Os pousos e decolagens nos dois aeroportos de Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque) permanecem suspensos, pelo menos, até as 19 horas (de Brasília), segundo decisão do Comitê de Crise. As operações dos terminais aéreos foram interrompidas na noite de ontem devido à nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, em atividade desde o dia 4 de junho.
Havia estimativa de retomada dos voos no início desta tarde, mas o Serviço Nacional de Meteorologia (SNM) argentino informou que não há mudanças na direção do vento e, portanto, a nuvem vulcânica continua afetando o céu da capital federal e região metropolitana.
A primeira confirmação de suspensão dos voos partiu das empresas LAN, Aerolíneas Argentinas e Austral. As demais companhias ainda não emitiram notas sobre a medida, mas a Administração Nacional de Aviação Civil da Argentina (Anac) confirmou que a decisão do comitê é "continuar atuando de acordo com os protocolos e as recomendações estabelecidas em matéria de segurança operacional para este tipo de evento, o que limitará as operações aéreas, enquanto permaneçam as cinzas na zona de influência".
O comitê é formado por representantes da Secretaria de Transportes, da Anac, do SNM, das companhias aéreas e outros organismos.
No final desta tarde, a situação voltará a ser examinada para determinar se os voos poderão ser retomados à noite. Mas a suspensão poderia durar mais tempo se as previsões meteorológicas forem confirmadas. Segundo o relatório do SNM, "o vento continua soprando do sudeste e não haveria variações nas próximas 30 horas". O relatório informou que "continua registrando a presença de cinza vulcânica no espaço aéreo" e que o problema afeta também Uruguai e Nova Zelândia".
Speech de boas vindas!
Senhoras e Senhores,
Bem vindos ao blog "aqui em cima".
Obeservem o número da poltrona no cartão de embarque.
Junto as saídas de emergência, não é permitida a acomodação de crianças ou colocação de bagagens.
Acomodem a bagagem de mão no compartimento acima ou embaixo da poltrona à sua frente.
Lembramos que os pertences de mão trazidos a bordo são de responsabilidade dos clientes.
Obrigado.
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13 de junho de 2011
11 de junho de 2011
Puyehue para de atrapalhar o Brasil, mas continua dando dor de cabeça
A nuvem de cinza lançada após a erupção do vulcão chileno Puyehue deve chegar neste sábado à Nova Zelândia, podendo afetar o tráfego aéreo do país como ocorreu na Austrália e na América do Sul.
O porta-voz da Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, Bill Sommer, afirmou que os aviões terão de variar sua altitude de voo para evitar as cinzas, em caso de a nuvem alcançar a Ilha Sul, informou Radio New Zealand.
Sommer explicou que está previsto que a nuvem de cinzas se situe entre 20 mil e 30 mil pés de altura, o nível de voo da maioria das aeronaves da aviação civil, e afete durante vários dias o tráfego aéreo na Ilha Sul, assim como da cidade de Christchurch. Apesar da presença das nuvens de cinzas na região, a Autoridade de Aviação Civil do país não espera que ocorram atrasos ou cancelamentos.
Na sexta-feira, os efeitos da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue começam lentamente a se dissipar, e trouxeram normalidade ao tráfego áereo na Argentina. À tarde, os aeroportos de Buenos Aires, Ezeiza e Aeroparque, voltaram a operar depois de dois dias fechados. Os voos nos dois terminais da capital argentina só devem ser normalizados na segunda-feira, segundo o jornal argentino Clarín.
Voos para Chapelco e Bariloche, no sul do país, continuam suspensos até a próxima quarta-feira. Na tarde deste sábado, a companhia Aerolíneas Argentinas colocou à disposição um voo especial trazer de volta tanto passageiros que estão presos na Terra do Fogo, na Patagônia, como os que tentam regressar à região.
Somente na quinta-feira, mais de 300 voos foram cancelados em Buenos Aires. Segundo o jornal argentino Clarín, a Aerolíneas Argentinas e a subsidiária Austral informaram que os passageiros afetados pelas suspensões poderão deixar suas passagens em aberto durante um ano a partir da data de emissão.
No Uruguai, o Aeroporto de Carrasco em Montevidéu reabriu neste sábado, com pousos e decolagens. O terminal havia deixado de operar desde as 6h locais de quinta-feira por causa da nuvem de cinzas, que afetou 6 mil passageiros e 130 voos.
Na quinta-feira, o presidente uruguaio, José Mujica, suspendeu a visita agendada à capital da Argentina por falta de condições de voo, disse um porta-voz do governo à Reuters, e um encontro de ministros das Finanças e chefes de bancos centrais da América do Sul marcado para esta sexta-feira foi cancelado.
Buenos Aires é um dos principais pontos de conexão aérea para a América do Sul, com dezenas de voos diários para outros países da região, assim como Europa e EUA. Além dos dois aeroportos que atendem Buenos Aires, sete outros regionais na Argentina foram fechados por conta da nuvem de cinzas vulcânicas.
As cidades turísticas de Bariloche e Villa La Angostura - esta a 40 km do vulcão chileno Puyehue - são as mais afetadas pela situação. O resort de Bariloche, no sul da Argentina, estava coberto de cinzas e autoridades locais pediram às pessoas para ficar em casa e não dirigir por conta da baixa visibilidade.
O Puyehue, que estava adormecido desde 1961, entrou em erupção no sábado 4 de junho, provocando uma nuvem de cinzas sobre os Andes e atrapalhando o tráfego aéreo na América do Sul há dias. A cadeia de vulcões Puyehue-Cordon Caulle tem cerca de 2 mil vulcões e é a segunda maior do mundo, atrás apenas da Indonésia.
Essa foi a mais recente em uma série de erupções vulcânicas no Chile nos últimos anos. O vulcão chileno Chaitén entrou em erupção de maneira espetacular em 2008 pela primeira vez em milhares de anos, arremessando rochas derretidas e uma vasta nuvem que chegou à estratosfera.
O porta-voz da Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, Bill Sommer, afirmou que os aviões terão de variar sua altitude de voo para evitar as cinzas, em caso de a nuvem alcançar a Ilha Sul, informou Radio New Zealand.
Sommer explicou que está previsto que a nuvem de cinzas se situe entre 20 mil e 30 mil pés de altura, o nível de voo da maioria das aeronaves da aviação civil, e afete durante vários dias o tráfego aéreo na Ilha Sul, assim como da cidade de Christchurch. Apesar da presença das nuvens de cinzas na região, a Autoridade de Aviação Civil do país não espera que ocorram atrasos ou cancelamentos.
Na sexta-feira, os efeitos da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue começam lentamente a se dissipar, e trouxeram normalidade ao tráfego áereo na Argentina. À tarde, os aeroportos de Buenos Aires, Ezeiza e Aeroparque, voltaram a operar depois de dois dias fechados. Os voos nos dois terminais da capital argentina só devem ser normalizados na segunda-feira, segundo o jornal argentino Clarín.
Voos para Chapelco e Bariloche, no sul do país, continuam suspensos até a próxima quarta-feira. Na tarde deste sábado, a companhia Aerolíneas Argentinas colocou à disposição um voo especial trazer de volta tanto passageiros que estão presos na Terra do Fogo, na Patagônia, como os que tentam regressar à região.
Somente na quinta-feira, mais de 300 voos foram cancelados em Buenos Aires. Segundo o jornal argentino Clarín, a Aerolíneas Argentinas e a subsidiária Austral informaram que os passageiros afetados pelas suspensões poderão deixar suas passagens em aberto durante um ano a partir da data de emissão.
No Uruguai, o Aeroporto de Carrasco em Montevidéu reabriu neste sábado, com pousos e decolagens. O terminal havia deixado de operar desde as 6h locais de quinta-feira por causa da nuvem de cinzas, que afetou 6 mil passageiros e 130 voos.
Na quinta-feira, o presidente uruguaio, José Mujica, suspendeu a visita agendada à capital da Argentina por falta de condições de voo, disse um porta-voz do governo à Reuters, e um encontro de ministros das Finanças e chefes de bancos centrais da América do Sul marcado para esta sexta-feira foi cancelado.
Buenos Aires é um dos principais pontos de conexão aérea para a América do Sul, com dezenas de voos diários para outros países da região, assim como Europa e EUA. Além dos dois aeroportos que atendem Buenos Aires, sete outros regionais na Argentina foram fechados por conta da nuvem de cinzas vulcânicas.
As cidades turísticas de Bariloche e Villa La Angostura - esta a 40 km do vulcão chileno Puyehue - são as mais afetadas pela situação. O resort de Bariloche, no sul da Argentina, estava coberto de cinzas e autoridades locais pediram às pessoas para ficar em casa e não dirigir por conta da baixa visibilidade.
O Puyehue, que estava adormecido desde 1961, entrou em erupção no sábado 4 de junho, provocando uma nuvem de cinzas sobre os Andes e atrapalhando o tráfego aéreo na América do Sul há dias. A cadeia de vulcões Puyehue-Cordon Caulle tem cerca de 2 mil vulcões e é a segunda maior do mundo, atrás apenas da Indonésia.
Essa foi a mais recente em uma série de erupções vulcânicas no Chile nos últimos anos. O vulcão chileno Chaitén entrou em erupção de maneira espetacular em 2008 pela primeira vez em milhares de anos, arremessando rochas derretidas e uma vasta nuvem que chegou à estratosfera.
9 de junho de 2011
Vulcão Puyehue, no Chile, volta a causar transtornos
Nuvens do vulcão chileno Puyehue, que entrou em erupção no Chile no sábado, voltaram nesta quinta-feira à região metropolitana da capital Argentina, Buenos Aires, afetando o funcionamento dos aeroportos. Como medida de prevenção de acidentes aéreos, todos os voos voltaram a ser cancelados.
As estatais Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral, que na quarta-feira haviam decidido manter os cancelamentos restritos ao sul do país, paralisaram os demais voos, da mesma forma que a chilena Lan e outras companhias que operam em Buenos Aires.
Em consequência da nuvem de cinzas, a companhia brasileira TAM anunciou que cancelou nesta quarta-feira suas operações nos aeroportos de Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai), enquanto a GOL suspendeu suas atividades nas capitais argentina e uruguaia.
No aeroporto de Cumbica, Guarulhos, 16 voos foram afetados. As companhias TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram cinco chegadas de Buenos Aires e uma de Montevidéu e três partidas para Buenos Aires, quatro para Montevidéu e uma para Punta del Este. Além disso, há dois atrasos de voos para Buenos Aires.
No aeroporto do Galeão, Rio, 19 voos foram afetados, também segundo a Infraero. As companhias TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram seis chegadas de Buenos Aires, três de Montevidéu e duas de Santiago do Chile e suspenderam cinco partidas para Buenos Aires, duas para Montevidéu e duas para Santiago do Chile.
Na noite de quarta-feira, a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) havia antecipado em comunicado que, "se forem mantidas as atuais condições metereológicas", as cinzas ficarão suspensas sobre a área metropolitana e sobre a capital".
Com 65 quilômetros de largura, a nuvem está a 12 mil metros de altura e se movimenta no sentido sudoeste-nordeste. Em comunicado, a Anac lembrou que continuam fechados os aeroportos de Neuquén, Bahía Blanca, Bariloche, Trelew, Chapelco, Esquel e Puerto Madryn.
As estatais Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral, que na quarta-feira haviam decidido manter os cancelamentos restritos ao sul do país, paralisaram os demais voos, da mesma forma que a chilena Lan e outras companhias que operam em Buenos Aires.
Em consequência da nuvem de cinzas, a companhia brasileira TAM anunciou que cancelou nesta quarta-feira suas operações nos aeroportos de Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai), enquanto a GOL suspendeu suas atividades nas capitais argentina e uruguaia.
No aeroporto de Cumbica, Guarulhos, 16 voos foram afetados. As companhias TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram cinco chegadas de Buenos Aires e uma de Montevidéu e três partidas para Buenos Aires, quatro para Montevidéu e uma para Punta del Este. Além disso, há dois atrasos de voos para Buenos Aires.
No aeroporto do Galeão, Rio, 19 voos foram afetados, também segundo a Infraero. As companhias TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram seis chegadas de Buenos Aires, três de Montevidéu e duas de Santiago do Chile e suspenderam cinco partidas para Buenos Aires, duas para Montevidéu e duas para Santiago do Chile.
Na noite de quarta-feira, a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) havia antecipado em comunicado que, "se forem mantidas as atuais condições metereológicas", as cinzas ficarão suspensas sobre a área metropolitana e sobre a capital".
Com 65 quilômetros de largura, a nuvem está a 12 mil metros de altura e se movimenta no sentido sudoeste-nordeste. Em comunicado, a Anac lembrou que continuam fechados os aeroportos de Neuquén, Bahía Blanca, Bariloche, Trelew, Chapelco, Esquel e Puerto Madryn.
8 de junho de 2011
Vulcão chileno dá show de imagens e já atrapalha operações no Brasil
Depois que cancelou voos na Argentina, a nuvem cinzas do vulcão chileno Puyehue-Cordón Caulle já começa a afetar voos que partiriam do Brasil para quatro países. Os passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foram informados pela companhia aérea TAM que todas as partidas com destino a Buenos Aires, Montevidéu, Foz do Iguaçu, Lima e Santiago estão canceladas. A empresa ainda não tem informações sobre voos partindo de outras cidades brasileiras para estes destinos, contudo, a Infraero confirma que pelo menos cinco partidas do Rio para Buenos Aires já foram canceladas.

A assessoria de imprensa da Infraero não informou quais companhias operam os voos cancelados, mas as rotas são feitas pela Gol, TAM e Aerolíneas Argentinas. A Gol mantem os voos para Buenos Aires nos paineis da Infraero em Guarulhos, porém a cidade já foi atingida por uma nuvem de cinzas, provocando uma paralisação nos aeroportos locais.
Também houve atrasos e cancelamentos de voos no aeroporto local de Buenos Aires, no Aeroparque. O aeroporto da cidade argentina de Bariloche, permanecia fechado por falta de visibilidade. O principal centro de esqui da América do Sul e nas proximidades estavam cobertos de cinza.
Estradas tiveram trânsito interrompido, incluindo uma importante passagem na fronteira entre Chile e Argentina, além da rodovia Cardenal Samore, fechada por causa da escassa visibilidade e do acúmulo de cinzas.

Autoridades alertaram que no momento não há motivo para maiores preocupação, mas recomendaram que moradores de Buenos Aires deixem os reservatórios de água cobertos.
A medida teve por objetivo garantir a segurança dos clientes e da tripulação. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), as nuvens vulcânicas apresentam em seu componente material semelhante ao vidro que, em contato com as turbinas, pode derreter e provocar danos, até o apagamento dos motores das aeronaves.
Ainda conforme a nota divulgada pela TAM, a previsão é de que os voos operem normalmente nos aeroportos de Buenos Aires, na Argentina, Assunção e Ciudad del Este, no Paraguai, Santiago, no Chile, e Foz do Iguaçu, no Paraná. A empresa deve programar voos extras para transportar os clientes afetados pelos cancelamentos desta terça o mais rápido possível.

De acordo com a assessoria da empresa GOL, não há definições sobre novos cancelamentos nesta quarta-feira, pois a situação na maioria dos terminais tende a se normalizar.
Os aeroportos de Buenos Aires voltaram a operar no final da tarde desta terça-feira(07/06), após terem sido superadas as más condições provocadas pela nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, informou a Aviação Civil do país. "O aeroporto de Ezeiza e o Aeroparque Jorge Newbery se encontram abertos e operantes. Em Ezeiza já estão reprogramados vários voos ao exterior", disse a Administração Nacional da Aviação Civil (ANAC) em sua página na web.

As empresas locais Aerolíneas Argentinas e Austral informaram que "tendo em vista o melhoramento das condições meteorológicas pela dispersão da nuvem vulcânica e por se encontrarem plenamente garantidas as condições de segurança, serão retomadas paulatinamente as operações".
Segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a camada de fumaça está concentrada na faixa de 5.200 a 7.600 metros de altitude.

“No momento, as nuvens afetam uma pequena porção do espaço aéreo brasileiro próximo a fronteira com o Uruguai”, informou o major Antonio Marcio Ferreira Crespo, gerente nacional do fluxo de tráfego aéreo.
Segundo ele, há previsão de modificação de rotas e destinos de forma que as aeronaves não pousem em aeroportos impactados pelas nuvens. Até a tarde desta terça, no entanto, o maior impacto nos aeroportos brasileiros está, segundo o major, “muito mais relacionado a problemas meteorológicos do que propriamente em relação a nuvens vulcânicas”.
“Não existe possibilidade de essa nuvem impactar o aeroporto de Porto Alegre, salvo em acontecendo alguma modificação muito significativa no comportamento de uma frente fria que está vindo da região Sul e poderia causar algum impacto, mas no momento a previsão não denota impacto em Porto Alegre”, afirmou.
Os dados mais recentes foram apresentados nesta tarde, segundo a FAB, no Rio de Janeiro, a representantes de empresas aéreas, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O centro informou que acompanha a evolução da nuvem por meio de informações trocadas com o Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação. O CGNA monitora a mudança de destinos das aeronave e os desvios necessários para que os voos não atravessem a área de risco.
A assessoria de imprensa da Infraero não informou quais companhias operam os voos cancelados, mas as rotas são feitas pela Gol, TAM e Aerolíneas Argentinas. A Gol mantem os voos para Buenos Aires nos paineis da Infraero em Guarulhos, porém a cidade já foi atingida por uma nuvem de cinzas, provocando uma paralisação nos aeroportos locais.
Também houve atrasos e cancelamentos de voos no aeroporto local de Buenos Aires, no Aeroparque. O aeroporto da cidade argentina de Bariloche, permanecia fechado por falta de visibilidade. O principal centro de esqui da América do Sul e nas proximidades estavam cobertos de cinza.
Estradas tiveram trânsito interrompido, incluindo uma importante passagem na fronteira entre Chile e Argentina, além da rodovia Cardenal Samore, fechada por causa da escassa visibilidade e do acúmulo de cinzas.
Autoridades alertaram que no momento não há motivo para maiores preocupação, mas recomendaram que moradores de Buenos Aires deixem os reservatórios de água cobertos.
A medida teve por objetivo garantir a segurança dos clientes e da tripulação. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), as nuvens vulcânicas apresentam em seu componente material semelhante ao vidro que, em contato com as turbinas, pode derreter e provocar danos, até o apagamento dos motores das aeronaves.
Ainda conforme a nota divulgada pela TAM, a previsão é de que os voos operem normalmente nos aeroportos de Buenos Aires, na Argentina, Assunção e Ciudad del Este, no Paraguai, Santiago, no Chile, e Foz do Iguaçu, no Paraná. A empresa deve programar voos extras para transportar os clientes afetados pelos cancelamentos desta terça o mais rápido possível.
De acordo com a assessoria da empresa GOL, não há definições sobre novos cancelamentos nesta quarta-feira, pois a situação na maioria dos terminais tende a se normalizar.
Os aeroportos de Buenos Aires voltaram a operar no final da tarde desta terça-feira(07/06), após terem sido superadas as más condições provocadas pela nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, informou a Aviação Civil do país. "O aeroporto de Ezeiza e o Aeroparque Jorge Newbery se encontram abertos e operantes. Em Ezeiza já estão reprogramados vários voos ao exterior", disse a Administração Nacional da Aviação Civil (ANAC) em sua página na web.
As empresas locais Aerolíneas Argentinas e Austral informaram que "tendo em vista o melhoramento das condições meteorológicas pela dispersão da nuvem vulcânica e por se encontrarem plenamente garantidas as condições de segurança, serão retomadas paulatinamente as operações".
Segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a camada de fumaça está concentrada na faixa de 5.200 a 7.600 metros de altitude.
“No momento, as nuvens afetam uma pequena porção do espaço aéreo brasileiro próximo a fronteira com o Uruguai”, informou o major Antonio Marcio Ferreira Crespo, gerente nacional do fluxo de tráfego aéreo.
Segundo ele, há previsão de modificação de rotas e destinos de forma que as aeronaves não pousem em aeroportos impactados pelas nuvens. Até a tarde desta terça, no entanto, o maior impacto nos aeroportos brasileiros está, segundo o major, “muito mais relacionado a problemas meteorológicos do que propriamente em relação a nuvens vulcânicas”.
“Não existe possibilidade de essa nuvem impactar o aeroporto de Porto Alegre, salvo em acontecendo alguma modificação muito significativa no comportamento de uma frente fria que está vindo da região Sul e poderia causar algum impacto, mas no momento a previsão não denota impacto em Porto Alegre”, afirmou.
Os dados mais recentes foram apresentados nesta tarde, segundo a FAB, no Rio de Janeiro, a representantes de empresas aéreas, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O centro informou que acompanha a evolução da nuvem por meio de informações trocadas com o Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação. O CGNA monitora a mudança de destinos das aeronave e os desvios necessários para que os voos não atravessem a área de risco.
24 de maio de 2011
Lá vamos nós de novo...
Pouco mais de um ano depois, uma nova nuvem vulcânica procedente da Islândia volta a gerar problemas para o tráfego aéreo do norte da Europa. Hoje, (24), cerca de 500 voos foram cancelados entre o Reino Unido e a Irlanda, em razão das cinzas geradas pela erupção do vulcão Grimsvotn, Nesta terça, a região tem cerca de 704 voos programados. A Escócia também foi afetada.
Brian Flynn, responsável de operações da Agência Européia para Segurança em Navegação Aérea – o Eurocontrol –, explicou pela rede social Twitter que as cinzas cobrem nesta terça-feira a maior parte da Escócia e da Irlanda do Norte e se deslocarão ao longo do dia para afetar o sul da Escandinávia, a Dinamarca e, provavelmente, o norte da Alemanha.
As autoridades norueguesas anunciaram nesta terça-feira o fechamento parcial de seu espaço aéreo a partir das 03 horas de Brasília por causa da concentração cinza. Flynn indicou que a nuvem vulcânica pode seguir seu curso em direção ao sul conforme avança a semana, aproximando-se de França e Espanha, embora tenha advertido que as previsões ainda não são precisas.
Segundo a Eurocontrol, o vulcão islandês continua em erupção, mas de forma menos intensa que em dias anteriores, pelo que a concentração de cinzas no ar é menor. Os baixos níveis de concentração não impedem que os aviões voem, segundo lembrou Flynn, enquanto em casos de alta concentração depende do tipo de aeronave e de outras circunstâncias.
A Agência não determinou o fechamento do espaço aéreo britânico mas recomendou cautela. A nova ameaça pode acabar se estendendo até o final da semana para os espaços da França e Espanha. Hoje, a erupção passou a ter menor intensidade que nos dias anteriores.
O comissário europeu para assuntos de transprotes, Slim Kallas, tão criticado pela decisão assumida no ano passado descartou a possibilidade de uma suspensão geral no espaço aéreo europeu. Afirmou que a 'UE aprendeu a lição', referindo-se aos acontecimentos de 2010 que geraram enormes prejuizos às companhias aéreas e problemas inúmeros para os passageiros.
Brian Flynn, responsável de operações da Agência Européia para Segurança em Navegação Aérea – o Eurocontrol –, explicou pela rede social Twitter que as cinzas cobrem nesta terça-feira a maior parte da Escócia e da Irlanda do Norte e se deslocarão ao longo do dia para afetar o sul da Escandinávia, a Dinamarca e, provavelmente, o norte da Alemanha.
As autoridades norueguesas anunciaram nesta terça-feira o fechamento parcial de seu espaço aéreo a partir das 03 horas de Brasília por causa da concentração cinza. Flynn indicou que a nuvem vulcânica pode seguir seu curso em direção ao sul conforme avança a semana, aproximando-se de França e Espanha, embora tenha advertido que as previsões ainda não são precisas.
Segundo a Eurocontrol, o vulcão islandês continua em erupção, mas de forma menos intensa que em dias anteriores, pelo que a concentração de cinzas no ar é menor. Os baixos níveis de concentração não impedem que os aviões voem, segundo lembrou Flynn, enquanto em casos de alta concentração depende do tipo de aeronave e de outras circunstâncias.
A Agência não determinou o fechamento do espaço aéreo britânico mas recomendou cautela. A nova ameaça pode acabar se estendendo até o final da semana para os espaços da França e Espanha. Hoje, a erupção passou a ter menor intensidade que nos dias anteriores.
O comissário europeu para assuntos de transprotes, Slim Kallas, tão criticado pela decisão assumida no ano passado descartou a possibilidade de uma suspensão geral no espaço aéreo europeu. Afirmou que a 'UE aprendeu a lição', referindo-se aos acontecimentos de 2010 que geraram enormes prejuizos às companhias aéreas e problemas inúmeros para os passageiros.
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