Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.

18 de maio de 2011

Finalmente, a dignidade!

Logo após a falência da saudosa VASP, suas aeronaves foram sendo canibalizadas em cemitérios nos aeroportos de todo o Brasil. Uma cena muito triste para todos os amantes da aviação... Quando a Infraero, em parceria com o CNJ, resolveram botar um ponto final nos cemitérios, confesso que cheguei a ficar com medo do que fosse acontecer com os 'breguinhas', medo de que fossem simplismente desmanchados, reciclados, ou qualquer coisa do gênero!!!!



Parte de minha angústia fica por conta de uma aeronave em especial, o B737-200, de matrícula PP-SMA, uma aeronave com uma história de dar inveja à muita gente!!!! O SMA, foi o primeiro Boeing da família 737 do Brasil e da América Latina. Foi recordista mundial, prestando seus serviços à VASP durante 35 anos (mais tempo do que muitos funcionários em qualquer empresa!!!!), e só parou de voar em 2004 por determinação do antigo DAC, pois, do contrário, teria voado ainda mais!



Essa aeronave chegou ao Brasil em 21 de abril de 1969, vindo diretamente da fábrica da Boeing, fazendo um voo rasante em São Paulo, juntamente com os outros 737 que a VASP recebera nesse dia (SMB, SMC, SMD), e possuía toa a tecnologia que so podia esperar de um avião à época. O PP-SMA, é o 737-2A1, com número de série 161, e, juntamente com os demais da frota da VASP, formavam a espinha dorsal da companhia.



Após a chegada do 737-300, o modelo -200 ficou conhecido com o apelido de Brega, em referência à novela "Brega e Chique", enquanto o -300 ficou conhecido como Chique. O apelido do modelo -300 não pegou, mas o do -200 sim, sendo carinhosamente chamado de breguinha até os dias de hoje.



Após a suspensão das operações em 2004, o PP-SMA foi encostado no cemitério em Confins (onde muitos acharam que lá seria o fim e o sepultamento para essa aeronave), onde foram retiradas as pinturas, logotipos, motores (incluindo suas carenagens), restando apenas a bandeira brasileira na porta e a matricula. No primeiro leilão da VASP em 2009, o SMA estava no lote nº 20, onde seria vendido como sucata, porém (graças à Deus), não recebeu nenhum lance e foi considerado sem licitante.



Hoje, recebi a feliz notícia de que o Museu TAM acolherá essa joia rara de nossa aviação!!!!!! “Há muito tempo somos cobrados para salvar as aeronaves que se deterioram lentamente em alguma praça ou aeroporto. O maior apelo sempre foi para o Boeing 737 da VASP, que foi o primeiro desse modelo a voar no País. Estamos orgulhosos por poder restaurar e preservar essa peça tão valiosa para a aviação comercial brasileira”, comemora João Francisco Amaro, presidente do Museu TAM.



A aeronave deve ser removida do aeroporto de Belo Horizonte/Confins ainda neste ano e transportada até o Museu por via rodoviária. “Ainda não sabemos como a restauração será feita nem quanto tempo vai durar, mas já podemos convocar como voluntários os antigos mecânicos da VASP para nos ajudar nesta gigantesca tarefa”, declara João Amaro.

Localizado em São Carlos, no interior paulista, o museu é a realização do sonho dos irmãos Rolim e João Amaro de preservar a história da aviação. A coleção do Museu TAM, que reúne o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea, começou com duas aeronaves: um Cessna 140 e um Cessna 195. Hoje, já são mais de 70 aviões em exposição, sendo que dois chegaram há pouco tempo. É o caso do Hawker Siddeley HS-125 (bimotor a jato doado pela FAB – Força Aérea Brasileira) e do Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher (réplica do famoso ultraleve norte-americano montado nas oficinas do Museu TAM).

Além das aeronaves, são atrações o espaço TAM Kids, o simulador de voo, a área que explica o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos, os 60 uniformes antigos da aviação, e o espaço Rolim, que conta a história e a trajetória da TAM e de seu fundador. O museu (Rodovia SP 318, km 249) tem ainda um auditório utilizado para palestras, conferências e eventos culturais.

Espero eu, que assim como a maioria das aeronaves do Museu, o PP-SMA tenha condições de voo novamente!!!!! Parabéns à TAM por manter viva e com dignidade a história do PP-SMA e da aviação brasileira.




Ficha técnica do PP-SMA
Comprimento: 30,53m
Envergadura: 28,30m
Altura: 11,28m
Motores/Empuxo: 2x turbofan Pratt & Whitney JT8D-17 / 16.000 lbs
Peso Máx. Decolagem: 10.9000 lbs (49.442 Kg)
Velocidade Máxima: 943 Km/h (503 Kt) 0.84 Mach
Alcance: 3.435 Km
Passageiros: 107 (última configuração interna)

Brasil, o país da obra emergencial

Dois galpões usados como depósitos pela Infraero e pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, serão transformados em terminais de passageiros, segundo estudo feito pela nova Secretaria de Aviação Civil, subordinada à Presidência da República. O projeto é concluir as obras, em caráter emergencial, até dezembro deste ano. Os galpões eram usados anteriormente pelas companhias Transbrasil e Vasp, que não existem mais.

(foto retirada do jornal O Estado de São Paulo)

Não haverá licitação para a escolha das empresas responsáveis pela transformação dos galpões em terminais de embarque remoto, sem o uso de "fingers", corredores suspensos que levam os passageiros até a porta dos aviões.

Por ser obra emergencial, passará por processo mais rápido de contratação. O orçamento do projeto deverá ser definido ainda nesta semana.

As obras em Guarulhos fazem parte de um pacote de medidas em estudo para contornar a saturação dos aeroportos brasileiros antes mesmo dos investimentos planejados para a Copa do Mundo - e que estão atrasados.

No caso dos dois novos terminais no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a decisão sairá antes mesmo do anúncio do modelo de concessão do terceiro terminal de passageiros.

Obra mais cara entre os investimentos programados para a Copa do Mundo, o terceiro terminal de Guarulhos tem custo estimado em mais de R$ 700 milhões e ainda não tem um modelo definido de concessão à iniciativa privada.

O plano anunciado pelo governo é fazer as obras já programadas nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos ( em Campinas) e Brasília por meio de parcerias com a iniciativa privada.

O modelo é definido por novos estudos em curso e contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

É provável que os editais só sejam lançados depois do leilão do primeiro aeroporto a ser privatizado, o de São Gonçalo do Amarante, em Natal. O leilão está marcado para 19 de julho.

Além dos terminais de Guarulhos, há outra obra emergencial prevista no Aeroporto Internacional de Brasília, que consiste na construção de mais um módulo operacional provisório de embarque e desembarque de passageiros, semelhante ao que já existe. O aeroporto de Brasília também passará por reforma na atual área de embarque.

As obras emergenciais serão acompanhadas de medidas de gestão nos aeroportos, de modo a melhorar a operação. Uma das medidas já anunciadas foi o funcionamento de salas para a integração dos serviços em torno de uma autoridade aeroportuária.

Esse modelo começará a operar em fase de teste nos dois aeroportos que também receberão obras emergenciais, Guarulhos e Brasília.

GOL e GE em prol da economia

A Gol informou hoje que foi formalizado o contrato de parceria com a GE para consultoria visando economia de combustível e redução da emissão de gases. Pelo contrato, a GE auxiliará a Gol a obter autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar procedimentos com RNP (Performance de Navegação Requerida), que visam reduzir o ruído, economizar combustível e, consequentemente, a emissão de gases poluentes na atmosfera.



"A GOL selecionou a GE para este projeto devido à sua trajetória de sucesso no desenvolvimento e implantação de programas de otimização de performance em todo o mundo", disse Adalberto Bogsan, vice-presidente Técnico da GOL. "Com seus serviços, a GOL poderá ampliar suas operações de forma rápida e segura, reduzindo as emissões e o consumo de combustível".

"Estamos muito satisfeitos em concretizar uma parceria tão importante como esta com a Gol. É um passo significativo para a aviação civil no Brasil, que, num futuro muito próximo, terá disponíveis soluções de alta tecnologia, como RNP AR, maximizando o uso do espaço aéreo no País, trazendo grandes economias no consumo de combustíveis e reduzindo a geração de ruído e emissão de gases", afirmou Sérgio Zuquim, Diretor de desenvolvimento de negócios PBN (Performance Based Navigation) para a América Latina.



Recentemente, a Gol, juntamente com a GE Aviation Systems, assinaram outro acordo, este de cinco anos, para a prestação de serviços de reparos e logística, denominado OnPoint. Esse é o primeiro estudo da GE que abrange todos os sistemas Boeing 737 Next Generation.

Memorial 17 de Julho

Depois de quase quatro anos, as vítimas do maior acidente da aviação brasileira devem receber a homenagem que as famílias esperam há muito tempo: a Praça Memorial 17 de Julho será o marco da tragédia do voo JJ 3054 da TAM, cujo avião explodiu ao bater em um prédio da empresa ao lado do Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo.

O projeto deve ser oficialmente anunciado pela Prefeitura no aniversário do acidente, em dois meses. O memorial será construído no ponto exato da colisão do avião, na Avenida Washington Luiz, 7.305, no Campo Belo. O escritório que venceu a licitação é o Moara Projetos e Gerenciamentos, da arquiteta Maria de Lourdes Carvalho.

A licitação foi vencida com um projeto orçado em R$ 86 mil. A ideia da arquiteta é fazer do terreno de 8,3 mil metros quadrados uma grande esplanada, com alguns bancos espalhados e cercada por um muro arredondado de pouco mais de um metro de altura. "Será um espaço de contemplação, quase um jardim japonês", explica.

O próximo passo é a licitação para a construção da obra, ainda sem data definida. O objetivo, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, é que isso ocorra o mais rapidamente possível.

16 de maio de 2011

Litoral paulista pode ganhar voos comerciais (finalmente)

O aeroporto de Itanhaém, na Baixada Santista, poderá receber voos regionais em seis meses. Administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), o Aeroporto Regional Doutor Antônio Ribeiro Nogueira Júnior precisa passar por pequenas adequações - como a aquisição de um aparelho de raio X - para estar pronto para começar a receber voos comerciais. "A ideia inicial é integrar a região à chamada "rota do petróleo", com voos para Rio, Macaé, Campos, Navegantes e Vitória", disse o prefeito de Itanhaém, João Carlos Forssell (PSDB).



Segundo Forssell, que se reuniu com representantes das empresas Trip e Passaredo, da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo (Abetar), do Daesp e do 4.º Comando Aéreo Regional da Aeronáutica, a pista já é adequada para os turboélices da ATR, aeronaves usadas pela Trip.



"Para os jatos da Passaredo pousarem aqui, precisaria instalar equipamentos de voo adicionais. Mas o investimento não é nada exorbitante. Calculo que sejam recursos na ordem de R$ 5 milhões", disse o prefeito, que acredita que o primeiro voo da Trip em Itanhaém deve ser feito em 180 dias. O Daesp informou que vai recapear as pistas em concorrência pública que será aberta no dia 31. O valor estimado da obra é R$ 2,3 milhões.

TAM iniciará operações no México no segundo semestre

A companhia aérea TAM vai começar a voar para o México este ano, expandindo seu alcance na América Latina em um momento em que se concentra na fusão com a chilena LAN e enfrenta aumento da concorrência no Brasil.

A empresa, que divulgou nesta segunda-feira lucro de 128,8 milhões de reais para o primeiro trimestre após prejuízo de 70,9 milhões um ano antes , ainda vai adicionar um segundo destino diário para Orlando, nos Estados Unidos.

A adição da Cidade do México marca o primeiro destino na América Latina atendido pela maior companhia aérea do país e acontece enquanto a rival Gol dedica seus esforços para atender o mercado doméstico, região do Caribe e América do Sul.

Segundo Líbano Barroso, presidente da TAM Linhas Aéreas, a companhia vai começar a voar para o México -e operar a segunda frequência diária para Orlando- no segundo semestre.

"Nossas operações internacionais vêm apresentando forte aumento há alguns anos (...) "Nossa estratégia é sempre buscar rotas com alta demanda de passageiros e carga e é por isso que estamos anunciando o voo direto para a cidade do México", disse Barroso em teleconferência com analistas.

No primeiro trimestre, a taxa de ocupação da TAM em voos internacionais subiu 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2010, para 79,6 por cento. Enquanto isso, o yield internacional, que mede preços de passagens, caiu 9,2 por cento em reais, para 14,8 centavos de real.

Enquanto arma sua estratégia internacional, a TAM se dedica a criar a maior companhia aérea da América Latina por meio da fusão com a chilena LAN, um projeto que deve voltar a andar não antes do final do ano.

A fusão, anunciada em agosto do ano passado, enfrentou questionamentos de consumidores do Chile e atualmente aguarda o crivo de um tribunal de defesa da competição chileno. Uma audiência pública está marcada para 26 de maio e a TAM vê com otimismo a aprovação do negócio.

"Após a audiência, os juízes tomarão uma decisão, mas sem um cronograma definido. Mas estamos no 'fast track' (caminho rápido) em virtude de manifestações do próprio tribunal. Acreditamos que teremos aprovação (da fusão) sim", disse o presidente do grupo TAM, Marco Antonio Bologna, durante teleconferência com analistas.
Segundo ele, o foco principal da TAM é concluir a fusão, algo que depende da empresa obter uma série de licenças em vários países, incluindo Europa, e que deve ocorrer "não antes do final do quarto trimestre".

Bologna evitou comentar com precisão se a TAM tem interesse na aérea estatal portuguesa TAP, que pode ser privatizada este ano, como parte do plano de recuperação financeira de Portugal. Uma fonte do governo brasileiro afirmou à Reuters no início do mês que o Brasil poderia financiar a aquisição pela TAM de uma parcela da TAP. A fonte comentou que a TAM havia procurado o governo para saber se poderia obter financiamento para participar da privatização da TAP.

AF447, caixas pretas estão intactas e legíveis

Investigadores conseguiram extrair com sucesso dados das duas caixas-pretas recuperadas do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico em 2009, disse a agência de investigação de acidentes aéreos da França, a BEA, nesta segunda-feira.
A transferência bem-sucedida inclui todas as informações do gravador de dados do voo, que monitora os sistemas da aeronave, e uma fita contendo as duas últimas horas de gravações de voz da cabine de pilotagem.

A realização aumenta as chances de que o mistério sobre a perda da aeronave Airbus A330, que matou todas as 228 pessoas a bordo em 2009, será finalmente resolvido.
Os gravadores do Airbus A330 foram retirados de uma profundidade de quase 4 quilômetros para a superfície do mar no começo de maio, após uma longa operação de busca que custou 50 milhões de dólares, e em seguida foram enviados para Paris, onde chegaram na quinta-feira passada.

Os dados agora serão analisados em detalhe, segundo a BEA. "Esse trabalho levará algumas semanas, e depois, um relatório interino será elaborado para ser publicado em meados do ano", afirmou a agência em comunicado.

Investigadores disseram anteriormente que qualquer informação retirada das caixas-pretas levaria meses para ser processada e que não esperavam emitir um relatório até o início de 2012.

TAM registra lucro no primeiro trimestre


A TAM obteve lucro líquido de R$ 128,8 milhões no primeiro trimestre deste ano e reverteu a situação de perdas no mesmo período de 2010, quando havia registrado prejuízo de R$ 71 milhões. O lucro operacional (EBIT) cresceu 43,6%, para R$ 110,2 milhões, na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. A receita operacional bruta aumentou 17,1%, para R$ 3,2 bilhões no mesmo período, sendo que o faturamento com passageiros em voos domésticos e internacionais cresceu 7,2%, para R$ 2,4 bilhões. O total de passageiros pagantes transportados atingiu 9,3 milhões, com alta de 11,9%. A companhia operou uma média diária de 881 voos no período.

"O bom desempenho apresentado pela TAM no primeiro trimestre reflete o impacto positivo dos alicerces que construímos para o novo período de crescimento da aviação brasileira. Temos hoje uma equipe de 29.110 pessoas, empenhada em oferecer serviços de alta qualidade", destaca o presidente da holding TAM S/A, Marco Antonio Bologna, lembrando que esse quadro é 3,3% maior que em dezembro de 2010. "Podemos destacar ainda nossa adesão à Star Alliance, que completa um ano neste mês de maio; a consolidação das atividades do Multiplus Fidelidade como companhia aberta; o desenvolvimento do modelo de franquias da TAM Viagens e a conquista de novos clientes pela TAM MRO, nossa unidade de negócios de prestação de serviços de manutenção e revisão de aeronaves."

O presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, explica que os bons resultados operacionais e financeiros refletem o sucesso dos esforços desenvolvidos pela companhia para a redução de custos operacionais, combinados com ações voltadas para ampliar ainda mais a prestação de serviços de alta qualidade aos passageiros. "Entre as novas ações com foco na conveniência e no conforto de nossos clientes, podemos citar as parcerias inéditas com a Pássaro Marron e a Princesa do Agreste, empresas interestaduais de ônibus das regiões Sudeste e Nordeste, respectivamente, para a venda combinada de passagens de ônibus e de bilhetes aéreos. Outra iniciativa importante é a inauguração de 17 novas lojas TAM Viagens em todo o Brasil neste ano, dentro do modelo de franquias implementado pela nossa operadora de turismo, que irá ampliar a rede das atuais 90 para 200 unidades franqueadas ainda em 2011."

Nas operações domésticas, que incluem as atividades da Pantanal, as receitas com passageiros cresceram 8,2% no primeiro trimestre, para 1,5 bilhão, na comparação com o mesmo período de 2010, e o número de clientes pagantes aumentou 11,5%, para 7,9 milhões. A demanda (RPK) cresceu 14,8% e, combinada com aumento da oferta (ASK) em 12,9%, elevou a taxa de ocupação (load factor) em 1,2 ponto percentual, para 70,4%. Já o preço médio pago por passageiro em cada quilômetro voado (yield) teve uma redução de 5,7%, para 18,2 centavos de real.



O primeiro trimestre de 2011 foi marcado pela elevada concentração de passageiros voando a lazer, acentuada pelo feriado de Carnaval, que, neste ano, foi em março, retardando o retorno do viajante de negócios. Isso resultou no aumento da taxa de ocupação e em uma consequente diluição do yield, uma vez que os clientes que viajam a lazer compram suas passagens com antecedência, pagando tarifas menores e utilizando bilhetes-prêmio do Programa TAM Fidelidade.

"Os números comprovam o sucesso da estratégia que implementamos para tornar as viagens de avião acessíveis para uma parcela cada vez maior da população, mantendo um serviço de alto nível de qualidade", ressalta Barroso. "No último dia 25 de abril, na volta do feriado de Tiradentes e da Semana Santa, 136 mil pessoas viajaram em nossas aeronaves, e batemos o recorde de passageiros transportados num único dia." De acordo com as estatísticas da Infraero, na mesma data, a TAM manteve uma pontualidade de 83,8% e regularidade de 98,7% nos voos domésticos.

Outro destaque do trimestre foi a assinatura, em 29 de março último, de uma carta de intenções, sem nenhum efeito vinculante, com a TRIP Linhas Aéreas, com o objetivo de identificar oportunidades para o fortalecimento e a expansão dos negócios por meio do desenvolvimento de uma aliança estratégica complementar ao acordo de codeshare (compartilhamento de código de voo) já existente entre as duas companhias. Nos termos da carta de intenções, a TAM poderá adquirir, ao final das negociações, uma participação minoritária no capital social da TRIP, representativa de 31% do seu capital social total, sendo 25% do seu capital social votante, e o restante em ações preferenciais.

Com esse acordo, a TAM procura capturar o crescimento do mercado e ter uma exposição mais significativa nas rotas de e para cidades de média densidade. Os voos atuais da TAM e da TRIP, em sua grande maioria, são complementares. A melhoria da conectividade poderá gerar um fluxo de passageiros ainda maior para as duas companhias.

Nas operações internacionais, as receitas com passageiros cresceram 5,6% no primeiro trimestre, para R$ 861,6 milhões, sempre na comparação anual, e o número de passageiros pagantes aumentou 14,2%, para 1,4 milhão. A TAM tem registrado demanda alta e consistente no mercado internacional, estimulada pelo fortalecimento do real principalmente no primeiro trimestre, cujo movimento é composto basicamente por passageiros que viajam a lazer, resultando em altas taxas de ocupação.



A demanda (RPK) cresceu 16,3% e, combinada com aumento da oferta (ASK) em 11,9%, elevou o load factor em 3 pontos percentuais, para 79,6%. Já o yield teve uma redução de 9,2%, para 14,8 centavos de real. Em dólar, a diminuição foi de 1,8%, para 8,9 centavos de dólar.

No segmento de cargas, houve recuo de 0,3% na receita, que somou R$ 255,1 milhões. De acordo com a TAM, "o desempenho foi resultado do aumento de 1,9% na receita doméstica combinada à redução de 2,1% na receita internacional, influenciado pela apreciação do real em 7,5%, quando comparamos a média da taxa de câmbio dos períodos".

Outras fontes de receita aumentaram 126,1% na comparação do primeiro trimestres de 2011 e com o mesmo período de 2010, atingindo R$ 542,8 milhões, devido principalmente à criação da Multiplus, que teve um crescimento em sua receita de 456,6% no período.