportos que serão usados na Copa do Mundo de 2014, nove não devem concluir as obras, entre eles o de Salvador. Mesmo com os investimentos, o estudo revela que, em 2014, o terminal baiano estará operando acima de sua capacidade.

Para George William, o aeroporto pode perder sua certificação de internacional sem as intervenções necessárias. “Os países são independentes e autônomos na gestão de seus aeroportos. Mas existem recomendações internacionais e devemos segui-las”.

Um dos erros mais graves, segundo George William, é o emprego de mão de obra terceirizada e não qualificada para atender à demanda interna, como o cattering (promoção de serviços alimentares de difícil acesso). “Não são treinados e trabalham numa área de extrema importância”, avaliou ele.



Em Salvador, a falta de investimentos no aeroporto foi evidenciada quando, em março, uma forte chuva provocou o alagamento do terminal. Houve problemas ainda na torre e princípios de incêndio. “Eu deveria seguir para Curitiba agora, mas Curitiba fechou por falta de lâmpadas. Uma vergonha”, afirmou outro piloto da Gol.

A Anac informou que dos 67 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 23 estão enquadrados na regra de Certificação Operacional — o de Salvador, inclusive — e devem ser vistoriados até 2013. A responsabilidade pelas obras, no entanto, é da Infraero.

Posso dar minha sugestão à INFRAERO??? Fecha as portas, apaga a luz e entrega tudo para a iniciativa privada.

2 de abril de 2011

Enquanto isso, em São Luíz do Maranhão...

Após duas semanas de interdição do Aeroporto Internacional Cunha Machado, em São Luiz (MA), os usuários ainda convivem com vários transtornos e aborrecimentos quanto ao valor das tarifas de embarque. Enquanto a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) anunciava redução nos valores cobrados, o Governo do Estado do Maranhão cobrava a isenção completa das taxas.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do governo, foi solicitada a suspensão da taxa de embarque à Infraero, pois o serviço é inadequado. A Infraero informou que ainda não chegou uma solicitação oficial e, caso venha ser provocada, o documento será enviando à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília.

Segundo a Infraero, a Anac é que tem a atribuição de isentar ou diminuir taxas de embarque, reprimir e sancionar infrações quanto ao direito dos usuário. No último dia 28, uma reunião entre os representantes da Anac, da Infraero e das companhias áreas decidiu a concessão de descontos. A tarifa doméstica reduziu de R$ 20,66 para R$ 13,44; a internacional, de R$ 67 para R$ 45. Segundo a empresa, os passageiros que embarcaram de 24 a 28 de março puderam solicitar o ressarcimento da taxa e para isso bastou se deslocarem até as companhias áreas pela qual viajaram.

Na última terça-feira (29), o superintendente da Infraero, Hildebrando Correa, e o gerente regional da empresa, Jackson Marques, participaram de uma reunião com o secretário estadual da Casa Civil, Luís Fernando, no Palácio dos Leões. Nela, foi discutida a situação do aeroporto, o andamento das obras e a origem de todos os problemas. Luis Fernando afirmou que o Maranhão terá prejuízos, mas a preocupação é com os passageiros. “Nos colocamos como parceiros para ajudar nas providências necessárias para melhorar o atendimento ao público”, ressaltou ele, que acredita que a governadora deverá interceder no caso.

O superintendente da Infraero garantiu que em 15 dias, no máximo, será restabelecido o conforto aos usuários do aeroporto, que irão dispor de mais espaço e área climatizada. Segundo Hildebrando Correa, a interdição do aeroporto foi necessária para garantir a segurança dos passageiros, pois foi identificado um problema técnico durante a instalação de dutos de climatização. Os trabalhadores estão agora retirando a estrutura espacial do aeroporto, mas não há prazo para concluirem.

Além de toda essa palhaçada ocorrendo em São Luis, Parte do forro de gesso do setor de embarque do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, Mato Grosso, desabou terça-feira. Um passageiro foi atingido mas, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o ferimento foi leve. O passageiro, atingido na cabeça, dispensou atendimento médico. O desabamento aconteceu por volta das 15h, quando funcionários faziam a manutenção do ar-condicionado.

26 de março de 2011

E agora, companheiro? Como resolve isso???

Mais uma vez, a querida Infaero consegue provar que sempre tem como piorar a situação aeroportuária do Brasil. Após longos anos cobrando tarifas de embarque extremamente abusivas (ao meu ponto de vista), e longos anos enfiando dinheiro em aeroportos que não necessitam, a Infraero coleciona hoje problemas tão gigantes quanto o tamanho continental do nosso Brasil.

Não é de hoje que todos conhecem a total incompetência administrativa da Infraero, mas a cada dia que passa, posso afirmar categoricamente que o governo não está fazendo nada para melhorar os aeroportos brasileiros. Sempre fazendo obras improvisadas, para postergar a solução dos problemas (afinal essas obras improvisadas não resolvem os problemas), o que se vê hoje é só o começo!!!!

(atual sala de embarque do Aeroporto Internacional de São Luís)

Desde a última segunda-feira, o aeroporto de São Luis, que teoricamente tem condições de receber um voo internacional e que tem o "internacional" em seu nome, teve suas salas de embarque e espera foram transferidos para o "antigo" estacionamento; e o check in está sendo realizado na área onde antes era a recepção da administração do aeroporto. Tudo isso devido ao risco de desabamento da cobertura de metal do saguão principal. Ou seja, os cerca de 4 mil usuários diários do aeroporto, estão largados em meio às chuvas e ao forte calor da capital maranhense. O prazo inicial para a conclusão das obras é de 150 dias, mas duvido muito que será cumprido devido ao fato da obra ser realizada pela Infraero. O detalhe que mais me assusta é saber que a área interditada é nova!!!

(o terminal interditado é o que se encontra à direita na foto[e também é o maior], já o menor à esquerda é o antigo terminal)

Segundo a Infraero, logo em breve será instalado um sistema estruturado, assim como as tendas de eventos, com climatização, sanitários, assentos e esteira de restituição de bagagens para embarque e desembarque. Pelo tamanho da estrutura a ser instalada no local, têm-se a impressão de que as obras do terminal definitivo não vão mesmo durar apenas 150 dias. Mas, nem tudo é notícia ruim, já que houve a interdição do aeroporto, a Infraero vai aproveitar para realizar mais uma obra (essa que já deveria ter sido entregue há anos), a climatização do aeroporto! Tal climatização está orçada em R$1,3 milhões.

Como desgraça pouca é bobagem, ainda no Maranhão o outro grande terminal aeroviário também está interditado. Na última quinta-feira, 24 de março, o terminal de passageiros de Imperatriz foi interditado, pois a querida Infraero, adiou a licitação para a contratação de uma empresa para reparar o teto do aeroporto. As obras tinham previsão de serem iniciadas em agosto deste ano, e tem como prazo (fictício, na minha opinião), fevereiro de 2012.

Para minimizar o impacto, foram colocados à disposição mais três ônibus para traslado de passageiros do terminal antigo e até as aeronaves. Dentro de dez dias (mesmo prazo do aeroporto de São Luís), será montado um esquema idêntico ao aeroporto da capital maranhense para atender os passageiros, com tendas, climatização, sanitáriose todo o conforto que a Infraero puder oferecer(não sei porque, mas tenho a impressão de que a empresa é a mesma e de que alguém está levando muito dinheiro por fora).

Aí é que eu me pergunto, porque o governo está demorando tanto para liberar a concessão dos aeroportos?? Será que a Infraero tem mesmo a capacidade de solucionar os problemas dos aeroportos antes dos grandes eventos que o Brasil receberá? Até quando o governo vai defender a Infraero ao invés de defender o cidadão brasileiro?

12 de março de 2011

Ministério Público quer mais agilidade da Infraero

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Empresa Brasileira de Infraestutura Aeroportuária (Infraero) agilidade nas licitações das obras de adequação dos aeroportos do país para a Copa de 2014. O MPF sugere medidas como agilidade com eficiência dos procedimentos licitatórios e respeito à Lei 8.666/93 (Lei de Licitações). Além disso, pede à Infraero que não recorra à dispensa emergencial de licitação para as obras. A estatal tem 30 dias para responder à recomendação.

De acordo com o documento enviado à Infraero, elaborado por um grupo de trabalho, serão investidos R$ 5,6 bilhões na modernização dos aeroportos brasileiros para a Copa de 2014. O MPF alerta que poucas ações visando às obras foram implementadas até o momento, apesar de a escolha do Brasil como sede do evento ter sido feita em 2007.

O MPF quer evitar o descumprimento da lei, tanto por falta de planejamento quanto propositalmente, de modo a criar uma situação emergencial que justifique a dispensa de licitação. “A situação emergencial para fins de dispensa de licitação deve decorrer por fato imprevisível”, diz o texto.

Os procuradores da República Athayde Ribeiro Costa, Gilberto Barroso de Carvalho Júnior e Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que assinam o documento, alertam para as consequências de uma situação emergencial “fabricada”. Eles citam decisões da Justiça e do Tribunal de Contas da União (TCU) que consideram ilícitas situações emergenciais decorrentes da falta de planejamento do gestor.

“A Copa do Mundo de 2014 tem data certa e, por isso, torna-se inescusável a eventual dispensa de licitação com fundamento em situação emergencial criada por inércia do gestor público”, avisam os procuradores.

A recomendação lembra ainda que uma das obras da Infraero para a Copa de 2014 – a reforma do Aeroporto de Confins – já está sendo questionada pelo TCU.

O documento também faz recomendações à Infraero para evitar licitações com base em instrumentos normativos que possam ser criados sem atender aos princípios da ampla competitividade e da economicidade.

Conhecendo bem a Infraero e toda a sua "agilidade", duvido muito que ela consiga cumprir o prazo para a resposta ao MPF...

9 de fevereiro de 2011

O ministério público quer brigar!

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) propôs duas ações civis públicas e de improbidade administrativa contra a Infraero, Dufry Duty Free Shop e 29 altos executivos dessas empresas nos últimos anos. Eles responderão por várias irregularidades cometidas desde 1987 na contratação, prorrogação e execução de concessão de uso de áreas comerciais dos aeroportos Galeão/Tom Jobim e Santos Dumont ao Duty Free (antiga Brasif).

As ações têm como réus a Infraero, a Dufry e os executivos – 16 num processo e 13 no outro – responsáveis pela assinatura de contratos de concessão sem licitação para exploração de lojas francas e áreas para comercialização de mercadorias estrangeiras, utilização de veículos publicitários e construção de depósitos de apoio às atividades das lojas francas. Os prejuízos estimados a partir dos nove contratos analisados pelo MPF nas duas ações totalizam R$ 50,3 milhões. As ações, movidas pelo procurador da República Edson Abdon Filho, tramitam na 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

O MPF quer condenar os réus às punições da lei de improbidade administrativa (8.429/92), como o ressarcimento do dano, pagamento de multa, a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratação temporária com o poder público. As ações demonstram que os réus usaram exceções previstas na Lei de Licitações (8.666/93) e no Código Brasileiro de Aeronáutica (7.565/86) para, em vez de fazer licitação, cometer ilegalidades com aparente legitimidade.

A concessionária instalou-se em 1987 no Aeroporto do Galeão e em 1998 no Santos Dumont, e desde então, vem obtendo reiteradas prorrogações contratuais, fixando neles sua permanência até 2015. A empresa já ocupou espaços por alguns períodos sem que houvesse sequer contrato firmado, além de ter obtido diversas ampliações da área (137m2, originalmente) ou o prazo de ocupação, utilizando-se de mais de 70 aditivos/aditamentos aos contratos.

“Quando o contrato foi celebrado em 1987 sem licitação, já contrariava o Código Brasileiro de Aeronáutica, que prevê a obrigatoriedade de concorrência prévia”, diz o procurador Edson Abdon Filho. “É inaceitável que contratos de concessão vigorem de 1987 a 2015, sem a realização de licitação, desprezando a valorização que as áreas concedidas tiveram ao longo destes anos, favorecendo interesses de empresa privada em detrimento do erário federal e do bem público da União."

Outro processo – Além da ação para punir os responsáveis pela ocupação irregular da Dufry, o MPF já moveu ação para a empresa sair do aeroporto porque obteve o espaço sem licitação prévia. O processo teve liminar fixando três meses para a desocupação, mas a decisão foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal-2ª Região. O MPF contestou o recurso e o processo segue tramitando na 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

12 de janeiro de 2011

Infraero prova conseguir ser pior que o esperado...

Até hoje ainda não descobri como os catarinenses não tem vergonha de chamar o Aeroporto de Florianópolis de 'Internacional', mas, mesmo assim, o aeroporto está lá: Aeroporto Internacional Hecílio Luz...

No meu último post a respeito do assunto aeroportos brasileiros eu deixei bem claro que a Infraero é absolutamente incapaz de gerir um aeródromo para aeromodelismo, quanto menos um Aeroporto Internacional, mas a capacidade de fazer idiotices da Infraero é absurdamente elevada.

A última novidade para o Aeroporto de Florianópolis é que a Infraero inaugurou um "novo" pátio para o estacionamento de aeronaves...

Bom, novo ele não é!!!! e menos ainda é um pátio!!!!!!!!!!!!!!

Na boa, separar 600 metros da pista 03/21 não é fazer a obra de um novo pátio para aeronaves!!!!!!!!!! Alguém da Infraero deveria parar de mentir a respeito do que faz nos aeroportos e realmente fazer alguma coisa!!!!!

Enfim, esse espaço reservado para estacionar as aeronaves é o suficiente para criar mais nove posições para aeronaves do porte de um Boeing 737-800, ou um Airbus A320,e, de acordo com a estatal "Essa decisão irá permitir o atendimento da demanda de voos charter na temporada 2010/2011, possibilitando ainda um melhor atendimento à aviação geral e executiva. Vale destacar que a utilização da pista como estacionamento de aeronaves não prejudicará os pousos e decolagens, uma vez que a pista principal (14/32) vai continuar operando normalmente."

Até quando, hein Infraero??????

17 de dezembro de 2010

Viracopos...

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, deve receber investimentos de R$ 742 milhões até 2015. Os valores seriam viabilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A informação é da superintendente da Infraero em Viracopos, Lilian Ratto Neves, que participou de um evento em comemoração dos 10 anos do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, nesta quinta-feira (16), em Campinas.

Os investimentos serão, segundo a Infraero, para um novo terminal de passageiros e para adequação do atual, além de aumento do pátio de aviões e da construção da segunda pista de pousos e decolagens.
Durante o evento, representantes de companhias aéreas fizeram duras críticas ao aeroporto de Campinas, que voltou a receber voos internacionais em julho, com partidas para Portugal. Na próxima semana, começam voos para o Uruguai.

Projetado para receber um milhão de passageiros ao ano, o terminal deve fechar 2010 com 5 milhões de passageiros. Até outubro foram 4,4 milhões, de acordo com dados da Infraero.

Mário Carvalho, diretor da TAP para o Brasil, disse que a empresa portuguesa planeja aumentar os voos partindo de Campinas para diários, ao invés de três vezes por semana. “O ideal seriam voos diários, mas pelas restrições do aeroporto, talvez não seja possível”, afirmou.

Hoje, os voos da TAP que partem de Campinas têm 90% de ocupação, segundo a empresa, mas se as partidas fossem diárias, esse índice ficaria em torno de 80%, segundo o diretor da empresa no Brasil.
Para a TAP, faltam mais pontos de check-in (procedimento de embarque com checagens de documentos e bagagens), um free-shopp (lojas de produtos importados com isenção de impostos) e restaurantes.
Roberto de Oliveira, representante da Pluna, empresa que opera voos para o Uruguai, a partir do dia 20, reclamou do horário que os aviões vão partir. “Por causa do gargalo, vamos operar a noite, mas não é o ideal”, disse ele.

Questionada sobre as críticas das empresas aéreas, a superintendente da Infraero disse que é “bom” ouvir os clientes. Lilian Neves disse que para 2011 algumas mudanças vão amenizar os problemas do Aeroporto de Viracopos. Vinte e três novas posições de ckeck-in vão ser viabilizadas para os passageiros, além de mais vagas de estacionamento para os passageiros. Também será construído um Módulo Operacional (MOP) que dará mais conforto aos passageiros. O MOP terá toda estrutura de uma sala de embarque e desembarque.

A pista de decolagens do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, deve ser interditada nos próximos meses para reforma. E o Aeroporto Internacional de Viracopos pode receber voos que partiriam da Grande São Paulo.

A superintendente da Infraero, Lilian Ratto Neves, disse que estudos sobre este assunto estão sendo feitos para saber se o terminal de Campinas comporta voos direcionados de Guarulhos.

Traduzindo em miúdos, o governo ahca que vai dar, mas nós temos a certeza de que não vai dar. Além do que para Viracopos poder receber qualquer voo a mais, deve-se antes realizar as obras de melhorias de infraestrutura, e não o que vem acontecendo...