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7 de dezembro de 2011

Série destinos: Porto Seguro

Porto Seguro é um município situado no extremo sul da Bahia. Divide com Santa Cruz Cabrália a primazia de ser o local de chegada dos portugueses ao Brasil.

Fundada em 1534, possui cerca de 114 459 habitantes e está tombada em quase sua totalidade pelo patrimônio histórico, não sendo permitida a construção de prédios altos (com mais de dois andares).

"E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada." - Pero Vaz de Caminha

Porto Seguro localiza-se na região que foi, oficialmente, a primeira a ser descoberta pelos navegadores portugueses no atual território brasileiro. Em 21 de abril de 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral avistou terra firme, após ter deixado a costa africana um mês antes. O lugar avistado foi o Monte Pascoal, 62 quilômetros ao sul de Porto Seguro. No dia seguinte, os portugueses desembarcaram em terra firme pela primeira vez no atual território brasileiro.

Em 24 de abril, a expedição ancorou em Porto Seguro. Em 1530, quando o comércio com as Índias Orientais enfraqueceu e Portugal passou a se interessar pela nova terra descoberta, veio dela tomar posse, terra que lhe cabia pelo Tratado de Tordesilhas. Atualmente, a cidade possui antigos monumentos históricos.

Visitar o sítio histórico da Cidade Alta é quase uma obrigação para os milhares de turistas que chegam a Porto Seguro - cidade Monumento Nacional instituída por decreto presidencial em 1973.

Um dos primeiros núcleos habitacionais do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. São desta época prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, quando sob efeito de iluminação especial.

O passeio histórico pode começar pelo marco do Descobrimento, de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral de Porto Seguro. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526 e simboliza o poder da coroa portuguesa, utilizado para demarcar suas terras. Todo em pedra de cantaria, de um lado está esculpida a cruz da Ordem de Avis e, do outro, o brasão de armas de Portugal.

Na mesma área, está a igreja de Nossa Senhora da Pena, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Aí estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis - primeira imagem trazida para o Brasil - e a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade, festejada a 8 de setembro. Para se ter uma melhor ideia de como era a capitania no século de Tourinho e da chegada dos jesuítas, poderá ler alguns trechos das cartas escritas por Manuel da Nóbrega ou por José de Anchieta, padres da Companhia de Jesus, sobre a região.

Mais adiante, o Paço Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia, datada do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colônia. Nesse prédio, funciona o Museu Histórico da Cidade ou Museu do Descobrimento. A igreja da Misericórdia, ou do Senhor dos Passos, de estilo singelo, guarda imagens barrocas, destacando-se a do Senhor dos Passos e a de Cristo crucificado.

Ainda em meio do casario tombado como monumento nacional, se ergue a igreja de são Benedito, ao lado das ruínas da antiga residência e colégio dos jesuítas. A igreja foi construída pelos jesuítas em 1551 e era conhecida como de São Pedro e de Nossa Senhora do Rosário. Do lado oposto, ainda na Cidade Alta, localizam-se a estação rodoviária e o aeroporto.

O município de Porto Seguro conta com um extenso litoral, com cerca de 85 km, de praias de areia fina, branca e pouca poluição, que está dividido pela foz do rio Buranhém, rio que conta com cerca de quinhentos metros de largura na sua foz, em litorais norte e sul. O litoral norte possui uma infraestrutura de nível internacional e o litoral sul também está chegando a esse nível.

A cidade é, hoje, considerada um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, recebendo turistas oriundos do centro-sul do país e de países como Argentina, Portugal, Estados Unidos, Israel e França. O lugar conta também com uma ou duas dezenas de hotéis de luxo e centenas de hotéis e pousadas menores, mas de boa qualidade e ainda com um aeroporto internacional com capacidade para o pouso de aviões de porte semelhante ao dos Boeing 767 e Airbus A330.

A fama da animação da Costa do Descobrimento corre o mundo e chama a atenção de grupos de jovens que procuram agito 24 horas por dia. Entretanto, embora as palavras de ordem sejam axé e lambaeróbica – em especial na praia de Taperapuã e na Passarela do Álcool -, há opções também para quem chega em busca de paz e tranquilidade, como o charmoso Arraial d´ Ajuda e a rústica vila de Trancoso.

6 de novembro de 2011

Série destinos: Belo Horizonte

Belo Horizonte é um município brasileiro, capital do estado de Minas Gerais. Pertence à Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte e à Microrregião de Belo Horizonte. Com uma área de aproximadamente 330 km², possui uma geografia diversificada, com morros e baixadas, distando 716 quilômetros de Brasília, a capital nacional.

Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi planejada e construída para ser a capital política e administrativa do estado mineiro sob influência das ideias do positivismo, num momento de forte apelo da ideologia republicana no país. Sofreu um inesperado acelerado crescimento populacional, chegando a mais de 1 milhão de habitantes com quase 70 anos de fundação. Entre as décadas de 1930 e 1940, houve também o avanço da industrialização, além de muitas construções de inspiração modernista, notadamente as casas do bairro Cidade Jardim, que ajudaram a definir a fisionomia da cidade.

De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, sua população é de 2 375 444 habitantes, sendo a sexta cidade mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo. Hoje a cidade tem o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros, representando 1,38% do total das riquezas produzidas no país. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é a classificação da revista América Economía, na qual Belo Horizonte aparece como uma das 10 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009, segunda do Brasil e à frente de cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.

A cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e até internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Museu de Arte da Pampulha, o Museu de Artes e Ofícios, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Mercado Central e a Savassi, e eventos de grande repercussão, como o Festival Creamfields Brasil, o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua (FIT-BH), Festival Internacional de Curtas e o Encontro Internacional de Literaturas em Língua Portuguesa. É também nacionalmente conhecida como a "capital nacional do boteco", por existirem mais bares per capita do que em qualquer outra grande cidade do Brasil.

A década de 1980 foi marcada pela valorização da memória da cidade, com a alteração na orientação do crescimento. Vários edifícios de importância histórica foram tombados. Foi iniciada a implantação do metrô de superfície. Iniciada em 1984 e concluída em 1997, a canalização do ribeirão Arrudas pôs fim ao problema das enchentes ao centro da capital. Contudo, vários problemas surgiram e alguns permaneceram. Um deles foi a degradação da Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade, que se tornara uma lagoa praticamente morta devido à poluição de suas águas.

A cidade foi palco ainda de grandes manifestações visando a queda da ditadura militar no Brasil, sob a liderança de Tancredo Neves, na época governador do estado. A fisionomia urbana foi novamente alterada com a proliferação de prédios em estilo pós-moderno, especialmente na afluente Zona Sul da cidade, graças à influência de um grupo de arquitetos liderado por Éolo Maia. Na mesma década, a cidade também passou a ser servida pelo Aeroporto Internacional de Confins, localizado no município de Confins, a 38 km do centro da capital.

Em 1980, aproximadamente 850 000 pessoas tomaram a então Praça Israel Pinheiro (conhecida como Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Diante da multidão de fiéis e da vista privilegiada da cidade, o papa ali exclamou: "Pode-se olhar as montanhas e Belo Horizonte, mas sobretudo quando se olha para vocês, é que se deve dizer: que belo horizonte!", o que provavelmente colaborou para que a praça ficasse conhecida hoje por este nome.

A década de 1990 foi marcada pela valorização dos espaços urbanos e pelo reforço da estrutura administrativa do município, com a aprovação em 1990 da Lei Orgânica do Município e do Plano Diretor da cidade, em 1996. A gestão municipal se democratizou com a realização anual do Orçamento participativo. O desafio ainda em curso diz respeito ao fortalecimento da gestão integrada da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que reúne 34 municípios que devem cooperar entre si para a resolução de seus problemas comuns. Espaços públicos como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembleia e o Parque Municipal, que se encontravam abandonados e desvalorizados, foram recuperados e a população voltou a frequentá-los e a cuidar de sua preservação.

Neste início do século XXI, Belo Horizonte tem se destacado pelo desenvolvimento do setor terciário da economia: o comércio, a prestação de serviços e setores de tecnologia de ponta (destaque para as áreas de biotecnologia e informática). Alguns dos investimentos recentes nesses setores são a implantação do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Google para a América Latina e do moderno centro de convenções Expominas.

O turismo de eventos, com a realização de congressos, convenções, feiras, eventos técnico-científicos e exposições, tem fomentado o crescimento dos níveis de ocupação da rede hoteleira e do consumo dos serviços de bares, restaurantes e transportes. A cidade também vem experimentando sucesso no setor artístico-cultural, principalmente pela políticas públicas e privadas de estímulo desse setor, como a realização de eventos fixos em nível internacional e o crescimento do número de salas de espetáculos, cinemas e galerias de arte. Por tudo isso, a cada ano a cidade se consolida como um novo polo nacional de cultura.

Belo Horizonte é a quarta cidade mais rica do Brasil com 1,38% do PIB nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Segundo dados da Fundação João Pinheiro (FJP), em 2008 seu PIB somou R$ 32.725.361.000, o que equivale a aproximadamente 15,2% de toda produção de bens e serviços do estado.

Segundo dados do IBGE, em 2007, o PIB per capita do município foi de R$ 13.636,00. A capital tem 77 454 sedes de empresas legalizadas, que abarcam 1 025 205 pessoas ocupadas. Sua região metropolitana possui um PIB de aproximadamente R$ 74,16 bilhões, o que corresponde a 34,5% de todo o PIB mineiro em 2006. Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade no resto do país abrange 9,1% da população e 7,5% do PIB brasileiro. A influência é percebida em 698 cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. O município também está entre os sete municípios com a melhor infraestrutura do país. Posicionada em um eixo logístico do Brasil, é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Recebe voos nacionais e internacionais pelo Aeroporto de Confins e voos nacionais e regionais pelo Aeroporto da Pampulha.

Um dos maiores centros financeiros do Brasil, Belo Horizonte é caracterizada pela predominância do setor terciário em sua economia. Mais de 80% da economia do município se concentra nos serviços, com destaque para o comércio, serviços financeiros, atividades imobiliárias e administração pública. Segundo dados do IBGE, em 2006 o setor agropecuário representou apenas 0,0005% de todas as riquezas produzidas na cidade. De acordo com estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa de desemprego da capital mineira é a menor entre as capitais do Brasil, sendo o índice de 8,3%.

Com um diversificado setor de comércio e de prestação de serviços e contando com uma desenvolvida rede de hotéis, restaurantes e agências bancárias, Belo Horizonte é um dos principais polos de turismo de negócios do país, sediando importantes eventos nacionais e internacionais como o III Encontro das Américas em 1997, o 26° Encontro Econômico Brasil-Alemanha em 1999, a 47ª Reunião Anual do BID em 2006 e a Ecolatina em 2007.

No início do século XX, a cidade se destacou como centro de comércio de gado e de redistribuição de mercadorias, beneficiada pela localização estratégica como passagem dos caminhos do comércio viajante e pelo posicionamento equidistante dos grandes polos consumidores do país e principais capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e, a partir de 1960, Brasília. O diferencial de posicionamento permite que diversos tipos de eventos sejam captados para a capital mineira. Belo Horizonte é também o portão de entrada para cidades históricas mineiras como Ouro Preto, Mariana, Sabará, Caeté, Santa Luzia, Congonhas, Diamantina, São João del-Rei e Tiradentes.

Outro fator importante deve-se à presença de um setor de serviços bastante significativo e com infraestrutura capaz de atender aos seus habitantes e aos visitantes. A rede hoteleira tem observado um crescimento considerável. No ano de 2003, ainda em meio a uma crise, a ocupação média dos hotéis obteve índices de 40%. Como exemplo, o parque hoteleiro apresentou crescimento de 40,15% no número total de unidades habitacionais entre 1998 e 2005 e um aumento no número de apart-hotéis. Operam em Belo Horizonte cerca de 150 estabelecimentos, incluindo grandes redes internacionais, como o Grupo Accor.

Recentemente, o município tem se destacado por sua capacidade de desenvolver duas modalidades de turismo: o turismo de eventos e o turismo cultural. Essa delineação do desenvolvimento do setor terciário da economia com o incremento do setor turístico integra a política de estímulo desse setor, que ganha reforços também no sucesso que a cidade vem experimentando na área artística-cultural.

A cidade tem realizado congressos, convenções, feiras, eventos técnico-científicos e exposições, causando uma grande movimentação na economia, aumentando os níveis de ocupação da rede hoteleira e do consumo dos serviços de bares, restaurantes e transportes. A cidade já foi sede de importantes eventos internacionais, como o 47ª Reunião Anual do BID, a Ecolatina, o Encontro das Américas e o Encontro Econômico Brasil-Alemanha.

No Estudo de competitividade dos destinos indutores do turismo nacional realizado em 2008 pelo Ministério do Turismo, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Sebrae, Belo Horizonte se destacou nos aspectos de infraestrutura geral, marketing e capacidade empresarial. No estudo, a cidade alcançou médias superiores a 70% em oito das 13 dimensões analisadas. A maior pontuação do município foi no aspecto capacidade empresarial, que teve no estudo 86,1% de aproveitamento. A média das capitais brasileiras ficou em 72,1% e a média Brasil no mesmo item foi de 51%. A avaliação neste aspecto verificou as variáveis de qualificação profissional, presença de grupos nacionais e internacionais do setor turístico, número de empresas de grande porte, filiais e/ou subsidiárias.

Na dimensão infraestrutura geral, Belo Horizonte obteve 80,5% de aproveitamento, enquanto a média das capitais brasileiras foi 70,5% e a média Brasil foi de 63,3%. O estudo analisou a saúde pública, energia, comunicação e facilidades financeiras, além de segurança e urbanização. Na dimensão marketing, a cidade se destacou no estudo, obtendo 84,5% do aproveitamento, frente à média de 46,3% das outras capitais e a média nacional de 37,7%. Nesse aspecto, foram avaliados planejamento, participação em feiras e eventos, material promocional e website.

Muito do sucesso alcançado pela capital deve-se ao Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, organização cooperativa de marketing com finalidade de captar congressos, feiras, convenções e eventos nacionais para Belo Horizonte e atrair grupos organizadores de turistas para a capital. A utilização desse potencial, porém, tem esbarrado nas deficiências na malha viária. A malha rodoviária que liga Belo Horizonte às cidades do estado de Minas Gerais e aos demais estados foi classificada recentemente como uma das piores do país quanto ao seu estado de conservação, segundo o SGP/DNER.

A responsável pelo setor cultural de Belo Horizonte é a Fundação Municipal de Cultura (FMC), criada pela Lei n.º 9011, de 1º de janeiro de 2005, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a Administração Pública Indireta do Município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições. Atualmente, a FMC é composta por 29 unidades culturais, sendo 17 centros culturais, cinco instituições de acervo, memória e referência cultural, cinco bibliotecas e dois teatros municipais.

Muitos artistas reconhecidos no país e no exterior surgiram em Belo Horizonte. O Clube da Esquina é um movimento musical originado em meados da década de 1960 e desde então seus membros influenciam a cultura da cidade e do estado, tendo artistas importantes no cenário regional ou nacional, como Tavinho Moura, Wagner Tiso, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Márcio Borges, Fernando Brant e o 14 Bis.

Outros artistas importantes surgidos no cenário da cidade são Paulinho Pedra Azul, Vander Lee, Skank, Pato Fu (selecionada pela revista Time como uma das 10 melhores bandas do mundo), Sepultura, Jota Quest, Tianastácia, a dupla César Menotti e Fabiano e os corais Ars Nova e Madrigal Renascentista. Há também os que apostam em criatividade, como o grupo Uakti. Eles criam seus próprios instrumentos musicais usando materiais como PVC, madeira, metais e vidro. Seu nome é baseado num mito dos índios Tukano e reflete o sentimento índigena presente em seus trabalhos.

A cidade ainda sedia anualmente grandes festivais populares que levam milhares de pessoas ao Mineirão como o Axé Brasil, de música baiana, e o Pop Rock Brasil, de música pop. Belo Horizonte também tem se consagrado como um dos grandes polos da música eletrônica mundial, realizando diversos festivais do gênero com bandas e DJs de renome internacional atraindo turistas de todas as partes do país. Destaque para o Festival Creamfields Brasil sediado na cidade e realizado em 12 países além do Brasil.

Ainda na música eletrônica destaca-se o funk, que está presente em Belo Horizonte desde a década de 1970, mas só começou a popularizar-se na década de 90. Hoje está presente no circuito cultural formal, em grandes danceterias, nas rádios, ou ainda em bailes promovidos nas comunidades mais carentes, especialmente nas quadras de escolas. Já na música erudita, desde a década de 1940 há grupos de pessoas que cantavam e promoviam eventos orquestrais. Atualmente, o erudito vem sendo divulgado em parques e teatros com repertórios cada vez mais prestigiados pela população. Na cidade destaca-se as apresentações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), criada em 1976. Esta foi, até 21 de fevereiro de 2008 (quando da criação da nova Orquestra Filarmônica do Estado de Minas Gerais), a orquestra oficial do estado de Minas Gerais.

Na área folclórica de Belo Horizonte destaca-se a realização de exposições e eventos abertos ao público. Vários grupos, como o Grupo Aruanda, conhecido internacionalmente como Voluntários da Cultura, fazem trabalhos árduos de pesquisa, preservação e divulgação do folclore nacional. São mais de 100 danças pesquisadas em todas as regiões do país e mais de 3 000 espetáculos realizados no Brasil e no exterior pelo Aruanda, o que qualifica o grupo como referência nacional em manifestações populares. Em várias dessas apresentações pelo Brasil e pelo mundo, são divulgadas as belezas da capital mineira.

Durante períodos festivos também há diversas atividades e eventos realizados, como as apresentações do Carnaval de Belo Horizonte, quando são realizadas diversas oficinas, concursos de fantasias, desfiles e outras atividades. Também há apresentações especiais nos teatros da cidade dedicadas às crianças no mês de outubro. São realizadas exibições de vídeos, oficinas, exposições, circo e teatro que compõem a programação especial dedicada exclusivamente a elas, em comemoração ao dia 12 de outubro. Há, em novembro, o Festival de Arte Negra (FAN), promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura.

O projeto integra um conjunto de ações no plano das políticas públicas com o fim de discutir, combater e superar os problemas que historicamente excluem a população negra de Belo Horizonte e de todo o país da pauta básica de direitos conferidos pela condição de cidadania, reunindo ainda artistas, grupos e estudiosos brasileiros e de outros países da diáspora negra. Outra comemoração de destaque é a do aniversário de Belo Horizonte, que, mesmo sendo em 12 de dezembro, conta com eventos durante vários dias.

Belo Horizonte foi uma das primeiras cidades planejadas do Brasil. A cidade começou a se desenhar a partir do século XX com um projeto mais modernizado para a nova capital de Minas. O objetivo inicial era fazer um modelo contemporâneo e eclético que, ao mesmo tempo, tivesse toques dos estilos neoclássicos, neorromânicos e neogóticos.

O período de instalação e consolidação da Cidade de Belo Horizonte ocorreu entre 1894 e 1930. Enquanto a então capital da república, Rio de Janeiro, era colocada abaixo para a reestruturação de seu centro urbano, Belo Horizonte já nascia transpirando contemporaneidade e ecletismo. Aos elementos da arquitetura greco-romana foram incorporados modismos que caracterizaram a década de 20, como o primado geométrico do Art déco. A influência da Belle Époque, ocorrida na França naquela época, também pode ser percebida nos inúmeros espaços públicos e praças. Arquitetos franceses, mestres de obras e operários italianos representam boa parte da mão de obra que construiu a cidade.

O cescimento vertical de Belo Horizonte começou na década de 1930, quando surgiram as primeiras firmas de concreto. A partir de 1935, em virtude das profundas mudanças vividas pelo Brasil, inclusive na política industrial, a cidade passou por um processo acelerado de desenvolvimento urbano. Nesta época, as construções que sempre acompanhavam a Avenida do Contorno se tornaram mais dispersas do plano original.

Naquele período, o arquiteto italiano Raffaello Berti teve fundamental influência na arquitetura de BH. Mesmo não podendo assinar seus projetos, por causa da legislação que negava a autoria a profissionais estrangeiros, atribuem-se a ele obras arquitetônicas como o edifício da Prefeitura, a sede do Minas Tênis Clube e a Santa Casa de Misericórdia. No início da década de 1940, o então Prefeito Juscelino Kubitschek trouxe a Belo Horizonte o urbanista francês Agache com objetivo de urbanizar a região da Pampulha, com sua lagoa artificial.

A confecção do conjunto arquitetônico contou com a participação do arquiteto Oscar Niemeyer, do paisagista Burle Marx, do pintor Cândido Portinari e dos escultores Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa. Hoje a Pampulha é considerada um marco da arquitetura moderna. Niemeyer e Belo Horizonte conseguiram projeção internacional a partir da construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

Atualmente, algumas das várias construções que melhor representam a arquitetura urbana de Belo Horizonte são: o Savassi, que engloba a Praça da Liberdade, um grande shopping (o Pátio Savassi), parte da Avenida do Contorno e o início da Avenida Nossa Senhora do Carmo; o Edifício Acaiaca, construído em Art Deco; a Catedral da Boa Viagem, feita em estilo neogótico, abriga vitrais de grande beleza e seu altar-mor é todo trabalhado em mármore de carrara; o Viaduto de Santa Teresa, que foi uma das primeiras construções do Brasil a utilizar concreto armado; e a Torre Alta Vila, que é a mais alta do Brasil com acesso ao público, possuindo 101 metros de altura e 432 metros acima do centro de BH.

Belo Horizonte é nacionalmente conhecida como a "capital nacional do boteco". Existem na cidade cerca de 14 000 estabelecimentos, mais bares per capita do que qualquer outra grande cidade do Brasil. O lazer da cidade ocorre em seus milhares de restaurantes, bares e botecos. A culinária mineira é uma atração concomitante que acompanha bem a cerveja, o chope, o vinho ou a famosa cachaça mineira.

Todos os anos no mês de abril é realizado o festival Comida di Buteco, competição anual de bares que serve de pretexto para visitar diversos bares e botecos de BH todas as noite durante um mês em busca dos melhores petiscos ou tira-gostos, como dizem os mineiros. Alguns dos 40 melhores bares disputam em categorias como higiene, temperatura da cerveja, serviço e principalmente, o melhor tira-gosto. Os vencedores são decididos não só pelos jurados mas também por votação popular.

A chamada zona boêmia se concentra no centro da capital. Outros bairros que destacam pelo lazer noturno são o Savassi, o Funcionários, São Pedro, Santa Tereza, Mangabeiras, São Bento, Santo Antônio, Lourdes e Serra. Há diversos restaurantes e bares temáticos que invadem as esquinas dos lugares mais badalados. Há casas noturnas, bares, pubs, cafés, casas de espetáculo e danceterias que atendem aos mais diversos públicos, dos mais conservadores aos mais vanguardistas e irreverentes. Pode-se encontrar desde um ambiente erudito e sofisticado até uma noite agitada, com muito som, algo rústico e popular.

Para maiores informações, acesse o site : http://www.belohorizonte.mg.gov.br/ Vale a pena visitar Belo Horizonte, uma delícia de cidade!

14 de setembro de 2011

Série destinos: Lima


Lima é a capital, bem como a maior e mais importante cidade do Peru. Situada na costa central do país, as margens do Oceano Pacífico, onde forma uma área urbana contínua conhecida como Região Metropolitana de Lima, a qual se estende sobre os vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, dentro das províncias de Lima, sua sede, e da Callao. Fundada em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis, passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência do país, passou a ser a capital da Peru.



Segundo o censo de 2007, a Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes — destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima —, representando aproximadamente 30% da população peruana fato pelo qual é considerada, de longe, a mais populosa cidade do país, assim como a 5ª mais populosa da América Latina, estando, portanto, entre as 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.



Classificada como uma das 50 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009, Lima também foi incluída, um ano antes, em 2008, pela World Cities Study Group and Network (GaWC), em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos.



Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana.



Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou. Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a "Cidade dos Reis" sobre os territórios do cacique Taulichusco.



Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas. Nos anos seguintes, Lima ganhou prestígio ao ser designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência em 1543.



Durante o século seguinte, Lima prosperou como o centro de uma extensa rede comercial que integrava ao vice-reino com a América, Europa e Ásia Oriental. Mas a cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.



Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do primeiro Congresso constituinte que teve o Peru.
Os primeiros anos da historia republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham como objetivo governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas.



Do ponto de vista urbanístico, o constante crescimento que experimentou a cidade deu lugar a um fenômeno de modernização. Em 1862, deu-se inicio ao processo de mudança na nomenclatura urbana da cidade e em 1868, por disposição do presidente José Balta, ocorreu a demolição das muralhas que circundavam a cidade, dando passo às primeiras grandes avenidas. Esta modernização se viu detida com o início da Guerra do Pacífico e a consequente ocupação chilena.



Logo após a retirada do exército invasor, Lima iniciou um processo de reconstrução, que se viu limitada devido aos confrontos entre Andrés Avelino Cáceres e Nicolás de Piérola. Nos últimos anos do século XIX, com Piérola assumindo o poder e o inicio do que se denominou a república aristocrática, Lima iniciou sua verdadeira e intensa reconstrução que durou até as remodelações que Augusto B. Leguía realizou como preparação para o centenário da independência em 1921.



No início do século XX, iniciou-se a construção de avenidas que serviram como uma matriz para o desenvolvimento da cidade. Foram construídas as avenidas Paseo de la República, Avenida Leguía (hoje chamada Arequipa), Avenida Brasil e a paisagística Avenida Salaverry que se dirigiam para o sul e as avenidas Venezuela e Colonial para o oeste unindo-se com o porto do El Callao.



Já no final do século XX deu-se início a um fenômeno que alterou a configuração da cidade, que foi a imigração em massa de pessoas do interior do país, produzindo um crescimento exponencial da população na capital e a consequente expansão urbana. As novas populações construíram as suas habitações em terrenos próximos ao centro, os quais se utilizavam até aí como zona agrícola. Se foram povoando os atuais distritos de Lince, La Victoria para o sul; Breña e Pueblo Libre para o oeste; El Agustino, Ate e San Juan de Lurigancho para o leste e San Martín de Porres e Comas ao norte. Como ponto emblemático dessa expansão, em 1976 se criou a comunidade de auto–gestão de Villa el Salvador (atual distrito de Villa El Salvador) localizada a trinta quilômetros ao sul do centro da cidade e atualmente integrada na área metropolitana.



Lima tem cerca de 9,2 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana), e é o centro da economia e política do Peru, concentrando mais de 70% de sua indústria (as principais são as têxteis, papel, alimentos e tintas), metalurgia, construção naval e comércio. Tal crescimento foi produto principalmente do êxodo rural e migração urbana (saindo de cidades menores do país) das últimas décadas, especialmente desde os anos 1950 do século XX.



A "Grande Lima" se estende por mais de cem quilômetros ao longo da costa, abrangendo também o porto de Callao, o principal do país, e compõe-se de 43 distritos. A modernização do comércio nos últimos anos dotou a capital peruana de funcionalidades dignas de qualquer metrópole tais como centros comerciais, multinacionais, chegada de grandes marcas, locais de comércio 24 horas que funcionam todos os dias, principalmente nos bairros mais nobres. Por outro lado, a cidade sofre consideravelmente com a poluição, provocada por milhares de veículos, principalmente a frota circulante mais antiga.



O clima é bastante peculiar em Lima. Além dos seus elevados níveis de umidade e baixa precipitação, surpreende por suas estranhas características apesar de estar localizado a doze graus de latitude sul e quase ao nível do mar. A costa central do Peru revela uma série de microclimas devido ao frio atípico em consequência da corrente de Humboldt que tem origem na Antártida e da proximidade das montanhas tropicais, resultando num clima subtropical.

A combinação das condições atmosféricas que produzem este clima são: o frio da corrente de Humboldt que está muito perto da costa no inverno esfria o caloroso ambiente tropical que corresponde à sua latitude, produzindo uma nuvem espessa extremamente baixa (menos de 500 metros da terra), que impede a passagem da luz directa do sol, perto de Cordilheira dos Andes que atua como uma barreira impedindo que o ar arrefecido por correntes marítimas e as nuvens fujam. Como resultado, Lima e a costa peruana têm um clima temperado, apesar de estar localizada nos trópicos. Este sistema também impede a formação de nuvens carregadas de chuva, de modo Lima tem clima de deserto. Baixa pluviosidade (menos de 8 mm por ano) é produto de condensação de nuvens baixas.



O Porto de Callao, em Lima, é um dos mais importantes portos de pesca e comercial da América do Sul. Responde por 75% das importações e exportações do Peru. Ele também tem ampla capacidade de armazenamento de produtos frios e várias docas secas. Os principais produtos exportados no porto são produtos derivados do petróleo, cobre, ferro, prata, zinco, chumbo, do algodão, açúcar e café.



Em toda a cidade existem mais de 450 rotas de transporte urbano, as quais são brindadas por ônibus, microônibus, coasters, e kombis. Este sistema se caracteriza pela falta de renovação das unidades e em vários casos leva certa informalidade de operação, ainda quando as empresas têm rotas estabelecidas. As caminhonetas rurais conhecidas popularmente como combis, junto com motocarros chamados "mototaxis" pelos peruanos, são os típicos veículos de transporte público para distancias cortas especialmente na periferia da cidade, se bem as rotas de algumas kombis cobrem quase toda a área metropolitana, o serviço é deficiente em quanto aos standards de segurança e comodidade, e por esse motivo a prefeitura da cidade tem pensado a substituiçao desses veículos mediante a renovaçao de rotas que serao brindadas por ônibus modernos pelo menos a inicios do ano 2014.



O metrô de Lima deveria se converter no principal sistema de transporte maciço e o mais rápido de Lima. O sistema tem 5 linhas planejadas, mas atualmente este sistema conta apenas com uma linha quase totalmente elevada, denominada Linha 1, a qual percorre um total de 22 km desde o sul da cidade até o Hospital 2 de Mayo na Av. Grau, no Centro de Lima, atravessando os distritos metropolitanos de Villa El Salvador, Villa María del Triunfo, San Juan de Miraflores, Santiago de Surco, Surquillo, San Borja, San Luis, La Victoria e o Cercado de Lima. Este tramo da linha está pronta para ser operada de maneira comercial.



Em julho de 2011, iniciaram-se as obras civis para ampliar em mais de 10 km a linha 1 rumo ao distrito mais povoado da cidade de Lima (San Juan de Lurigancho). As obras de toda a linha 1 foram concessionadas à brasileira Odebrecht . Prevê-se que a totalidade da linha 1 do sistema esteja em funcionamento a principios do ano 2014.



Lima possui ainda uma inúmera série de museus devido ao seu valor histórico, sendo que todos eles valem uma visita prolongada. A cidade ainda possui um valor cultural muito grande para a humanidade, e como não podia deixar de ser, a culinária está muito presente através de seus mais variados pratos.



A cidade é extremamente atrativa, repleta de comércios e cheia de pontos turísticos, Lima é um convite à história hispânica do nosso continente. A visita à cidade vale cada minuto e deve ser bem apreciada! Em especial, o bairro de Miraflores, que é voltado ao turismo, não pode deixar de ser visitado.

15 de agosto de 2011

Série destinos: Maceió

O nome Maceió veio do tupi Maçayó ou Maçaió-k que significava "O que tapa o alagadiço". Desse nome derivam os apelidos: "Paraíso da Águas", "Cidade Restinga" e "Caribe Brasileiro".



No início da colonização, no século XVII, navios portugueses atracavam onde hoje é o porto e bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas as madeiras das florestas litorâneas. Este Porto também serviu, mais tarde, para o embarque do açúcar produzido pelos engenhos localizados nas proximidades da cidade.

A vila de Maceió foi desmembrada em 5 de dezembro de 1815, da Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839 deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, tendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.



Após a vila ser agraciada com o simbólico ato de transferência do baú do Tesouro da Província, cuja iniciativa partiu do ouvidor Batalha, dado o contínuo processo de desenvolvimento do local, Maceió veio a se tornar a capital da Província das Alagoas, especificamente em 9 de dezembro de 1839.

Considerando a localização na Região Nordeste do Brasil, em plena zona tropical e banhada pelo Oceano Atlântico, apresenta clima quente e úmido. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1 °C. A máxima mensal atinge 29,9 °C e a mínima 20,8 °C.



O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo.

Apesar de ter sofrido graves crises no início da década de 2000, tanto pela recessão impregnada no país, como pela ausência de riquezas geradas e empregadas na capital advindas da agropecuária e de indústrias, o comércio de Maceió passa por um grande momento desde 2005. Diversos estabelecimentos vêm sendo abertos ou ampliados na cidade, como hotéis, restaurantes, hipermercados, atacadistas e shopping centers. Como na maioria das grandes cidades brasileiras, percebe-se um crescimento significativo, nos últimos anos, em Maceió, de um “quarto setor” produtivo: o comércio informal, ainda não devidamente regulamentado.




Outro ponto forte na economia do município é o turismo, pois Maceió possui um grande potencial de atrair turistas, por suas belezas naturais e grande diversidade cultural, além de oferecer várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 90, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió, hoje em dia é apenas um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades.

O Nordeste Invest é o mais importante evento de investimentos turísticos e imobiliários do Brasil,reúne os mais importantes nomes dos setores imobiliário e turístico do Brasil e da Europa e prospecta mais de mais de R$ 450 milhões em negócios.



Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza.

A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato,Maceió em 2002 foi escolhida como a capital da cultura,como a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado, este que após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca para a Ponta Verde e agora está localizado em Jaraguá, com o nome de Artesanato dos Guerreiros ao lado do Memorial da República.

Maceió é muito mais que sol e mar. Tem uma rica e bem preservada cultura. No centro da cidade estão localizados museus como o Museu de Arte da Fundação Pierre Chalita, com um rico acervo de imagens sacras dos séculos 16, 17 e 18. A história da arte moderna e contemporânea está representada no mesmo espaço.
Já o Museu Theo Brandão, na Avenida da Paz, conta a história da cultura popular de Alagoas. O Palácio Marechal Floriano Peixoto, inaugurado em 1902, deixou de ser sede do governo e transformou-se em museu, mostrando ao público suas ricas coleções de cristais, pratarias e móveis antigos em madeira e couro. O ponto alto do museu são as obras do alagoano artista plástico Rosalvo Ribeiro (1865-1915).



O Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas possui valioso documentário histórico da guerra do Paraguai; um dos mais completos acervos afro-brasileiros do País, a exemplo “Coleção Perseverança”, que reúne objetos usados em cultos africanos em Alagoas no ano de 1912; uma coleção da famosa louça Marajoara e peças de etnografia de grupos indígenas amazônicos.

O Museu dos Esportes possui um rico e importante acervo histórico para pesquisa e estudo, como jornais desde o ano de 1920, fitas de vídeo, gravações de áudio, fotografias, troféus, entre outros objetos que guardam a memória dos esportes do Estado e do Brasil.

Memorial Pontes de Miranda da Justiça do Trabalho em Alagoas, instituído em 1994 pela corte do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, com o objetivo de preservar e divulgar a obra do célebre jurista alagoano Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda, bem como a história da Justiça do Trabalho em Alagoas. O museu conta com biblioteca e arquivo e exposições temporárias.



Madeira, linhas, cabaça, palitos de fósforo, barro, papel machê, casca de coco, palha. Nas mãos dos artesãos de Maceió, todos estes materiais transformam-se em belas peças de artesanato. Da madeira nascem os santos, das linhas o bordado filé, da cabaça o bumba-meu-boi. Do barro criam-se bonecos, do papel machê surgem santos e personagens do folclore, da palha bolsas e luminárias, da casca de coco luminárias, dos palitos de fósforo até o folguedo do guerreiro.

Piscinas naturais, formadas pela segunda maior barreira de corais do mundo, transformadas no paraíso dos mergulhadores. Praias fascinantes, emolduradas por coqueirais, onde o sol trabalha até nos feriados e a areia branca contrasta com o intenso azul do mar. O litoral de Alagoas é assim: 230 km com as paisagens mais encantadoras de todo o nordeste.



O Sururu (molusco de água doce) é um dos pratos mais típicos de Maceió e está presente em todas as mesas de bares e restaurantes da cidade. As opções de preparo vão desde a mais tradicional - batizada de sururu de capote, que é o molusco preparado e servido na casca com pirão - até em receitas francesas ou caldinho de sururu, que é afrodisíaco. Mas a glória do sururu é ao leite de coco. Uma combinação perfeita. Afinal, o coco, facilmente encontrado em vastos coqueirais, é a base de muitas receitas em Alagoas.



A culinária alagoana é a mistura das tradições dos índios, dos portugueses (colonizadores) e dos africanos que chegaram ao Brasil como escravos. Os índios, os primeiros habitantes do paraíso alagoano, deixaram a tradição da tapioca (massa de farinha de mandioca, também conhecida com aipim ou macaxeira) muito apreciada no café da manhã e nos fins de tarde em toda a orla de Maceió. Outro prato muito famoso e só encontrado em Maceió, é o Chiclete de Camarão!!



Visite o site da secretaria de turismo de Maceió para maiores informações.