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3 de abril de 2012

British Airways faz pintura especial em suas aeronaves para as Olimpíadas!


Inspirada pelo espírito olímpico que toma conta da Grã-Bretanha, a British Airways decorou nove aviões da companhia aérea British Airways com o aspecto de uma pomba para celebrar a realização e o espírito dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, anunciou nesta terça-feira a empresa no aeroporto de Heathrow.

Para transformar a fuselagem das aeronaves em uma representação da ave reconhecida universalmente como o símbolo da paz, a British Airways contou com uma parceria entre a artista Tracey Emin e o desenhista Pascal Ansom.

A ideia de Pascal é brincar com a percepção das pessoas, algo que as fiça olhar para o céu pensar: é um pássaro? Um avião? Assim, tentou traduzir através da pintura dourada penas e detalhes de uma pomba. O modelo escolhido foi o A319, de quase 12 metros de altura e 34 de cumprimento. Seu objetivo, segundo disse, não era criar uma imagem de característica fotográfica de uma pomba, mas sim uma representação.

Há grande simbologia envolvida na escolha da pomba como meio de homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos: segundo Pascal Anson, representa um símbolo de paz e unidade social, era usada nas Olimpíadas da antiguidade para enviar mensagens a vilas e cidades distantes e teve papel fundamental nos Jogos de Londres, em 1948.

Auxiliado por Tracey, os desenhos de Ansom aproveita a forma dos aviões para dar um aspecto de real ao projeto. Desta forma, a cabine da aeronave se transforma na cabeça da pomba, assim como o estabilizador horizontal na cauda. As asas, seguindo este mesmo conceito, foram cobertas por plumas desenhadas em traços dourados.

Em um dos hangares da British Airways, situado no principal aeroporto de Londres, Tracey foi encarregada de apresentar a primeira "pomba" que levantará voo, um Airbus A319. Segundo a empresa, a decoração deverá ser mantida durante um ano.

"A primeira vez que vi o desenho de Pascal comecei a sorrir. O avião é algo universal. Todo mundo vai entender", afirmou Tracey, que foi vencedora do prêmio Turner em 1999 com a obra "My Bed". Nesta, a artista apresentava a própria cama rodeada de lixos domésticos e toda desarrumada.

Segundo a artista, a iniciativa deste projeto espera "devolver a emoção de viajar ao passageiro", que, a partir de agora, passará a olhar o céu cada vez que escutar um avião sobrevoando Londres para tentar identificar alguma das "pombas" da British Airways.

Além da idealização das "pombas", a companhia aérea anunciou mais duas surpresas adicionais para comemorar a realização da 30º edição das Olimpíadas da era moderna na capital britânica, que serão iniciadas dia 27 de julho e concluídas no dia 12 de agosto.

Os cozinheiros britânicos Heston Blumenthal e Simon Hulstone criaram uma série de menus para os voos de longa duração da companhia. Os pratos vão resgatar o mesmo cardápio usado pela British Airways em 1948, data em que Londres recebeu os Jogos Olímpicos pela última vez.

A partir desta segunda, os aviões da companhia também deverão exibir o curta "Boy", assinado pelo cineasta londrino Prasanna Puwanarajah. Sem fugir da temática, o filme narra a história de um carpinteiro responsável pela pista do velódromo de um Parque Olímpico.

São Paulo receberá centro de tecnologia da Boeing

A norte-americana Boeing anunciou nesta terça-feira (3) que pretende abrir ainda neste ano um centro de pesquisa e tecnologia em São Paulo, para promover parcerias com pesquisadores e universidades do país no desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais, com investimento inicial estimado em entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões anuais.

O Brasil será o sexto país fora dos Estados Unidos a abrigar um centro de pesquisa da Boeing, que já mantém departamentos voltados para o desenvolvimento de inovação e novas tecnologias na Espanha, Austrália, Rússia, Índia e China – nestes dois últimos países, abertos em 2009.

Segundo a fabricante de aeronaves, a ideia é que o centro no Brasil comece a ser estruturado a partir de maio. Inicialmente, a unidade funcionará dentro do escritório da empresa em São Paulo, e o foco será identificar potenciais parcerias com centros de pesquisas avançadas locais. O modelo não envolve necessariamente instalações avançadas ou contratação de dezenas de engenheiros.

"Esperamos ter algo parecido com a China, com uma equipe reduzida, procurando inicialmente entender as tecnologias mais trabalhadas no Brasil", disse Al Bryant, vice-presidente de pesquisa e tecnologia da empresa, responsável pela montagem do novo centro.

A Boieng não divulgou o valor do investimento no Brasil. “Nos outros países, o valor de investimento no estágio inicial foi entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões por ano. Acredito que a tendência seja essa”, afirmou Bryant.

Segundo o executivo, o foco de pesquisa no Brasil inclui biocombustíveis de aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais avançados, ligas de nova geração, e tecnologias de suporte de serviços.

Embora admita que entre ambições da empresa no Brasil está ser escolhida pelo governo brasileiro para a oferta de novos caças para a Aerounática – a fabricante concorre com a francesa Dassault e a sueca Saab -, a Boenig diz que o centro de pesquisa no Brasil representa um interesse de longo prazo no país, independe do modelo F-18 ser escolhido ou não na disputa.

“Caça é venda, o centro é investimento”, afirmou a presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinak. “Se o F-18 não ganhar a concorrência, vai ser completamente igual. Esse centro de pesquisa vai se estabelecer e trabalhar com muitos parceiros brasileiros”, garantiu.

A executiva afirmou que o centro de pesquisa garante maior presença da empresa no país e reforça seu interesse na disputa. Ela considera natural, no entanto, o assunto ser um dos temas a serem dependidos pelo governo norte-americano durante a próxima visita da presidente Dilma Roussef aos Estados Unidos.

“Seria natural aproveitar a visita da presidente para falar não somente da concorrência do FX, mas também da parceria que os dois países podem estabelecer na área de aviação, tanto militar como civil, e na área de tecnologia e pesquisa”, afirmou.

A compra de novos caças para a Aeronáutica está em discussão desde o governo Lula. O ex-presidente deixou a decisão sobre a compra para a sucessora. A expectativa é que a escolha possa ser anunciada ainda neste primeiro semestre.

A Boeing prevê que o Brasil irá adquirir mais de 1.000 aviões nos próximos 20 anos a um custo de mais de US$ 100 bilhões de dólares.

Demissões na GOL

A GOL Linhas Aéreas comunicou nesta segunda-feira (2) a demissão de 131 funcionários, sendo 86 pilotos (copilotos) e 45 comissários. De acordo com informações do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), as demissões foram realizadas levando em "consideração os acordos de licença não remunerada e o número de funcionários que manifestaram interesse em deixar a empresa".

As demissões envolveram tripulantes que estavam em processo de admissão ou em fase de treinamento e que não chegaram a obter a homologação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Diante desses desligamentos, a empresa informou ao sindicato que encerra o processo de demissão para redução de força de trabalho. "A direção do SNA tentou junto à empresa evitar as demissões, mas a companhia foi intransigente em afirmar a necessidade dos cortes", afirma o sindicato em nota.

Após passar por uma pressão nos custos de combustíveis, aeroportuários e de variação cambial, a GOL revisou seus planos de voos. Segundo o presidente Constantino de Oliveira Jr., a companhia está reduzindo a margem entre 100 e 80 voos diários, cerca de 8%, entre os meses de março e abril, para aplacar os custos inerentes destes voos. A empresa opera cerca de 1.150 voos diários.

"Todo esse movimento é no sentido de adequar a nova realidade da companhia", disse Constantino, durante coletiva de imprensa em 27 de março. Segundo o executivo, a companhia busca se adaptar às premissas macroeconômicas, aos preços do dólar e do petróleo.

GOL contrata novo pacote de dados para sua frota

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes, maior companhia low-cost da América Latina, escolheu a SITA, empresa líder mundial em soluções de comunicação e TI para a indústria aérea, e seu parceiro de tecnologia Flightman para o fornecimento de um novo pacote eletrônico de dados ou Electronic Flight Bags (EFB). A solução unifica a comunicação entre aeronave e operações terrestres, e será implantada em toda a frota da GOL de 130 unidades do modelo Boeing 737-NG.

O contrato de cinco anos, que será anunciado na Cúpula Latino-americana de Aviação (FIDAE), inclui o fornecimento pela SITA de aplicativos e serviços para aeronaves. Esta é uma solução inovadora que utiliza o novo modelo de integração EFB (Electronic Flight Bags) da SITA para minimizar o desafio de unir a tecnologia EFB com os sistemas de TI das companhias aéreas. O serviço da SITA será executado no hardware EFB da GOL, que oferece os principais benefícios para modernizações. Localizado no cockpit, o sistema integra a comunicação aérea com hardware e software para permitir a troca de informações em tempo real entre a aeronave e as operações terrestres da companhia aérea.

Os EFBs são uma aquisição bem-vinda a bordo dos aviões, pois reduzem os custos operacionais relacionados aos processos baseados em papel. Apoiam a segurança das operações, reduzindo o risco de erro humano, melhoram os serviços de atendimento ao cliente, minimizando os impactos negativos e reduzindo significativamente a carga de trabalho da tripulação aérea e o pessoal de terra. O valor real do hardware EFB vem do fornecimento com conectividade aos sistemas centrais das companhias aéreas e adaptação dos aplicativos aos diversos processos de negócios da companhia.

Os aplicativos e os serviços para aeronaves desenvolvidos pela SITA eliminam o desafio de conectividade, garantindo a entrega segura de dados através de múltiplos canais – celular, WiFi do aeroporto ou via satélite – usados por cada companhia aérea. Se exigido pela companhia aérea, também pode aproveitar a infraestrutura ACARS da SITA, que é usada por mais de 12.000 aeronaves em todo mundo e fornece monitoramento pró-ativo e gerenciamento de desempenho. O serviço da SITA também pode ser rapidamente configurado para se adaptar aos processos de negócios já existentes e futuras necessidades operacionais de cada companhia aérea.

Para a GOL, o serviço EFB da SITA irá agilizar os processos em torno da aeronave, conectando e integrando a aeronave com a infraestrutura de TI existente na companhia aérea. Permitirá aos pilotos da GOL a recuperação de planos de voo e manutenção de documentos importantes de forma mais rápida e fácil do que nunca.

O Capitão Adalberto Bogsan, VP da GOL, diz: “Essa solução da SITA e da Flightman é a mais completa do mercado. Nosso time da GOL gosta especialmente dos recursos de gerenciamento de fluxo de trabalho do aplicativo de software da Fligthman, porque permite que a tripulação tenha medidas mais eficientes para encontrar as informações necessárias que minimizam a carga de trabalho de voo. Ter a integração da SITA com as aeronaves é fundamental e vai garantir que tenhamos um sistema robusto que se integra totalmente a toda companhia aérea e aos nossos diversos sistemas de TI, o que nos permite aumentar a produtividade, reduzir o desperdício e ter uma plataforma em vigor para o futuro crescimento.”

Philip Clinch, VP de serviços a aeronave da SITA, diz: “Mais e mais companhias aéreas estão reconhecendo os benefícios que os EFBs fornecem para suas operações. Agora, a SITA está oferecendo às companhias aéreas uma solução gerenciada que potencializa a experiência combinada de nossos parceiros EFB, consultoria técnica EFB da SITA, equipe de integração de sistemas, serviços de comunicação e gerenciamento de dispositivos extensivos. Ao escolher nossos serviços, é possível eliminar a dor de cabeça de lidar com vários parceiros, celulares, WiFi e satélites e desfrutar de uma única infraestrutura gerenciada.”

Joe McGoldrick, CEO da Flightman, diz: “Estamos entusiasmados em oferecer a solução EFB a GOL, que permitirá a otimização de seus processos operacionais ao redor da aeronave. Com conteúdos sendo publicados cada vez mais em formatos eletrônicos, os benefícios empresariais da implantação de uma solução nas aeronaves que estão conectados aos sistemas de retaguarda das companhias aéreas têm sido claramente demonstrados."

Como parte do fornecimento de aplicativos e serviços da SITA, a equipe da SITA irá trabalhar com a GOL para garantir que a companhia obtenha todos os benefícios operacionais, econômicos e de segurança adquiridos a partir de um programa EFB. Isso inclui um processo gerenciado com workshops para analisar casos de negócios, apoio para obter aprovações regulamentares para uso e suporte do programa de gestão de mudanças internas da companhia aérea.

A implementação já começou na GOL e quando as aprovações regulamentares estiverem completas, a solução EFB será utilizada pela equipe da GOL em 130 aeronaves com o hardware selecionado. A SITA também está realizando discussões e workshops com diversas companhias aéreas sobre como esta infraestrutura gerenciada pode servir tanto para companhias com 25 aeronaves como para aquelas com mais de 600.

GOL não vai nada bem na bolsa

Dizer que a ação de uma companhia aérea passa por uma turbulência é um baita clichê, mas não há melhor maneira de descrever o que têm acontecido com os papéis da brasileira GOL (GOLL4). A empresa sente as dificuldades recentes do setor aéreo, após um período de forte crescimento, que acompanhou o aumento da renda da população. Este ano, porém, o crescimento deve ser mais modesto.

“O setor cresceu 15% em 2011 e agora esperamos uma desaceleração, com crescimento de 7%”, estima Claudia Oshiro, economista da Tendências Consultoria. A demanda está muito associada aos preços das passagens, que devem ter novo reajuste para cima em 2012. “No ano passado, dois fatores puxaram a alta nas tarifas: o preço do querosene de aviação e o dólar, já que muitos custos de manutenção são dolarizados”, afirma Amaryllis Romano, também da Tendências.

A estimativa da consultoria é de um dólar cotado em R$ 1,70 no final do ano, o que deve fazer com que esse fator não pressione tanto o preço das tarifas. O valor do combustível e da mão de obra, porém, devem sim pesar no bolso das empresas. Mas esses são fatores que afetam todas companhias do setor, seja de capital aberto ou fechado. Dentro da bolsa, a GOL parece ter sangrado mais que a TAM.

Numa análise de períodos mais longos, os desempenhos de TAM (TAMM4) e GOL estão muito diferentes no Ibovespa. Em um mês, por exemplo, as ações da TAM sobem 13,34%, enquanto os papéis da GOL têm queda de 16,97%. Em 12 meses, a diferença também fica evidente. Enquanto os papéis da TAM têm valorização de 47,36%, os da GOL caem 44,31%.

Segundo analistas da corretora Prosper, a diferença acontece basicamente por uma questão de gestão. Por ser uma empresa maior, a TAM teria mais facilidade para diluir seus custos e ser menos impactada pelos fatores que influenciam o mercado como um todo. Há ainda a expectativa de que a fusão com a LAN crie sinergias que aumentem essa possibilidade de melhor gestão dos custos.

A GOL anunciou um plano para reduzir o número de voos diários, que diminuirá os custos por meio de licenças não remuneradas e demissões voluntárias. A expectativa da Prosper é que os resultados possam começar a ser colhidos a partir do segundo semestre.

Após a divulgação de resultados da GOL, o J.P. Morgan reduziu o preço-alvo estimado para as ações da empresa de 19 reais para 15,50 reais no final do ano, um potencial de valorização de 23,70%. Embora o potencial de retorno esperado esteja em linha com uma recomendação de compra, em relatório distribuído para clientes, o analista Fernando Abdalla decidiu manter a recomendação de “neutro” para os papéis.

“Reforçamos nossa visão de que a demanda vai continuar muito sensível aos aumentos de preço, mas reconhecemos uma perspectiva um pouco mais otimista em relação aos custos, que a companhia luta para reduzir”, afirma o analista no documento.

O Credit Suisse está ainda menos otimista com os papéis. O banco rebaixou a recomendação para as ações da GOL de neutro para ‘underperform’ (desempenho abaixo da média do mercado). O preço-alvo para os papéis também diminuiu de 15 reais para 12 reais, valor abaixo do atual.

“Acreditamos na continuação de um cenário desafiador para os lucros da GOL, explicado pelas pressões do aumento no preço de combustíveis e uma moeda depreciada”, afirmam os analistas Luiz Otavio Campos e Viccenzo Paternostro em relatório distribuído para clientes.

Os analistas da Fator Corretora também seguem cautelosos e reforçaram a recomendação de “manutenção” das ações. Em relatório distribuído para clientes, a analista Jacqueline Lison reforçou que os resultados vieram muito baixos, embora acima das expectativas, e também destacou o plano de corte de custos da GOL.

Os analistas do Deutsche Bank parecem ser os mais otimistas em relação ao desempenho da empresa e mantiveram a recomendação de compra após a divulgação de resultados.

“A GOL tem as peças certas para uma reviravolta: estabilidade no crescimento da capacidade, corte de custos e serviços em novos nichos de mercado. Agora a companhia precisa executar esse plano. Dado o sucesso passado da atual administração, acreditamos que a empresa está pronta para o desafio”, afirmam os analistas Michael Linenberg, Richa Talwar e Catherine O'Brien em relatório enviado para clientes.

Redução de frota não deve afetar preços

Mesmo com a redução de aeronaves e diminuição de tripulantes, o preço das passagens aéreas não deve sofrer reajustes.

Em função da previsão menor de demanda neste ano, a TAM informou que deve encerrar 2012 com 157 aeronaves, em vez de 159. Além disso, a empresa reduzirá a frota doméstica em sete aviões narrow body (de apenas um corredor de circulação), e não apenas em quatro, como havia anunciado no ano passado.

Segundo a empresa, vários fatores contribuíram para a revisão da estimativa de crescimento, como as incertezas que cercam a economia mundial, com um cenário de volatilidade.

De acordo com a aérea, a estratégia não deve comprometer os valores para o consumidor. “A TAM trabalha com o conceito de ‘revenue management’, o que permite oferecer a tarifa mais adequada para cada perfil de cliente, desde aquele que procura um bom desconto promocional até o que tem compromissos inadiáveis e pode precisar viajar a qualquer momento, com o máximo de facilidade. O que direciona o preço da companhia é a demanda de cada perfil de cliente”, informou em nota.

Já a Gol informou que reduziu em torno de 80 voos e demitiu 131 tripulantes, a fim de garantir um quadro de funcionários compatível com as necessidades operacionais.

Porém, a empresa afirmou que manterá o atendimento aos 63 destinos nacionais e os 13 internacionais que compõem sua malha, sem reajustar as tarifas. “Os clientes que viajam a lazer, que programam suas viagens com antecedência, continuam beneficiando-se de preços atrativos na malha aérea da companhia. Trabalhamos continuamente para reduzir custos e repassar essa redução para nossos clientes. Mantemos o compromisso de oferecer preços competitivos com os cobrados pelas empresas de ônibus interestaduais em nossos destinos”, disse em nota.

TAM Executiva terá mais um centro de manutanção e venda de aeronaves

Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, o Aeroporto de Aracati começa a ganhar força. Nesta terça-feira (03), o governador Cid Gomes e o Presidente da TAM Aviação Executiva, Fernando Pinho, assinarão o Memorando de Entendimentos para oficializar a instalação de um centro de tecnologia, manutenção e comercialização de aeronaves, além de prestação de serviços aeronáuticos da companhia aérea.

Esta base operacional no Litoral Leste vai atender aos mercados das regiões Norte e Nordeste, além da América Central, oferecendo serviços técnicos para aviões executivos de pequeno e médio portes.

O contrato inclui a cessão de espaço para hangar de 10 mil m² por 10 anos, renováveis por mais 10, e incentivos equivalentes a 50% do valor de construção da base, orçada em R$ 26 milhões, sendo R$ 13 milhões da empresa e outros R$ 13 milhões do Governo do Estado. As obras dos hangares de manutenção da TAM vão começar em abril e devem se estender por oito meses. O Centro vai entrar em operação logo após a inauguração do Aeroporto.

Segundo as cláusulas do Termo, a TAM vai priorizar a contratação de mão de obra local, introduzir tecnologia, recrutar e formar trabalhadores e ser parceira do Estado em programas de formação de mão de obra especializada voltados para o setor aéreo. O Governo crê que a parceria vá criar 150 empregos diretos logo no início das operações do Centro.

Além de destacar a importância do novo Centro, Cid Gomes, aproveitou a ocasião para ressaltar o interesse do Estado em firmar novas parcerias com empresa. “O próximo ponto com a TAM é pensar num hobby para ser instalado no Pecém, que servirá de ponto de reunião para a América Latina”, destacou. Ele também sugeriu a instalação de um voo direto para Miami, nos Estados Unidos. “O Ceará tem demanda para pelo menos dois voos semanais”, explicou.

Sobre o Centro, o Presidente da TAM destacou que esse empreendimento deverá ser maior que o de Jundiaí, instalado no interior paulista, que também funciona para aviação executiva. O Centro em Aracati vai oferece serviços técnicos para aviões executivos de pequeno e médio portes e deverá ficar pronto em oito meses. “Já vamos começar a parte de investimentos, que inclui equipamentos e treinamento de mão de obra. Vamos evoluir paralelo a construção para que quando finalizadas as obras a gente ganhe tempo”, explicou Fernando Pinho.

No memorando assinado nesta terça-feira, fica estabelecido a cessão de espaço (hangar) de 10 mil metros quadrados por 10 anos, renováveis por mais 10, e incentivos equivalentes a 50% do valor de construção da base, orçada em R$ 26 milhões. Deste valor, R$ 13 milhões serão destinados da empresa e outros R$ 13 milhões do Governo do Estado.

O presidente da TAM Aviação Executiva, Fernando Pinho, terminou o encontro agradecendo a cordialidade com que o Governo do Estado “sempre atende a empresa”. Ele também destacou o profissionalismo com o turismo é trabalhado no Ceará. “É muito impressionante a forma como o Governo do Estado tem incentivado esse setor”, ressaltou.

Setor aéreo tem melhor fevereiro da história

O setor aéreo teve, em 2012, o melhor mês de fevereiro desde o ano 2000, com aumento de 12,9% na demanda doméstica e de 15,06% na oferta de voos em relação a fevereiro de 2011, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Tam e Gol, as maiores companhias nacionais, perderam fatia de mercado para a Azul, que pela primeira vez registrou participação superior a 10%, e Avianca, que ficou com 4,68%.

As duas líderes, no entanto, ainda detêm, juntas, 73,58% do mercado.

A estratégia de redução de frota adotada por Gol e TAM para se recuperar dos prejuízos registrados no ano passado deve levar a Azul a aumentar ainda mais sua participação no mercado doméstico de passageiros em 2012. Ao contrário das concorrentes, a empresa de David Neeleman deve ampliar sua frota de 52 aeronaves para 66 no fim deste ano.

"Como a Azul é líder em taxa de ocupação e deve adicionar 14 aviões este ano, em um momento em que as principais concorrentes têm dito que vão enxugar ou ter taxa de crescimento próximo de zero, estamos otimistas", disse o diretor de Marketing da companhia, Gianfranco Beting.

A Gol, que anunciou na segunda-feira o desligamento de vários tripulantes, viu suas ações preferenciais perderem 1,66%, no rastro de notícias negativas: além da perda de mercado, o rebaixamento de sua classificação anunciado pela Fitch, uma das três maiores agências classificadoras de risco mundiais.

Embora especialistas alertem para o fato de que o aumento de market share não implique rentabilidade, a Azul espera registrar em 2012 o primeiro lucro de sua história, disse uma fonte próxima à empresa. Beting não confirma. Sustentando que, para a companhia, market share é consequência e não meta, ele diz que a empresa não comenta seus resultados e que os acionistas estão satisfeitos com os números.

O executivo reconhece que a companhia, que iniciou suas operações em dezembro de 2008 e transformou o aeroporto de Campinas no principal centro concentrador de suas rotas, também sofreu no ano passado com a disputa tarifária entre Gol e TAM. No entanto, mantém seu plano de frota para 2012, confiante em um mercado ainda aquecido, porém cautelosa com o cenário marcado pelos altos custos dos combustíveis.

No transporte aéreo internacional de passageiros, de acordo com os números da Anac, a demanda subiu 8,95% em fevereiro em relação a igual período de 2011, enquanto a oferta registrou crescimento de 1,16% no mesmo espaço de tempo. A taxa média de ocupação dos voos internacionais (operados por empresas brasileiras) teve o melhor aproveitamento para o mês de fevereiro dos últimos sete anos.

Em especial, a Tam encerrou fevereiro com a maior taxa de ocupação internacional de sua história para o mês. Nos voos para o exterior operados por empresas aéreas brasileiras, a companhia registrou load factor de 81,9% e seguiu líder no segmento, com participação de 87,5% no período. Os números foram divulgados hoje (3/4) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e refletem a demanda aquecida por rotas internacionais no fim da alta temporada.

O índice recorde no mercado internacional é resultado de um aumento da demanda (RPK) acima do crescimento do número de assentos disponíveis por quilômetro voado (ASK). Na comparação com fevereiro do ano passado, a procura por voos da companhia ao exterior avançou 11,7%, enquanto a oferta foi incrementada em 5,3%. No mês, o yield (preço unitário pago por passageiro por quilômetro voado) internacional também avançou com relação a fevereiro do ano anterior.

No mercado doméstico, a Tam também manteve a liderança, com market share de 39,1% em fevereiro. No mês, a taxa de ocupação dos voos chegou a 64,6%. O índice é resultado da combinação dos aumentos de 11,7% da demanda e de 8,7% da oferta nos voos domésticos da companhia, na comparação anual.

O desempenho da Tam no mercado nacional reflete o aumento do volume de passageiros viajando a lazer, muito influenciado pela realização do Carnaval em fevereiro (em 2011, ele havia sido celebrado em março). Além disso, foi alto o número de passageiros que viajaram com bilhetes-prêmio no segundo mês deste ano. Como reflexo, o mix de clientes resultou em um yield doméstico ligeiramente inferior ao registrado em fevereiro do ano passado.