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18 de junho de 2012

Projeto 767

Um grupo de jovens empreendedores de Brasília planeja usar a carcaça abandonada de um Boeing 767-200 como espaço de trabalho coletivo para empresários. A ideia foi desenvolvida pelo advogado André Soares, de 27 anos, depois que ele viu aviões abandonados noaeroporto de Congonhas, em São Paulo.

“Retornando de uma viagem a São Paulo, avistei pela janelinha do avião as carcaças dos 767 da TransBrasil e daí veio o insight. Por que não num avião?”

Soares conta que, junto com os sócios Rafael Dutra, Gustavo Amora e Renan Carvalho, já estava procurando um lugar para reunir jovens empreendedores. “Tinha lembrado que nos EUA haviam casas feitas a partir da carcaça de aviões e que em Estocolmo havia um hostel construído na fuselagem de um Jumbo. Mas onde compraria um avião? Assim que cheguei em casa, vi uma reportagem sobre o programa Espaço Livre Aeroportos”, disse.

Lançado em fevereiro do ano passado, o programa da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, busca remover dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça ou que foram apreendidas em processos criminais.

“Temos atualmente 43 aeronaves de grande porte nos aeroportos. Elas estão em Manaus, Brasília, Salvador, Recife, Guarulhos, Confins e em São Luís, no Maranhão. São aviões da Varig, da Varig Log, da TransBrasil e da Vasp”, explica o juiz coordenador do programa Espaço Livre Aeroportos, juiz Marlos Melek.

Hoje, três unidades do modelo 767-200 estão abandonadas no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Elas integravam a frota da TransBrasil e, junto com três aeronaves que pertenciam à Vasp e que também estão no pátio do JK, representam 13,95% do total de carcaças de aviões de grande porte paradas em aeroportos brasileiros.

Para Soares, não há em Brasília incentivos para quem está começando ou pensando em começar um negócio. Ele diz que a cidade foi construída como símbolo de inovação, mas acredita que esse espírito se perdeu.

“Atualmente, quando se fala sobre Brasília as pessoas pensam em burocracia, governo, política, concursos públicos. Empreendedorismo, inovação e criatividade mal figuram no imaginário popular. Muitos dos que querem empreender e inovar, não encontram espaço e se mudam para outras cidades onde acreditam ter mais chances”, fala Soares.

Soares e seus sócios reuniram um grupo de colaboradores voluntários para o projeto – com profissionais de áreas como arquitetura, publicidade, marketing e audiovisual –, assim como jovens empresários interessados em utilizar a aeronave como espaço de trabalho.
Eles agora buscam parceiros para conseguir arrecadar o dinheiro necessário para a compra e para transporte da aeronave. Para ser removido, o avião precisa ser parcialmente desmontado. De acordo com o psicólogo Rafael Dutra, esse valor pode chegar a R$ 200 mil.

“Como o 767-200 é um avião de maior porte pode ser vendido por cerca de R$ 150 mil”, diz o coordenador do programa Espaço Livre Aeroportos, juiz Marlos Melek, da Corregedoria Nacional de Justiça.

O grupo também precisa conseguir um lugar para estacionar a aeronave. Caso eles comprem um 767-200 e não tenham para onde levar, vão ter que arcar com a manutenção do avião no aeroporto de Brasília.

De acordo com o coordenador do programa Espaço Livre, a estadia de uma aeronave de grande porte custa cerca de R$ 1,2 mil por dia, conforme tabela feita pela Infraero.

“Sem ter onde pousar é difícil captar recursos para a aquisição da aeronave e a reforma. Acreditamos que o 767 cumpra funções que são objetos de política pública, como o fomento ao empreendedorismo. No entanto a concessão de terra pública tem sido impossível. Partimos para a via intermediária, a UnB, que se mostrou simpática ao projeto e estamos caminhando para um alinhamento”, diz Soares.

O juiz Melek disse que já conseguiu autorização judicial para desmontar e vender 20 das 43 aeronaves paradas em aeroportos brasileiros, mas afirma que ainda não há previsão de quando elas serão leiloadas. “Cada aeronave está num processo diferente, com um juiz diferente. O que nós temos que fazer é nivelar esses processos.”

A "limpeza” dos aeroportos começou em Congonhas, em São Paulo, no ano passado. No ano passado, um avião da Vasp foi leiloado por R$ 133 mil. Melek diz que a situação no terminal era a mais grave, com nove aeronaves da Vasp ocupando uma área de 170 mil metros quadrados.

“Isso corresponde a 10% da área de Congonhas. Elas estavam em galpões velhos da companhia e ficaram paradas por seis, sete anos no aeroporto mais movimentado da América Latina”, explica Melek.

O juiz destaca que, em São Paulo, órgãos estaduais como o Tribunal de Justiça e o Ministério Público ingressaram no programa Espaço Livre, o que acelerou os trâmites processuais. Oo MPDF e o TJDF informaram que não têm iniciativas voltadas para a remoção das aeronaves do Aeroporto JK.

Das nove aeronaves que estavam em Congonhas, oito foram desmontadas e vendidas como sucata – a outra foi vendida inteira, como forma de preservar a memória da Vasp. Melek conta que a Justiça tentou leiloar por três vezes os aviões, mas não apareceu comprador interessado.

“Uma avaliação feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concluiu que todas as aeronaves já tinham perecido. Então leiloamos como sucata. O alumínio do avião é grosso, é uma liga muito resistente e difícil de reciclar. O material foi separado e atualmente está sendo utilizado na produção de panelas”, diz Melek.

De acordo com o juiz, o custo médio do desmonte de cada aeronave ficou em cerca de R$ 40 mil. Esse valor foi pago pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

“Ela [a Infraero] é grande interessada na liberação de espaço nos aeroportos e assumiu esse ônus para não tirarmos dinheiro da massa falida e dos trabalhadores dessas companhias, porque ela [Infraero] consegue recuperar esse investimento em um curto prazo.”

6 de fevereiro de 2012

Termina o leilão para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou nesta segunda-feira um leilão para transferir ao setor privado a exploração de três terminais aéreos internacionais: o de Cumbica, em Guarulhos, o de Viracopos, em Campinas e o Juscelino Kubitschek, em Brasília. O aeroporto de Brasília foi o que teve o maior valor acima da oferta mínima exigida pelo governo. O consórcio Inframerica Aeroportos levou a concessão na capital federal com a oferta de R$ 4,5 bilhões, ante preço mínimo de R$ 582 milhões - um ágio de 673%.

O consórcio formado por Invepar, OAS e a sul-africana ACSA, apresentou a melhor oferta econômica pela concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), no valor de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 375% sobre o preço mínimo de R$ 3,4 bilhões. Já o consórcio que inclui a Triunfo Participações e a francesa Egis Airport Operation fez a proposta financeira mais elevada pelo aeroporto de Viracopos (SP), de R$ 3,8 bilhões. O preço mínimo era de R$ 1,47 bilhão - um ágio de 159%.

Após a abertura das propostas na sede da Bovespa em São Paulo, os consórcios que fizeram as melhores propostas iniciais continuaram a disputa em um leilão viva-voz. Encerrado o tempo de lances, as ofertas totalizaram R$ 24,53 bilhões a serem pagos ao governo - um ágio médio de 347%. O grupo Inframérica Aeroportos, que ficou com o aeroporto de Brasília, conta com a Engevix e a argentina Corporación América, que no ano passado venceu a disputa pelo aeroporto São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

Conheça os vencedores do leilão:

Guarulhos (SP)
Consórcio: Invepar
Composição: Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura (cujos sócios são sócios os três maiores fundos de pensão do país – Previ, Petros e Funcef – e a construtora OAS, e administradores de rodovias como a Raposo Tavares e Rio-Teresópolis e da Linha Amarela, no Rio de Janeiro), com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%
Lance: R$ 16,213 bilhões
Ágio: 373,5%

Viracopos (Campinas, SP)
Consórcio: Aeroportos Brasil
Composição: Triunfo Participações e Investimentos (que já é concessionária de rodovias, portos e tem investimentos na área de geração de energia hidrelétrica), com 45%, UTC Participações (grupo de engenharia brasileiro com atuação na hidrelétrica de Tucuruí), com 45%, e Egis Airport Operation, da França, com 10%
Lance: R$ 3,821 bilhões
Ágio: 159,75%

Brasília
Consórcio: Inframérica Aeroportos
Composição: Infravix Participações (do grupo Engevix, que já opera o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte), com 50%, e Corporation America, da Argentina, com 50%.
Lance: R$ 4,501 bilhões
Ágio: 673,89%

5 de fevereiro de 2012

Leilão dos aeroportos vai com tudo!

Todas as empresas que apresentaram propostas para participar do leilão dos aeroportos, marcado para segunda-feira, foram habilitadas. Pelo menos onze consórcios entregaram documentação ontem na sede da BMF&Bovespa.

No entanto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não confirmou nem os nomes nem o número dos participantes.

"O número de propostas e o nome dos grupos proponentes serão divulgados apenas durante o leilão, à medida que os envelopes sejam abertos", afirmou a Anac, em comunicado. Já o nome dos integrantes de cada consórcio, só será tornado público oficialmente ao término do leilão.

Segundo a Anac, o objetivo é aumentar a "competitividade do leilão e maximizar a concorrência a fim de obter a maior contribuição fixa ao sistema aeroportuário."

Dentre a documentação entregue na sede da Bovespa estavam os lances mínimos para cada aeroporto e garantias de propostas.

Pelas regras do processo de concessão, marcado para segunda-feira, os grupos podem fazer propostas aos três aeroportos --Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília--, mas só é permitido arrematar um deles. A soma dos preços mínimos dos três é de R$ 5,5 bilhões.

Compondo os consórcios, estão grandes operadores internacionais, como a Changi, de Cingapura, que apresentou proposta em conjunto com a Odebrecht. A suíça Zurich AG entrou com a CCR, empresa controlada por Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e a alemã Fraport, do aeroporto de Frankfurt, com o grupo Ecorodovias.

Responsável pela operação de um dos aeroportos mais movimentados do mundo, o aeroporto de Heathrow, em Londres, a espanhola Ferrovial apresentou proposta em sociedade com a Queiroz Galvão e o BTG Pactual.

Com nove aeroportos da África do Sul sob sua administração, a ACSA apresentou proposta com a Invepar, empresa de investimentos em transportes do grupo OAS com fundos de pensão das estatais Previ, Petros e Funcef. O consórcio confirmou ter apresentado proposta para os três aeroportos.

O grupo francês Aéroports de Paris (ADP) e o grupo holandês Schipol, que administram respectivamente os aeroportos Charles De Gaulle, em Paris, e de Amsterdã, na Holanda, entraram juntos no leilão dos aeroportos do Brasil.

Eles firmaram um consórcio denominado Sócrates, que conta com a Construtora Carioca Engenharia, do Rio de Janeiro, e o Grupo GP Investimentos. De acordo com informações do grupo, foi formulada proposta para apenas um dos três aeroportos leiloados. O grupo não revelará qual.

O grupo Mexicano Asur (Aeropuertos del Sureste) confirmou oficialmente que apresentou propostas no leilão dos aeroportos brasileiros.

Em comunicado no site da empresa, o grupo informou que firmou parceria com a Advent Internacional, fundo de investimentos que controla a Brasif, dona dos free shops dos aeroportos nacionais, para entrar no leilão.

O grupo Asur opera nove aeroportos privatizados no México: Cancun, Merida, Cozumel, Vila Hermosa, Oaxaca, Vera Cruz, Huatulco, Tapachula e Minatitlan.

A construtora Galvão tinha negociações com o grupo alemão Flughafen München, do aeroporto de Munique, mas não confirmou propostas.

15 de outubro de 2010

Brasília

Ahhhh Brasília!!!!!

Bem vindo à capital federal do Brasil!!!!

uhahuhuahuahahuahuahuauhauahuahauhauauahahuahhauahauhuaha

Tá bom então... Como não podia ser diferente, essa cidade é o exemplo da política que nos acomete...
Enfim, a coisa aqui é meio grave, tipo um pesadelo para os tripulantes! Quando pousamos aqui o medo acomete todos a bordo! Nunca sabemos se continuaremos na mesma aeronave, não sabemos se continuaremos com a mesma escala... enfim, aqui é mais como uma roleta num cassino...

Hoje, por exemplo, fomos informados que devíamos receber o embarque para a outra tripulação... Até aí, tudo bem, mas o que acontece, é que depois de muita indecisão foi definido que a aeronave onde estávamos ficaria em terra por quase duas horas!! Minutos depois, vem nova informação dizendo que a mesma sairia em meia hora... Enfim, não nos foi informados a hora exata do voo, e também não foi informado o número do voo!!!!! Ou seja, a tripulação estava perdida no meio do avião!!!!!
huuhsuhshushushushushusuhsh

Após uns 20 minutos de incertezas, chega a tripulação do voo e finalmente fomo liberados!!!!!!

Coisas que só Braília pode te oferecer...

huauhuhauhauhahuauah