O planejado lançamento do avião, que é concorrente do Dreamliner da Boeing, irá ser adiado por três meses, até ao segundo trimestre de 2014, obrigando a sua empresa-mãe, a EADS, a assumir uma perda de 124 milhões de euros.
O adiamento do A350 acontece após a EADS ter revelado que o seu lucro mais que triplicou no segundo trimestre do ano, para 461 milhões de euros face aos 121 milhões de euros registados no ano anterior. Após a divulgação dos seus resultados, as ações da EADS dispararam até 6,66% na bolsa.
O atraso no lançamento do A350 deve-se a um problema na produção relacionado com a abertura de orifícios nas asas do avião, segundo informações avançadas.
O responsável pelo projeto do A350, Didier Evrard, revelou que a preparação de um novo processo automatizado de perfuração demorou mais tempo que o esperado, originando atrasos de várias semanas nos calendários de produção.
O A350, que é feito de carbono composto, já está um ano atrasado face à data inicialmente prevista para o seu lançamento.
A Airbus tem enfrentado também problemas relacionados com fendas nas asas dos aviões “Superjumbo” A380, as quais obrigaram alguns clientes como a Qantas Airways a atrasarem as suas encomendas em quase quatro anos, até os aviões estarem completamente reparados.
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
Bem vindos ao blog "aqui em cima".
Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.
Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
Obrigado.
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27 de julho de 2012
24 de março de 2012
EADS prevê melhora no lucro operacional em 2012
O grupo europeu EADS previu uma melhora "significante" no lucro operacional em 2012 uma vez que registrou lucros em 2011 melhores do que os esperados, à luz da vigorosa demanda por jatos para passageiros da Aribus e progresso no controle de custos no superjumbo A380.
A maior fabricante de jatos do mundo disse que aumentará a produção do popular A330 para 11 ao mês no segundo trimestre de 2014, se uma recente mudança das regras de emissão de poluentes da União Europeia não afetar os pedidos de aeronaves.
Tal medida representa um recorde para a produção de aviões de dois corredores, ultrapassando os planos da Boeing de elevar a produção do novo 787 Dreamliner para 10 ao mês no fim de 2013, mas o alerta sobre as novas regras forneceram um lembrete sobre as tensões que rodeiam a Airbus.
A China ameaçou retaliação aos planos de cobrança às companhias aéreas através de um esquema de emissões da União Europeia.
A EADS, que também teve problemas com autoridades alemãs recentemente por conta da localização de alguns de seus 100 mil postos de trabalho, pediu que Berlim acelerasse as decisões sobre fornecimento de equipamento de defesa, o que deixou uma lacuna no portfólio da divisão de defesa da EADS.
A EADS teve um crescimento de 38 por cento no lucro operacional de 2011, para 1,696 bilhão de euros, e a receita cresceu 7 por cento, para 49,13 bilhões de euros.
O lucro líquido avançou 87 por cento, para 1,03 bilhão de euros, disse a EADS nesta quinta-feira.
Analistas esperavam, em média, lucro operacional de 1,3 bilhão de euros, receita de 48,14 bilhões de euros e lucro líquido de 687 milhões de euros
A maior fabricante de jatos do mundo disse que aumentará a produção do popular A330 para 11 ao mês no segundo trimestre de 2014, se uma recente mudança das regras de emissão de poluentes da União Europeia não afetar os pedidos de aeronaves.
Tal medida representa um recorde para a produção de aviões de dois corredores, ultrapassando os planos da Boeing de elevar a produção do novo 787 Dreamliner para 10 ao mês no fim de 2013, mas o alerta sobre as novas regras forneceram um lembrete sobre as tensões que rodeiam a Airbus.
A China ameaçou retaliação aos planos de cobrança às companhias aéreas através de um esquema de emissões da União Europeia.
A EADS, que também teve problemas com autoridades alemãs recentemente por conta da localização de alguns de seus 100 mil postos de trabalho, pediu que Berlim acelerasse as decisões sobre fornecimento de equipamento de defesa, o que deixou uma lacuna no portfólio da divisão de defesa da EADS.
A EADS teve um crescimento de 38 por cento no lucro operacional de 2011, para 1,696 bilhão de euros, e a receita cresceu 7 por cento, para 49,13 bilhões de euros.
O lucro líquido avançou 87 por cento, para 1,03 bilhão de euros, disse a EADS nesta quinta-feira.
Analistas esperavam, em média, lucro operacional de 1,3 bilhão de euros, receita de 48,14 bilhões de euros e lucro líquido de 687 milhões de euros
28 de janeiro de 2012
EADS vem com tudo nas compras
Depois de gastar cerca de US$ 2 bilhões com aquisições no ano passado, a European Aeronautic Defence & Space (Eads) continua à caça de boas compras, diante de suas tentativas de reduzir a exposição ao dólar e a dependência na Airbus, sua subsidiária de aviões comerciais em forte expansão.
"É certo que estamos em modo de aquisição", disse Marwan Lahoud, diretor de marketing e estratégia da gigante aeroespacial, numa entrevista ao The Wall Street Journal.
Antes, a Eads estava à caça de aquisições de até US$ 2 bilhões. Mas agora está de olho num alvo maior.
"Nosso balanço melhorou e a capacidade de aquisição da empresa aumentou", disse Lahoud. "Não tenho um limite determinado para informar, porque analiso cada caso individualmente. Não posso dizer se é de dois, três, quatro ou cinco bilhões."
"A [aquisição] perfeita para nós seria uma fabricante de aviões não comerciais, mas não ligamos se for em serviços para aviões comerciais", disse Lahoud.
A Eads está com o caixa recheado graças ao crescimento dos pedidos da Airbus nos últimos anos, que geraram bilhões em depósitos sem reembolso pagos pelas companhias aéreas quando encomendam aviões. A Eads tinha quase 12 bilhões de euros em caixa (US$ 15,62 bilhões) no fim de 2010, mas o saldo provavelmente aumentou por causa do recorde de pedidos recebidos pela Eads no ano passado.
A pressão para a EADS encontrar um destino lucrativo para o dinheiro está aumentando, diante dos juros europeus baixíssimos e que provavelmente se manterão nesse nível enquanto ainda existir alguma ameaça de recessão.
Como a produção da Airbus está crescendo rapidamente — a consultoria Bernstein Research calcula que a receita subiu 6,9% em 2011 e vai crescer mais 12% este ano —, a filial está ultrapassando o resto do grupo e responde atualmente por dois terços da receita da EADS, que pode chegar a 48 bilhões de euros este ano.
A diretoria da Eads, num reconhecimento do perigo de depender demais da aviação civil — mesmo com a fila de espera da Airbus chegando a oito anos de produção à capacidade atual — estabeleceu a meta de reduzir a fatia da Airbus no conglomerado para 50% até 2020. Com as filiais de defesa, segurança, espaço e helicópteros da Eads crescendo mais lentamente, qualquer reequilíbrio dependerá principalmente de crescimento externo.
O outro dilema da Eads é que a maior parte da receita da Airbus é em dólar, o que a torna vulnerável às oscilações na cotação do euro. A Eads tem um programa de hedge cambial, mas a diretoria quer obter um hedge natural com produção, compra ou operações fora dos países em que a empresa se baseia — França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.
O grupo quer comprar empresas que ajudem a expandir a receita e os lucros com defesa, segurança ou serviços, disse Lahoud. Entre os países na mira estão Estados Unidos, Brasil, Índia e Coreia do Sul. "A China é difícil, mas também está na lista", disse Lahoud.
Lahoud reconhece que ficou mais complicado realizar aquisições nos EUA, o maior mercado aéreo e de defesa do mundo, devido à tendência protecionista do governo americano para empresas em áreas sensíveis como segurança e defesa. "É mais [difícil] que antes — há mais perguntas, mais exigências — mas isso não coíbe nossa capacidade de fazer negócio nos EUA", disse ele.
Para expandir sua oferta de serviços, a Eads comprou quatro empresas de médio porte e outras duas menores no ano passado, por um valor total de 2 bilhões de euros. O maior acordo, por 673 milhões de euros em dinheiro, foi a aquisição da Vizada, uma empresa de serviços para satélites de comunicação, que foi englobada pela Astrium, a divisão de tecnologia espacial da Eads.
"É certo que estamos em modo de aquisição", disse Marwan Lahoud, diretor de marketing e estratégia da gigante aeroespacial, numa entrevista ao The Wall Street Journal.
Antes, a Eads estava à caça de aquisições de até US$ 2 bilhões. Mas agora está de olho num alvo maior.
"Nosso balanço melhorou e a capacidade de aquisição da empresa aumentou", disse Lahoud. "Não tenho um limite determinado para informar, porque analiso cada caso individualmente. Não posso dizer se é de dois, três, quatro ou cinco bilhões."
"A [aquisição] perfeita para nós seria uma fabricante de aviões não comerciais, mas não ligamos se for em serviços para aviões comerciais", disse Lahoud.
A Eads está com o caixa recheado graças ao crescimento dos pedidos da Airbus nos últimos anos, que geraram bilhões em depósitos sem reembolso pagos pelas companhias aéreas quando encomendam aviões. A Eads tinha quase 12 bilhões de euros em caixa (US$ 15,62 bilhões) no fim de 2010, mas o saldo provavelmente aumentou por causa do recorde de pedidos recebidos pela Eads no ano passado.
A pressão para a EADS encontrar um destino lucrativo para o dinheiro está aumentando, diante dos juros europeus baixíssimos e que provavelmente se manterão nesse nível enquanto ainda existir alguma ameaça de recessão.
Como a produção da Airbus está crescendo rapidamente — a consultoria Bernstein Research calcula que a receita subiu 6,9% em 2011 e vai crescer mais 12% este ano —, a filial está ultrapassando o resto do grupo e responde atualmente por dois terços da receita da EADS, que pode chegar a 48 bilhões de euros este ano.
A diretoria da Eads, num reconhecimento do perigo de depender demais da aviação civil — mesmo com a fila de espera da Airbus chegando a oito anos de produção à capacidade atual — estabeleceu a meta de reduzir a fatia da Airbus no conglomerado para 50% até 2020. Com as filiais de defesa, segurança, espaço e helicópteros da Eads crescendo mais lentamente, qualquer reequilíbrio dependerá principalmente de crescimento externo.
O outro dilema da Eads é que a maior parte da receita da Airbus é em dólar, o que a torna vulnerável às oscilações na cotação do euro. A Eads tem um programa de hedge cambial, mas a diretoria quer obter um hedge natural com produção, compra ou operações fora dos países em que a empresa se baseia — França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.
O grupo quer comprar empresas que ajudem a expandir a receita e os lucros com defesa, segurança ou serviços, disse Lahoud. Entre os países na mira estão Estados Unidos, Brasil, Índia e Coreia do Sul. "A China é difícil, mas também está na lista", disse Lahoud.
Lahoud reconhece que ficou mais complicado realizar aquisições nos EUA, o maior mercado aéreo e de defesa do mundo, devido à tendência protecionista do governo americano para empresas em áreas sensíveis como segurança e defesa. "É mais [difícil] que antes — há mais perguntas, mais exigências — mas isso não coíbe nossa capacidade de fazer negócio nos EUA", disse ele.
Para expandir sua oferta de serviços, a Eads comprou quatro empresas de médio porte e outras duas menores no ano passado, por um valor total de 2 bilhões de euros. O maior acordo, por 673 milhões de euros em dinheiro, foi a aquisição da Vizada, uma empresa de serviços para satélites de comunicação, que foi englobada pela Astrium, a divisão de tecnologia espacial da Eads.
5 de janeiro de 2012
Airbus entregou mais aviões que o esperado pela EADS
A fabricante europeia de aeronaves Airbus entregou mais de 530 aviões em 2011 e bateu a previsão de 520 a 530 unidades, já que a demanda em países emergentes a protegeu da crise de dívida da Europa, disseram nesta quinta-feira fontes da indústria.
Os números parecem confirmar que a subsidiária da EADS superou a Boeing pelo nono ano consecutivo e representam um novo recorde para a fabricação de aviões da Airbus.
A Airbus superou a norte-americana Boeing em 2003. O mercado de aviões de passageiros está avaliado em 4 trilhões de dólares para os próximos 20 anos.
A companhia europeia se negou a comentar a performance de 2011. A divulgação oficial de suas entregas de aeronaves no fechado do ano passado está prevista para 17 de janeiro.
A Boeing deve divulgar as encomendas e entregas de 2011 nesta quinta-feira. A companhia tinha como meta entregar cerca de 480 aviões em 2011.
Os números parecem confirmar que a subsidiária da EADS superou a Boeing pelo nono ano consecutivo e representam um novo recorde para a fabricação de aviões da Airbus.
A Airbus superou a norte-americana Boeing em 2003. O mercado de aviões de passageiros está avaliado em 4 trilhões de dólares para os próximos 20 anos.
A companhia europeia se negou a comentar a performance de 2011. A divulgação oficial de suas entregas de aeronaves no fechado do ano passado está prevista para 17 de janeiro.
A Boeing deve divulgar as encomendas e entregas de 2011 nesta quinta-feira. A companhia tinha como meta entregar cerca de 480 aviões em 2011.
21 de junho de 2011
EADS apresenta possível sucessor do Concorde
Poucos dias depois que a Airbus apresentou seu conceito futurista de avião, sua controladora, a EADS, apresentou o conceito de um avião hipersônico. Uma das fabricantes do jato supersônico Concorde, aposentado desde 2003, parece não ter desistido totalmente dos aviões ultrarápidos.
Na maior feira de aviação que ocorre nesta semana em Paris, a fabricante europeia EADS revelou o plano de criar o avião hipersônico Zhest, um modelo conceito que, se sair do papel, poderá cumprir a distância de voo entre São Paulo e Londres (cerca de 9.500 quilômetros) em duas horas e meia.
Essa é a mesma distância que separa Londres a Tóquio ou a capital japonesa a Los Angeles, voos que duram cerca de 11 horas.
Visto como um herdeiro do Concorde, o avião será impulsionado por uma mistura de hidrogênio e oxigênio, tornando-se virtualmente livre de emissões de poluentes. Zhest(Zero Emission High Speed Transport) é uma sigla, em tradução livre do inglês, de Transporte Hipersônico com Zero de Emissão.
O avião decolará de um aeroporto comum, levando entre 50 e 100 passageiros, usando turbinas comuns. Em uma segunda etapa da ascensão, serão ligados motores-foguetes, que levarão o ZEHST até 32 km de altitude.

Nesse ponto, onde as turbinas já estarão desligadas - o ar é rarefeito demais para que elas funcionem - e o motor-foguete já terá consumido o seu combustível, entrarão em ação motores estatojato, que manterão o avião acima de Mach 4, ou quatro vezes a velocidade do som.
A aproximação final do pouso será feita com o ZEHST planando, como fazem os ônibus espaciais. A uma determinada altitude as turbinas serão religadas para que o pouso seja feito de forma normal.
Nos planos da empresa, o Zhest só estaria comercialmente viável daqui a 40 anos, ou seja, em 2050. O avião comportaria 60 a 100 passageiros.
O Concorde acabou deixado de lado depois do fatídico – e único – acidente ocorrido em mais de 30 anos de história, após uma decolagem em julho de 2000 do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Como a aceleração máxima do avião não passará de 1,2 G, os passageiros não precisarão dos treinamentos exigidos por empresas como a Virgin Galactic - como a nave SpaceShip superará os 100 km de altitude, os viajantes estarão mais para astronautas do que para passageiros de avião.
Na maior feira de aviação que ocorre nesta semana em Paris, a fabricante europeia EADS revelou o plano de criar o avião hipersônico Zhest, um modelo conceito que, se sair do papel, poderá cumprir a distância de voo entre São Paulo e Londres (cerca de 9.500 quilômetros) em duas horas e meia.
Essa é a mesma distância que separa Londres a Tóquio ou a capital japonesa a Los Angeles, voos que duram cerca de 11 horas.
Visto como um herdeiro do Concorde, o avião será impulsionado por uma mistura de hidrogênio e oxigênio, tornando-se virtualmente livre de emissões de poluentes. Zhest(Zero Emission High Speed Transport) é uma sigla, em tradução livre do inglês, de Transporte Hipersônico com Zero de Emissão.
O avião decolará de um aeroporto comum, levando entre 50 e 100 passageiros, usando turbinas comuns. Em uma segunda etapa da ascensão, serão ligados motores-foguetes, que levarão o ZEHST até 32 km de altitude.

Nesse ponto, onde as turbinas já estarão desligadas - o ar é rarefeito demais para que elas funcionem - e o motor-foguete já terá consumido o seu combustível, entrarão em ação motores estatojato, que manterão o avião acima de Mach 4, ou quatro vezes a velocidade do som.
A aproximação final do pouso será feita com o ZEHST planando, como fazem os ônibus espaciais. A uma determinada altitude as turbinas serão religadas para que o pouso seja feito de forma normal.
Nos planos da empresa, o Zhest só estaria comercialmente viável daqui a 40 anos, ou seja, em 2050. O avião comportaria 60 a 100 passageiros.
O Concorde acabou deixado de lado depois do fatídico – e único – acidente ocorrido em mais de 30 anos de história, após uma decolagem em julho de 2000 do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Como a aceleração máxima do avião não passará de 1,2 G, os passageiros não precisarão dos treinamentos exigidos por empresas como a Virgin Galactic - como a nave SpaceShip superará os 100 km de altitude, os viajantes estarão mais para astronautas do que para passageiros de avião.
13 de maio de 2011
EADS vai bem, e como vai bem!!!!!
A EADS, controladora da Airbus, enfrentou nesta sexta-feira novas críticas sobre financiamento estatal depois que seu caixa atingiu recorde de 12,2 bilhões de euros (17,3 bilhões de dólares), apenas algumas semanas depois da companhia ter recebido promessas de governos europeus de que conseguiria pacote de ajuda para o projeto de uma aeronave.
O caixa, inchado com depósitos de companhias aéreas prontas para investir em novas aeronaves, confirma uma recuperação econômica e as ações da empresa subiram 5 por cento, impulsionadas por resultados fortes no primeiro trimestre.
Mas o caixa excedente é um ponto de distração para a EADS, que no mês passado acertou um financiamento com países europeus para o projeto do avião militar A400M e que pretende usar um disputado sistema de empréstimos estatais para o avião Airbus A350.
Na Alemanha, a oposição acusou a EADS de forçar os governos europeus a concederem financiamento para o A400M, sugerindo que a empresa franco-germânica poderia quebrar.
"Não faz sentido. Por um lado, a EADS insiste que precisa de um resgate, argumentando que a companhia acabaria sem ele. Mas seus resultados financeiros mostram uma coisa totalmente diferente", disse Omir Nouripour, membro do parlamento alemão e especialista em defesa.
"O senhor zu Guttenberg (ex-ministro da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg) parece ter se deixado enganar com dados falsos", disse Nouripour à Reuters em Berlim.
O presidente-executivo da EADS, Louis Gallois, defendeu o pacote de ajuda, sob o qual uma parte do valor será paga de volta com dinheiro das exportações do novo modelo.
"Não acho que ele (o superávit no caixa) muda nada. O dinheiro do pacote é para reduzir o nível de perdas que temos", disse Gallois à Reuters em um encontro de líderes empresariais em Paris. Um ano antes, o caixa da EADS era de 8,8 bilhões de euros.
O lucro operacional da EADS no primeiro trimestre mais que duplicou para 192 milhões de euros e a receita subiu 10 por cento, para 9,85 bilhões, apesar de queda no desempenho do setor de defesa. Apesar disso, a empresa sofreu prejuízo líquido de 12 milhões de euros por causa de efeitos cambiais.
Esperava-se que o grupo reportasse lucro operacional de 94,5 milhões de euros e receita de 9,21 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Reuters com dez analistas.
O caixa, inchado com depósitos de companhias aéreas prontas para investir em novas aeronaves, confirma uma recuperação econômica e as ações da empresa subiram 5 por cento, impulsionadas por resultados fortes no primeiro trimestre.
Mas o caixa excedente é um ponto de distração para a EADS, que no mês passado acertou um financiamento com países europeus para o projeto do avião militar A400M e que pretende usar um disputado sistema de empréstimos estatais para o avião Airbus A350.
Na Alemanha, a oposição acusou a EADS de forçar os governos europeus a concederem financiamento para o A400M, sugerindo que a empresa franco-germânica poderia quebrar.
"Não faz sentido. Por um lado, a EADS insiste que precisa de um resgate, argumentando que a companhia acabaria sem ele. Mas seus resultados financeiros mostram uma coisa totalmente diferente", disse Omir Nouripour, membro do parlamento alemão e especialista em defesa.
"O senhor zu Guttenberg (ex-ministro da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg) parece ter se deixado enganar com dados falsos", disse Nouripour à Reuters em Berlim.
O presidente-executivo da EADS, Louis Gallois, defendeu o pacote de ajuda, sob o qual uma parte do valor será paga de volta com dinheiro das exportações do novo modelo.
"Não acho que ele (o superávit no caixa) muda nada. O dinheiro do pacote é para reduzir o nível de perdas que temos", disse Gallois à Reuters em um encontro de líderes empresariais em Paris. Um ano antes, o caixa da EADS era de 8,8 bilhões de euros.
O lucro operacional da EADS no primeiro trimestre mais que duplicou para 192 milhões de euros e a receita subiu 10 por cento, para 9,85 bilhões, apesar de queda no desempenho do setor de defesa. Apesar disso, a empresa sofreu prejuízo líquido de 12 milhões de euros por causa de efeitos cambiais.
Esperava-se que o grupo reportasse lucro operacional de 94,5 milhões de euros e receita de 9,21 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Reuters com dez analistas.
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