Speech de boas vindas!

Senhoras e Senhores,

Bem vindos ao blog "aqui em cima".

Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.

Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.

Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.

Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.

Obrigado.

15 de maio de 2011

Série Uniformes: Avianca

O mês de maio é um mês muito importante para mim, pois, há um ano, o blog tomava suas formas e ganhava os céus da internet; também há um ano, era eu quem ganhava minhas asas e iniciava minha jornada pelos céus do Brasil; além de quê, também é em maio que se comemora o dia do comissário de voo! Para homenagear um mês com tantos marcos assim, resolvi inaugurar uma nova série de post's a respeito dos uniformes da comanhias aéreas do mundo, sua história e um pequeno raio-x da companhia. Assim como a série Destinos, esta série terá post's mensais, com exceção ao mês de maio, que no dia 31 terá uma edição extra da série em homenagem aos comissários de todo o mundo.

Inaugurando essa nova série de post's, escolhi uma companhia aérea símbolo de história, inovação, pioneirismo e autenticidade. A Avianca representa tudo isso, pois é a companhia aérea mais antiga das Américas, sendo a segunda mais antiga do mundo!!! (Não farei um post referente à companhia mais antiga, pois a mesma não utilizava aviões, mas sim dirigíveis - "DELAG", Deutsche Luftschiffahrt-Aktiengesellschaft, que pode ser traduzido como Sociedade Alemã de Trasporte Dirigível).



A Avianca é a primeira companhia aérea comercial fundada nas Américas e a segunda no mundo. A sua criação ocorreu graças ao talento e ao espírito aventureiro dos alemães Werner Kaemerer, Stuart Hosie, Alberto Tietjen e dos colombianos Ernesto Cortizzos (o primeiro Presidente da companhia aérea), Rafael Palacio, Cristóbal Restrepo, Jacobo Correa e Aristides Noguera.

Estes visionários e sonhadores fundaram em 05 de dezembro de 1919, na cidade de Barranquilla (Colômbia), a Sociedade Colombo-Alemã de Transporte Aéreo - SCADTA.
A companhia realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e a população próxima de Puerto Colômbia, abordo de um Junker F-13 no qual foram transportadas 57 cartas. O vôo foi comandado pelo Piloto alemão Helmuth Von Krohn.



Já na metade da década de 20, superando muitos tropeços naturais, a SCADTA inaugurou as rotas internacionais que cobriam inicialmente destinos na Venezuela e nos Estados Unidos.Em 1937 a primeira companhia aérea das Américas adquiriu 10 Boeing 247 bimotores e graças a eles ampliou as rotas nacionais. Em outubro de 1939, já como Avianca, adquiriu os primeiros aviões DC 3 que chegaram ao país e voavam a incrível velocidade, para a época, de 200 milhas por hora.

Em 14 de junho de 1940 em Barranquilla, ante tabelião público, foi assinada a escritura de constituição da Companhia Aerovias Nacionais da Colômbia S.A. – a Avianca, graças à fusão da SCADTA, já em mãos norte-americanas e do SACO, Serviço Aéreo Colombiano.

(atual uniforme da companhia)

Participaram nisso cinco colombianos (os senhores Rafael Maria Palacio, Jacobo A. Corea, Cristobal Restrepo, Aristides Noguera e Ernesto Cortissoz) e os cidadãos alemães Alberto Teitjen, Werner Kaemerer e Stuart Hosie, e assumiu como primeiro Presidente da Avianca o senhor Martín del Corral.



Quito, Lima e Panamá, e logo Miami, Nova York e a Europa foram as rotas que em 1946 a Avianca começou a operar em DC4 e C54. Os aviões Lockeed Constellation 0749 e o Super Constellation 1049L, os maiores e mais rápidos da época, foram os que a Avianca adquiriu em 1951.

A grande façanha da aviação comercial colombiana também foi obra da Avianca em 1956, quando a companhia aérea se comprometeu a levar a delegação colombiana que devia participar nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália. Foram 61 horas de operação contínua, somente com escalas para abastecer a aeronave. Durante muito tempo foi considerada como a maior façanha da aviação do país.

(uniforme da década de 70)

Quatro anos depois a Avianca alugou dois Boeing 707 - 100 para servir rotas internacionais e em 24 de novembro de 1961 adquiriu os seus próprios Boeing 720, batizados com os nomes de Bolívar e Santander. 1976, ano importante para a Avianca, quando se converteu na primeira companhia aérea na América Latina em operar continuamente um Jumbo 747. Três anos mais tarde iniciou operações outro Jumbo, desta vez um 747 Combi, para a área de carga.

Em 1981 as possibilidades de serviço em terra para os passageiros em Bogotá se ampliaram graças ao moderno terminal aéreo que a Avianca pôs em funcionamento. A Ponte Aérea da Avianca serviu inicialmente as rotas para Miami, Nova York, Cali, Medellín, Pasto e Monteria. Logo depois, a Avianca adquiriu dois dos aviões mais modernos do mundo: Boeing 767 - 200 ER, os quais foram batizados com os nomes de Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio.

(uniforme da década de 90 até os anos 2000)

Em 10 de dezembro de 2004, a Avianca concluiu um dos mais importantes e ambiciosos processos de reorganização empreendidos: o processo do Capítulo 11. A Avianca conseguiu a confirmação do seu Plano de Reorganização que é apoiado financeiramente pelo consórcio brasileiro OceanAir/Grupo Synergy e pela Federação Nacional de Cafeteiros da Colômbia, o que permitiu à Companhia Aérea obter recursos por US$63 milhões de dólares nos 13 meses seguintes à saída do C-11.

O Plano, que contou com o apoio de 99.8% dos credores que votaram e que teve o respaldo majoritário do Comitê de Credores, se tornará efetivo assim que a Empresa emergir do C-11. De acordo com a legislação dos Estados Unidos, a Administração tem a obrigação fiduciária de considerar qualquer outra proposta de investimento até o vencimento do prazo final estipulado hoje.

(comissários em seu uniforme para o serviço de bordo)

Entretanto, dita oferta, além de ser melhor que a que foi aprovada pelos credores nacionais e internacionais da Avianca e confirmada hoje pela Corte, deve estar firme, ou seja, plenamente financiada e respaldada com depósitos em dinheiro não reembolsáveis ou por mecanismos equivalentes. Igualmente, deve ser de caráter vinculante.

Como se sabe, o único investimento que cumpre com estes requisitos é o da OceanAir/Grupo Synergy e o da Federação Nacional de Cafeteiros da Colômbia, a qual faz parte do Plano de Reorganização votado favoravelmente pelos credores e confirmado hoje pelo Juiz.

O Grupo Synergy é um importante conglomerado empresarial brasileiro de demonstrada solidez financeira. A sua grande fortaleza está no setor petroleiro, pois constrói, instala e faz manutenção em plataformas. Realiza explorações no Brasil, no Equador e na Colômbia. Outros negócios incluem a extração de gás nos Estados Unidos, a construção naval, infra-estruturas de telefonia, centrais de energia hidrelétrica, comunicações e uma companhia de exploração marinha de hidrocarbonetos, que se estende por nove países com mais de 5.000 colaboradores.

Quanto aos uniformes atuais, eles foram criados pelo designer colombiano Uribe Alonso, especialista em roupas femininas roupas formais e corporativos. Os uniformes foram escolhidos pela sua modernidade e elegância, bem como o seu toque de Colômbia, que transmitem a imagem da empresa. A Avianca se preocupa muito em preservar as suas raízes, trazendo à bordo de suas aeronaves o espírito colombiano através de seu serviço de bordo, e de seus elegantes e glamurosos uniformes. De acordo com a Avianca, "todos deveríamos usar do glamour de vez em quando".



Em sua missão corporativa, a Avianca preza pela segurança, honestidade, calidez, espírito de equipe e excelência; criando laços estritos entre os que estão à sua volta, buscando a perfeição com disciplina, inteligência e proatividade, atuando com respeito e transparência.

Comente com sua opinião, ela é muito importante para mim!!!!!

GOL corta custos

O aumento nos preços do petróleo nos últimos meses está fazendo com que as companhias aéreas passem por um processo de adaptação de custos. Para compensar a elevação de gastos com combustíveis por conta disso, a Gol está tomando diversas medidas para reduzir custos em outras áreas da companhia.

Uma dessas medidas foi o fechamento, no primeiro trimestre, de 1.100 postos de trabalho, o que possibilitará a economia de R$ 45 milhões para a aérea. De acordo com Leonardo Pereira, vice-presidente de Finanças da Gol, entre 200 e 250 funcionários foram demitidos em fevereiro e março, após indicações da consultoria Gradus, contratada pela companhia para reorganizar seu orçamento.

As outras vagas fechadas, segundo Pereira, correspondem a postos que estavam vagos e não foram reocupados.

A Gol também decidiu devolver antecipadamente duas aeronaves Boeing 767, gerando uma redução de despesas operacionais da ordem de R$ 20 milhões ao ano, a partir do segundo semestre de 2011.

Além disso, a companhia aérea decidiu descontinuar rotas que não geram retorno financeiro, como a entre São Paulo e Bogotá. "Estamos menos tolerantes em ter rotas que não estejam gerando retorno", afirma Pereira. "Também vamos voar mais e eliminar a improdutividade de aviões."

A companhia aérea divulgou na noite de terça-feira que registrou lucro líquido de R$ 110,5 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 362% na comparação com o mesmo período de 2010, puxado pela demanda recorde de passageiros. No mesmo intervalo, as despesas com combustíveis cresceram 21,4%.

"O mercado continua extremamente positivo, temos curva de demanda extremamente forte. A questão do aumento de combustíveis é uma realidade, a indústria vai passar por uma adaptação, mas mesmo assim os resultados da Gol estão muito bons", diz Pereira.

Além de tentar compensar o aumento de custos em outras áreas, a Gol também está revendo sua política hedge (proteção) contra as oscilações do preço do petróleo. O percentual dos gastos com combustíveis cobertos para 2011 subiu de 20% para 40% em abril e, segundo Pereira, pode chegar a 60% se for necessário.

De acordo com o balanço da companhia, as operações de hedge de consumo de combustível são feitas por meio de contratos de derivativos de petróleo cru (WTI) e representaram perdas de R$ 4,4 milhões no trimestre.

Rolê no exterior!

Apesar da profusão de promoções no mercado internacional, o analista Felipe Souza, da consultoria Lafis, descarta uma guerra tarifária entre as companhias estrangeiras e a TAM, única companhia brasileira a operar voos de longo curso para o exterior. "Como as internacionais têm uma escala produtiva muito maior que a da TAM, é difícil que o preço das passagens da empresa nacional interfira nos preços delas a ponto de se deflagrar uma guerra tarifária."

Embora uma disputa mais ferrenha da TAM com as estrangeiras seja pouco provável, a companhia brasileira não quer ficar para trás na onda de promoções e também tem lançado suas ofertas. Neste fim de semana, quem comprar uma passagem para Montevidéu por telefone, pode levar um acompanhante acrescentando US$ 10.

Estreantes. A maior parte das promoções de passagens internacionais é promovida por companhias estreantes no Brasil ou por aéreas que já atuam aqui e estão começando a operar novas rotas. Para essas empresas, os descontos agressivos são uma forma de conquistar os consumidores que decidem viajar para o exterior atraídos pelo dólar barato. "Há demanda por viagens internacionais e isso faz com que as empresas corram para capturar esse passageiro", avalia Souza.

Se por um lado há muitas ofertas, quem viaja na alta temporada ou precisa embarcar de última hora - como é o caso de executivos que se deslocam para fechar negócios - acaba pagando caro. "Às vezes, você quer embarcar por R$ 1.800 na classe econômica e não consegue. Só vai achar a R$ 3.000. Em julho, só estão disponíveis classes mais altas de tarifas por causa da demanda", afirma Andre Castellini, da consultoria Bain & Company.

Souza concorda e afirma que a margem das companhias vem aumentando. "O preço da tarifa comercial está caindo, mas as empresas aéreas têm uma estratégia de aumentar o valor das passagens corporativas, o que faz com que a margem não se reduza", explica.

"Nova" classe da Aerolíneas

A Aerolineas Argentinas lançou ao mercado a nova classe “Club Economy” que oferece maior flexibilidade de tarifas e mais agilidade na atenção em terra para os passageiros do segmento de negócios.



A “Club Economy” substituirá a classe “Club Condor” nos voos domésticos e regionais com um produto, que entre outras vantagens, oferece ter acesso a um check-in, embarque e retirada de bagagens prioritária, maior franquia de bagagem de mão e as trocas e reembolsos sem as penalidades habituais.

Na apresentação também se mostraram as novas opções de catering, o que esteve a cargo do chef Martiniano Molina, que supervisionou os flamantes menus. O ato se realizou no Palácio San Martin com a presença do presidente e gerente-geral da Aerolineas Argentinas, Mariano Recalde; o gerente de Área Comercial, Juan Pablo Lafosse e o gerente de Vendas, Diego Garcia, ante um número grande de convidados entre os que se encontravam representantes das principais agências de viagem, empresas corporativas e câmaras de turismo.

A “Club Economy” oferece a seus passageiros, além de uma franquia de bagagem de mão de 10 kg e 30 kg em bagagens despachadas, um “kit de confort” (em voos regionais) e acesso às exclusivas salas VIP, naqueles aeroportos que tenham este tipo de instalações.



Por outra parte, desde o dia 4 e até o dia 4 de novembro, os passageiros que viajarem na nova classe receberão 50% a mais de pontos por tramo em relação aos que o façam em classe turística, e após este período promocional os sócios do programa Aerolineas Plus receberão 25% a mais de pontos em relação aos que viajarem em econômica.

13 de maio de 2011

EADS vai bem, e como vai bem!!!!!

A EADS, controladora da Airbus, enfrentou nesta sexta-feira novas críticas sobre financiamento estatal depois que seu caixa atingiu recorde de 12,2 bilhões de euros (17,3 bilhões de dólares), apenas algumas semanas depois da companhia ter recebido promessas de governos europeus de que conseguiria pacote de ajuda para o projeto de uma aeronave.
O caixa, inchado com depósitos de companhias aéreas prontas para investir em novas aeronaves, confirma uma recuperação econômica e as ações da empresa subiram 5 por cento, impulsionadas por resultados fortes no primeiro trimestre.
Mas o caixa excedente é um ponto de distração para a EADS, que no mês passado acertou um financiamento com países europeus para o projeto do avião militar A400M e que pretende usar um disputado sistema de empréstimos estatais para o avião Airbus A350.
Na Alemanha, a oposição acusou a EADS de forçar os governos europeus a concederem financiamento para o A400M, sugerindo que a empresa franco-germânica poderia quebrar.
"Não faz sentido. Por um lado, a EADS insiste que precisa de um resgate, argumentando que a companhia acabaria sem ele. Mas seus resultados financeiros mostram uma coisa totalmente diferente", disse Omir Nouripour, membro do parlamento alemão e especialista em defesa.
"O senhor zu Guttenberg (ex-ministro da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg) parece ter se deixado enganar com dados falsos", disse Nouripour à Reuters em Berlim.
O presidente-executivo da EADS, Louis Gallois, defendeu o pacote de ajuda, sob o qual uma parte do valor será paga de volta com dinheiro das exportações do novo modelo.
"Não acho que ele (o superávit no caixa) muda nada. O dinheiro do pacote é para reduzir o nível de perdas que temos", disse Gallois à Reuters em um encontro de líderes empresariais em Paris. Um ano antes, o caixa da EADS era de 8,8 bilhões de euros.
O lucro operacional da EADS no primeiro trimestre mais que duplicou para 192 milhões de euros e a receita subiu 10 por cento, para 9,85 bilhões, apesar de queda no desempenho do setor de defesa. Apesar disso, a empresa sofreu prejuízo líquido de 12 milhões de euros por causa de efeitos cambiais.
Esperava-se que o grupo reportasse lucro operacional de 94,5 milhões de euros e receita de 9,21 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Reuters com dez analistas.

12 de maio de 2011

E, por falar em Infraero...

O representante da Infraero, Walter Américo Souza, superintendente de planejamento de aeroportos,admitiu que a empresa pública não sabe o que fazer com seus aeroportos, afirmando que não há um plano B para o caso de as obras não ficarem prontas a tempo para a Copa do Mundo de 2014.

"Estamos trabalhando junto com governos locais e estaduais para ver o que está acontecendo, estamos aprendendo com as lições da Copa da África e teremos uma solução no futuro próximo", ressaltou Souza.

O assessor técnico da diretoria de infraestrutura da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Dorieldo Prazeres, alertou para o fato de que julho, mês da Copa, é um mês de muita neblina em Guarulhos, período em que o aeroporto fecha com frequência e muitos voos são obrigados a alternar para outros aeroportos.

"Há um perigo de interrupção na Copa e não tenho ideia de qual seria o plano de contingência para lidar com isso", declarou Prazeres durante um seminário sobre aeroportos na América Latina.

"Qual seria a opção quando Guarulhos fechar? Campinas é uma preocupação pois também está saturado", questionou ele. Além de Guarulhos, o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, também costuma fechar por problemas de neblina.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, reiterou, ontem, o interesse do estado em assumir o Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim. Segundo ele, caso a transferência seja aceita, o estado iniciaria rapidamente o processo para "promover uma parceria com o setor privado".

Para acelerar as obras nos aeroportos, a Infraero promete contratar uma empresa gestora de projetos, com profissionais altamente qualificados para acompanhar os empreendimentos previstos para todos os terminais de cidades-sede da Copa, afirmou uma fonte envolvida no assunto. A Infraero precisa fazer concurso público, mas enfrenta dificuldades, diante dos baixos salários oferecidos.

Infraero diz que obras do aeroporto de São Luis serã entregues até setembro

O superintendente da Infraero para a Região Norte, Paulo Roberto Pereira, garantiu durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que o terminal de passageiros do aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, interditado desde o mês de março, será reaberto em setembro, conforme calendário de obra elaborado pela empresa estatal.

“Estamos trabalhando com esforços concentrados para que no prazo de 150 dias, conforme informamos anteriormente, o terminal seja reaberto ao público”, afirmou Pereira.

A audiência pública, coordenada pela Comissão de Obras e Serviços Públicos da AL, foi promovida a pedido do deputado Neto Evangelista (PSDB) e teve como objetivo esclarecer todas as dúvidas da população maranhense acerca da interdição do terminal. Os prejuízos causados aos milhares de usuários que diariamente passam pelo aeroporto foi outro tema muito discutido.

Paulo Roberto Pereira relatou, mais uma vez, os motivos que levaram a Infraero a interditar o saguão de embarque e desembarque – no dia 16 de março, técnicos da empresa descobriram que parte da estrutura de metal do teto estava cedendo. Disse que a interdição, apesar de ainda estar causando transtornos aos usuários – o embarque e o desembarque estão sendo feitos em áreas improvisadas – não resultou em cancelamento ou atrasos de vôos.



Informou que a interdição ocasionou um atraso na execução de melhorias que a empresa pretende fazer no aeroporto. “Até o final deste ano, além da climatização do saguão, iríamos ampliar os setores de embarque, desembarque, do bloco administrativo e da área de estacionamento. Infelizmente, devido ao problema detectado no teto, que resultou na interdição, só poderemos concluir estes serviços no final do ano que vem ou começo de 2013”, anunciou o superintendente informando que as referidas melhorias irão custar aos cofres públicos federais cerca de R$ 11 milhões e garantirão mais qualidade no atendimento até o ano de 2017.

AF447, os encaixes das peças do quebra cabeças estão em andamento

O BEA (Birô de Investigações e Análises), órgão do governo francês responsável pela investigação do acidente com o voo 447 da Air France, informou que apenas na segunda-feira (16) será possível saber se as informações contidas nas caixas-pretas do avião poderão ser recuperadas.



Os dois aparelhos, resgatados do fundo do Atlântico nos dias 1º e 3 de maio, chegaram hoje à França e foram "apresentadas" para a imprensa.

"Na segunda-feira vamos anunciar em que situação estão as caixas-pretas que registram os parâmetros de voo e as conversas na cabine dos pilotos", afirmou o diretor do BEA, Jean Paul Troadec. "Diremos em que estado estão as caixas-pretas, se as informações podem ser recuperadas ou se são necessários trabalhos complementares para obter as informações."

Segundo Troadec, o aspecto exterior dos aparelhos é bom, o que prova que resistiram à queda no oceano, mas não é possível afirmar ainda se os dados foram preservados. Ele disse acreditar "bastante" que o órgão possa utilizar os dados na investigação do acidente.

O BEA considera que uma falha nos sensores de velocidade --as sondas Pitot-- foi um dos fatores do acidente, mas acredita que só terá a explicação definitiva da tragédia se conseguir analisar os dados das caixas-pretas do Airbus A330.

As duas caixas, que ficaram quase dois anos submersas a 3.900 metros de profundidade, foram apresentadas nos mesmos recipientes plásticos transparentes com água em que foram colocadas quando içadas ao navio Ile de Sein. Os recipientes foram selados, com um carimbo de cera, por se tratarem de provas em uma investigação judicial.

A Procuradoria francesa supervisiona os trabalhos do BEA, já que, na investigação judicial, Air France e Airbus são processadas por homicídios culposos (não intencionais).

O promotor público de Paris, Jean Quintard, afirmou que a prioridade de sua investigação é conhecer as circunstâncias do acidente para que se determine os responsáveis, um trabalho para o qual, segundo ele, não é necessário recuperar os corpos que permanecem entre os restos do avião.

No entanto, o representante do Ministério Público assegurou que alguns familiares das vítimas manifestaram seu desejo de recuperar os corpos e declarou que "a Justiça não é insensível" a dor dessas pessoas.

Os dois corpos resgatados do oceano estão em um laboratório e os resultados dos testes que tentam extrair seu DNA deverão ser conhecidos na próxima quarta-feira (18).

As caixas-pretas serão abertas na tarde desta quinta-feira na sede do BEA, em Le Bourget, nos arredores de Paris, na presença de um oficial da polícia francesa.



Segundo o BEA, o primeiro passo será limpar e secar o equipamento, o que deve levar dois dias, antes que se possa tentar extrair os dados contidos nos cartões de memória, por meio de um decodificador.

Caso os cartões de memória tenham sofrido corrosão ou outro tipo de desgaste, os investigadores poderão levar semanas para conseguir ler as informações. Segundo Troadec, nesse caso será necessário reconstituir o conjunto de dados de cada cartão usando técnicas sofisticadas.

Com os dados em mãos, a equipe do BEA vai analisar as informações e os investigadores deverão ter rapidamente um panorama geral dos motivos da queda do avião.

Um estudo mais detalhado dos dados das caixas-pretas e também de outras peças do avião porém, levará meses para ser concluído. O BEA prevê divulgar um relatório definitivo sobre o acidente até o início de 2012.