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Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

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15 de julho de 2011

Homenagem aos 35 anos da TAM





Na cidade de Marília, interior de São Paulo a TAM – Táxi Aéreo Marília surgiu em 21 de fevereiro de 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os estados de São Paulo e do Mato Grosso com quatro Cessna 180 e um Cessna 170. Após seis anos o grupo é comprado pelo empresário Orlando Ometto, o qual muda a sede para São Paulo e também muda o perfil ao começar a transportar apenas malotes.



Em 1971, o comandante Rolim Amaro, que já havia trabalhado na companhia em seus primeiros anos de funcionamento, é convidado por Orlando Ometto para ser sócio minoritário da empresa, com 33% das ações. No ano seguinte, o piloto adquire metade das ações da TAM e assume a direção da empresa.



O ano de 1976 marca o surgimento da TAM – Transportes Aéreos Regionais, que dá origem à empresa conhecida hoje como TAM Linhas Aéreas. Rolim detém 67% do capital da nova empresa, que teve atendimento voltado para o interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Esse é o ínicio da história da maior companhia aérea do hemisfério sul, uma das 20 maiores companhias do mundo e a melhor companhia aérea das Américas, e que completou no último dia 12, 35 anos.




A TAM sempre foi uma empresa inovadora, trazendo aos seus clientes uma forma diferenciada de tratamento, aeronaves diferentes de suas concorrentes, e o serviço de bordo sempre impecável. Durante a década de 80 a empresa cresceu muito e de forma bem acelerada.



A mudança começa com a chegada dos turboélices Fokker F27, substituindo os aviões bimotores; e em 1981, a TAM comemora a marca de um milhão de passageiros transportados. O primeiro grande salto da malha da empresa vem em 1986, com a aquisição da companhia aérea Votec. Com a medida, a TAM estende as suas atividades para as regiões Centro-Oeste e Norte do país.



A década de 1990 tem um significado todo especial para a companhia, pois foi quando a empresa ganhou mais visibilidade com a chegada dos Fokker 100, inaugurando uma nova era na aviação regional. Em 1993, a TAM lança com pioneirismo o TAM Fidelidade, que se destaca por não prever limitação de assentos para as passagens gratuitas. O ano de 1996 marca o início das operações da TAM em todo o território nacional. A TAM adquire a companhia Lapsa do governo paraguaio e cria a TAM Mercosur, atualmente TAM Airlines.



Em conjunto com um consórcio formado pela LAN Chile e TACA, a TAM lidera a negociação para compra de suas primeiras aeronaves Airbus. O resultado é a compra de 150 aeronaves para as três empresas junto ao consórcio europeu. Outra iniciativa estratégica é a compra de uma área de 447 hectares no município de São Carlos, no interior de São Paulo, que hoje é a sede do Centro Tecnológico TAM. Em 1998, chegam à TAM seus primeiros Airbus A330 e a empresa faz o seu primeiro voo internacional na rota São Paulo-Miami. No ano seguinte, é a vez do primeiro destino para a Europa, Paris, em parceria com a Air France.



A TAM começa em 2000 uma ofensiva fase de crescimento, mas o ano de 2001 é marcado por grandes acontecimentos. O comandante Rolim morre tragicamente no dia 8 de julho em um acidente de helicóptero. Dois meses depois, a aviação internacional sofre um sério abalo e entra em um ciclo de retração em decorrência dos atentados de 11 de setembro. Assim como em outras partes do mundo, o mercado brasileiro sofre os efeitos da retração econômica. No entanto, a TAM cresce 31% nesse período, transportando mais de 13 milhões de passageiros e elevando o faturamento para praticamente R$ 3 bilhões no ano. Em 2001, a empresa incorpora mais 15 aeronaves Airbus A320 e dois Airbus A330. Mesmo com as adversidades, a TAM transporta quase 14 milhões de passageiros em 2002.



Na história mais recente da companhia, período entre 2003 até 2011, a empresa se firmou como líder de mercado, tanto nos voos domésticos, como nos internacionais; sempre agregando novas aeronaves à sua frota, trazendo tecnologia e várias inovações aos seus clientes, como o celular a bordo.



Hoje, com a maior frota de aeronaves que uma empresa brasileira já teve, a TAM faz parte da Star Alliance, o que permite aso seus clientes a possibilidade de conexões com mais 27 companhias aéreas para o mundo todo. Além de outras alianças que permitem o alcance a mais destinos.



Para comemorar uma data tão especial como essa, a TAM preparou, no último dia 12, uma série de ações nos voos domésticos e também nos voos que partiram do Brasil. A cantora Ivete Sangalo, que já participou de várias ações de marketing da empresa, foi convidada a recepcionar os clientes da companhia em Salvador, e em todos os voos foram distribuídos 170 mil brigadeiros.



"A iniciativa tem a ver com a nossa natureza, pois somos uma companhia dedicada ao relacionamento estreito com nossos clientes. O tapete vermelho sempre foi símbolo do nosso empenho em servir as pessoas com qualidade, nosso jeito de dizer seja bem-vindo a bordo. E o brigadeiro, essa receita tão brasileira e sempre presente nos aniversários, é um alegre e carinhoso muito obrigado a todos que fazem parte de nossa história”, afirma o presidente da Tam, Líbano Barroso.



Desde o começo do ano de 2011, a TAM já vinha realizando ações relativas ao aniversário da companhia, e no SPFW de junho, a empresa(que é patrocinadora oficial do evento), montou um estande com várias fotos e homenagens aos seus colaboradores, além de distribuir vários 'mimos' aos visitantes do evento. Juntamente com essas ações, foram elaborados vídeos referentes à data.



A TAM faz por merecer seus 35 anos, e aqui eu parabenizo essa grande companhia aérea, que ainda tem muito para mostrar ao mundo como é o jeito brasileiro de voar, através da "paixão por voar e servir", além do sorriso sempre presente em seus 27 mil colaboradores, que fazem essa companhia ser o que é hoje. Que venham muitos anos pela frente ainda, todos eles recheados de muito sucesso!



Parabéns à TAM.

23 de junho de 2011

Azul faz homenagem aos 30 anos da ATR

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras estiliza um turboélice ATR 72-200 com pintura especial em homenagem aos 30 anos da fabricante franco-italiana. A aeronave foi apresentada no 49º Internacional Paris Air Show, em Lê Bourget, na França, uma das mais importantes feiras de aviação do mundo.



Com matrícula PR-AZY e nome de batismo "Azzurro", o turboélice será o sétimo a ser incorporado na frota da Azul. A previsão é que ele esteja no Brasil na próxima semana e entre em operação a partir de julho.

A Azul iniciou suas operações com os turboélices ATR 72-200 em março, quando passou a atender cidades como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Hoje, além destas, a companhia opera em Presidente Prudente, Araçatuba e Uberaba. Até agosto, passará a atender as cidades de Marília e Juiz de Fora.



A International Paris Air Show 2011 (Le Bourget) conta com dois mil expositores, 138 mil visitantes, três mil jornalistas e 200 delegações oficiais. O evento é referência em novidades e profissionais do setor e é considerada a maior feira de aviação do mundo.

24 de maio de 2011

Uma história de dar orgulho!!!

Há uma semana do dia do comissário de voo, faço aqui mais uma homenagem à essa profissão que desperta sonhos!!!

Hoje escrevo sobre uma senhora(com todo o respeito), que é extraordinária!!!! Falo da Sra. Alice Editha Klausz, uma gaúcha nascida em Porto Alegre, formada em Direito e Biblioteconomia. Alice nasceu em 1928, portanto tem atualmente 83 anos, e ainda não quer saber de ficar em casa curtindo a aposentadoria não... Agora segue a pergunta que não se cala: Mas qual é a profissão dela, afinal???????? A resposta é COMISSÁRIA DE VOO, sim, ela é aeromoça(ou aerovelha, como ela mesmo se define...).



O que vou narrar aqui é parte da fantástica história dessa mulher que é, sem dúvida alguma, parte importantíssima da aviação brasileira!

Fazer o que mais se ama na vida é para poucos. E o que dizer então de descobrir uma paixão por algo que nada tinha a ver com sua rotina, conhecimentos ou gostos? Para Alice Editha Klausz, a aeromoça há mais tempo em atividade no país (e, quem sabe, no mundo), sua carreira na aviação começou quase que por acaso, quando ela descobriu sobre uma certa empresa aérea que estava contratando em sua região. A empresa era a Varig e a região, o Rio Grande do Sul.

“Tudo começou em 1947, quando me formei em Biblioteconomia”, conta Tia Alice, como gosta de ser chamada. “Na época, fui chamada para organizar a biblioteca do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) do RS, além de ajudar nas primeiras bibliotecas circulantes do Sesi e Sesc. Era um trabalho gratificante, mas eu não era feliz lá,” revela. Por conta de dificuldades financeiras da repartição pública, Alice não conseguia realizar seu trabalho como gostaria. Até que, em 1954, novos ventos atingiriam sua vida.

A jovem bibliotecária tomou conhecimento de um anúncio. Uma empresa aérea estava em processo de seleção para contratar jovens, do sexo feminino, que dominassem no mínimo dois idiomas estrangeiros (algo, na época, extraordinário e raro) para voar nas linhas internacionais. Alice resolveu se candidatar, afinal, seu desejo por conhecer o mundo era grande, e voar poderia facilitar isso. Ela poderia afastar-se por dois anos do Daer, através de uma licença que permitia seu retorno, caso não se adaptasse ao novo trabalho.

Já na Varig, a empresa em questão, Alice passou por testes escritos, teóricos e médicos, obtendo sua aprovação, ingressando em seu novo trabalho no primeiro dia de agosto de 1954. Junto com cerca de 20 outras jovens, ela fez parte da Primeira Turma de Aeromoças da Varig, na época em que a operadora havia acabado de comprar o Super Constellation para voar. “Foi engraçado pois em suas aeronaves, a Varig só tinha homens. O Clube do Bolinha acabou quando entramos”, diverte Tia Alice.

A idéia era que as moças contratadas deveriam atender crianças e senhoras nos vôos da empresa. Para isso, Alice e suas colegas de trabalho passaram inicialmente por cursos capacitadores, para voar nos DC-3 e C-46, até a chegada do modelo Super Constellation, em 1955. Alice Klausz lembrou que no primeiro vôo da Varig para Nova York, fez parte da tripulação do Comte. Geraldo Knippling: foi um longo vôo, ”chegamos mortas de cansaço ao destino, mas também com a sensação do dever cumprido”. Por isso, depois os passageiros passaram a dar preferência à empresa brasileira, ante a dura competição da PanAm: “Nossa arma secreta era mesmo o serviço esmerado.Aqueles vôos eram mesmo de uma classe só,a primeira. As louças, os linhos, os copos e talheres de prata, as atenções e os cardápios, os pratos e os vinhos”. As refeições para o primeiro vôo para Nova York, lembrou, foram preparadas por um chefe de cozinha que havia sido o “mestre-cuca” da família real russa. Foram os chamados “anos dourados da aviação”, que exigiam dos tripulantes sacrifícios que hoje seria impossível repetir, devido ás leis trabalhistas.

Imaginem, contou Alice Klaus, que num vôo de múltiplas escalas para Nova York ficávamos a bordo do Constellation, nos revezando, por mais de 24 horas. E as comissárias até tomavam conta dos copos de cristal e das louças finas do serviço de primeira classe, que a maioria das vezes elas mesmas tinham que lavar na escala de Belém. ”Dá para imaginar isso hoje? ” ela pergunta.

Graças a seus conhecimentos de Biblioteconomia, Alice ganhou destaque quando desenvolveu um manual de vôo. Seu chefe na época, Ruben Martin Berta, então presidente da Varig, colocou a sua disposição uma sala com datilógrafa, desenhista e solicitou que ela produzisse os manuais para a empresa. “Isso me chateou um pouco, eu queria era voar”, lembra Tia Alice.

O que Alice não esperava era que ela ia continuar voando, mesmo neste cargo. Para enriquecer sua bagagem de conhecimentos, foi enviada para a Suíça. Lá, ela participou de cursos hoteleiros, de aviação e ao final fez uma viagem ao redor do mundo acompanhada da chefe de aeromoças da SwissAir. Quando retornou ao Brasil, foi nomeada instrutora da Varig, tendo em suas mãos a tarefa de organizar a escola de aviação da empresa. Na época, o administrativo da Varig foi transferido para o Rio e Alice assumiu a fiscalização de dois hotéis que faziam parte da Real Aerovias, na Bahia, desempenhando esta função até quando a empresa aérea adquiriu as operações da Pannair do Brasil Uma nova viradas dos ventos passaria por sua vida.

“O Sr. Berta me chamou para acompanhar e organizar os despachos da empresa na Europa, mas não pude. Adoeci(teve câncer), e fiquei algum tempo sem trabalhar. Quando retornei, em 1966, o Sr. Berta havia falecido, foi muito triste”, relembra a emocionada Tia Alice. O novo presidente, Erik de Carvalho, solicitou que ela reorganizasse a Escola de Aeromoças, no Rio de Janeiro, em 1967. “Dirigi a escola até a minha aposentadoria, em 1989”, conta.

Foi no mesmo ano que Tia Alice tomou conhecimento do Proantar (Programa Antártico Brasileiro), programa de pesquisa do Brasil no continente gelado, através de um amigo, Jean Gilbert Rousselet. Alice estava se despedindo dele, quando viu, na parede de sua sala, uma foto da estação de pesquisa brasileira na Antártica (a Estação Antártica Comandante Ferraz). “Você foi para lá?”, perguntou. “Não. Cruz credo!”, soltou o colega. Naquela época, a companhia aérea colaborava com o programa Antártico Brasileiro, fornecendo gratuitamente lanches para os participantes das missões comerem a bordo, o que justificava aquela imagem com dedicatória. Diante do silêncio de Alice, o tal colega desconfiou: “Por quê? Você gostaria de ir?”, Aceitei na hora”, revela.

Foi uma longa espera até ser chamada, praticamente quase o ano de 89 inteiro. “Quando o Proantar me telefonou, em setembro, eu quase caí da cadeira, nem acreditei de início. No dia do vôo, apresentei-me no CAN (Correio Aéreo Nacional) e embarquei no Hércules C-130, assim como embarquei também em uma nova e emocionante etapa da minha vida”, recorda Tia Alice. “Ao chegar na Base Chilena Eduardo Frei, nosso ponto de aterrissagem na Antártica, não me contive de tanta emoção. Todo aquele branco, lindo, um cenário que não cabe em palavras para ser descrito”, completa.

Com mais de 160 viagens colecionadas, sua missão é tão singela quanto fundamental para o programa. Tia Alice é encarregada de servir os lanchinhos dos passageiros, geralmente militares e cientistas, nos grandes e desconfortáveis aviões de carga da Força Aérea Brasileira (FAB). Ela gosta de frisar que, com 35 anos de serviços, entrou no Proantar sem qualquer remuneração. “Tenho 50 anos de aviação e digo que cada vôo é diferente, graças à presença de pesquisadores, militares, civis, políticos e até pingüins perdidos que levamos de volta”, conta. Durante o vôo, sua preocupação em atender bem os passageiros é tanta que só bebe água. “Prefiro me alimentar nos aeroportos e nas cidades de pernoite, Pelotas, no Rio Grande do Sul, e Punta Arenas, no Chile”.

Para ela todos os passageiros do Hércules são considerados VIPs, com tratamento exemplar. Para essa tarefa, conta com o apoio de alguns rapazes da Marinha e da FAB. Afinal, são seis lanches e dois almoços para cada um. Os pilotos, mecânicos e engenheiros de vôo têm dois almoços e um lanche adicionais. Tudo funciona graças à organização estabelecida por ela no início dos anos 90 pois, ao fazer seu primeiro vôo, ela sabia que não teria conforto naqueles bancos laterais duros, que acompanham a estrutura interna do avião. Pelo menos estava segura de que comeria bem, afinal, conhecia os lanches da Varig como a cozinha de sua casa. Mas passaram-se horas sem que ninguém lembrasse das refeições. “Foi minha maior decepção. O avião estava cheio de caixas e bagagens e, em uma das caixas, tinham uns lanchinhos mesmo”, diz, com ênfase no “inhos”. Nada além de torradas, manteiga e geléia. Então, foi pessoalmente até o então presidente da Varig, Hélio Smith, solicitar autorização para propor a modificação de todo o serviço de bordo, sem ônus. Com a autorização na mão, foi para Brasília. Assim, conseguiu treinar novas equipes.



Sempre impecável, Tia Alice enverga em seu uniforme de comissária. À lapela do bolso esquerdo, cinco rosetas das medalhas que recebeu: Mérito Santos Dummont, Mérito Tamandaré, do Pacificador, Ordem do Mérito Aeronáutico e da Vitória. Na gola, uma asa concedida pelo comandante da aeronáutica. Abaixo das rosetas está o pingüim de ouro que recebeu da Marinha quando completou seu centésimo vôo. Para ir da base Eduardo Frei, até a base brasileira Estação Antártica Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, o deslocamento é por helicóptero. Mas só embarcam pesquisadores e personalidades. Alice só foi até lá três vezes, O que considera uma honra.

Dentro do Hércules, ida e volta para o gelo são mais de 20 horas. O avião militar não possui poltronas, apenas bancos laterais. Com capacidade para 80 passageiros, certa vez, tiveram que dividir as acomodações com um helicóptero avariado. “Tudo isso é muito gratificante para mim, por isso não pretendo parar tão cedo. Só irei me aposentar em duas hipóteses: não ser mais convidada ou por motivo de saúde. Se tiver que parar por outro motivo, encontrarei algo para fazer. Estou com 80 anos, mas a vida não acabou. A gente passa a maior parte da vida fazendo o que não gosta e tendo que aprender a gostar. Temos que aproveitar o agora para fazer o que se ama. Nunca é tarde”, ressalta.

Em terra, mora sozinha no Rio de Janeiro, onde chegou em 1967. Nos cinco primeiros anos como “aerovelha”, até os hotéis e refeições eram por sua conta. Hoje, essas despesas são cobertas pela Marinha, e Alice vive do INSS. Ela perdeu a aposentadoria por causa da dívida da Varig ao fundo de pensão Aerus. “Mal dá para pagar o plano de saúde. Vendi o que podia e aperto o cinto”, brinca. Mas nem pensa em estacionar. “Gosto do relacionamento com as pessoas, de conhecer lugares, como o Chile [a cidade chilena Punta Arena é escala da rota Rio de Janeiro – Antártica], que é fantástico. Além disso, nesses 54 anos, já voei com os presidentes Juscelino [Kubitschek, 1956 - 1961], Jango [João Goulart, 1961 - 1964], Costa e Silva [General Artur da Costa e Silva, 1967 - 1969] e agora, com o Lula”, diz ela.

Em todos os seus voo à Antartida, ela ganhou como lembrança um pequeno broche, representando um pinguinzinho de metal. Todos estão agora pregados num boné, conservados como preciosa lembrança de suas idas ao Pólo Sul, última coroa ganha em seus 55 anos de atividade de comissária. Talvez um recorde mundial. Alice Klaus se comove ao lembrar a sua vida dedicada à Varig, onde ela e a maioria dos funcionários “tudo aprenderam”. “A Varig foi não apenas uma universidade, foi como uma verdadeira mãe para todos nós. Foi um sonho, um sonho que se desmanchou”.

A história da Sra. Alice é uma história de superação, um exemplo para muitas pessoas, um orgulho para mim e a honra para uma nação que foi exemplo em aviação(hoje nem tanto assim por uma série de motivos que não vem ao caso); mostrando que quando se gosta, quando se tem a paixão e quando se entrega, o ser humano é capaz de fazer coisas incríveis. Seja qual for sua profissão, exerça-a com amor!